{"id":1592,"date":"2021-07-05T08:00:00","date_gmt":"2021-07-05T11:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2022-05-05T00:30:44","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:44","slug":"disputa-hegemonica-eua-x-china-a-postura-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1592","title":{"rendered":"Disputa hegem\u00f4nica EUA x China: a postura do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Volume 8 | N\u00famero 83 | Jul. 2021<\/p>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/guerra_comercial123063-1.jpeg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"512\" data-original-width=\"768\" height=\"266\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/guerra_comercial123063-1-300x200.jpeg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Por&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Ana Clara Schmitz Weber<a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_edn1\">[i]<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Christiane Scheuermann<a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_edn2\">[ii]<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Livia Rocha Hoffmann<a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_edn3\">[iii]<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Roberto Rodolfo Georg Uebel<a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_edn4\">[iv]<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div>\n<p><b>1 INTRODU\u00c7\u00c3O <\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a discuss\u00e3o sobre o decl\u00ednio dos Estados Unidos enquanto pot\u00eancia hegem\u00f4nica e o advento de uma nova hegemonia tornou-se um dos principais debates do campo das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (FIORI, 2010.). Nesse sentido, diversos autores trabalham com a possibilidade de a China emergir enquanto nova pot\u00eancia mundial, com a capacidade de determinar os rumos do s\u00e9culo XXI. (FIORI, 2010)<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/#\">[v]<\/a>. Portanto, este artigo visa compreender de que maneiras as duas na\u00e7\u00f5es candidatas ao posto de hegemon abordaram o Brasil durante a crise da COVID-19, tendo em vista o seu papel de agente organizador regional da Am\u00e9rica do Sul. Primeiramente, ser\u00e1 descrito o processo de consolida\u00e7\u00e3o brasileira enquanto ator fundamental para as din\u00e2micas sul-americanas, seguida por uma an\u00e1lise do comportamento chin\u00eas e estadunidense a partir dessa perspectiva no contexto da pandemia da COVID-19. No fim, o artigo defender\u00e1 a exist\u00eancia de tr\u00eas cen\u00e1rios poss\u00edveis para o Brasil, como consequ\u00eancia da sua resposta aos movimentos dos Estados Unidos e da China.<\/div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 22px; margin: 0cm 0cm 8pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 24px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 22px; margin: 0cm 0cm 8pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 12pt; line-height: 24px;\"><span style=\"font-family: -webkit-standard; text-align: left; text-indent: 0px;\"><\/span><\/span><\/p>\n<p><a name='more'><\/a><\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 15.693333625793457px; margin: 0cm 0cm 8pt;\"><\/p>\n<p><b>2 BRASIL COMO AGENTE ORGANIZADOR REGIONAL<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">A busca pela posi\u00e7\u00e3o de pa\u00eds influenciador e organizador regional come\u00e7a com Rio Branco visando estabilizar a regi\u00e3o para proteg\u00ea-la do imperialismo europeu. Com isso, houve uma aproxima\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos, reconhecendo-o como a grande pot\u00eancia do s\u00e9culo. Nesse per\u00edodo, as fronteiras nacionais foram delimitadas, e houve uma tentativa de aproxima\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses vizinhos. A pol\u00edtica externa de Get\u00falio Vargas foi marcada pelo pragmatismo, pela barganha e pela diplomacia pendular. Estando em um lado do p\u00eandulo os Estados Unidos e no outro a Alemanha nazista, Vargas conseguiu barganhar com os dois poderes dicot\u00f4micos do momento. Nos governos que sucederam Rio Branco e Vargas houve per\u00edodos de alinhamento autom\u00e1tico, de pragmatismo ou de rivalidade com os Estados Unidos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nessa altern\u00e2ncia de posicionamento, que visava, em alguns momentos, atrair a aten\u00e7\u00e3o do poder hegem\u00f4nico, ocorrera o desenvolvimento de uma pol\u00edtica externa cujo objetivo era a aproxima\u00e7\u00e3o com pa\u00edses terceiro-mundistas, como a Opera\u00e7\u00e3o Pan-Americana (OPA), no governo de Juscelino Kubitschek, e a Pol\u00edtica Externa Independente (PEI) nos governos de J\u00e2nio Quadros e Jo\u00e3o Goulart. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, a pol\u00edtica externa da ditadura civil-militar foi marcada por atritos regionais e alinhamento com os Estados Unidos. No decorrer dos governos, o Brasil aumentou a sua presen\u00e7a apoiando golpes militares e buscando acordos comerciais, ao mesmo tempo que disputava a hegemonia regional com a Argentina. A Organiza\u00e7\u00e3o Tratado de Coopera\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nica (OTCA) e o Acordo Tripartite no governo de Jo\u00e3o Figueiredo demonstram o papel articulista, coordenador e organizador do pa\u00eds, o que no futuro pr\u00f3ximo possibilitou a forma\u00e7\u00e3o do Mercosul, Iniciativa para Integra\u00e7\u00e3o da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), OTCA e outros acordos e parcerias.<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, isso, segundo as teses de Halford Mackinder, n\u00e3o torna poss\u00edvel considerar o Brasil como o heartland da Am\u00e9rica do Sul por conta dos fatores geogr\u00e1ficos do pa\u00eds (grande costa mar\u00edtima e o imenso planalto). Sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica permite que poderes externos entrem e se movimentem com facilidade dentro do territ\u00f3rio. Segundo Bastos J\u00fanior (2020 apud BECKER, 2012, p. 119), \u201catribuir o poder \u00e0 configura\u00e7\u00e3o das terras e mares e ao contexto dos territ\u00f3rios \u00e9 seguir o princ\u00edpio do determinismo geogr\u00e1fico e omitir a responsabilidade humana na tomada de decis\u00e3o pol\u00edtica, inclusive a dos Estados que, na verdade, moldam a geografia de seus territ\u00f3rios\u201d.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">A partir disso, poder-se-\u00e1 afirmar que o Brasil possui um imenso potencial geopol\u00edtico devido a sua posi\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul. Ele deve ser visto pela sua &#8220;capacidade de articula\u00e7\u00e3o para estimular o desenvolvimento econ\u00f4mico, promover a seguran\u00e7a, a perman\u00eancia da paz para todos os pa\u00edses envolvidos nesses f\u00f3runs e, por meio deles, o equil\u00edbrio de poder mundial\u201d (BASTOS J\u00daNIOR, 2020)<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/#\">[vi]<\/a>. O poder regional brasileiro seria validado pelo papel coordenador do pa\u00eds, indo de encontro com as teses de Mackinder, pois alian\u00e7as trazem uma proje\u00e7\u00e3o de poder ampliando faculdade geopol\u00edtica e a atua\u00e7\u00e3o do Brasil em m\u00faltiplos f\u00f3runs (BASTOS J\u00daNIOR, 2020)5.<\/div>\n<p style=\"line-height: 22px; margin: 0cm 0cm 8pt;\">\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>3 BRASIL, CHINA E ESTADOS UNIDOS NO CONTEXTO DA PANDEMIA DO COVID-19<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A partir do pressuposto que, no s\u00e9culo XXI, a Am\u00e9rica do Sul experienciou uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as no \u00e2mbito social, econ\u00f4mico e pol\u00edtico (PECEQUILO, 2013<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/#\">[vii]<\/a>), em grande parte decorrentes do comportamento do Brasil e a sua proje\u00e7\u00e3o internacional, cabe analisar as maneiras pelas quais as principais candidatas a hegemon procuram aumentar a sua influ\u00eancia, em especial, por meio da geopol\u00edtica das vacinas. Embora a geopol\u00edtica das vacinas represente o cap\u00edtulo mais recente para a an\u00e1lise do comportamento dos tr\u00eas atores envolvidos, \u00e9 importante retomar o hist\u00f3rico das rela\u00e7\u00f5es Brasil-Estados Unidos e Brasil-China, que oscilaram entre momentos de coopera\u00e7\u00e3o, competitividade e conflito (PECEQUILO,2013).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A influ\u00eancia estadunidense no Brasil \u00e9 muito mais antiga e subjetiva do que a chinesa. Desde o surgimento da Doutrina Monroe (1823), prevalecia a l\u00f3gica da \u201cAm\u00e9rica para os americanos\u201d, ou seja, qualquer tentativa de hegemonia extrarregional e intrarregional deveria ser contida na Am\u00e9rica Latina (PECEQUILO, 2013). Todavia, no per\u00edodo p\u00f3s-Guerra Fria, o investimento dos EUA na regi\u00e3o reduziu significativamente (PECEQUILO, 2013). Essa lacuna de poder acabou por favorecer a emerg\u00eancia de projetos regionais de desenvolvimento, principalmente, por parte do Brasil e da Venezuela (PEQUILO, 2013).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nesse processo, o Brasil destacou-se por uma abordagem majoritariamente Sul-Sul, e pela busca pelo estabelecimento de parcerias com outros emergentes, como os BRICS (PEQUILO, 2013). Portanto, a aproxima\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica com a China se deu principalmente a partir dos anos 2000. Ela beneficiava tanto a China, que buscava formas de diminuir sua depend\u00eancia da pot\u00eancia hegem\u00f4nica, quanto o Brasil, que via na parceria com a China uma forma de diminuir a interdepend\u00eancia assim\u00e9trica com os Estados Unidos (PEQUILO, 2013), que se distanciaram ainda mais da Am\u00e9rica Latina e do Brasil no governo de Donald Trump, apesar das exaustivas tentativas brasileiras de estreitamento das rela\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A crise do Coronav\u00edrus exp\u00f4s essa din\u00e2mica simult\u00e2nea de competitividade, conflito e coopera\u00e7\u00e3o que vinha se formando, uma vez que ela se desenrola nesse cen\u00e1rio com a China como maior parceira econ\u00f4mica do Brasil e com os Estados Unidos focados no seu interesse nacional. A COVID-19 totalizou 177,5 milh\u00f5es de casos mundialmente entre 22 de janeiro de 2020 e 18 de junho de 2021 (JOHNS HOPKINS UNIVERSITY, 2021)<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/#\">[viii]<\/a>. Enquanto isso, a China e os Estados Unidos produziram, respectivamente, no mesmo per\u00edodo, 141.624.000 e 103.000.000 do total de 413 milh\u00f5es de vacinas, sendo os l\u00edderes da produ\u00e7\u00e3o mundial (STATISTA, 2021)<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/#\">[ix]<\/a>. Inicia-se, assim, a geopol\u00edtica assim\u00e9trica da vacina\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nessa corrida pela vacina\u00e7\u00e3o mundial, a China partiu na frente, aproveitando a introspec\u00e7\u00e3o estadunidense. Ao inv\u00e9s de focar na sua popula\u00e7\u00e3o como os Estados Unidos, desde o in\u00edcio a China foi uma das principais parceiras na conten\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em pa\u00edses ao redor do mundo, n\u00e3o somente na sua regi\u00e3o, como inclusive do Brasil, doando suprimentos, insumos e doses de vacina. No entanto, por quest\u00f5es ideol\u00f3gicas, a rela\u00e7\u00e3o sino-brasileira, que beneficiaria ambas de maneiras diferentes, n\u00e3o funcionou no n\u00edvel de integra\u00e7\u00e3o que poderia ter acontecido por causa de ataques ideol\u00f3gicos do governo brasileiro ao partido comunista chin\u00eas (THE NEW YORK TIMES, 2021)<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/#\">[x]<\/a>.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A esperan\u00e7a de apoio estadunidense como recompensa pelo alinhamento pol\u00edtico-ideol\u00f3gico do governo brasileiro com o estadunidense de Donald Trump se mostrou infundada. Assim, o Brasil, cuja crise somente piorava, precisou recorrer \u00e0 ajuda da China. Atualmente, 55,9% das vacinas aplicadas no Brasil s\u00e3o da vacina chinesa Sinovac, com 39,4 milh\u00f5es de doses conforme a Rede Nacional de Dados em Sa\u00fade \u2013 RNDS (2021)<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/#\">[xi]<\/a>. Enquanto isso, os Estados Unidos sob o governo de Joe Biden anunciaram a doa\u00e7\u00e3o de 500 milh\u00f5es de doses da Pfizer pela iniciativa Covax, e, mesmo o Brasil fazendo parte da coalis\u00e3o, n\u00e3o ser\u00e1 um dos beneficiados do programa (G1 GLOBO, 2021)<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/#\">[xii]<\/a>.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Percebe-se, mesmo com a import\u00e2ncia geopol\u00edtica regional brasileira, o pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 conseguindo fazer uso do poder que tem por causa da falta de planejamento nas estrat\u00e9gias de alinhamento. Ao mesmo tempo que ofende a parceria chinesa, precisa da sua ajuda para aliviar os efeitos da crise sanit\u00e1ria nacional. A presen\u00e7a chinesa no continente passa a ser sentida, assim como a aus\u00eancia da estadunidense. Os EUA, enquanto pot\u00eancia hegem\u00f4nica ao menos das Am\u00e9ricas, tem ci\u00eancia de que sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 privilegiada, tanto por causa da posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, quanto por causa da proximidade pol\u00edtico-cultural, e aparentemente conclui que sua influ\u00eancia local \u00e9 uma garantia. No entanto, nenhum espa\u00e7o fica vazio e, quando ele n\u00e3o \u00e9 ocupado, outros podem aproveitar a oportunidade para impulsionar seus pr\u00f3prios interesses.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Portanto, pode-se estabelecer tr\u00eas principais perspectivas brasileiras em rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos e \u00e0 China. O cen\u00e1rio mau seria um no qual o Brasil continua nutrindo animosidade para com a China e n\u00e3o consegue avan\u00e7ar suas rela\u00e7\u00f5es com os parceiros estadunidenses. Nesse caso, o Brasil se encontra completamente isolado do sistema internacional, o que deve ser evitado ao m\u00e1ximo pelas autoridades brasileiras. O cen\u00e1rio feio seria o estreitamento das rela\u00e7\u00f5es brasileiras com apenas uma das pot\u00eancias; n\u00e3o \u00e9 o ideal, porque o Brasil estaria em posi\u00e7\u00e3o de desvantagem, mas pelo menos o isolamento n\u00e3o \u00e9 total. Por fim, o cen\u00e1rio bom \u00e9 aquele no qual o Brasil consegue, mais uma vez, aplicar a diplomacia pendular, agora entre a China e os Estados Unidos. Com isso, o Brasil estaria em posi\u00e7\u00e3o de vantagem em ambas as rela\u00e7\u00f5es, tanto por causa da competi\u00e7\u00e3o entre as duas pot\u00eancias, quanto pelos interesses que elas t\u00eam no Brasil. Desse modo, o ponto crucial para que o Brasil consiga concretizar esse cen\u00e1rio \u00e9 uma retomada ao pragmatismo pelo qual j\u00e1 \u00e9 reconhecido internacionalmente<span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 12pt;\">.<\/span><\/div>\n<\/p>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 15.693333625793457px; margin: 0cm 0cm 8pt;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: normal; margin: 0cm;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref1\" name=\"_edn1\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[i]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">Estudante bacharelanda em Jornalismo na Escola Superior de Propaganda e Marketing (Unidade POA).<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: normal; margin: 0cm;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref2\" name=\"_edn2\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[ii]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">Estudante bacharelanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Escola Superior de Propaganda e Marketing (Unidade POA).<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: normal; margin: 0cm;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref3\" name=\"_edn3\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[iii]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">Estudante bacharelanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Escola Superior de Propaganda e Marketing (Unidade POA).<\/span><sup><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/sup><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 10pt; margin: 0cm;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref4\" name=\"_edn4\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[iv]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif;\">&nbsp;Professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (Unidade POA).<\/span><o:p><\/o:p><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 10pt; margin: 0cm;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref5\" name=\"_edn5\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[v]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif;\">&nbsp;FIORI, Jos\u00e9. Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares e a hegemonia Americana. Lua nova, v.50. 2010. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scielo.br\/j\/ln\/a\/yRVB8XfmhvgmkMQq7Tvgvsy\/?lang=pt. Acesso em 5 jun. 2021<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 15.693333625793457px; margin: 0cm;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref6\" name=\"_edn6\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[vi]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">BASTOS J\u00daNIOR, Nelson Marinho de.&nbsp;<b>A validade da teoria geopol\u00edtica de Mackinder no mundo atual: os conceitos ratificados podem contribuir para nortear a inser\u00e7\u00e3o internacional do Brasil?&nbsp;<\/b>Bras\u00edlia, 2020. Dispon\u00edvel em: http:https:\/\/repositorio.esg.br\/handle\/123456789\/1240. Acesso em: 09 de jun. 2021.<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 15.693333625793457px; margin: 0cm; text-align: justify;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref7\" name=\"_edn7\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[vii]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">PECEQUILO, Cristiana. A Am\u00e9rica do Sul como espa\u00e7o geopol\u00edtico e geoecon\u00f4mico: o Brasil, os Estados Unidos e a China.&nbsp;<b>Carta Internacional.&nbsp;<\/b>Vol. 8, n. 2, jul.-dez. 2013, p. 100 a 115. Dispon\u00edvel em:https:\/\/www.cartainternacional.abri.org.br\/Carta\/article\/view\/113\/72. Acesso em 8 jun. 2021<u><o:p><\/o:p><\/u><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: normal; margin: 0cm; text-align: justify;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref8\" name=\"_edn8\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[viii]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">JOHNS HOPKINS UNIVERSITY.&nbsp;<b>COVID-19 Dashboard<\/b>. 2021. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">https:\/\/coronavirus.jhu.edu\/map.html. Acesso em: 18 jun. 2021.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: normal; margin: 0cm; text-align: justify;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref9\" name=\"_edn9\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[ix]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">&nbsp;<\/span><span lang=\"EN-US\" style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">STATISTA.&nbsp;<b>Forecasted global real Gross Domestic Product (GDP) growth due to the coronavirus (COVID-19), from 2019 to 2020<\/b>.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.statista.com\/statistics\/1102889\/covid-19-forecasted-global-real-gdp-growth\/.&nbsp;<\/span><span lang=\"EN-US\" style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">Acesso em: 7 abr. 2021.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: normal; margin: 0cm; text-align: justify;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref10\" name=\"_edn10\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[x]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">&nbsp;<\/span><span lang=\"EN-US\" style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">THE NEW YORK TIMES.&nbsp;<b>Brazil Needs Vaccines<\/b>.&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">China Is Benefiting. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.nytimes.com\/2021\/03\/15\/world\/americas\/brazil-vaccine-china.html. Acesso em 10 jun. 2021.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: normal; margin: 0cm; text-align: justify;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref11\" name=\"_edn11\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[xi]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">BRASIL. COVID-19 Vacina\u00e7\u00e3o Doses Aplicadas. Dispon\u00edvel em: https:\/\/qsprod.saude.gov.br\/extensions\/DEMAS_C19Vacina\/DEMAS_C19Vacina.html. Acesso em: 10 jun. 2021.<\/span><b><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 8pt; text-align: justify;\"><a href=\"applewebdata:\/\/2a1b26c3-2ca9-4b39-964f-c88048b6e149#_ednref12\" name=\"_edn12\" title=\"\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\"><span style=\"vertical-align: super;\"><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 14.266666412353516px;\">[xii]<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: &quot;Times New Roman&quot;, serif; font-size: 10pt;\">G1 GLOBO.&nbsp;<b>EUA anunciam doa\u00e7\u00e3o de 500 milh\u00f5es de doses da Pfizer para pa\u00edses pobres; Brasil fica de fora.<\/b>&nbsp;Dispon\u00edvel em: https:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2021\/06\/10\/casa-branca-anuncia-a-doacao-de-500-milhoes-de-doses-da-pfizer-para-paises-pobres.ghtml. Acesso em: 10 jun. 2021.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 8 | N\u00famero 83 | Jul. 2021 Por&nbsp; Ana Clara Schmitz Weber[i]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1862,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[648,659],"tags":[],"class_list":["post-1592","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-volume8"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1592"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1955,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1592\/revisions\/1955"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}