{"id":1590,"date":"2021-08-31T09:00:00","date_gmt":"2021-08-31T12:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2022-05-05T00:30:44","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:44","slug":"ameaca-remota-a-relacao-entre-a-distancia-e-a-tomada-de-decisao-do-uso-da-forca-letal-em-ataques-aereos-por-drones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1590","title":{"rendered":"Amea\u00e7a remota: a rela\u00e7\u00e3o entre a dist\u00e2ncia e a tomada de decis\u00e3o do uso da for\u00e7a letal em ataques a\u00e9reos por Drones"},"content":{"rendered":"<p>Volume 8 | N\u00famero 84 | Ago. 2021<\/p>\n<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/satellite-67718_1280-1.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"847\" data-original-width=\"1280\" height=\"212\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/satellite-67718_1280-1-300x199.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<\/p>\n<div style=\"text-align: right;\">Fernanda Rangel de Moraes<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Sandra Maria Becker &nbsp;Tavares<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">O Ve\u00edculo A\u00e9reo N\u00e3o Tripulado, popularmente conhecido como Drone, \u00e9 um tipo de tecnologia que se assemelha a uma aeronave com alto grau de automatismo controlado remotamente. Desde a d\u00e9cada de 50, essa tecnologia era usada militarmente, com seu porte pequeno e \u00e1gil, trazendo uma nova perspectiva para o modo de ir \u00e0 guerra. Uma vez usados para vigil\u00e2ncia no combate e reconhecimento t\u00e1tico, com o avan\u00e7o da tecnologia, os drones se tornam mais modernos e hostis.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Entre tantos modelos, o foco deste trabalho estar\u00e1 nos UCAVs (Unmanned Combat Aerial Vehicle), os drones de combate americanos. Em uma breve apresenta\u00e7\u00e3o, o mais mencionado em relatos de ex-pilotos combatentes s\u00e3o os MQ-1 Predator, carregando dois m\u00edsseis Hellfire ar-superf\u00edcie, para alvos terrestres que podem acertar um tanque de guerra a at\u00e9 8 km de dist\u00e2ncia (ISHIKAWA, 2020). \u00c9 usado principalmente pela For\u00e7a A\u00e9rea Americana e pela CIA nos ataques a alvos terroristas em pa\u00edses \u00e1rabes. Criado para ser um avi\u00e3o de reconhecimento e observa\u00e7\u00e3o dentro do territ\u00f3rio inimigo, teve seu objetivo modificado em meados de 1995 para carregar armamentos.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com isso, a nova forma de ir \u00e0 guerra possibilitada pelos avan\u00e7os dos drones levanta o debate sobre \u201cmatar \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d, quest\u00e3o que pode ser olhada de in\u00fameros \u00e2ngulos, por\u00e9m sendo apresentada aqui sob a luz da psicologia entre a dist\u00e2ncia f\u00edsica e o processo da tomada de decis\u00e3o t\u00e1tica. Diante de um olhar parecido, David Grodin (2012) afirma que um senso de humanidade compartilhada \u00e9 perdido para as tecnologias de ver e mirar oferecidas pelo olhar do drone que enquadra visualmente a exibi\u00e7\u00e3o de um mundo que est\u00e1 a uma dist\u00e2ncia remota e virtual.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name='more'><\/a><\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 15.693333625793457px; margin: 0cm 0cm 8pt; text-align: left;\"><\/p>\n<p><b style=\"text-align: left;\"><\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A partir da ideia pela qual os drones passaram a ser entendidos como parte de uma estrat\u00e9gia militar de morte seletiva (GRODIN, 2012), \u00e9 poss\u00edvel levantar a quest\u00e3o sobre: Matar a uma vasta dist\u00e2ncia remota sem risco, influencia a tomada de decis\u00e3o t\u00e1tica, tornando-a mais \u201cf\u00e1cil\u201d, ou n\u00e3o? Diversos trabalhos debatem o motivo pelo qual o aumento da dist\u00e2ncia deve estar associado a diferentes propens\u00f5es para atacar, baseando-se em teorias vindas da Psicologia e da Psicologia Social. O presente artigo ir\u00e1 apresentar as principais teorias que se entrela\u00e7am com o fator dist\u00e2ncia X disposi\u00e7\u00e3o para matar e relacion\u00e1-las com a tecnologia do drone, dando continuidade ao debate sobre como a vasta dist\u00e2ncia que separa os operadores de drones de seus alvos pode alterar o processo de tomada de decis\u00e3o t\u00e1tica .&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A RELA\u00c7\u00c3O ENTRE DIST\u00c2NCIA E A FOR\u00c7A LETAL<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com o advento da tecnologia do drone e sua populariza\u00e7\u00e3o no uso militar, a pergunta sobre como a dist\u00e2ncia que separa os operadores de drones de seus alvos pode alterar o processo de tomada de decis\u00e3o t\u00e1tica come\u00e7ou a circular. As consequ\u00eancias j\u00e1 estudadas de matar na proximidade que soldados matam seus alvos em conflitos onde ambos est\u00e3o no mesmo campo abriu margem para um novo questionamento ao que tal proximidade n\u00e3o existia mais, e todo o contexto pr\u00e9 e p\u00f3s a a\u00e7\u00e3o de tirar uma vida n\u00e3o atingiria mais o soldado ordenado a isso, j\u00e1 que a vis\u00e3o e experi\u00eancia com os alvos ser\u00e3o limitadas &#8211; como ser\u00e1 discutido posteriormente.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Entre o conhecimento existente sobre o papel que a dist\u00e2ncia desempenha nas decis\u00f5es humanas de matar durante a guerra, uma das perspectivas mencionadas afirma que a dist\u00e2ncia, de fato, aumenta a probabilidade de uma pessoa usar for\u00e7a mortal. Nela, Powers (2015) aponta duas teorias essenciais para entender o embasamento psicol\u00f3gico por tr\u00e1s dessa liga\u00e7\u00e3o, onde a primeira argumenta que matar \u00e0 dist\u00e2ncia \u00e9 relativamente f\u00e1cil e torna-se progressivamente mais dif\u00edcil \u00e0 medida da aproxima\u00e7\u00e3o da v\u00edtima. \u00c9 menos desafiador psicologicamente para uma pessoa atirar em algu\u00e9m com uma arma do que estrangul\u00e1-lo ou desferir um golpe mortal durante um combate cara a cara, o que transforma a proximidade e a intera\u00e7\u00e3o com a v\u00edtima mais psicologicamente prejudicial.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Pela mesma raz\u00e3o, a outra teoria, sendo diretamente aplicada ao conceito de drone, envolve como essa tecnologia revoluciona a guerra, tornando poss\u00edvel a a\u00e7\u00e3o remota. Levando em considera\u00e7\u00e3o conflitos passados onde m\u00edsseis eram acionados por um piloto voando acima de seu alvo em contrapartida de agora, onde os controles est\u00e3o nas m\u00e3os de equipes de operadores de UAV que trabalham em locais acerca de milhas de dist\u00e2ncia do local do ataque a\u00e9reo, a autora defende que tais fatores n\u00e3o apenas isolam o operador do drone do perigo f\u00edsico, mas tamb\u00e9m introduz um n\u00edvel sem precedentes de separa\u00e7\u00e3o entre o operador e seu alvo, o que leva a um alto grau do conceito de dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">DIST\u00c2NCIA PSICOL\u00d3GICA, TEORIA DA DIST\u00c2NCIA PSICOL\u00d3GICA EM N\u00cdVEL CONSTRUTIVO E A TEORIA DA REPUGN\u00c2NCIA DE MATAR COMO MECANISMOS PSICOL\u00d3GICOS NO USO DA FOR\u00c7A LETAL<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para posteriormente aplicarmos os conceitos de n\u00edvel de interpreta\u00e7\u00e3o da psicologia e a teoria da repugn\u00e2ncia de matar para desenvolver as conex\u00f5es te\u00f3ricas entre a dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica e a decis\u00e3o de uma pessoa de lan\u00e7ar um ataque de drones em face de potenciais v\u00edtimas civis, \u00e9 necess\u00e1rio entender de forma mais abrangente como a dist\u00e2ncia afeta as a\u00e7\u00f5es e cogni\u00e7\u00e3o humana.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em primeiro plano, \u00e9 importante definir que dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica se refere a uma experi\u00eancia subjetiva de que algo est\u00e1 perto ou longe de si, aqui e agora e descreve dist\u00e2ncias espaciais, temporais \u2013 relacionando-se a qu\u00e3o longe no futuro algo ser\u00e1 experimentado, sociais \u2013 a proximidade pessoal sentida em rela\u00e7\u00e3o a algo, e a hipot\u00e9tica de um evento ou objeto (POWERS, 2015). Al\u00e9m disso, a dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica tem como ponto de refer\u00eancia o sentimento difuso da unidade da personalidade no aqui e agora, e as diferentes maneiras pelas quais um objeto pode ser removido a partir desse ponto constituem diferentes dimens\u00f5es de dist\u00e2ncia. Superar a ideia de indiv\u00edduo, o sentimento difuso da unidade da personalidade, no aqui e agora envolve a interpreta\u00e7\u00e3o mental, e quanto mais distante um objeto estiver da experi\u00eancia direta, mais alto (mais abstrato) ser\u00e1 o n\u00edvel de interpreta\u00e7\u00e3o desse objeto (LIBERMAN; TROPE, 2010).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com isso, a Teoria da Dist\u00e2ncia Psicol\u00f3gica em N\u00edvel Construtivo de Liberman e Trope (2010) (Construal-Level Theory of Psychological Distance\/CLT) diz que as pessoas atravessam diferentes dist\u00e2ncias psicol\u00f3gicas usando processos de constru\u00e7\u00e3o mental semelhantes. Pelas v\u00e1rias dist\u00e2ncias terem o mesmo ponto de refer\u00eancia egoc\u00eantrico, todas deveriam estar cognitivamente relacionadas umas \u00e0s outras, afetando e sendo afetadas pelo n\u00edvel de interpreta\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que a dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica aumenta, as interpreta\u00e7\u00f5es se tornam mais abstratas, e \u00e0 medida que o n\u00edvel de abstra\u00e7\u00e3o aumenta, tamb\u00e9m aumentam as dist\u00e2ncias psicol\u00f3gicas que os indiv\u00edduos imaginam. Dist\u00e2ncias estas que devem influenciar a a\u00e7\u00e3o e, como para Algom et al., (2007), \u00e9 considerada um princ\u00edpio fundamental de processamento que orienta a cogni\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o humanas. Em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis, Liberman e Trope (2010) explicam que vemos interpreta\u00e7\u00f5es de alto n\u00edvel como representa\u00e7\u00f5es mentais relativamente abstratas, coerentes e superordenadas, em compara\u00e7\u00e3o com interpreta\u00e7\u00f5es de baixo n\u00edvel. Mover-se de uma representa\u00e7\u00e3o concreta de um objeto para uma representa\u00e7\u00e3o mais abstrata envolve reter caracter\u00edsticas centrais e omitir caracter\u00edsticas que pelo pr\u00f3prio ato de abstra\u00e7\u00e3o s\u00e3o consideradas incidentais. A partir disso, a premissa b\u00e1sica da CLT se baseia na liga\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria entre a dist\u00e2ncia e o n\u00edvel de constru\u00e7\u00e3o mental, de modo que objetos mais distantes ser\u00e3o interpretados em um n\u00edvel mais alto, e a constru\u00e7\u00e3o de alto n\u00edvel trar\u00e1 \u00e0 mente objetos mais distantes.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><br \/><\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cA dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica est\u00e1 relacionada \u00e0 maneira como as pessoas pensam sobre os est\u00edmulos, porque a dist\u00e2ncia entre o est\u00edmulo e a experi\u00eancia direta do observador afeta a interpreta\u00e7\u00e3o do est\u00edmulo pelo observador. \u00c0 medida que os est\u00edmulos ficam mais distantes em qualquer uma dessas dimens\u00f5es, a quantidade de informa\u00e7\u00f5es sensoriais e conhecimento concreto sobre eles tende a diminuir\u201d (ALGOM et al., 2010, p.2, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/i><\/div>\n<\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 para Dave Grossman (1995), o psic\u00f3logo e ex-militar que elaborou a teoria da repugn\u00e2ncia de matar, a liga\u00e7\u00e3o entre dist\u00e2ncia e facilidade de agress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma descoberta nova. Ele diz que h\u00e1 muito tempo se entende que existe uma rela\u00e7\u00e3o direta entre a proximidade emp\u00e1tica e f\u00edsica da v\u00edtima e a dificuldade e trauma resultantes da morte, tendo como mecanismo explicativo um espectro, onde em seu extremo oposto h\u00e1 o bombardeio e a artilharia, que costumam ser usados \u200b\u200bpara ilustrar a relativa facilidade do assassinato de longo alcance. Conforme a extremidade mais pr\u00f3xima do espectro se aproxima, come\u00e7a-se a perceber que a resist\u00eancia a matar se torna cada vez mais intensa. Este processo culmina no final do espectro, quando a resist\u00eancia a baionetas ou facadas se torna tremendamente intensa, e matar com as pr\u00f3prias m\u00e3os torna-se quase impens\u00e1vel. No entanto, ele inteira que mesmo isso n\u00e3o \u00e9 o fim, o espectro continua at\u00e9 uma regi\u00e3o delicada ser abordada em seu extremo, onde sexo e matan\u00e7a se misturam.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ou seja, quanto mais pr\u00f3ximo o alvo humano, maior a resist\u00eancia inicial a ser vencida para matar, e quanto maior a dist\u00e2ncia, menos dif\u00edcil se tornaria o ato, como \u00e9 exemplificado no diagrama dos diferentes tipos de armas (CHAMAYOU, 2015).<\/div>\n<p>        Gr\u00e1fico 1 \u2013 Espectro da agress\u00e3o segundo Dave Grossman<\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: left;\"><a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-2B-2BFernanda-2BRangel-1.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"825\" data-original-width=\"1102\" height=\"240\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-2B-2BFernanda-2BRangel-1-300x225.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p style=\"font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 16.866666793823242px; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\"><\/p>\n<p style=\"line-height: 16.866666793823242px; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">FONTE: CHAMAYOU, 2015, p.78<\/p>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">De perto, a resist\u00eancia para matar um oponente \u00e9 tremenda. Quando algu\u00e9m olha nos olhos de um oponente e sabe que ele \u00e9 jovem ou velho, v\u00ea seu medo ou sua raiva, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel negar que o indiv\u00edduo prestes a ser morto \u00e9 muito parecido com voc\u00ea. E \u00e9 nesse momento que ocorrem muitas narrativas pessoais de recusa a matar. (GROSSMAN, 1995)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">DRONES, DIST\u00c2NCIA E O USO DA FOR\u00c7A LETAL&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com isso, \u00e9 importante contextualizar, como ressalta Powers (2015), que o pessoal de drones encarregado de realizar ataques contra suspeitos de terrorismo no exterior \u00e9 separado do local de sua opera\u00e7\u00e3o sem precedentes. E que embora um atirador possa estar a metros de seu alvo em bombardeios a\u00e9reos muito acima de suas zonas de ataque pretendidas, a separa\u00e7\u00e3o espacial entre os operadores de drones e a localiza\u00e7\u00e3o do alvo do m\u00edssil \u00e9 muito mais dr\u00e1stica. Al\u00e9m disso, os operadores de drones tamb\u00e9m podem estar mais distantes socialmente, j\u00e1 que operando do conforto de uma base da for\u00e7a a\u00e9rea, eles se distanciam do combatente inimigo e da experi\u00eancia geral de ser \u201cparte da a\u00e7\u00e3o\u201d no solo ou no ar. Ent\u00e3o, n\u00e3o apenas isolando o operador do drone do perigo f\u00edsico, esses fatores combinados fazem com que a natureza da guerra de drones crie um grau de dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica extraordin\u00e1rio<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 que, teoricamente, de acordo com a CLT, uma grande dist\u00e2ncia de um objeto ativaria uma interpreta\u00e7\u00e3o de alto n\u00edvel do objeto, mesmo quando os detalhes de baixo n\u00edvel n\u00e3o s\u00e3o particularmente prov\u00e1veis de mudar com a dist\u00e2ncia, e o alto n\u00edvel de interpreta\u00e7\u00e3o de um objeto produziria uma sensa\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncia do objeto mesmo quando tal interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite a recupera\u00e7\u00e3o de exemplares particularmente distais do objeto (LIBERMAN; TROPE, 2010) Logo, Se a dist\u00e2ncia reduz as barreiras para matar, a tecnologia de drones pode criar condi\u00e7\u00f5es ideais para facilitar o uso de for\u00e7a letal. Ele remove os operadores suficientemente longe do local do ataque para que eles abstraiam as pessoas dos contextos, reduzindo assim a varia\u00e7\u00e3o, a diferen\u00e7a e o ru\u00eddo que podem impedir a a\u00e7\u00e3o ou introduzir ambiguidade moral (POWERS, 2015).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, para a incrementa\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica, as tecnologias de vis\u00e3o militar produzem representa\u00e7\u00f5es extremamente limitadas da realidade. Essa vis\u00e3o n\u00e3o tem o objetivo de representar objetos, mas para agir sobre eles, sendo a \u00fanica liga\u00e7\u00e3o entre o operador e o alvo.<\/div>\n<blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><br \/><\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i>\u201cA liga\u00e7\u00e3o entre ambos \u00e9 a imagem na tela, que mais que uma representa\u00e7\u00e3o figurativa \u00e9 uma figura\u00e7\u00e3o operativa. Pode-se clicar, e quando se clica, mata-se. Mas o ato de matar se reduz aqui concretamente a situar o cursor ou flecha em cima de pequenas \u201cimagens acion\u00e1veis\u201d, figurinhas que tomaram o lugar do velho corpo em carne e osso do inimigo\u201d (CHAMAYOU, 2015, P. 78)<\/i><\/div>\n<\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nesse caso, pelas defini\u00e7\u00f5es de Grossman (1995), os alvos pela mira de um drone est\u00e3o em alcance m\u00e1ximo, o que \u00e9 definido como um alcance em que o assassino \u00e9 incapaz de perceber suas v\u00edtimas individuais sem usar alguma forma de assist\u00eancia mec\u00e2nica, e que em dist\u00e2ncias assim, os militares podem fingir que n\u00e3o est\u00e3o matando seres humanos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Percebe-se que o Drone, por seu dispositivo de vis\u00e3o, se encaixaria mais perto do extremo \u201cpr\u00f3ximo\u201d do espectro da agress\u00e3o de Grossman (1995), por\u00e9m a vis\u00e3o dos operados e tal proximidade perceptiva \u00e9 parcial. Chamayou (2015) explica que essa vis\u00e3o \u00e9 filtrada pela interface e al\u00e9m da gama sensorial se ver reduzida \u00e0 dimens\u00e3o \u00f3ptica, a resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 suficientemente detalhada para poder mirar, mas n\u00e3o o bastante para poder distinguir os rostos. Sendo assim, uma vis\u00e3o degradada, fazendo com que tudo o que os operadores discernem sejam pequenos avatares sem rosto.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Imagem 1 &#8211; Exemplos de imagens de um ataque de drone.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-2B-25281-2529-2B-2BFernanda-2BRangel-1.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"443\" data-original-width=\"633\" height=\"224\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-2B-25281-2529-2B-2BFernanda-2BRangel-1-300x210.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-2B-25282-2529-2B-2BFernanda-2BRangel-1.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"445\" data-original-width=\"674\" height=\"211\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/image-2B-25282-2529-2B-2BFernanda-2BRangel-1-300x198.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">FONTE: STAHL, 2013, p.664<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desse modo, o car\u00e1ter filtrado da percep\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o figurativa do inimigo, a n\u00e3o reciprocidade dos campos perceptivos, e o desmembramento da unidade fenomenol\u00f3gica do ato s\u00e3o fatores que Chamayou (2015)  elenca para a produ\u00e7\u00e3o de efeitos potentes de \u201camortecedores morais\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Isso se torna evidente quando se analisa alguns aspectos, desde o nome atribu\u00eddo ao drone \u00e0 condecora\u00e7\u00e3o por bravura aos seus manipuladores.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Quanto ao termo escolhido para nomear esse artefato, Mori (2020), em texto disponibilizado pela BBC News Brasil,  compilou o hist\u00f3rico estadunidense sobre o emprego de drones armados. Fez o destaque, dentre outras curiosidades, da mudan\u00e7a do termo \u201c&#8230;Predator, usado na d\u00e9cada passada,&#8230; para o drone usado hoje, que foi chamado de Reaper \u2014 em ingl\u00eas, a palavra se refere \u00e0 figura da morte encapuzada\u201d. Significativa altera\u00e7\u00e3o de uma palavra que diz respeito \u00e0quele que ca\u00e7a para matar para outra que se refere ao curso inevit\u00e1vel da vida, que \u00e9 a morte que chega para todos sem data, local ou hora marcados.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com a evolu\u00e7\u00e3o do drone de uma ferramenta de espionagem para um instrumento de execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, evolu\u00edram tamb\u00e9m os casos de transtornos mentais em operadores de drones. Basta lembrar que, em muitos casos, os \u201calvos\u201d s\u00e3o monitorados em suas rotinas de vida, por longas horas antes da ordem final de exterm\u00ednio, sem contar os poss\u00edveis casos de mortes de pessoas aleat\u00f3rias por estarem pr\u00f3ximas ao alvo (bug splat).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Iniciativas v\u00eam sendo tomadas para combater as amortiza\u00e7\u00f5es morais. Uma delas se refere ao Projeto \u201cInsideOut\u201d. O artista franc\u00eas JR criou uma plataforma participativa que ajuda indiv\u00edduos e comunidades a fazerem uma declara\u00e7\u00e3o, exibindo retratos em preto e branco em grande escala em espa\u00e7os p\u00fablicos. Por meio de suas a\u00e7\u00f5es, comunidades em todo o mundo defendem uma mensagem. Em Abril de 2014, na prov\u00edncia de Khyber Pakhtunkhwa, Paquist\u00e3o, a iniciativa intitulada de #NotABugSplat estendeu um painel de 30 x 20 metros com a imagem de uma menina, com o prop\u00f3sito de que o rosto da crian\u00e7a possa ser visto do c\u00e9u. A campanha recebeu esse nome devido a como os operadores de drones descrevem suas v\u00edtimas, visto que o corpo atrav\u00e9s da imagem de v\u00eddeo do drone d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de um inseto sendo esmagado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote><p><i>\u201cPara mostrar aos operadores de drones o rosto real das crian\u00e7as que eles podem acabar bombardeando &#8211; em vez de um ponto desumanizado em uma tela &#8211; gostar\u00edamos de imprimir retratos em escala extremamente grande das crian\u00e7as que vivem na \u00e1rea onde os drones s\u00e3o operados. Esses retratos ser\u00e3o colocados no ch\u00e3o voltados para cima, de forma que uma c\u00e2mera drone os capture, transmitindo-os para a tela do operador do drone.\u201d (INSIDE OUT, 2014, on-line )<\/i><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para Marcelo Jesus (2019, p.87), em sua tese doutoral acerca das formas de comunica\u00e7\u00e3o e relacionamentos entre quem filma, quem faz o filme e quem o assiste, analisa que, at\u00e9 na arte cinematogr\u00e1fica, a imagem veiculada dos pilotos de drones  \u201d&#8230; atua essencialmente por segrega\u00e7\u00e3o, ela institui uma separa\u00e7\u00e3o com os sujeitos que figuram nela, agindo por elimina\u00e7\u00e3o.\u201d<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">CONCLUS\u00c3O<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico que vem sendo promulgado na \u00e1rea militar, \u00e9 formada uma diferente perspectiva para as formas de combate. Os Drones UCAVs utilizados principalmente nos combates norte-americanos, reafirmam que tais tecnologias contribuem para a perda do senso de humanidade. Isso ocorre devido ao fato da c\u00e2mera de baixa resolu\u00e7\u00e3o deste modelo favorecer a cria\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica para al\u00e9m da dist\u00e2ncia f\u00edsica entre o operador do drone e o alvo. Ambas, em unidade e conson\u00e2ncia, favorecem o amortecedor moral que aumenta a probabilidade de uma pessoa usar for\u00e7a mortal, tornando essa decis\u00e3o relativamente f\u00e1cil.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Este estudo buscou delinear os mecanismos psicol\u00f3gicos acerca das motiva\u00e7\u00f5es humanas para desenvolver as conex\u00f5es te\u00f3ricas entre a dist\u00e2ncia f\u00edsica, psicol\u00f3gica e a decis\u00e3o de uma pessoa de lan\u00e7ar um ataque de drones em face de potenciais v\u00edtimas civis. Apesar da grande disponibilidade de estudos e evid\u00eancias cient\u00edficas para com estes argumentos, o debate ainda \u00e9 aberto, contendo perspectivas alternativas que sugerem o oposto e mostrando que os estudos devem continuar sendo aprofundados cada vez mais na experi\u00eancia pessoal dos combatentes e na psicologia humana, expandindo seu alcance para al\u00e9m dos ramos de estrat\u00e9gia e defesa.<\/div>\n<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">ALGOM, Y. B. Y. T. N. L. D. <i>Automatic Processing of Psychological Distance:<\/i> Evidence from a Stroop Task. Journal of Experimental Psychology, S.L, v. 136, n. 4, p. 610-622, 2007.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">CHAMAYOU, Gr\u00e9goire. <i>Teoria do drone.<\/i> Trad. C\u00e9lia Euvaldo. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2015, p. 77-83<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">GRONDIN, David. The study of drones as objects of security: Targeted killing as military strategy.  <i>Research Methods in Critical Security Studies<\/i>, Londres, p. 1-2, 2012.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">GROSSMAN, Dave. <i>On Killing:<\/i> The Psychological Cost of Learning to Kill in War and Society. 1. ed. Nova York: Back Bay Books, 1995. p. 59-118.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">GROSSMAN, Dave. <i>Matar: um estudo sobre o ato de matar<\/i>; tradu\u00e7\u00e3o Ulisses Lisboa Perazzo Lannes. Rio de Janeiro: Biblioteca do Ex\u00e9rcito, 2007.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">ISHIKAWA, Fernando. Polariza\u00e7\u00e3o: efeito catalisador dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, abalroamento das rela\u00e7\u00f5es sociais e a comunica\u00e7\u00e3o (n\u00e3o) violenta do Poder Judici\u00e1rio. <i>Jus<\/i>, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/jus.com.br\/artigos\/86318\/polarizacao-efeito-catalisador-dos-meios-de-comunicacao-de-massa-abalroamento-das-relacoes-sociais-e-a-comunicacao-nao-violenta-do-poder-judiciario<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">JESUS, Marcelo Pedroso Holanda de.  Antagonismos na imagem documental &#8211; os modos securit\u00e1rio e agon\u00edstico.Tese. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.ufpe.br\/bitstream\/123456789\/39670\/1\/TESE%20Marcelo%20Pedroso%20Holanda%20de%20Jesus.pdf\">https:\/\/repositorio.ufpe.br\/bitstream\/123456789\/39670\/1\/TESE%20Marcelo%20Pedroso%20Holanda%20de%20Jesus.pdf<\/a>  Acesso em: 17 junho 2021<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">LIBERMAN, Y. T. N. Construal-Level Theory of Psychological Distance. <i>Psychological Review,<\/i> S.L, v. 117, n. 2, p. 440-463, 2010.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MORI, Let\u00edcia. De bal\u00f5es bombardeiros no s\u00e9culo 19 \u00e0s m\u00e1quinas mortais  usadas hoje pelos EUA: a hist\u00f3ria dos drones na guerra. <i>BBC News Brasil,<\/i> janeiro de 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-51111636\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/geral-51111636<\/a> Acesso em: 17 junho 2021<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">NOT A Bug Splat Khyber Pakhtunkhwa, Pakistan April 2014.<i>Inside out project.<\/i> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.insideoutproject.net\/en\/explore\/group-action\/not-a-bug-splat#section-statement\">https:\/\/www.insideoutproject.net\/en\/explore\/group-action\/not-a-bug-splat#section-statement<\/a>. Acesso em: 17 de junho de 2021.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">POWERS, Kathleen E. Killing at a Distance: A Construal Level Approach to the Psychology of Drone Operation. <i>American Political Science Association, <\/i>S\u00e3o Francisco, CA, p. 1-28, 2015.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">STAHL, Roger. What the drone saw:  the cultural optics of the unmanned war. <i>Australian Journal of International Affairs,<\/i> S.L, v. 67, n. 5, p. 659-674, 2013.<\/div>\n<div>\n<p style=\"line-height: 16.866666793823242px; margin: 0cm 0cm 0.0001pt;\">\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-style: italic;\"><br \/><\/span><\/div>\n<p><span><\/p>\n<div style=\"font-style: italic; text-align: justify;\"><b style=\"font-weight: bold;\">Fernanda Rangel de Moraes <\/b>\u00e9 acad\u00eamica de Defesa e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Internacional do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IRID &#8211; UFRJ), bolsista PIBIC de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do laborat\u00f3rio Geo\u00c1frica e assistente de pesquisa do subgrupo de Seguran\u00e7a Espacial do Laborat\u00f3rio de Simula\u00e7\u00f5es e Cen\u00e1rios da Escola de Guerra Naval.<\/div>\n<div style=\"font-style: italic; text-align: justify;\"><\/div>\n<p><\/span><i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: right;\"><b>Sandra Maria Becker &nbsp;Tavares <\/b>p<\/span><i>ossui gradua\u00e7\u00e3o em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988), mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995), doutorado em Bio\u00e9tica, \u00c9tica Aplicada e Sa\u00fade Coletiva pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (2014). \u00c9 professora Adjunta 3 da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenou o Curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Defesa e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Internacional onde tamb\u00e9m integra o Laborat\u00f3rio de Estudos de Seguran\u00e7a e Defesa (LESD). Exerce atualmente a Coordena\u00e7\u00e3o Adjunta (vice-diretora) do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Defesa (IRID\/UFRJ) e a Coordena\u00e7\u00e3o de Extens\u00e3o da Decania do Centro de Ci\u00eancias Jur\u00eddicas e Econ\u00f4micas (CCJE\/UFRJ). \u00c9 membro titular do Conselho de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria da UFRJ. Tem experi\u00eancia nas \u00e1reas de Defesa Nacional, Sa\u00fade Coletiva e Extens\u00e3o Universit\u00e1ria atuando principalmente em Bio\u00e9tica, Aprimoramento Humano, Seguran\u00e7a Humana, Log\u00edstica e Mobiliza\u00e7\u00e3o Nacional<\/i><\/div>\n<p><\/i><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 8 | N\u00famero 84 | Ago. 2021 Fernanda Rangel de Moraes Sandra<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1855,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[648,659],"tags":[],"class_list":["post-1590","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-volume8"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1590"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1590\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1953,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1590\/revisions\/1953"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}