{"id":1601,"date":"2020-12-14T07:00:00","date_gmt":"2020-12-14T10:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2022-05-05T00:30:44","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:44","slug":"perspectivas-conjunturais-para-a-economia-brasileira-no-pos-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1601","title":{"rendered":"Perspectivas conjunturais para a Economia Brasileira no p\u00f3s-pandemia"},"content":{"rendered":"<p><span face=\"&quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, Verdana, sans-serif\" style=\"background-color: white; caret-color: rgb(51, 51, 51); color: #333333; font-size: 13.2px;\">Volume 7 | N\u00famero 78 | Dez. 2020<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Roberto Rodolfo Georg Uebel <br \/>Amanda Raldi <br \/>Camila Lopes da Costa <br \/>Caroline Alves dos Santos <br \/>Fabio Eduardo Moraes Tavares <br \/>Jessika Salles da Silva <br \/>La\u00eds Silva Peixoto <br \/>Luana Ribeiro <br \/>Marcos Soares Malgarin <br \/>Matheus Bitencourt Leite <br \/>Roberta Helm&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"white-space: pre;\">\t<\/span>O ano de 2020 representou significativos desafios para a economia global, haja vista a emerg\u00eancia da pandemia da COVID-19, cujos reflexos foram percebidos nas mais diversas searas econ\u00f4micas, pol\u00edticas e sociais.<\/p>\n<p><span style=\"white-space: pre;\">\t<\/span>Considerando estas quest\u00f5es, este artigo de an\u00e1lise de conjuntura tem como objetivo debater os reflexos da pandemia na economia brasileira e tamb\u00e9m prospectar alguns cen\u00e1rios espec\u00edficos para o contexto p\u00f3s-pandemia, sobretudo nos temas de com\u00e9rcio exterior, emprego, consumo e renda.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<span style=\"white-space: pre;\">\t<\/span>O texto est\u00e1 dividido em oito se\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas, al\u00e9m desta Introdu\u00e7\u00e3o e das Considera\u00e7\u00f5es Finais, e pretende lan\u00e7ar luz sobre um dos temas mais caros \u00e0 Economia Brasileira Contempor\u00e2nea, que \u00e9 a sua recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-crise pand\u00eamica, que ensejar\u00e1, sobretudo, esfor\u00e7os por parte das autoridades governamentais do pa\u00eds.<span style=\"white-space: pre;\">\t<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><a name='more'><\/a><\/p>\n<p><b>1. China, Brasil e o aumentos de exporta\u00e7\u00f5es no setor Agro<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Com os impactos sofridos pela pandemia da COVID-19, o mercado internacional sofreu transforma\u00e7\u00f5es ao decorrer da pandemia, com o in\u00edcio da doen\u00e7a na China, o pa\u00eds observou um cen\u00e1rio com baixa nas exporta\u00e7\u00f5es durante o ano de 2020 e iniciou sua retomada no final do terceiro trimestre em fun\u00e7\u00e3o da queda da casos de coronav\u00edrus no pa\u00eds. Os fluxos de com\u00e9rcio no sistema internacional aumentaram significativamente para o Brasil em termos de commodities, contando principalmente com a China como seu maior comprador ao longo desse ano pand\u00eamico.<\/p>\n<p>Desde sua primeira apari\u00e7\u00e3o na cidade de Wuhan na China at\u00e9 a sua propaga\u00e7\u00e3o pelo mundo, o novo coronav\u00edrus ocasionou um grande impacto na cadeia de suprimentos global e na economia mundial, onde juntamente com a valoriza\u00e7\u00e3o cambial afeta v\u00e1rios setores da economia, ora de maneira positiva, ora negativa.&nbsp;<\/p>\n<p>Para o Brasil, essa perspectiva n\u00e3o foi diferente, segundo o ICOMEX (Indicador de Com\u00e9rcio Exterior) realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia, as vendas de commodities obtiveram um aumento de 10,5% na compara\u00e7\u00e3o de junho de 2019 e 2020, mas uma recess\u00e3o nas vendas de n\u00e3o commodities que ca\u00edram 24%. Isto \u00e9 justificado pela alta cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar que fica atrativo para exporta\u00e7\u00f5es, contribuindo para o alto desempenho no setor do agropecu\u00e1rio na pandemia pois, com alguns desafios impostos aos pa\u00edses (como lockdown) n\u00e3o conseguiram concorrer no mercado internacional, abrindo espa\u00e7o para que fosse suprida essa falta de commodities por outros pa\u00edses. Neste contexto, podemos observar que a China precisou usar seu estoque para o mercado interno e aumentou o n\u00edvel de exporta\u00e7\u00e3o para minimizar os impactos que o pa\u00eds vinha sofrendo, que principalmente n\u00e3o poderia se agravar na falta de insumos.<\/p>\n<p>O saldo da balan\u00e7a comercial de US$7,5 bilh\u00f5es foi o maior na hist\u00f3ria em junho, conforme a afirma\u00e7\u00e3o do ICOMEX, a participa\u00e7\u00e3o total da China foi de 33,8% em exporta\u00e7\u00f5es no comercio exterior brasileiro, registrando um aumento de 53,1% das compras de produtos brasileiros, positivo para super\u00e1vit do Brasil no acumulado de 2020, mantendo-se a diminui\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No acumulado de 2020, a China \u00e9 o primeiro pa\u00eds no ranking de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil, com um total de US$ 85.884,80 entre janeiro e outubro de 2020, mantendo ainda um aumento de 11,1% nas exporta\u00e7\u00f5es comparadas a 2019, conforme o Gr\u00e1fico 1:<\/p>\n<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Captura-2Bde-2BTela-2B2020-12-13-2Ba-25CC-2580s-2B11.29.27-2.png\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"435\" data-original-width=\"861\" height=\"314\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Captura-2Bde-2BTela-2B2020-12-13-2Ba-25CC-2580s-2B11.29.27-2-300x152.png\" width=\"619\" \/><\/a><\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><\/p>\n<p>Alguns fatores devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio econ\u00f4mico pand\u00eamico, a retomada econ\u00f4mica atual no \u00faltimo trimestre para recompor o d\u00e9ficit na economia desse ano, as tens\u00f5es entre EUA e China no atual governo Trump que resulta na diminui\u00e7\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o de soja estadunidense e abriu momentaneamente o cen\u00e1rio para o aumento do Brasil mas, pode ser alterado com o pr\u00f3ximo governo norte-americano liderado por Joe Biden e tamb\u00e9m a retomada das ind\u00fastrias aumentando as importa\u00e7\u00f5es, entanto deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o que as exporta\u00e7\u00f5es de commodities ser\u00e3o de grande import\u00e2ncia para o acumulado da balan\u00e7a comercial de 2020.&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, esses pontos podem trazer um cen\u00e1rio incerto para o Brasil perante o com\u00e9rcio exterior ao longo do que ainda teremos de pandemia, cujos impactos poder\u00e3o ser sentidos tamb\u00e9m no desenvolvimento socioecon\u00f4mico, conforme discutiremos na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>2. Os impactos da pandemia no IDH brasileiro e do mundo<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ocupando o 78\u00ba lugar no ranking mundial do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano, o Brasil alcan\u00e7ou o IDH de 0,761 em 2019, com uma pequena melhora de 0,001 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 2018. Essa melhora pode, por\u00e9m, ser revista com a ocorr\u00eancia da pandemia, que afetou as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 pandemia, pela primeira vez em 30 anos, o IDH pode cair em escala global. Seria a primeira queda desde que o \u00edndice foi criado em 1990. A tend\u00eancia foi observada pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e discutida recentemente na Assembleia Geral da ONU.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>2.1 O IDH com a pandemia<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O \u00cdndice de Desenvolvimento Humano no Brasil, embora considerado alto, ainda est\u00e1 muito longe de ser considerado suficiente para o desenvolvimento do pa\u00eds: h\u00e1 anos encontra-se estagnado, e quando levamos em considera\u00e7\u00e3o o \u00edndice de desigualdade (Gini), o IDH brasileiro reduz 24,57%, despencando 23 posi\u00e7\u00f5es no ranking mundial.&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil, mesmo antes da pandemia, j\u00e1 observava impactos negativos na quest\u00e3o da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e renda, devido aos problemas de gest\u00e3o pol\u00edtica, e, sendo esses os fatores mais importantes na medi\u00e7\u00e3o do IDH, esses impactos triplicaram com a pandemia de COVID-19.<\/p>\n<p>Na quest\u00e3o da sa\u00fade, os impactos s\u00e3o mais evidentes: o alto \u00edndice de mortalidade de COVID-19, que gerou um colapso na sa\u00fade p\u00fablica brasileira e prejudicou o atendimento de outras enfermidades, principalmente no sistema de sa\u00fade p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preocupante a situa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o: estamos vivendo a maior taxa de abandono escolar desde os anos 1980. Com a pandemia, muitas escolas fecharam e adotaram o sistema online de aprendizagem, por\u00e9m isso est\u00e1 longe de compensar a evas\u00e3o escolar, que atinge principalmente os alunos de baixa renda, que n\u00e3o possuem condi\u00e7\u00f5es (nem meios) de assistir \u00e0s aulas virtuais. Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o mundial, j\u00e1 que nos pa\u00edses com o IDH considerado muito alto, 20% das crian\u00e7as est\u00e3o sem aulas, mesmo com a maioria das escolas fechadas. J\u00e1 nos pa\u00edses com IDH baixo, o n\u00famero chega a 86%, o que mostra que o impacto nestes pa\u00edses \u00e9 muito mais forte.<\/p>\n<p>A COVID-19 tamb\u00e9m impactou na renda de muitas fam\u00edlias, com o fechamento de muitas empresas, aumentando drasticamente a taxa de desemprego, que j\u00e1 n\u00e3o era das melhores antes da pandemia. Apesar da cria\u00e7\u00e3o de novas formas de trabalho como o trabalho remoto, a popula\u00e7\u00e3o ainda sai prejudicada com a falta de oportunidades, ainda mais quando se trata de jovens sem experi\u00eancia tentando se colocar no mercado de trabalho. A tudo isso, se soma uma forte recess\u00e3o econ\u00f4mica, com uma queda de quatro pontos percentuais no PIB per capita, e consecutivamente reduzindo o IDH, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas em todo o planeta.<\/p>\n<p>O novo coronav\u00edrus trouxe consigo impactos e experi\u00eancias negativas em todos os setores, que ir\u00e3o afetar significativamente o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano mundial. As quedas nos n\u00edveis fundamentais do desenvolvimento humano se percebem na maioria dos pa\u00edses, tanto os centrais, quanto os perif\u00e9ricos, por\u00e9m, ser\u00e3o maiores em pa\u00edses em desenvolvimento, menos capazes de lidar com os desafios e consequ\u00eancias da pandemia.<\/p>\n<p>As perspectivas quanto ao contexto geral dessa crise ainda s\u00e3o incertas, e a recupera\u00e7\u00e3o ir\u00e1 depender primeiramente da chegada da vacina nos pa\u00edses e de como cada governo administrar\u00e1 a realidade p\u00f3s-pandemia nos anos seguintes. Desta maneira, na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o discutiremos os seus impactos no desemprego na economia brasileira.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>3. Economia Brasileira em Cen\u00e1rio de Pandemia e o Desemprego<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo estudo preliminar da Cepal (Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe) no dia 21 de abril de 2020, a pandemia da COVID-19 faria com que a economia brasileira encolhesse 5,2% em 2020, com milh\u00f5es de pessoas passando por desemprego e pobreza. Isso foi uma previs\u00e3o no come\u00e7o da pandemia, e podemos ver que o cen\u00e1rio em dezembro de 2020 continua como previsto, sem ind\u00edcios de melhora, mas sim, com uma clareza de uma instabilidade muito grande na economia, gerando elevado desemprego, pouca produ\u00e7\u00e3o para o com\u00e9rcio exterior e pobreza.<\/p>\n<p>As incertezas em rela\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 para acontecer na \u00e1rea da sa\u00fade, faz com que a economia se retraia, este comportamento \u00e9 normal, contudo, nunca houve uma retra\u00e7\u00e3o como esta. Nessa esteira, foram estabelecidas regras emergenciais contra a prolifera\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus, tamb\u00e9m conhecido por COVID-19. Tais planos e regras n\u00e3o foram suficientes para impedir a crise, incentivos contra demiss\u00f5es, prorroga\u00e7\u00f5es dos pagamentos de tributos e outros passivos n\u00e3o foram suficientes para que empresas n\u00e3o fechassem suas portas e demiss\u00f5es em massa ocorreram. O ano de 2020 fez com que a economia se reinventasse, e pouco a pouco vem apresentando novas solu\u00e7\u00f5es para a crise.<\/p>\n<p>Em abril de 2020, uma pesquisa do IBGE apresentou um quadro onde havia menos de 50% dos brasileiros empregados formalmente, isto significa que atualmente este n\u00famero caiu ainda mais, se tratando da popula\u00e7\u00e3o apta ao emprego.&nbsp;<\/p>\n<p>A pandemia fez com que as empresas demitissem, pois dificilmente conseguiriam arcar com os custos sem haver produ\u00e7\u00e3o, mas al\u00e9m disso, diversos de outros fatores contribu\u00edram para este crescimento no desemprego. Imaginemos que em um pa\u00eds de mais de 200 milh\u00f5es de pessoas em um cen\u00e1rio de caos, tendo que executar o isolamento social para a n\u00e3o prolifera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, alguns milhares em situa\u00e7\u00e3o de risco maior, por maior vulnerabilidade, como pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas e idosos.<\/p>\n<p>A pandemia ainda est\u00e1 instalada, e atualmente na Europa est\u00e1 ocorrendo a segunda onda, fazendo com que no Brasil continuem as incertezas e que fazem os empres\u00e1rios se retra\u00edrem, tentando apenas sobreviver ao caos.&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 poss\u00edvel antever que o p\u00f3s-pandemia apresentar\u00e1 a manuten\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios de incertezas, porque se as empresas continuarem a fechar, haver\u00e1 mais pessoas desempregadas disputando menos vagas. Temos ainda que levar em considera\u00e7\u00e3o que h\u00e1 empresas que n\u00e3o conseguem adquirir a mat\u00e9ria-prima para a sua produ\u00e7\u00e3o, pois o fornecedor est\u00e1 obedecendo os protocolos de seguran\u00e7a, e, consequentemente o cliente da ind\u00fastria n\u00e3o poder\u00e1 comercializar pois a cadeia log\u00edstica n\u00e3o se deu in\u00edcio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>4. Descontrole inesperado<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O pa\u00eds vem enfrentando uma inevit\u00e1vel queda nos indicadores econ\u00f4micos em fun\u00e7\u00e3o das medidas de isolamento social, que for\u00e7aram o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais e a suspens\u00e3o das atividades de ensino presencial. Para o Brasil, a recess\u00e3o \u00e9 ainda mais dif\u00edcil de estabilizar, pois o pa\u00eds n\u00e3o conseguiu se reerguer dos estragos causados entre 2014 e 2016.<\/p>\n<p>O consumo das fam\u00edlias teve uma queda de 13,5% no segundo trimestre de 2020 em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019. O que representa o pior resultado desde 1996. Sendo o principal componente do PIB, o consumo equivale a quase 70% do indicador. Dentre os bens compreendidos destacam-se alimentos, bebidas alc\u00f3olicas, vestu\u00e1rio, medicamentos, eventos esportivos e entretenimento. Como tamb\u00e9m o bilion\u00e1rio setor de combust\u00edveis derivados do petr\u00f3leo. Mesmo apresentando um crescimento m\u00eas a m\u00eas, o lucro no setor continua abaixo do esperado, com exce\u00e7\u00e3o do \u00f3leo diesel que foi o \u00fanico elemento a apresentar melhoras na rentabilidade.<\/p>\n<p>Com o aumento natural do fluxo de vendas no per\u00edodo natalino e a intensifica\u00e7\u00e3o dos trabalhos de log\u00edstica; como transportes, importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o; a rela\u00e7\u00e3o oferta por demanda poder\u00e1 apresentar resultados positivos para a balan\u00e7a no \u00faltimo trimestre do ca\u00f3tico ano de 2020, e in\u00edcio de 2021 devido o aumento do fluxo de capital gerado pela temporada de veraneio.<\/p>\n<p>Sem d\u00favidas o desemprego foi um dos fatores que mais atingiu a economia brasileira ainda no primeiro semestre de 2020 devido a pandemia de COVID-19. Com as a\u00e7\u00f5es restritivas para a contens\u00e3o da transmiss\u00e3o do v\u00edrus, muitas empresas e institui\u00e7\u00f5es se viram for\u00e7adas a tomar medidas excepcionais para que conseguissem conter gastos e se manter durante este per\u00edodo de calamidade p\u00fablica. Movimento esse que nos leva a pensar quais seriam os reais impactos gerados na economia brasileira.<\/p>\n<p>O ano de 2019 havia fechado a taxa de desemprego em 11,9%, um percentual menor do que ao dos anos anteriores, o que trazia uma esperan\u00e7a de redu\u00e7\u00e3o ainda maior desse n\u00famero ao longo do ano de 2020. Por\u00e9m, ainda no primeiro semestre do ano, o pa\u00eds recebe a primeira onda da pandemia de COVID-19, e com ela os impactos gerados em detrimento dos setores de trabalho.&nbsp;<\/p>\n<p>Apenas entre o per\u00edodo de fevereiro e abril o desemprego atingiu 12,8 milh\u00f5es de brasileiros, segundo dados divulgado pelo IBGE. Esse n\u00famero \u00e9 composto pela queda de postos de trabalho formais e informais, e tamb\u00e9m no aumento do n\u00famero de pessoas que pararam de buscar trabalho porque simplesmente perderam as esperan\u00e7as. A problem\u00e1tica \u00e9 que este n\u00famero n\u00e3o \u00e9 refletido no \u00edndice de desemprego, pois o mesmo s\u00f3 considera aquelas pessoas que perder\u00e3o seus empregos, mas continuam a procurar de novos. Isso significa que, apesar de o \u00edndice apresentar uma porcentagem de 12,2% apenas no primeiro trimestre, a realidade das vagas encerradas pode ser ainda maior.<\/p>\n<p>Com o aumento de pessoas desempregadas, e a redu\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o populacional devido o distanciamento social necess\u00e1rio, a economia come\u00e7ou a sentir severos impactos. Pois, se as pessoas n\u00e3o estavam trabalhando, logo elas n\u00e3o possu\u00edam capital financeiro para gastar no com\u00e9rcio e at\u00e9 mesmo pagar seus impostos corretamente, essa redu\u00e7\u00e3o e contens\u00e3o de gastos por parte da popula\u00e7\u00e3o come\u00e7a a afetar tamb\u00e9m as empresas.<\/p>\n<p>Apesar de todos os projetos criados pelo governo para tentar segurar a economia brasileira assim como o aumento da taxa de desemprego, segundo o IBGE, ao final de agosto a taxa chegou a 14,4%. Esses dados trouxeram a popula\u00e7\u00e3o brasileira um sentimento de pessimismo com a rela\u00e7\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e, diminui\u00e7\u00e3o do desemprego do pa\u00eds ainda em 2020 e in\u00edcio de 2021.<\/p>\n<p>Atualmente, com a flexibiliza\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es criadas pelo distanciamento social, nota-se um aumento na busca de vagas de emprego por parte dos brasileiros em um cen\u00e1rio onde v\u00e1rios setores ainda continuam eliminando muitos postos de trabalho, como \u00e9 o caso da ind\u00fastria&nbsp; que caiu 3,9% um equivalente a 427 mil trabalhadores que foram dispensados de seus postos. Por outro lado, os setores de agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura tiveram um pequeno aumento de 2,9% equivalente a 228 mil trabalhadores na ocupa\u00e7\u00e3o de seus postos. Ainda assim, nem esse pequeno aumento \u00e9 suficiente para iniciar um movimento de crescimento no \u00edndice de postos ocupados, que chegou a taxas m\u00ednimas historicamente em 2020.<\/p>\n<p>Enquanto parte do governo federal afirma que a economia tem dado sinais de recupera\u00e7\u00e3o, o mercado de trabalho n\u00e3o mostra os mesmos sinais e segue sendo pressionado, ainda mais, pelo aumento na busca de empregos que pode aumentar cada vez mais com o fim do aux\u00edlio emergencial. Em contexto mais realista, a recupera\u00e7\u00e3o da economia relacionada aos setores de trabalho deve se dar lentamente com aumento da cria\u00e7\u00e3o de vagas de trabalho devido a retomada de consumidores brasileiros ao comercio. Por\u00e9m, esse mesmo movimento s\u00f3 se dar\u00e1 in\u00edcio a partir do momento em que tivermos uma vacina eficiente contra o COVID-19 e por consequ\u00eancia a diminui\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel das medidas para o combate da transmiss\u00e3o do v\u00edrus. Ou seja, para que possamos come\u00e7ar a enxergar a diminui\u00e7\u00e3o na taxa de desemprego brasileira no p\u00f3s-pandemia, um dos fatores primordiais ser\u00e1 o controle, estabiliza\u00e7\u00e3o e tratamento dos \u00edndices de infectados e transmiss\u00f5es.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>5. Agroneg\u00f3cio e conjuntura p\u00f3s-COVID-19<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p>No quarto trimestre de 2019 esperava-se um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8 % no setor agropecu\u00e1rio, e 2,3 % para os demais segmentos esperados para o ano de 2020. Com o surgimento da COVID-19 em fevereiro de 2020 iniciado na China essa perspectiva mudou, n\u00e3o estimavam o tamanho do impacto econ\u00f4mico em uma escala global que estaria por vir.&nbsp;<\/p>\n<p>No primeiro momento, a rea\u00e7\u00e3o do mercado de gr\u00e3os foi negativa. A economia mundial estava em decl\u00ednio, com o consumo de gr\u00e3os, por consequ\u00eancia, sendo impactado por esta queda na economia mundial. No entanto, houve uma revers\u00e3o no mercado de gr\u00e3os, um comportamento at\u00edpico dos principais produtos.<\/p>\n<p>O arroz e feij\u00e3o foram valorizando com a demanda aquecida desde o in\u00edcio da pandemia, com os consumidores formando estoques diante do risco de desabastecimento. Al\u00e9m da demanda, outros fatores contribu\u00edram para a instabilidade nos pre\u00e7os. A redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de cultivo de produtos b\u00e1sicos em favor da soja est\u00e1 concentrando a produ\u00e7\u00e3o e reduzindo oferta.&nbsp;<\/p>\n<p>Com os pre\u00e7os atuais da soja, este cen\u00e1rio tende a se agravar nos pr\u00f3ximos anos. As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de arroz, com os volumes mais significativos no ano, tamb\u00e9m contribu\u00edram para redu\u00e7\u00e3o de oferta do produto no mercado interno. Assim, o arroz tem pre\u00e7os in\u00e9ditos. O feij\u00e3o, tamb\u00e9m com o consumo mais elevado no primeiro semestre, apresenta maior sensibilidade de mercado. A diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de cultivo nos \u00faltimos anos tamb\u00e9m foi muito significativa, com redu\u00e7\u00e3o de mais 40% desde 2000. A manuten\u00e7\u00e3o do consumo no Brasil pode gerar problemas de abastecimento e levar \u00e0 necessidade de importa\u00e7\u00f5es recordes no ano.&nbsp;<\/p>\n<p>O setor agropecu\u00e1rio apresentou crescimento de 1,9% no 1\u00b0 trimestre\/2020 frente ao mesmo per\u00edodo de 2019, um ritmo de crescimento ainda mais intenso que o observado no 1\u00b0 trimestre\/2019 quando o crescimento foi de 0,9% frente ao mesmo per\u00edodo de 2018. O consumo das fam\u00edlias brasileiras, que j\u00e1 vinha crescendo muito modestamente em 2019, observou retra\u00e7\u00e3o de 0,7% no 1\u00b0 trimestre\/2020.<\/p>\n<p>Apesar dessa menor demanda dom\u00e9stica \u2013 derivada do impacto negativo da crise da COVID-19 no poder de compra do brasileiro &#8211; a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria nacional segue trajet\u00f3ria expansionista. Os destaques da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria brasileira no in\u00edcio de 2020 t\u00eam sido a soja (4,6%), o caf\u00e9 (20%), o arroz (3,9%) e laranja (4,4%), conforme as estimativas mais atuais. A seca na regi\u00e3o sul, principalmente Rio Grande do Sul e Paran\u00e1, afetou a produtividade. Apesar da maior \u00e1rea cultivada, espera-se menor produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os nessa regi\u00e3o. A Peste Su\u00edna Africana na China, e o impacto da COVID-19 no processamento de carne nos EUA tem sustentado a demanda internacional por prote\u00ednas brasileiras, amenizando os efeitos negativos da menor demanda dom\u00e9stica pelo produto, especialmente dos cortes mais nobres.<\/p>\n<p>O atraso na planta\u00e7\u00e3o e colheita da soja deve refletir apenas em abril, portanto no PIB do segundo trimestre\/2020, parte da alta esperada para a produ\u00e7\u00e3o de soja em 2020. Al\u00e9m da soja, o resultado do PIB do 2\u00b0 trimestre\/2020 deve beneficiar tamb\u00e9m da maior produ\u00e7\u00e3o esperada da cana de a\u00e7\u00facar. A maior demanda chinesa por soja brasileira \u2013 no contexto de desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real e precau\u00e7\u00e3o frente ao poss\u00edvel agravamento da crise da COVID-19 no Brasil \u2013 tem refletido no maior volume de exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio brasileiro para aquele pa\u00eds em abril e maio e tamb\u00e9m deve refletir positivamente no resultado do PIB agropecu\u00e1rio no 2\u00b0 trimestre de 2020.<\/p>\n<p>Nesse contexto p\u00f3s-pandemia podemos esperar uma alta demanda nos alimentos b\u00e1sicos, seguros e baratos, principalmente devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do poder de compra da popula\u00e7\u00e3o mundial. O consumidor far\u00e1 uma redistribui\u00e7\u00e3o dos gastos. Muitas fam\u00edlias ser\u00e3o afetadas e tentar\u00e3o reduzir disp\u00eandios de luxo, n\u00e3o essenciais ou com entretenimento fora de casa.&nbsp;<\/p>\n<p>A queda da demanda por alimentos de maior valor agregado ser\u00e1 uma tend\u00eancia, em fun\u00e7\u00e3o da diminui\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o fora do lar, fechamento de bares, restaurantes, escolas, diminui\u00e7\u00e3o do turismo, viagens e eventos, portanto, discutiremos sobre os seus impactos no mercado vegetariano brasileiro na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>6. Mudan\u00e7a de H\u00e1bitos: O Impacto da pandemia no mercado vegetariano brasileiro<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A epidemia do coronav\u00edrus tem causado diversos impasses na economia brasileira, com o aumento crescente de pre\u00e7os na ind\u00fastria aliment\u00edcia nesta \u00e9poca de pandemia mundial, uma maior preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade e, principalmente, uma grande preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro do planeta terra, as pessoas t\u00eam mudado seus h\u00e1bitos alimentares adotando uma dieta sem carne, o que pode gerar um avan\u00e7o significativo no movimento vegetariano. Neste artigo veremos com precis\u00e3o estas mudan\u00e7as no cen\u00e1rio econ\u00f4mico brasileiro durante a pandemia global do COVID-19, e iremos averiguar qual o impacto do coronav\u00edrus na ind\u00fastria vegetariana.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>6.1 O crescimento da ind\u00fastria vegetariana ao longo dos anos<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Atualmente 14% da popula\u00e7\u00e3o brasileira se considera vegetariana, representando um aumento de 75% entre 2012 e 2018. Este percentual representa cerca de 30 milh\u00f5es de brasileiros, segundo pesquisa do IBOPE Intelig\u00eancia em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira Vegetariana, os dados do Google Trends mostram um interesse maior nas buscas pelo vegetarianismo, houve um crescimento anual de 150% quando contraposto com os dados de anos anteriores.<\/p>\n<p>J\u00e1 segundo a Wedbush, empresa de investimentos americana, nota-se um interesse grande por parte da popula\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dez anos em alimentos de origem vegetal. \u201cImpulsionado pela inova\u00e7\u00e3o em produtos alternativos a carnes e leite, n\u00f3s acreditamos que a ind\u00fastria de alimentos de base vegetal representa mais de 3,5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em vendas, incluindo diversos substitutos de carnes e latic\u00ednios.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>6.2 A mudan\u00e7a de h\u00e1bitos: o vegetarianismo como melhor op\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Diante da pandemia causada pelo novo coronav\u00edrus, o setor aliment\u00edcio sofreu graves crises ao longo dos meses, havendo um aumento no consumo de carne vegetal.<\/p>\n<p>Se viu um impacto grande na ind\u00fastria da carne animal e um aumento no interesse por produtos vegetarianos, segundo o GEPEA (Consultoria em Alimentos). Ela ainda afirma que esta onda de produtos vegetais vai envolver todos os tipos de empreendedores. \u201cPara os investidores, \u00e9 um mercado que oferece a oportunidade de aposta em tipo de alimento diferenciado, em patentes inovadoras e na cria\u00e7\u00e3o de barreiras de entrada a novos concorrentes\u201d. Cresceram 239,80%, nos \u00faltimos tr\u00eas meses a demanda de carnes s e outras prote\u00ednas vegetais, quando comparado a mar\u00e7o e maio do ano passado, segundo a empresa Nielsen e a Sociedade Nacional de Agricultura.<\/p>\n<p>A busca pelo modo de vida vegetariano teve crescimento significativo ao longo dos anos nesta \u00faltima d\u00e9cada, mas houve uma busca gigantesca pelo tema nos \u00faltimos meses, com a vinda da pandemia da COVID-19, o que nos faz concluir que o impacto da pandemia na ind\u00fastria vegetariano foi enorme e extremamente relevante, aumentando o consumo de alimentos de origem vegetal e adotando o estilo de vida sem carnes animais, e tamb\u00e9m com impacto em novos tipos de neg\u00f3cios digitais, conforme discutiremos na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>7. Empreendedorismo digital diante do novo comportamento do consumidor<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A COVID-19 afetou diretamente a circula\u00e7\u00e3o de pessoas e o contato f\u00edsico, fatores que por muitos anos foi sin\u00f4nimo de crescimento nas vendas. A rela\u00e7\u00e3o humana, o contato f\u00edsico, o olhar, a empatia e a escuta ativa fazem parte de muitos cursos de vendas, marketing e entre outras atividades que lidam com o p\u00fablico e pode-se constatar que tais estrat\u00e9gias, em muitos casos, resultavam em venda.&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, os elementos que, anteriormente, transmitiam confian\u00e7a e seguran\u00e7a para o consumidor, hoje, em meio a pandemia e as restri\u00e7\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o, precisaram ser repensadas e adaptadas ao formato digital. Desafio para muitos empreendedores, o mercado de produtos e servi\u00e7os digitais, n\u00e3o estava nos planos de muitas empresas, mas foram pressionadas pela economia para manter o funcionamento.<\/p>\n<p>Diante das novas tecnologias de e-commerce, foi necess\u00e1rio repensar as estrat\u00e9gias de mercado e consumo, para que pudessem transmitir, confian\u00e7a, seguran\u00e7a e qualidade atrav\u00e9s da rede de computadores.<\/p>\n<p>Nesse sentido, questiona-se a import\u00e2ncia do empreendedorismo digital para o mercado em pandemia e como o empreendedor pode alcan\u00e7ar o consumidor diante da nova realidade digital.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>7.1 Empreendedorismo digital para o \u201cnovo consumidor\u201d<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Compreender as necessidades de mercado \u00e9 parte fundamental dos estudos de viabilidade de um neg\u00f3cio e com a pandemia gerada pela COVID-19 se faz necess\u00e1rio compreender o impacto no consumidor e no seu modo de consumo. Assim, estabelecendo par\u00e2metros que podem ou n\u00e3o ser implementado pelo empreendedor.<\/p>\n<p>Os Indicadores de Consumo das Fam\u00edlias (ICF) teve alta em setembro de 2020, cresceu 4,7% em rela\u00e7\u00e3o a agosto, nesse sentido, a pesquisa destaca a retra\u00e7\u00e3o de 33,1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019. Tais indicadores demonstram crescimento e retomada da economia, em compara\u00e7\u00e3o com ao segundo trimestre de 2020 que foi marcado pelo fechamento de muitas empresas e a baixa perspectiva profissional. (FECOMERCIO\/SP)<\/p>\n<p>O fator que afeta significativamente a economia \u00e9 o desemprego e consequentemente o poder de compra. O desemprego alcan\u00e7ou, em agosto de 2020, a taxa de 14,3%, o Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) destaca que foram apuradas cerca de 74,4 milh\u00f5es de pessoas fora do mercado de trabalho (CAMPOS, 2020). Portanto, com o aumento da taxa de desemprego e a redu\u00e7\u00e3o na oferta de emprego, a popula\u00e7\u00e3o precisou repensar o seu consumo e adaptar-se a nova realidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o das novas estrat\u00e9gias do empreendedor voltara-se para o neg\u00f3cio digital, visto que, diante da impossibilidade do consumidor se locomover at\u00e9 a loja para o atendimento presencial, muitos encontraram nas redes de computadores e aplicativos a escolha ideal para estabelecer contato com seus clientes.<\/p>\n<p>Os novos m\u00e9todos demonstraram que \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar as pessoas de forma digital, transmitindo seguran\u00e7a e qualidade, e com f\u00e1cil acesso. O per\u00edodo de isolamento proporcionou o crescimento do marketing digital e este deu suporte n\u00e3o apenas para as grandes redes varejistas, mas tamb\u00e9m ao pequeno com\u00e9rcio. Sendo assim, o empreendedor pode manter a empresa em funcionamento com menor custo e com receita.<\/p>\n<p>O comportamento do consumidor mudou, seus crit\u00e9rios evolu\u00edram e o f\u00e1cil acesso a concorr\u00eancia fazem com que o empreendedor trabalhe tamb\u00e9m a confiabilidade de seus produtos e servi\u00e7os, promovendo hist\u00f3rico de avalia\u00e7\u00f5es e adaptando-se \u00e0s novas necessidades, ampliando o alcance e direcionando suas campanhas. Contudo, seu foco deve pautar-se na cria\u00e7\u00e3o de expectativas, criar o interesse, estimular a compra e gerencia a qualidade.&nbsp;<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia de se repensar as estrat\u00e9gias de mercado, visto que as mudan\u00e7as foram significativas, \u00e9 fundamental, pois envolve os dois lados da rela\u00e7\u00e3o comercial. Os neg\u00f3cios digitais e sua \u00e1gil adaptabilidade, proporciona ao empreendedor a possibilidade de compreender seus produtos e servi\u00e7os frente aos seus potenciais consumidores e adequar-se conforme feedback, assim potencializando seu neg\u00f3cio e otimizando seu valor de mercado. Desse modo, os elementos como seguran\u00e7a dos dados, seguran\u00e7a com o produto, modalidades de pagamento, modalidades de entrega, bancos digitais, redu\u00e7\u00e3o taxas ou sem taxa de utiliza\u00e7\u00e3o de bancos, s\u00e3o benef\u00edcios ao empreendedor que s\u00e3o repassados ao consumidor em forma de qualidade, desconto e o facilidade de pagamento.<\/p>\n<p>Os impactos da COVID-19 para os empreendedores ser\u00e3o duradouros, portanto, \u00e9 primordial o aprimoramento constante das t\u00e9cnicas digitais e se apropriar deste recurso como uma expans\u00e3o da empresa, bem como entender as mudan\u00e7as no consumo da popula\u00e7\u00e3o brasileira, conforme veremos na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>8. A mudan\u00e7a no consumo do brasileiro e as novas perspectivas num mundo p\u00f3s pand\u00eamico&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>H\u00e1bitos anteriormente incipientes na sociedade brasileira, tornaram-se protagonistas em nosso cotidiano como por exemplo o uso do trabalho remoto, a forma de se relacionar com as outras pessoas e o consumo, com o impacto do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>O consumo das fam\u00edlias tem grande peso na composi\u00e7\u00e3o do PIB, cerca de 65%, e as despesas com alimenta\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o e transporte (anterior a pandemia), lideravam o destino dos gastos. Uma pesquisa realizada com 1.086 usu\u00e1rios do Mobills (aplicativo de gest\u00e3o de finan\u00e7as pessoais) aponta que, houve uma substitui\u00e7\u00e3o de gastos e o Banco Central sinaliza que a popula\u00e7\u00e3o nunca poupou tanto. Retomando ao cen\u00e1rio de 2019, o brasileiro percorria cerca de 78km para comprar, segundo pesquisas do IBGE, e, o e-commerce por exemplo, que j\u00e1 era presente no nosso dia a dia, se tornou essencial durante a quarentena.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Iniciamos esta se\u00e7\u00e3o o questionamento: Qual ser\u00e1 o perfil do consumo e do consumidor no Brasil p\u00f3s pandemia?&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>8.1 O mundo n\u00e3o ser\u00e1 como antes&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Carlos Terceiro, CEO da Mobills, explica que atrav\u00e9s da pesquisa, anteriormente mencionada, \u00e9 poss\u00edvel visualizar a mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos de consumo, como por exemplo, a redu\u00e7\u00e3o dos gastos com transporte, restaurante, lazer e vestu\u00e1rio, entretanto, aumentaram os custos com supermercado e contas de \u00e1gua, energia e g\u00e1s, conforme sinaliza o Gr\u00e1fico 2 a seguir.<\/p>\n<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Captura-2Bde-2BTela-2B2020-12-13-2Ba-25CC-2580s-2B11.29.48-2.png\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"533\" data-original-width=\"872\" height=\"346\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Captura-2Bde-2BTela-2B2020-12-13-2Ba-25CC-2580s-2B11.29.48-2-300x183.png\" width=\"565\" \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><\/p>\n<p>Ainda sobre a mesma pesquisa, foi explicitado o aumento de gastos com aplicativos focados em comida, cerca de 95% comparado \u00e0 mesma \u00e9poca do ano passado. Durante o per\u00edodo da pandemia e quarentena, o Rappi triplicou o n\u00famero de contrata\u00e7\u00f5es e o iFood subiu de 147 mil para 170 mil entregadores de comida, entre fevereiro e mar\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o estudo intitulado \u201cEY Future Consumer Index\u201d realizado pela EY Parthenon, para a maioria das 1.134 pessoas ouvidas, as compras no p\u00f3s-pandemia ser\u00e3o menos f\u00edsicas e mais virtuais. Cerca de 68% deles, passaram a cozinhar suas pr\u00f3prias refei\u00e7\u00f5es e gastos com moda e cosm\u00e9ticos que s\u00e3o considerados sup\u00e9rfluos, n\u00e3o s\u00e3o mais prioridade.&nbsp;<\/p>\n<p>Com os decretos de isolamento social a fim de conter o avan\u00e7o do v\u00edrus, muitos com\u00e9rcios (n\u00e3o essenciais) foram fechados, o que causou profundo efeito econ\u00f4mico na vida de pequenos e m\u00e9dios empres\u00e1rios, tornando a venda pela internet n\u00e3o somente uma \u201cv\u00e1lvula de escape\u201d, mas tamb\u00e9m, uma verdadeira solu\u00e7\u00e3o. Em junho, segundo dados do Banco Central, dep\u00f3sitos em caderneta de poupan\u00e7a foram superiores aos saques, cerca de R$20,5 bilh\u00f5es, o que se mant\u00e9m superando meses dessa s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1995. O advogado e economista Alessandro Azzoni diz que esse super\u00e1vit da poupan\u00e7a tem sua explica\u00e7\u00e3o fundamentada na inseguran\u00e7a, pois, as pessoas desconfiam desta conjuntura a qual estamos inseridos e consideram, inclusive, a possibilidade da perda de seus empregos.&nbsp;<\/p>\n<p>Podemos destacar neste breve estudo, o conceito de PIB pela \u00f3tica da demanda, onde devemos considerar:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>PIB = Consumo das fam\u00edlias + Consumo do governo + investimento + varia\u00e7\u00e3o de estoques + exporta\u00e7\u00f5es \u2013 importa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><\/p>\n<p>As perspectivas futuras incluem estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, perca do PIB real e de empregos, sendo necess\u00e1ria a manuten\u00e7\u00e3o de algumas medidas tomadas pelo governo como por exemplo: Programa Nacional de Apoio \u00e1s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), a Medida Provis\u00f3ria 944 (Programa Emergencial de Suporte a Empregos) que estabelece uma linha de cr\u00e9dito de R$ 34 bilh\u00f5es e a Desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento prevista agora at\u00e9 o final de 2021, que visa lograr novas vagas de emprego e preservar as j\u00e1 existentes, entre outras.&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, retomando aos consumidores, estes estar\u00e3o aprimorados no quesito de exigir qualidade, praticidade e agilidade dos servi\u00e7os prestados e aos estudiosos das novas necessidades do mercado &#8211; mesmo que o governo atrav\u00e9s de pol\u00edticas econ\u00f4micas incentive o consumo &#8211; ter\u00e3o grandes desafios \u00e0 frente, incluindo convencer os brasileiros a comprar, especialmente em um contexto de elevado desemprego.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Algumas considera\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A pandemia causada pela COVID-19 trouxe consigo v\u00e1rios problemas, for\u00e7ando uma nova performance da economia global. Nesse cen\u00e1rio, o Brasil foi for\u00e7ado a lidar com uma realidade nada positiva. O distanciamento social, como forma de conter a doen\u00e7a, deixou evidente as lacunas existentes em nosso pa\u00eds em quest\u00f5es de empregabilidade, atingindo majoritariamente a popula\u00e7\u00e3o que trabalha informalmente. O pa\u00eds fechou 897 mil postos de trabalho, com o setor de servi\u00e7os e com\u00e9rcio em evid\u00eancia, que geralmente emprega pessoas com menor grau de instru\u00e7\u00e3o. Segundo o IBGE, em setembro de 2020, batemos um novo recorde, com 13,8 milh\u00f5es de brasileiros sem emprego.<\/p>\n<p>Nessa conjuntura, a pandemia traz consigo, al\u00e9m dos problemas relacionados ao setor de sa\u00fade, o desemprego, problema que, para ser resolvido de maneira efetiva, a\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas devem ser tomadas imediatamente, pois a quest\u00e3o n\u00e3o afeta somente os \u00edndices de desemprego de nosso pa\u00eds, mas tamb\u00e9m carrega uma extensa bagagem de desigualdade social. Nela, fatores como pobreza, mis\u00e9ria e fome s\u00e3o evidenciados pelo descaso com a popula\u00e7\u00e3o, que \u00e9 for\u00e7ada a trabalhar em condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis. A falta de a\u00e7\u00f5es originadas do Governo Federal, voltadas para a raiz do problema, podem causar danos de dif\u00edcil reversibilidade a curto prazo, abrindo uma lacuna para que o problema se agrave cada vez mais.<\/p>\n<p>As primeiras demiss\u00f5es atingiram, principalmente, a rede de trabalhadores em situa\u00e7\u00e3o de precariedade. Motivados pela informalidade, os servidores n\u00e3o podem usufruir de garantias trabalhistas, como Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) e\/ou seguro-desemprego, direitos que asseguram o amparo do trabalhador ap\u00f3s sua demiss\u00e3o, entre outros recursos ligados ao sistema de prote\u00e7\u00e3o social vinculados \u00e0 carteira de trabalho assinada.<\/p>\n<p>\u00c9 importante frisar que o governo brasileiro criou medidas de amparo econ\u00f4mico, como por exemplo, o Programa Emergencial de Manuten\u00e7\u00e3o do Emprego e da Renda, que permite que empresas reduzam os sal\u00e1rios e jornadas dos funcion\u00e1rios ou suspendam seus contratos temporariamente, mas a medida \u00e9 destinada para os trabalhadores formais, excluindo aqueles que vivem do trabalho informal. Al\u00e9m disso, \u00e9 inevit\u00e1vel deixar de citar o Aux\u00edlio Emergencial, tamb\u00e9m criado pelo Governo Federal, a fim de assegurar uma renda m\u00ednima aos brasileiros em situa\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel. Essa medida foi uma ajuda significativa para esse grupo, bem como ajudou a prevenir uma queda maior do PIB brasileiro.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o embara\u00e7o da desigualdade ficar\u00e1 ainda mais evidente com o fim do aux\u00edlio, previsto para o come\u00e7o de 2021, e, sem previs\u00f5es concretas para a erradica\u00e7\u00e3o ou controle majorit\u00e1rio do coronav\u00edrus, o desenvolvimento econ\u00f4mico fica, mais uma vez, de lado no plano de governo. A longo prazo, os altos \u00edndices de desemprego t\u00eam consequ\u00eancias diretas nos \u00edndices de desigualdade no pa\u00eds, um fator que deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fica evidente, portanto, a necessidade de a\u00e7\u00f5es governamentais para controlar consequ\u00eancias negativas a longo prazo para esse setor da economia brasileira. \u00c9 preciso que investimentos sejam destinados para programas de aux\u00edlio, especialmente para as camadas mais vulner\u00e1veis, durante a pandemia.&nbsp; Sem estas vari\u00e1veis consideradas, ser\u00e1 desafiador prospectar um cen\u00e1rio positivo com rela\u00e7\u00e3o aos problemas apresentados, pois o que est\u00e1 sendo discutido agora \u00e9 onde ser\u00e3o aplicados os cortes de gastos em 2021, per\u00edodo que ainda estaremos enfrentando a pandemia, e n\u00e3o um plano efetivo de retomada econ\u00f4mica, que atuaria como fator determinante para uma recupera\u00e7\u00e3o na empregabilidade do nosso pa\u00eds, englobando, inclusive a pr\u00f3pria estrat\u00e9gia nacional de vacina\u00e7\u00e3o contra a COVID-19.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p>\n<p>10 Tend\u00eancias para o Mundo P\u00f3s-Pandemia. 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.voicers.com.br\/10-tendencias-para-o-mundo-pos-pandemia\/. Acesso em: 03 dez. 2020.<\/p>\n<p>AFIUNE, Giulia. Aux\u00edlio Emergencial foi ajuda significativa, mas seu fim deixar\u00e1 desigualdade como heran\u00e7a. Seguinte, 2020. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.seguinte.inf.br\/noticias\/3&#8211;neuronio\/8834_Auxilio-emergencial-foi-ajuda-significativa,-mas-seu-fim-deixara-desigualdade-como-heranca&gt;. Acesso em: 10 nov. de 2020.<\/p>\n<p>ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE SUPERMERCADOS, 22 de junho de 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.abrasnet.com.br\/clipping.php?area=1&amp;clipping=51257.<\/p>\n<p>BRASIL desacelera no IDH e empata com a Col\u00f4mbia. Jornal do Com\u00e9rcio, 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.jornaldocomercio.com\/_conteudo\/economia\/2019\/12\/715975-brasil-desacelera-no-idh-e-empata-com-a-colombia.html&gt;. Acesso em: 14 de nov. de 2020.<\/p>\n<p>CAMPOS, Ana Cristina. IBGE: desemprego na pandemia atinge maior patamar em agosto. Ag\u00eancia Brasil: Rio de janeiro, 18 set. 2020. Dispon\u00edvel em:&lt; https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2020-09\/ibge-desemprego-na-pandemia-atinge-maior-patamar-em-agosto&gt;. Acesso em: 15 nov. 2020.<\/p>\n<p>CONSUMO de carne vegetal aumenta com a pandemia. 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.sna.agr.br\/consumo-de-carne-vegetal-aumenta-com-a-pandemia\/#:~:text=Nos%20%C3%BAltimos%20tr%C3%AAs%20meses%2C%20segundo,a%20maio%20do%20ano%20passado. Acesso em 15 nov. 2020.<\/p>\n<p>COSTA, Simone da Silva. Pandemia e desemprego no Brasil. Revista de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, Rio de Janeiro, v. 54, n. 4, p. 969-978, jul. 2020. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/bibliotecadigital.fgv.br\/ojs\/index.php\/rap\/article\/view\/81893\/78113&gt;. Acesso em: 10 nov. de 2020.<\/p>\n<p>CUCOLO, Eduardo. Fim dos aux\u00edlios e desempregos amea\u00e7am a recupera\u00e7\u00e3o em 2021. Folha de S. 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Dispon\u00edvel em:&lt;https:\/\/www.fecomercio.com.br\/pesquisas\/indice\/icf&gt;. Acesso em 16 nov. 2020.<\/p>\n<p>FOLHA BV: Pesquisa indica como ser\u00e1 o consumo no Brasil depois da pandemia. 2020. Dispon\u00edvel em:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>https:\/\/folhabv.com.br\/noticia\/CIDADES\/Economia\/Pesquisa-indica-como-sera-o-consumo-no-Brasil-depois-da-pandemia\/68293. Acesso em: 03 dez. 2020.&nbsp;<\/p>\n<p>IBRE. A balan\u00e7a comercial reflete o baixo dinamismo da economia mundial e da economia brasileira. Rio de Janeiro, 18 out. 20. Dispon\u00edvel em: https:\/\/portalibre.fgv.br\/noticias\/balanca-comercial-reflete-o-baixo-dinamismo-da-economia-mundial-e-da-economia-brasileira. Acesso em: 16 nov. 20.<\/p>\n<p>IBRE. China se mant\u00e9m como principal contribuinte para super\u00e1vit brasileiro. Rio de Janeiro, 14 ago. 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2020-08\/china-se-mantem-como-principal-contribuinte-para-superavit-brasileiro. Acesso em: 16 nov. 2020.<\/p>\n<p>IMPACTOS da Covid-19 no mercado de carnes brasileiro. Pasto Extraordin\u00e1rio, 17 de junho de 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/pastoextraordinario.com.br\/impactos-da-COVID-19-no-mercado-de-carnes-brasileiro\/. Acesso em 03 dez. 2020.<\/p>\n<p>MCGRATH, Maggie. Forbes, 22 de junho de 2016. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.forbes.com\/sites\/maggiemcgrath\/2016\/06\/22\/plant-power-how-the-3-5-billion-dairy-alternative-industry-could-help-whitewave-hormel-and-other-food-giants\/#7afd77346b63. Acesso em: 03 dez. 2020.<\/p>\n<p>MINIST\u00c9RIO DA ECONOMIA. Comex Vis: Visualiza\u00e7\u00f5es de Com\u00e9rcio Exterior. Bras\u00edlia, 16 nov. 2020. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.mdic.gov.br\/index.php\/comercio-exterior\/estatisticas-de-comercio-exterior\/comex-vis. Acesso em: 16 nov. 20.<\/p>\n<p>MOTHERSBAUGH, David; HAWKINS, Del I. Comportamento do consumido: construindo a estrat\u00e9gia de marketing. Tradu\u00e7\u00e3o de Paula Santos Diniz.13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.<\/p>\n<p>NOVAREJO: Pandemia traz mudan\u00e7as no consumo e nas finan\u00e7as pessoais&nbsp;<\/p>\n<p>Pandemia da COVID-19 pode provocar primeira queda do IDH na hist\u00f3ria. Portal R7, 2020. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/noticias.r7.com\/internacional\/pandemia-da-COVID-19-pode-provocar-primeira-queda-do-idh-na-historia-20052020&gt;. Acesso em: 14 de nov. de 2020.<\/p>\n<p>O QUE \u00c9 o desemprego. 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ibge.gov.br\/explica\/desemprego.php. Acesso em: 12 nov.2020.<\/p>\n<p>PANDEMIA deve fazer IDH retroceder pela primeira vez desde 1990. \u00daltimo Segundo, 2020. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/brasil\/2020-05-20\/pandemia-deve-fazer-idh-retroceder-pela-primeira-vez-desde-1990.html&gt;. Acesso em: 14 de nov. de 2020.<\/p>\n<p>PARMAIS: Medidas decretadas pelo governo para empresas e trabalhadores durante a pandemia. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.parmais.com.br\/blog\/medidas-decretadas-pelo-governo-para-empresas-e-trabalhadores-durante-a-pandemia\/. Acesso em: 12 nov. 2020.<\/p>\n<p>SEBRAE\/MG. Empreendedorismo em tempos de pandemia. Belo Horizonte, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bibliotecas.sebrae.com.br\/chronus\/ARQUIVOS_CHRONUS\/bds\/bds. nsf\/ead458931bf32f636dc5c9dc1a5de85e\/$File\/19466.pdf. Acesso em 15 nov. 2020.<\/p>\n<p>VIANA, B\u00e1rbara. Pela primeira vez em 30 anos IDH pode cair em todo o mundo em 2020, alerta ONU. Brasil de Fato, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/06\/19\/pela-primeira-vez-em-30-anos-idh-pode-cair-em-todo-o-mundo-em-2020-alerta-onu. Acesso em: 14 de nov. de 2020.<\/p>\n<p>VIECELI, Leonardo. Desigualdade social deve crescer em raz\u00e3o do coronav\u00edrus. Ga\u00facha ZH Economia, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/economia\/noticia\/2020\/05\/desigualdade-social-deve-crescer-em-razao-do-coronavirus-ck9om6ga300h2015ndprmi54t.html. Acesso em: 10 de nov. de 2020.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>AUTORES<\/b>:<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Roberto Rodolfo Georg Uebel \u00e9&nbsp;<\/span>professor do curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. Doutor em Estudos Estrat\u00e9gicos Internacionais (UFRGS). E-mail: robertouebel@saofranciscodeassis.edu.br.&nbsp;<\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Amanda Raldi \u00e9 g<\/span>raduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: raldi.amandar@gmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Camila Lopes da Costa \u00e9 g<\/span>raduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: camilalopes0298@gmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Caroline Alves dos Santos \u00e9 g<\/span>raduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: carola.967@hotmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Fabio Eduardo Moraes Tavares \u00e9 g<\/span>raduando em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: fabiomoraesstn7@hotmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Jessika Salles da Silva \u00e9 g<\/span>raduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: jessikasalles@outlook.com.br.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">La\u00eds Silva Peixoto \u00e9 g<\/span>raduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: laispeixotosilva123@gmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Luana Ribeiro \u00e9 g<\/span>raduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: luanar_ribeiro@hotmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Marcos Soares Malgarin \u00e9 g<\/span>raduando em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: marcos.malgarinsoares@gmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Matheus Bitencourt Leite \u00e9 g<\/span>raduando em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: matheus_b_leite@hotmail.com.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: right;\">Roberta Helm \u00e9 g<\/span>raduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Faculdade S\u00e3o Francisco de Assis. E-mail: betahelm2000@gmail.com.<\/p>\n<div style=\"text-align: left;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: left;\"><b style=\"background-color: white; color: #333333; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13.2px;\">Como citar:<\/b><span style=\"background-color: white;\"><span face=\"Trebuchet MS, Trebuchet, Verdana, sans-serif\" style=\"color: #333333;\"><span style=\"font-size: 13.2px;\">&nbsp;UEBEL, Roberto <i>et al<\/i>.&nbsp;Perspectivas conjunturais para a Economia Brasileira no p\u00f3s-pandemia.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><i style=\"background-color: white; color: #333333; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13.2px;\">Di\u00e1logos Internacionais,&nbsp;<\/i><span face=\"&quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, Verdana, sans-serif\" style=\"background-color: white; color: #333333; font-size: 13.2px;\">vol.7, n.78, dez. 2020. Dispon\u00edvel em:<\/span><span style=\"color: #333333; font-family: helvetica;\"><span style=\"background-color: white; font-size: 13.2px;\">&nbsp;<\/span><span style=\"background-color: white; font-size: 14px;\">http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2020\/12\/perspectivas-conjunturais-para-economia.html<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 7 | N\u00famero 78 | Dez. 2020 Roberto Rodolfo Georg Uebel Amanda<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1905,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[658],"tags":[],"class_list":["post-1601","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-volume7"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1601"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1601\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2276,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1601\/revisions\/2276"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}