{"id":1622,"date":"2020-04-13T10:00:00","date_gmt":"2020-04-13T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1622"},"modified":"2022-05-05T00:30:45","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:45","slug":"a-necessidade-de-contar-a-sua-historia-a-internacionalizacao-das-midias-chinesas-e-de-seus-institutos-culturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1622","title":{"rendered":"A necessidade de contar a sua hist\u00f3ria: a internacionaliza\u00e7\u00e3o das m\u00eddias chinesas e de seus institutos culturais."},"content":{"rendered":"<p>Volume 7 | N\u00famero 70 | Abr. 2020<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/6\/64\/Beijing_skyline_from_northeast_4th_ring_road.jpg\/1280px-Beijing_skyline_from_northeast_4th_ring_road.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"360\" data-original-width=\"800\" height=\"180\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/6\/64\/Beijing_skyline_from_northeast_4th_ring_road.jpg\/1280px-Beijing_skyline_from_northeast_4th_ring_road.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Pequim. Wikipedia.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Por Alana Camo\u00e7a&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Hist\u00f3rias tem a capacidade de encantar os mais diversos tipos de pessoas, de todas as idades e tamanhos, contudo, nem todas as hist\u00f3rias s\u00e3o boas e nem mesmo todas podem ou conseguem ser contadas, posto que em diversas situa\u00e7\u00f5es capacidades econ\u00f4micas e a predisposi\u00e7\u00e3o das pessoas escutarem algumas narrativas, por exemplo, influenciam em seu alcance. No sistema internacional n\u00e3o \u00e9 diferente, posto que diante das hierarquias de poder, das disparidades econ\u00f4micas e de caracter\u00edsticas hist\u00f3ricas do pr\u00f3prio sistema, ideias e narrativas s\u00e3o proferidas, pairam como palavra de ordem e retroalimentam as din\u00e2micas existentes.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo XXI, a China vem modificando os cen\u00e1rios geopol\u00edticos e geoecon\u00f4micos do mundo e, por esse motivo, vem ganhando cada vez mais notoriedade nos estudos de rela\u00e7\u00f5es internacionais e tem estimulado vis\u00f5es pessimistas proliferadas no ocidente sobre a ascens\u00e3o do gigante asi\u00e1tico. De 2001 at\u00e9 2008, ao passo que o gigante asi\u00e1tico crescia, o pa\u00eds buscou dispensar os medos de que uma China em crescimento seria uma amea\u00e7a para o sistema, com isso discursos sobre sua ascens\u00e3o pac\u00edfica, desenvolvimento pac\u00edfico e mundo harmonioso  foram enaltecidos pelas lideran\u00e7as pol\u00edticas. Todavia, a despeito dos constantes discursos chineses entoados sobre seu pacifismo, da ajuda do gigante asi\u00e1tico aos EUA durante a Guerra ao Terror e do comportamento comedido do mesmo no seu entorno regional, o pa\u00eds continuou e continua sendo apresentado de forma negativa e com desconfian\u00e7a nas m\u00eddias e na academia ocidental.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name='more'><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Um exemplo do preconceito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China foram as Olimp\u00edadas de 2008. A China sediou os Jogos Ol\u00edmpicos e utilizou-se do palco para tentar difundir sua cultura e uma imagem positiva do pa\u00eds internacionalmente. Considerando os megaeventos esportivos, a visibilidade proporcionada por tais eventos det\u00e9m uma caracter\u00edstica h\u00edbrida da natureza do dom\u00ednio pol\u00edtico atual, sendo constitu\u00edda pela conflu\u00eancia de atores governamentais, corpora\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas (m\u00eddia e esporte), federa\u00e7\u00f5es esportivas e sociedade (ou consumidores), que interagem e perseguem agendas muitas vezes divergentes (SUPPO, 2012).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">De acordo com Manheim (1990, p.280), \u201cporque atrai aten\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de pessoas em v\u00e1rios pa\u00edses e lhes transmite mensagens simples e altamente simb\u00f3licas, a competi\u00e7\u00e3o esportiva internacional de alto n\u00edvel est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0 pol\u00edtica internacional\u201d. Dessa maneira, jogos esportivos n\u00e3o escapam do campo da pol\u00edtica e em diversos momentos da hist\u00f3ria foram utilizados para fins pol\u00edticos e sendo influenciados por quest\u00f5es sist\u00eamicas. Exatamente por isso, os eventos podem servir tamb\u00e9m aos outros pa\u00edses e n\u00e3o somente ao pa\u00eds sede dos jogos. Apesar de sua propaganda interna para refor\u00e7ar a coes\u00e3o nacional e externa para difundir a imagem do pa\u00eds enquanto um importante <i>player <\/i>internacional (ZHAO, 2015), a Olimp\u00edada na China foi marcada por diversas cr\u00edticas do ocidente diante da repress\u00e3o do governo chin\u00eas de manifesta\u00e7\u00f5es separatistas no Tibet e questionamentos sobre liberdade de imprensa e direitos humanos no pa\u00eds asi\u00e1tico.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As cr\u00edticas ocidentais s\u00e3o exemplos das barreiras existentes para o gigante asi\u00e1tico ascender sem ser visto como uma amea\u00e7a pelo ocidente. O governo de Pequim, al\u00e9m de difundir discursos que entoam sobre a ascens\u00e3o e desenvolvimento pac\u00edfico chin\u00eas desde 2003, como parte elementar de sua pol\u00edtica externa, vem impulsionando, dentre diversas outras iniciativas, (i) a internacionaliza\u00e7\u00e3o de suas m\u00eddias (SHAMBAUGH, 2013; YANG, 2018; THUSSU, 2018) e (ii) investindo na prolifera\u00e7\u00e3o de institutos culturais \u2013 principalmente o Instituto Conf\u00facio (YANG, 2018; BECARD; FILHO, 2019).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">De fato, a m\u00eddia chinesa vem se tornando global por mais de uma d\u00e9cada, mas durante o governo Xi Jinping (2012 \u2013 atual) s\u00e3o comuns os discursos enfatizando a necessidade do governo chin\u00eas <i>\u201cbetter communicate China\u2019s message to the world\u201d<\/i> (apud, XINHUA, 2014) e sobre a necessidade de contar \u201cChina\u2019s story right\u201d (CHINA DAILY, 2018). Para cumprir com esses objetivos, a CCTV (China Central Television), a <i>China Radio International, People\u2019s Daily, China Daily<\/i> e outras ind\u00fastrias e empresas chinesas v\u00eam sendo financiadas pelo governo com o intuito de alcan\u00e7ar os mais diversos espectadores internacionalmente (SHAMBAUGH, 2013; THUSSU, 2018).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O PCC compreende que as vis\u00f5es negativas e a falta de apelo do pa\u00eds internacionalmente representaria um d\u00e9ficit do poder midi\u00e1tico e cultural chin\u00eas vis \u00e0 vis ao ocidente (YANG, 2018). Como afirmou o reitor da universidade de Renmin, Zhao Qizheng, \u201c<i>if you don\u2019t tell China\u2019s stories, others will do; if you don\u2019t tell true stories (of China), false stories go far<\/i>\u201d (apud YANG, 2018, p. 84).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Principalmente ap\u00f3s 2008, o governo chin\u00eas vem buscando se legitimar internacionalmente, criticando o sistema ocidental e enaltecendo o modelo econ\u00f4mico e pol\u00edtico chin\u00eas. A crise de 2008 somada \u00e0 continuidade do crescimento chin\u00eas, estimulou a confian\u00e7a interna do pa\u00eds que, em contrapartida, teceu cr\u00edticas ao modelo ocidental. O governo chin\u00eas buscou promover o seu modelo econ\u00f4mico e pol\u00edtico-partid\u00e1rio, passando a organizar desde 2014 c\u00fapulas anuais para apresentar aos l\u00edderes de partidos pol\u00edticos do mundo o sistema chin\u00eas (ZHAO, 2015).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m disso, atrav\u00e9s da ajuda para o desenvolvimento, por exemplo, o governo chin\u00eas vem investido em pa\u00edses africanos para criar infraestrutura para os meios de comunica\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de suas m\u00eddias e sua cultura. Segundo Thussu (2018, p.20), a expans\u00e3o midi\u00e1tica chinesa no continente africano \u00e9 vis\u00edvel, posto que a <i>StarTimes<\/i>, por exemplo, uma das maiores companias pagas de TV da China, j\u00e1 alcan\u00e7ou sete milh\u00f5es de assinantes em dez pa\u00edses africanos, incluindo Nig\u00e9ria, T\u00e2nzania, Uganda, Ruanda e Qu\u00eania. S\u00e3o crescentes os investimentos chineses redes de comunica\u00e7\u00e3o e m\u00eddias chinesas, tornando-as mais \u201cglobalizadas\u201d atrav\u00e9s de programa\u00e7\u00f5es direcionadas para o p\u00fablico estrangeiro nos mais diversos idiomas (Espanhol, Ingl\u00eas, \u00c1rabe e outros).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A <i>Xinhua News Agency<\/i>, por exemplo, j\u00e1 det\u00eam mais de 180 escrit\u00f3rios internacionais, superando diversas m\u00eddias convencionais como a Reuters e a <i>Agence France Press<\/i> (BECARD; FILHO, 2019). Somente entre 2009 e 2010, por exemplo, o valor investido nas m\u00eddias chinesas foi de US$ 880 bilh\u00f5es (YOMIURI SHIMBUN, 2014).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>China is trying to reshape the global information environment with massive infusions of money \u2013 funding paid-for advertorials, sponsored journalistic coverage and heavily massaged positive messages from boosters. While within China the press is increasingly tightly controlled, abroad Beijing has sought to exploit the vulnerabilities of the free press to its advantage. In its simplest form, this involves paying for Chinese propaganda supplements to appear in dozens of respected international publications such as the Washington Post (THE GUARDIAN, 2018).&nbsp;<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m de internacionalizar suas m\u00eddias, o governo chin\u00eas precisa estimular o consumo de sua cultura, assunto amplamente debatido no trabalho de Becard e Filho (2019). Por esse motivo, h\u00e1 nos anos recentes a prolifera\u00e7\u00e3o de Institutos Conf\u00facio no mundo todo &#8211; que s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es financiadas pelo governo chin\u00eas com o intuito de promover a cultura e l\u00edngua chinesa. O Instituto Conf\u00facio segue a mesma l\u00f3gica de outros institutos nacionais (semelhante ao alem\u00e3o Goethe, ao espanhol Cervantes e outros). Em pouco mais de dez anos de exist\u00eancia, o Instituto Conf\u00facio est\u00e1 presente em todos os continentes: s\u00e3o 173 na Europa, 161 na Am\u00e9rica (50 est\u00e3o localizados na Am\u00e9rica Latina), 118 na \u00c1sia, 54 na \u00c1frica e 19 na Oceania (HANBAN, 2019). Postula-se que o governo chin\u00eas tenha investido mais de 500 milh\u00f5es de d\u00f3lares de 2004 at\u00e9 2011 na prolifera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de seus institutos espalhados pelo mundo (ZHANG; GUO, 2018).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da prolifera\u00e7\u00e3o de suas m\u00eddias e de institutos culturais, o governo chin\u00eas est\u00e1 realizando parcerias e investindo em conglomerados ocidentais como o caso das parcerias com a Disney, Sony, DreamWorks e etc, com o objetivo de contar a hist\u00f3ria chinesa (THUSSU, 2018). Para al\u00e9m disso, empresas chinesas como a <i>Dalian Wanda Group<\/i>, cujo dono \u00e9 Wang Jianlin, tem investido em produ\u00e7\u00f5es chinesas, bem como na divulga\u00e7\u00e3o delas nas suas cadeias de cinemas nos EUA, Europa e Austr\u00e1lia.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A grande quest\u00e3o \u00e9 que juntamente com a expans\u00e3o chinesa para os mais diversos cantos do mundo, o pa\u00eds tem buscado alternativas que sejam capazes de servir aos seus interesses pol\u00edticos e culturais, difundindo uma vis\u00e3o diferenciada da China. A m\u00eddia chinesa e os institutos culturais tamb\u00e9m est\u00e3o chegando na Am\u00e9rica Latina, mas estudos ainda precisam ser realizados. Algumas perguntas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 essa iniciativa chinesa surgem, como por exemplo: Ser\u00e1 que as m\u00eddias chinesas se consolidar\u00e3o como uma alternativa na regi\u00e3o? Tais iniciativas t\u00eam capacidade de transformar a imagem da China internacionalmente?  Seria essa a etapa necess\u00e1ria para pensarmos uma transforma\u00e7\u00e3o na ordem liberal e na ascens\u00e3o da hegemonia chinesa?&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Cabe por fim uma pergunta mais atual: Como ser\u00e1 que ficar\u00e1 a imagem e a reputa\u00e7\u00e3o da China diante da pandemia de 2020?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">BECARD, Danielly S. R.; FILHO, Paulo M. 2019. <i>Chinese Cultural Diplomacy:<\/i> instruments in China\u2019s strategy for international insertion in the 21st Century. Revista Brasileira de Pol\u00edtica Internacional, vol. 62, edi\u00e7\u00e3o 005, pp.1-20.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">CHINA DAILY. 2018. Xi: Spreading China\u2019s story key mission. Dispon\u00edvel vem https:\/\/www.chinadaliy.com.cn\/a\/201808\/23\/ws5b7de976310add14f387392.html<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MANHEIM, Jarol B. Rites of Passage: the 1988 Seoul olympics as public diplomacy. <i>The Western Political Quarterly, <\/i>Vol. 43, No. 2 , 1990, pp. 279-295.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">SHAMBAUGH, David. 2013, <i>China Goes Global: <\/i>The Partial Power. New York: Oxford University Press.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">SUPPO, Hugo. Reflex\u00f5es sobre o lugar do esporte nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. <i>Contexto Internacional,<\/i> vol.34, No.2. Rio de Janeiro, 2012.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">THE GUARDIAN. 2018. Inside China&#8217;s audacious global propaganda campaign. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.theguardian.com\/news\/2018\/dec\/07\/china-plan-for-global-media-dominance-propaganda-xi-jinping Acesso em 10 de janeiro de 2019.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">THUSSU, Data K. 2018. \u201cGlobalization of Chinese Media: the global context\u201d. In: THUSSU, Daya et al.  <i>China\u2019s Media Go Global<\/i>. New York: Routledge.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">XINHUA. 2014. Xi eyes more enabling international environment for China\u2019s peaceful development. Dispon\u00edvel em http:\/\/en.people.cn\/n\/2014\/1130\/c90883-8815967-3.html Acesso em 10 de agosto de 2018.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">YANG, Suzanne X. 2018. Soft Power and the strategic context for China\u2019s \u2018media going global\u2019 policy. In: THUSSU, Daya et al.  <i>China\u2019s Media Go Global. <\/i>New York: Routledge.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">YOMIURI SHIMBUN. 2014. Behind the Propaganda Wars \/ China wages 880 billion yen global media campaign. Yomiuri Reshikan Database.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">ZHANG, Xiaoling; GUO, Zhenzhi. 2018. The effectiveness of Chinese Cultural Centres in China\u2019s public diplomacy. In: THUSSU, Daya et al.  <i>China\u2019s Media Go Global<\/i>. New York: Routledge.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">ZHAO, Suisheng. China\u2019s Power from a Chinese Perspective (I): A Developing Country versus a Great Power. In: CHUNG, Jae-ho. <i>Assessing China\u2019s Power.<\/i> The Asan Institute, UK: Palgrave Macmillian, pp.251-270, 2015.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>Alana Camo\u00e7a<\/b> \u00e9 P\u00f3s-Doutoranda em Ci\u00eancias Militares na Escola de Comando e Estado-Maior do Ex\u00e9rcito (ECEME) e Doutora em Economia Pol\u00edtica Internacional pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Economia Pol\u00edtica Internacional da UFRJ.<\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 7 | N\u00famero 70 | Abr. 2020 Pequim. Wikipedia. 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