{"id":1625,"date":"2020-03-30T09:00:00","date_gmt":"2020-03-30T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1625"},"modified":"2022-05-05T00:30:45","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:45","slug":"os-timoneiros-fundadores-da-china-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1625","title":{"rendered":"Os timoneiros fundadores da China Contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p>Volume 7 | N\u00famero 69 | Mar. 2020<\/p>\n<div style=\"text-align: right;\">Por Bernardo Salgado Rodrigues<\/div>\n<p><\/p>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/f\/f9\/Pudong_.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"450\" data-original-width=\"800\" height=\"180\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/f\/f9\/Pudong_.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Wikipedia. Shanghai, Pudong Lujiazui.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a China vem alcan\u00e7ando taxas de desenvolvimento incontest\u00e1veis, modificando as rela\u00e7\u00f5es de poder no sistema internacional.  Entretanto, a chave interpretativa para compreender os rumos da pot\u00eancia asi\u00e1tica s\u00e3o anteriores ao tempo presente. Em grande medida, destaca-se a influ\u00eancia de tr\u00eas figuras emblem\u00e1ticas, tr\u00eas \u201ctimoneiros fundadores\u201d, os \u201chomens do leme\u201d, que exerceram lideran\u00e7a em seus tempos hist\u00f3ricos, reverberando e influenciando os rumos do drag\u00e3o chin\u00eas at\u00e9 a contemporaneidade.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Conf\u00facio \u00e9 a personalidade que melhor sintetiza a \u201cfunda\u00e7\u00e3o\u201d da cultura chinesa. \u201cOs Anacletos\u201d, uma compila\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o central de seus ditados, vem servindo para a qualifica\u00e7\u00e3o da burocracia imperial, principalmente a partir da dinastia Han (206a.C.-220 d.C.), ao adotar o pensamento confucionista como a filosofia oficial do Estado. O ponto central do pensamento confucionista s\u00e3o os princ\u00edpios da n\u00e3o agress\u00e3o e da busca pela harmonia (BURGER, 2018, p.190) social e superior, que n\u00e3o consiste apenas num pensamento filos\u00f3fico, mas num guia de a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gico, com elementos relacionados \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do Estado. Desta forma, se apresenta como \u201cum fen\u00f4meno cultural chin\u00eas, surgido no s\u00e9culo V a.C. e que se manteve por mais de 2.500 anos e se confunde com o destino de toda a civiliza\u00e7\u00e3o chinesa.\u201d (LIMA, 2018, p.36)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>Para seus adeptos, a ordem confucionista oferecia a inspira\u00e7\u00e3o de servir na busca de uma harmonia superior. Ao contr\u00e1rio de profetas de religi\u00f5es monote\u00edstas, Conf\u00facio n\u00e3o pregava nenhuma teleologia da hist\u00f3ria conduzindo a humanidade \u00e0 reden\u00e7\u00e3o pessoal. Sua filosofia buscava a reden\u00e7\u00e3o do Estado mediante o comportamento individual correto. Orientado para esse mundo, seu pensamento afirmava um c\u00f3digo de conduta social, n\u00e3o um caminho para a vida ap\u00f3s a morte. (KISSINGER, 2011, pp.32-33)<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name='more'><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desde a derrota na Guerra do \u00d3pio no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1840, a China vem buscando se reafirmar como entidade pol\u00edtica forte e pr\u00f3spera (XING; SHAW, 2018, p.57); ou seja, os subsequentes flagelos do \u201cs\u00e9culo da humilha\u00e7\u00e3o&#8221;<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftn1\">[1]<\/a> s\u00e3o vistos com consider\u00e1vel desalento na China contempor\u00e2nea, tendo sido amenizados apenas com a reunifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds sob uma forma de comunismo assertivamente nacionalista (KISSINGER, 2011, p.72; SHAMBAUGH, 2013, pp.308-309) na figura de Mao Ts\u00e9-Tung, estadista da primeira gera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftn2\">[2]<\/a> p\u00f3s Revolu\u00e7\u00e3o de 1949.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desta forma, sob a rec\u00e9m-proclamada Rep\u00fablica Popular da China, Mao impulsionou o pa\u00eds na dire\u00e7\u00e3o da unidade nacional (excetuando Taiwan e Mong\u00f3lia, a restaurara \u00e0s suas fronteiras hist\u00f3ricas) e do respeito internacional (\u201cuma superpot\u00eancia emergente cuja forma de governo comunista sobreviveu ao colapso do mundo comunista\u201d (KISSINGER, 2011, p.314)). Atrav\u00e9s da doutrina da \u201crevolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua&#8221;<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftn3\">[3]<\/a> (KISSINGER, 2011, p.106), engendrou a unifica\u00e7\u00e3o que possibilitaria a emerg\u00eancia da superpot\u00eancia no s\u00e9culo XXI e que, ainda que sua figura fosse contradit\u00f3ria, configura-se como elemento central da justi\u00e7a social na China.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>Desse modo, Mao gerou uma s\u00e9rie de contradi\u00e7\u00f5es internas. Na busca da Grande Harmonia, ele lan\u00e7ou a Campanha das Cem Flores, em 1956, que convidou ao debate p\u00fablico e depois se voltou contra os intelectuais que a praticaram; o Grande Salto Adiante, em 1958, destinado a alcan\u00e7ar a industrializa\u00e7\u00e3o ocidental em um per\u00edodo de tr\u00eas anos, mas que levou a uma das fomes mais disseminadas na hist\u00f3ria moderna e gerou uma ruptura no Partido Comunista; e a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural de 1966, em que uma gera\u00e7\u00e3o de l\u00edderes treinados, professores, diplomatas e especialistas foi enviada ao campo para trabalhar em fazendas e aprender com as massas. (KISSINGER, 2011, p.118)<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Do outro lado, Deng Xiaoping aparece como a figura de \u201cruptura com a ortodoxia mao\u00edsta\u201d (KISSINGER, 2011, pp.327-328) ao aprovar pol\u00edticas que possibilitariam uma moderniza\u00e7\u00e3o pragm\u00e1tica com caracter\u00edsticas socialistas, como as Quatro Moderniza\u00e7\u00f5es<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftn4\">[4]<\/a> de Zhou Enlai. Ainda que partilhasse de uma pol\u00edtica externa mao\u00edsta com vertentes nacionalistas, \u201cos reformistas chineses reduziram as barreiras e abriram gradualmente o sistema, dando aos grupos e a indiv\u00edduos a oportunidade de empreenderem e atenderem \u00e0s demandas dos mercados.\u201d (VADELL; RAMOS; NEVES, 2016, p.71)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>China\u2019s global expansion did not occur by happenstance. It grew directly out of the Communist Party and government policies launched at the famous Third Plenary Session of the 11th Central Committee in December 1978 to engage in \u201creform and opening\u201d (\u6539\u9769\u4e0e\u5f00\u653e). Throughout the 1980s, China \u201cinvited the world in\u201d (\u5f15\u8fdb\u6765) and began its hesitant steps on the world stage\u2014particularly in overseas educational and science and technology exchanges. (SHAMBAUGH, 2013, p.5)<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A partir disso, a China aderiu a uma sequ\u00eancia de reformas programadas por um hibridismo entre um Estado planejador e elementos de abertura econ\u00f4mica, possibilitando a integra\u00e7\u00e3o comercial, produtiva e tecnol\u00f3gica em cadeias regionais e globais. Deng, portanto, possibilitou uma s\u00e9rie de iniciativas<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftn5\">[5]<\/a> que culminariam no exponencial crescimento econ\u00f4mico de seu pa\u00eds, tendo import\u00e2ncia significativa na hist\u00f3ria chinesa at\u00e9 o final de seu governo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A atua\u00e7\u00e3o chinesa no s\u00e9culo XXI \u00e9 caracterizada pela influ\u00eancia desses tr\u00eas timoneiros. Na vis\u00e3o de Leonard (2008, pp.28-29), s\u00e3o essas tr\u00eas tradi\u00e7\u00f5es chinesas que convergem e dialogam entre si at\u00e9 a atualidade: a da cultura confuciana (harmonia), a da era mao\u00edsta (equidade e justi\u00e7a social) e a das reformas de abertura (liberdade e direitos). Ignor\u00e1-las significa n\u00e3o compreender as vicissitudes da China e da sua influ\u00eancia no sistema internacional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">BENATTI, Adriana. A presen\u00e7a da China no MERCOSUL: implica\u00e7\u00f5es sobre o processo de integra\u00e7\u00e3o regional. <i>Revista Oikos,<\/i> Rio de Janeiro, v. 10, n. 2, p.215-242, 2011.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">BURGER, Mariana. A reemerg\u00eancia chinesa e os conflitos territoriais no mar do sul da China. In: VADELL, Javier (Org.). <i>A expans\u00e3o econ\u00f4mica e geopol\u00edtica da China no s\u00e9culo XXI.<\/i> Belo Horizonte: Editora Puc Minas, 2018. Cap. 6. p. 185-204.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">KISSINGER, Henry. <i>Sobre a China. <\/i>Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">LIMA, Marcos Costa. A nova teoria das rela\u00e7\u00f5es internacionais chinesa e a ascens\u00e3o do pa\u00eds: o conceito de Tianxia. In: VADELL, Javier (Org.). <i>A expans\u00e3o econ\u00f4mica e geopol\u00edtica da China no s\u00e9culo XXI.<\/i> Belo Horizonte: Editora Puc Minas, 2018. Cap. 1. p. 13-42.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">SHAMBAUGH, David. <i>China goes global: the partial power. <\/i> New York: Oxford University Press, 2013.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">VADELL, Javier; RAMOS, Leonardo; NEVES, Pedro. As implica\u00e7\u00f5es internacionais do modelo chin\u00eas de desenvolvimento do Sul Global: Consenso Asi\u00e1tico como network power. In: LIMA, Marcos Costa (Org.). P<i>erspectivas Asi\u00e1ticas.<\/i>Rio de Janeiro: Folio Digital, 2016. p. 67-90.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">XING, LI; SHAW, Timothy. O sonho chin\u00eas versus o sonho americano no reordenamento mundial: mesma cama?; Sonhos distintos? In: VADELL, Javier (Org.). <i>A expans\u00e3o econ\u00f4mica e geopol\u00edtica da China no s\u00e9culo XXI<\/i>. Belo Horizonte: Editora Puc Minas, 2018. Cap. 2. p. 43-72.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftnref1\">[1]<\/a>O s\u00e9culo de humilha\u00e7\u00e3o (\u767e\u5e74\u570b\u6065) foi o per\u00edodo de subjuga\u00e7\u00e3o chinesa diante do imperialismo ocidental e japon\u00eas. Desde a ascens\u00e3o do nacionalismo moderno na <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/D%C3%A9cada_de_1920\">d\u00e9cada de 1920<\/a>, o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Kuomintang\">Kuomintang<\/a> e o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Partido_Comunista_Chin%C3%AAs\">Partido Comunista Chin\u00eas<\/a> utilizam tais conceitos a fim de caracterizar a experi\u00eancia chinesa em perdas de soberania no per\u00edodo de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1839\">1839<\/a> a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1949\">1949<\/a>, com a Revolu\u00e7\u00e3o Comunista.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftnref2\">[2]<\/a> A primeira gera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica chinesa foi guiada por Mao Ts\u00e9-Tung. A segunda foi liderada por Deng Xiaoping (1978-1993); a terceira por Jiang Zemin (1993-2002), a quarta por Hu Jintao (2002-2012) e, em 2013, Xi Jinping assumiu a quinta gera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftnref3\">[3]<\/a> \u201cOs quadros revolucion\u00e1rios deviam ser testados por desafios cada vez mais dif\u00edceis a<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">intervalos cada vez mais curtos. \u2018O desequil\u00edbrio \u00e9 uma regra geral, objetiva\u2019, escreveu Mao: O ciclo, que \u00e9 infinito, evolui do desequil\u00edbrio ao equil\u00edbrio e depois volta ao desequil\u00edbrio. Cada ciclo, contudo, nos leva a um n\u00edvel mais elevado de desenvolvimento. O desequil\u00edbrio \u00e9 normal e absoluto, ao passo que o equil\u00edbrio \u00e9 tempor\u00e1rio e relativo.\u201d (KISSINGER, 2011, p.108)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftnref4\">[4]<\/a> As quatro moderniza\u00e7\u00f5es concentravam-se nos setores da agricultura, ind\u00fastria, com\u00e9rcio, tecnologia e \u00e1rea militar.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?rinli=1&amp;pli=1&amp;blogID=2974965557809810859#_ftnref5\">[5]<\/a>\u201cUma s\u00e9rie de fatores contribuiu para que a economia chinesa tomasse o rumo do crescimento econ\u00f4mico ap\u00f3s s\u00e9culos de relativo isolamento e distanciamento do sistema econ\u00f4mico-financeiro internacional. Como principais, podem ser relacionados: a liberaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio exterior, ap\u00f3s 1978; o in\u00edcio do processo de liberaliza\u00e7\u00e3o do sistema de forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, em 1979; a cria\u00e7\u00e3o das Zonas Econ\u00f4micas Especiais, em 1980; a concess\u00e3o de subs\u00eddios e demais incentivos governamentais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o; o grande contingente de m\u00e3o-de-obra rural com baixa produtividade; o aumento importante da popula\u00e7\u00e3o chinesa, favorecendo o surgimento de economias de escala na maior parte das ind\u00fastrias; o crescimento dos investimentos estrangeiros diretos; o controle estatal sobre a taxa de c\u00e2mbio; as pol\u00edticas de incentivo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e tecnologia vinculadas aos incentivos a investidores estrangeiros; a aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade intelectual, entre outros.\u201d (BENATTI, 2011, p.219)<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 7 | N\u00famero 69 | Mar. 2020 Por Bernardo Salgado Rodrigues Wikipedia.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[658],"tags":[],"class_list":["post-1625","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume7"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1625","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1625"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1625\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2293,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1625\/revisions\/2293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1625"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1625"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1625"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}