{"id":1633,"date":"2019-11-18T09:22:00","date_gmt":"2019-11-18T12:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1633"},"modified":"2022-05-05T00:30:45","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:45","slug":"implicacoes-geoeconomicas-da-nova-rota-da-seda-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1633","title":{"rendered":"Implica\u00e7\u00f5es geoecon\u00f4micas da Nova Rota da Seda na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><b>Volume 6 | N\u00famero 66 | Nov. 2019<\/b><\/p>\n<div>\n<div style=\"text-align: right;\">Por Bernardo Salgado Rodrigues<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-oRJ03lAYfVQ\/WDSDccwr4yI\/AAAAAAAAAzY\/XfzCUs-wOSAvcn1hwtEVH9fWKNAjblUKgCPcBGAYYCw\/s1600\/board-game-529586_1280.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"928\" data-original-width=\"1280\" height=\"232\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-oRJ03lAYfVQ\/WDSDccwr4yI\/AAAAAAAAAzY\/XfzCUs-wOSAvcn1hwtEVH9fWKNAjblUKgCPcBGAYYCw\/s320\/board-game-529586_1280.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/div>\n<p><b style=\"background-color: white; caret-color: rgb(51, 51, 51); color: #333333; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;, Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13.2px; text-align: justify; text-size-adjust: auto;\"><span style=\"font-family: &quot;trebuchet ms&quot; , &quot;trebuchet&quot; , &quot;verdana&quot; , sans-serif;\"><span style=\"font-size: 13.2px;\"><br \/><\/span><\/span><\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, a pol\u00edtica externa da China caracterizou-se por um processo de proje\u00e7\u00e3o internacional baseado no paradigma do desenvolvimento pac\u00edfico<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftn1\">[1]<\/a> e harmonioso<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftn2\">[2]<\/a>, sustentada na coopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul. Como parte deste processo, o pa\u00eds aproximou-se de regi\u00f5es como a Am\u00e9rica Latina, ocupando espa\u00e7os geopol\u00edticos e geoecon\u00f4micos que resultaram em crescimento dos v\u00ednculos comerciais, eleva\u00e7\u00e3o dos investimentos\/financiamentos e a concretiza\u00e7\u00e3o de acordos bilaterais e multilaterais.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dentro desta perspectiva, em 2013, a Nova Rota da Seda (NRS), tamb\u00e9m conhecida como <i>Belt and Road Initiative (BRI)<\/i> ou <i>One Belt One Road (OBOR),<\/i> foi proposta pelo presidente chin\u00eas Xi Jinping durante uma visita oficial \u00e0 \u00c1sia Central. Na busca de retomar a Rota da Seda original \u2212 corredor econ\u00f4mico que uniu Oriente e Ocidente no primeiro mil\u00eanio de nossa era \u2212, a China intenta fortalecer os la\u00e7os econ\u00f4micos entre \u00c1sia, \u00c1frica e Europa com investimento de bilh\u00f5es de d\u00f3lares em infraestrutura (MA\u00c7\u00c3ES, 2018, pp.9-13), que favoreceriam a conex\u00e3o e o com\u00e9rcio entre os pa\u00edses assim como confirmaria, direta ou indiretamente, a disputa pelo poder global.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nos primeiros anos ap\u00f3s o an\u00fancio da NRS, oficiais chineses e acad\u00eamicos de <i>think tanks <\/i>negavam regularmente a incorpora\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina. Dentre os fatores que contribuiriam para a sua exclus\u00e3o estariam: o distanciamento f\u00edsico natural entre as regi\u00f5es, com as demandas chinesas atualmente atendidas pela regi\u00e3o em termos de recursos e mercados sendo supridas pelo escopo da NRS; a mudan\u00e7a da pol\u00edtica externa dos pa\u00edses latino-americanos a partir de 2015, com a ascens\u00e3o de governos conservadores com perfil de maior alinhamento aos Estados Unidos, assim como a pr\u00f3pria rea\u00e7\u00e3o norte-americana \u00e0 presen\u00e7a chinesa no hemisf\u00e9rio; e a preocupa\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica com seu entorno estrat\u00e9gico imediato.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name='more'><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Recentemente, no entanto, as autoridades e empresas chinesas, assim como suas contra partes latino-americanas, t\u00eam sido mais abertas \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica e comercial sob a bandeira da NRS. Seja atrav\u00e9s dos pronunciamentos multilaterais e bilaterais, formais e informais, ou dos documentos oficiais do governo chin\u00eas, como o<i> China&#8217;s policy paper on Latin America and the Caribbean <\/i>(principalmente a segunda vers\u00e3o de 2016), h\u00e1 fortes sinais indicativos de um estreitamento de di\u00e1logos relacionados \u00e0 NRS, ressaltando a inclus\u00e3o gradual da regi\u00e3o no escopo do projeto.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>Chinese decision-makers have no need of being reminded that the world has changed since the days of Genghis Khan and that limiting the Belt and Road to territories along the ancient land and sea Silk Road would be to overlook vital economic regions such as North and South America and most of the African continent. (MA\u00c7\u00c3ES, 2018, p.25)&nbsp;<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A NRS \u00e9 global por natureza. A inclus\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e Caribe, portanto, \u00e9 ratificada com mais assertividade a partir de 2017, quando um n\u00famero crescente de pa\u00edses da regi\u00e3o assinou memorandos de entendimento relacionados \u00e0 NRS e anunciaram neg\u00f3cios, sinalizando a extens\u00e3o, de fato, \u00e0 regi\u00e3o. Em maio do mesmo ano, o presidente chin\u00eas Xi Jinping afirmou ao presidente da Argentina, Mauricio Macri, no <i>Belt and Road Forum,<\/i> em Pequim, que a regi\u00e3o latino-americana era uma &#8220;extens\u00e3o natural&#8221; da Rota Mar\u00edtima da Seda e um \u201cparticipante indispens\u00e1vel\u201d<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftn3\">[3]<\/a>, tornando, assim, a possibilidade de sua inclus\u00e3o mais evidente. No n\u00edvel multilateral, um ponto de inflex\u00e3o ocorreu no F\u00f3rum Ministerial China-CELAC em Santiago, Chile, em janeiro de 2018. Nele, os participantes assinaram uma Declara\u00e7\u00e3o Especial sobre a NRS, no qual a regi\u00e3o foi convidada pelo Embaixador Li Jinzhang a participar formalmente, como uma nova plataforma para coopera\u00e7\u00e3o mutuamente ben\u00e9fica entre a China e a Am\u00e9rica Latina<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftn4\">[4]<\/a>.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>A China gostaria de aproveitar essa oportunidade para promover o acomplamento da iniciativa &#8220;Um Cintur\u00e3o e Uma Roda&#8221; com as estrat\u00e9gias de desenvolvimento dos pa\u00edses latinoamericanos e caribenhos. Proposto pelo presidente chin\u00eas Xi Jinping, em 2013, &#8220;Um Cintur\u00e3o e Uma Rota&#8221; \u00e9 uma iniciativa que objetiva a cria\u00e7\u00e3o de uma plataforma de coopera\u00e7\u00e3o internacional. Durante a C\u00fapula &#8220;Um Cintur\u00e3o e Uma Rota&#8221; da Coopera\u00e7\u00e3o Internacional no ano passado, o presidente Xi anunciou que a China aumentar\u00e1 seu apoio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o &#8220;Um Cintur\u00e3o e Uma Rota&#8221; e adicionar\u00e1 100 bilh\u00f5es de yuan ao Fundo da Rota da Seda, e encorajar\u00e1 as institui\u00e7\u00f5es financeiras a realizar opera\u00e7\u00f5es em yuan no exterior, que poder\u00e3o movimentar 300 bilh\u00f5es de yuan. Al\u00e9m disso, as institui\u00e7\u00f5es financeiras da China fornecer\u00e3o quase 400 bilh\u00f5es de yuan de empr\u00e9stimos especiais para apoiar a constru\u00e7\u00e3o &#8220;Um Cintur\u00e3o e Uma Rota&#8221;. &#8220;Um Cintur\u00e3o e Uma Roda&#8221; tornou-se um produto p\u00fablico internacional bem recebido, cujo segredo \u00e9 ser \u201cvis\u00edvel, tang\u00edvel e eficiente\u201d em vez de ter conversas vazias. 400 anos atr\u00e1s, a China e a Am\u00e9rica Latina abriram &#8220;Roda da Seda Mar\u00edtima no Oceano Pac\u00edfico&#8221;. A China est\u00e1 disposta a promover a coopera\u00e7\u00e3o substancial em todas as \u00e1reas com os pa\u00edses da regi\u00e3o sob os conceitos e m\u00e9todos de constru\u00e7\u00e3o de &#8220;Um Cintur\u00e3o e Uma Roda&#8221;, aprofundando a comunica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas, a conectividade de infraestruturas, o livre fluxo de com\u00e9rcio, a circula\u00e7\u00e3o de capitais e o entendimento entre os povos, criando as novas oportunidades e expandindo novos espa\u00e7os para desenvolvimento. (FORUM CHINA-CELAC, 2018, s\/p)&nbsp;<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Neste contexto, o Panam\u00e1 foi o primeiro pa\u00eds a assinar esse acordo com a China, em novembro de 2017, depois de trocar o reconhecimento diplom\u00e1tico de Taiwan para a Pequim no in\u00edcio daquele ano. Posteriormente, um total de 15 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe assinaram memorandos de entendimento referentes \u00e0 NRS com a China, sendo o Equador o exemplo mais recente, em 13 de dezembro de 2018. Notavelmente, a maioria dos que assinaram s\u00e3o pa\u00edses menores na Am\u00e9rica Central e Caribe, ou ainda membros sul-americanos convergentes com as pol\u00edticas chinesas, como Venezuela, Equador e Bol\u00edvia. Os pa\u00edses maiores como Brasil, M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, Argentina e Peru ainda n\u00e3o se inscreveram<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftn5\">[5]<\/a>. Como afirmam Abdenur e Levaggi,&nbsp;<\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i><br \/>Somente uma parcela de pa\u00edses latino-americanos reconheceram a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da BRI e realizaram esfor\u00e7os para participar de seus primeiros passos. Na maior parte da regi\u00e3o, a BRI \u00e9 mencionada ocasionalmente na m\u00eddia, mas est\u00e1 fora dos debates pol\u00edticos e mesmo acad\u00eamicos. Existe a necessidade de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre esta iniciativa e suas implica\u00e7\u00f5es para a regi\u00e3o, especialmente a partir do engajamento de centros de pesquisa, think tanks e institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e maior cobertura pela m\u00eddia latino-americana. Maior conhecimento na pesquisa ou jornal\u00edstico ir\u00e1 trazer mais luzes tanto sobre oportunidades e desafios, relativizando as vis\u00f5es rom\u00e2nticas sobre a BRI em algumas partes da Am\u00e9rica Latina. (ABDENUR; LEVAGGI, 2018, p. 15)&nbsp;<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito mais geral, a constru\u00e7\u00e3o da NRS faz parte de um conjunto da pol\u00edtica externa da China, que se relaciona com sua agenda de desenvolvimento, a sustenta\u00e7\u00e3o da sua expans\u00e3o econ\u00f4mica e a influ\u00eancia pol\u00edtica regional e global. Especificamente para a Am\u00e9rica Latina, consiste na incorpora\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o em sua geometria de poder a partir de uma estrat\u00e9gia geoecon\u00f4mica (BLACKWILL; HARRIS, 2016, p.20), que estimula a oferta de financiamento e o aumento de investimentos chineses, tanto em infraestrutura quanto em diferentes setores econ\u00f4micos, visando alavancar a capacidade produtiva e de escoamento da regi\u00e3o, ampliando seu escopo regional na Eur\u00e1sia.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A China vem promovendo o <i>Belt and Road Initiative<\/i> como uma oportunidade para as na\u00e7\u00f5es desenvolverem infraestrutura e criarem novas oportunidades comerciais com empresas chinesas, assim como ampliar sua proje\u00e7\u00e3o de poder no sistema internacional. Considerado o maior projeto geoecon\u00f4mico da hist\u00f3ria, a entrada da Am\u00e9rica Latina enseja estudos complexos e sistematizados sobre o tema, imprescind\u00edvel para a compreens\u00e3o dos efeitos da NRS no desenvolvimento dos pa\u00edses latino-americanos no s\u00e9culo XXI.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/i>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">ABDENUR, Adriana Erthal; LEVAGGI, Ariel Gonzalez. &#8220;Trans-Regional Cooperation in a Multipolar World: How is the Belt and Road Initiative Relevant to Latin America?\u201d <i>Working Paper<\/i>, LSE Global South Unit, 2018.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">BLACKWILL, Robert D.; HARRIS, Jennifer M.. <i>War by other means: <\/i>geoeconomics and statecraft. Cambridge, Massachusetts: The Belknap Press Of Harvard University Press, 2016.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">F\u00d3RUM CHINA-CELAC. F\u00f3rum China-Celac- novas oportunidades de desenvolvimento- discurso do Embaixador Li Jinzhang em 21 de Janeiro de 2018. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.chinacelacforum.org\/esp\/ltdt_2\/t1527418.htm.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">KISSINGER, Henry. <i>Sobre a China.<\/i> Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MA\u00c7\u00c3ES, Bruno. <i>Belt and Road: a Chinese world order.<\/i> New York: Oxford University Press, 2019.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">SHAMBAUGH, David. <i>China goes global: <\/i>the partial power.  New York: Oxford University Press, 2013.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftnref1\">[1]<\/a> &#8220;Com o t\u00edtulo de &#8216;Persistindo em tomar o caminho do desenvolvimento pac\u00edfico&#8217;, o artigo de Dai pode ser visto como uma resposta tanto a observadores estrangeiros preocupados com a possibilidade de que a China nutrisse inten\u00e7\u00f5es agressivas quanto \u00e0queles dentro da China \u2014 incluindo, postula-se, alguns dentro da pr\u00f3pria estrutura de lideran\u00e7a \u2014 que argumentavam que a China devia adotar uma postura mais insistente. O desenvolvimento pac\u00edfico, argumenta Dai, n\u00e3o \u00e9 um artif\u00edcio pelo qual a China &#8216;esconde seu brilho e ganha tempo&#8217; (como desconfiam alguns n\u00e3o chineses), nem tampouco uma ilus\u00e3o ing\u00eanua que abdica as vantagens chinesas (como alguns dentro da China acusam). \u00c9 a pol\u00edtica genu\u00edna e duradoura da China porque serve melhor aos interesses do pa\u00eds e conv\u00e9m \u00e0 situa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica internacional.&#8221; (KISSINGER, 2011, p.487)&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftnref2\">[2]<\/a> \u201cIn addition to these, in recent years China has sought to project two key slogans\/concepts abroad: its \u201cPeaceful Development\u201d and \u201cHarmonious World.\u201d The concept or kouhaoof \u201cpeaceful development\u201d (\u548c\u5e73\u53d1\u5c55) is an out growth of Deng Xiaoping\u2019s concept of peace and development. First put forward in<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">1985, Deng o\ufb00ered his concept as an alternative to Mao\u2019s notion of superpower<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">competition and the inevitability of world war, arguing instead that the world had entered a new era of peace and development and that China needed peace externally in order to pursue development internally. Enshrined in an important 2011 government White Paper, Deng\u2019s concept demonstrated remarkable staying power in China\u2019s official lexicon and guiding ideology, even long after his death in 1997.\u201d (SHAMBAUGH, 2013, p.218)&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftnref3\">[3]<\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.iiss.org\/publications\/strategic-comments\/2018\/chinas-bri-in-latin-america\">https:\/\/www.iiss.org\/publications\/strategic-comments\/2018\/chinas-bri-in-latin-america<\/a> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftnref4\">[4]<\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.chinadialogue.net\/article\/show\/single\/en\/10728-China-s-Belt-and-Road-lands-in-Latin-America\">https:\/\/www.chinadialogue.net\/article\/show\/single\/en\/10728-China-s-Belt-and-Road-lands-in-Latin-America<\/a> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftnref5\">[5]<\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dialogochino.net\/26121-belt-and-road-the-new-face-of-china-in-latin-america\/\">https:\/\/dialogochino.net\/26121-belt-and-road-the-new-face-of-china-in-latin-america\/<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 6 | N\u00famero 66 | Nov. 2019 Por Bernardo Salgado Rodrigues Nas<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[657],"tags":[],"class_list":["post-1633","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume6"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1633"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1633\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2256,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1633\/revisions\/2256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}