{"id":1635,"date":"2019-10-21T11:50:00","date_gmt":"2019-10-21T14:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1635"},"modified":"2022-05-05T00:30:45","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:45","slug":"o-nacionalismo-venezuelano-no-chavismo-o-fracasso-na-criacao-de-uma-identidade-nacional-solida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1635","title":{"rendered":"O nacionalismo Venezuelano no chavismo: o fracasso na cria\u00e7\u00e3o de uma identidade nacional s\u00f3lida"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"background-color: white; color: #333333; font-family: &quot;trebuchet ms&quot;, trebuchet, verdana, sans-serif; font-size: 13.2px; text-align: justify;\">Volume 6 | N\u00famero 65 | Out. 2019<\/b><br \/><b style=\"background-color: white; color: #333333; font-family: &quot;trebuchet ms&quot;, trebuchet, verdana, sans-serif; font-size: 13.2px; text-align: justify;\"><br \/><\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\">Por Bruno Gon\u00e7alves e&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Haryel Alves Azevedo de Carvalho<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-yk6u4Zhuphg\/WHAEJpQg0YI\/AAAAAAAAA1E\/RS1-0ZntGK4Gl7cOl27aFPIwxW3i2wIcgCPcBGAYYCw\/s1600\/Hist%25C3%25B3rica%2Bestrat%25C3%25A9gia%2Bhemisf%25C3%25A9rica.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"1072\" data-original-width=\"884\" height=\"320\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-yk6u4Zhuphg\/WHAEJpQg0YI\/AAAAAAAAA1E\/RS1-0ZntGK4Gl7cOl27aFPIwxW3i2wIcgCPcBGAYYCw\/s320\/Hist%25C3%25B3rica%2Bestrat%25C3%25A9gia%2Bhemisf%25C3%25A9rica.jpg\" width=\"263\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Carlos Latuff<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Uma das quest\u00f5es que circundam de forma veemente as Rela\u00e7\u00f5es Internacionais modernas \u00e9 o nacionalismo e seus prismas. Com o advento do Estado-Na\u00e7\u00e3o, o debate sobre a unidade territorial \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, pois \u00e9 o fator essencial que permite a constru\u00e7\u00e3o do Estado como poder leg\u00edtimo sobre um povo ou povos. Na Am\u00e9rica Latina, essa discuss\u00e3o ganha ainda outro \u00e2ngulo pelo qual esse trabalho ser\u00e1 desenvolvido.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os Estados-Na\u00e7\u00e3o latino-americanos se formaram de maneira muito distinta da europeia. Enquanto os Estados europeus foram forjados a partir de disputas regionais, hegemonias locais, como a Fran\u00e7a, na Am\u00e9rica o processo se deu de forma oposta. Especialmente na Am\u00e9rica Latina, onde primeiramente, monarquias do continente europeu invadiram as terras, que designaram inexploradas e subjugaram, dizimaram e colonizaram as popula\u00e7\u00f5es locais. (QUIJANO, 2005, p. 118)&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O Estado, por defini\u00e7\u00e3o, j\u00e1 \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o europeia, importada para o resto do globo em forma de viol\u00eancia colonial disfar\u00e7ada de progresso civilizador. Consequentemente, o nacionalismo tamb\u00e9m se configura como uma inven\u00e7\u00e3o importada, que fortifica a forma de se pensar a organiza\u00e7\u00e3o da sociedade a partir da experi\u00eancia colonizadora.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, \u00e9 inevit\u00e1vel que a forma\u00e7\u00e3o cultural da Am\u00e9rica Latina tenha herdado tra\u00e7os da cultura ib\u00e9rica, assim como tenha incorporado a forma de enxergar o mundo. Na constru\u00e7\u00e3o dos Estados soberanos do sul do continente, ao mesmo tempo em que tentou-se acabar com o dom\u00ednio das metr\u00f3poles, o modelo intelectual e cultural que se seguiu foi o do colonizador.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o obstante, a hist\u00f3ria venezuelana segue o curso da col\u00f4nia espanhola, desintegrada em Estados-Na\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, o movimento nacionalista de Ch\u00e1vez buscou na figura de Simon Bol\u00edvar o grande representante da causa independentista na Am\u00e9rica do Sul. A forma\u00e7\u00e3o da identidade nacional na Venezuela remonta \u00e0 Carta de Jamaica, na qual Bol\u00edvar defende a sa\u00edda da metr\u00f3pole espanhola do continente.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No entanto, para os fins deste trabalho, \u00e9 importante ressaltar que o movimento pela independ\u00eancia da Am\u00e9rica Latina foi baseado nos preceitos europeus de liberdade, rep\u00fablica liberal e igualdade entre os homens. Ou seja, o movimento intelectual de liberta\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias sul-americanas foi inspirado pelo colonizador. Dessa forma, n\u00e3o foi um movimento inspirado pela forma\u00e7\u00e3o cultural da regi\u00e3o, pela pluralidade e representa\u00e7\u00e3o do que havia nela, mas sim, por ideais pensados em uma sociedade distinta.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A reflex\u00e3o sobre o que foi o nacionalismo no chavismo retoma o debate do que foi o bolivarianismo nesse processo, tamb\u00e9m ser\u00e1 abordada a quest\u00e3o da colonialidade do intelecto abordada por An\u00edbal Quijano, que oferece uma premissa esquecida ao se pensar sobre Am\u00e9rica Latina: a mesma foi constru\u00edda \u00e0 imagem da Europa, sem s\u00ea-lo. N\u00e3o somos a Europa, n\u00e3o somos um espelho da Europa, por\u00e9m n\u00e3o somos o outro. O presente trabalho busca entender em que lugar se encaixa a reflex\u00e3o da identidade latino-americana em um sistema de Estados importado, o qual na maioria das vezes n\u00e3o representa a sua popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>A cria\u00e7\u00e3o dos conceitos de Am\u00e9rica Latina e ra\u00e7a&nbsp;<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para ilustrar a quest\u00e3o da influ\u00eancia intelectual europeia, a obra de Jo\u00e3o Feres inicia satisfatoriamente a discuss\u00e3o sobre a conceitua\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o em si. Am\u00e9rica Latina ou \u201cLatin America\u201d inicialmente, foi uma constru\u00e7\u00e3o francesa para designar o Hemisf\u00e9rio Sul do continente. Por sua vez, tido por Napole\u00e3o III como \u00e1rea de influ\u00eancia francesa, j\u00e1 que a Fran\u00e7a era a pot\u00eancia europeia que tinha a aptid\u00e3o para governar e tinha o latim como l\u00edngua origin\u00e1ria, assim como o espanhol (FERES, 2005, p. 52)&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A defini\u00e7\u00e3o de Latin America defendida pela Fran\u00e7a, j\u00e1 no s\u00e9culo XIX, era antes de qualquer coisa, um projeto de domina\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, por meio da invoca\u00e7\u00e3o de elementos culturais comuns que justificassem a identifica\u00e7\u00e3o entre os povos e a corrobora\u00e7\u00e3o da tese de que tal Estado era o mais indicado para subjugar os povos aqui existentes.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>\u201cEssa unidade n\u00e3o se traduzia, contudo, em igualdade, pois, para os ide\u00f3logos do panlatinismo, a Fran\u00e7a estaria na vanguarda da ra\u00e7a latina e, portanto, deveria liderar as na\u00e7\u00f5es irm\u00e3s menos favorecidas \u00e0 reconquista de um papel de proemin\u00eancia na hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o humana \u2013 papel esse perdido para os povos germ\u00e2nicos e anglo-sax\u00f5es.\u201d (FERES, 2005, p.52)<\/i>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ao empreendimento de Feres pode-se somar a discuss\u00e3o de Quijano sobre a forma\u00e7\u00e3o da ideia de ra\u00e7as. A ideia de que existem ra\u00e7as distintas, baseadas no fen\u00f3tipo de cada sociedade\/povo\/civiliza\u00e7\u00e3o fomenta de forma cient\u00edfica a separa\u00e7\u00e3o, categoriza\u00e7\u00e3o e consequentemente, a dicotomia brancos-n\u00e3o brancos forjada a partir do in\u00edcio da expans\u00e3o do projeto dominador europeu.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para Quijano, foi do per\u00edodo colonial em diante que houve a solidifica\u00e7\u00e3o da Europa como uma ra\u00e7a, como um \u00fanico povo, como civiliza\u00e7\u00e3o branca. (QUIJANO, 2005, p.127) A diferencia\u00e7\u00e3o permitiu ent\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o das estruturas de poder, que baseiam as rela\u00e7\u00f5es interestatais at\u00e9 hoje. Concomitantemente, o projeto de domina\u00e7\u00e3o europeu se dava, apropriando-se de recursos alheios, de terras, de m\u00e3o de obra explorada, desenvolvendo as atividades capitalistas.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, ao mesmo tempo em que se fomentava a ideia de que a ra\u00e7a branca \u00e9 superior \u00e0s outras, tamb\u00e9m se expandia a espolia\u00e7\u00e3o dos recursos de diversos lugares do globo em prol dos movimentos econ\u00f4micos que consolidavam na Europa. Esse duplo movimento se d\u00e1 de forma complementar. Desenvolvia-se um novo modelo de explora\u00e7\u00e3o do trabalho na Europa, ao mesmo tempo que se desenvolvia a ideia de que a Europa era superior ao resto do mundo. (QUIJANO,2005, p. 128)&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na Am\u00e9rica do Sul, em espec\u00edfico, a coloniza\u00e7\u00e3o retirava n\u00e3o apenas os recursos naturais das terras exploradas, mas tamb\u00e9m a vida de seus ocupantes nativos. Se n\u00e3o a vida, a cultura, o intelecto, etc. As formas de saber das popula\u00e7\u00f5es locais e mais tarde, das v\u00e1rias civiliza\u00e7\u00f5es africanas que se fizeram representar em solo americano, tornaram-se misticismo, conhecimento primitivo, atrasado. Como explicita Quijano, \u00e0 essas civiliza\u00e7\u00f5es foi relegado o papel de atraso, de passado, no per\u00edodo em que as metr\u00f3poles europeias invocam o novo, o progresso, a modernidade.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Seja pela domina\u00e7\u00e3o colonial feita majoritariamente por espanh\u00f3is e portugueses e sonhada pelos franceses, seja pelo ideal de Estado-Na\u00e7\u00e3o, a Am\u00e9rica Latina sempre esteve envolta das designa\u00e7\u00f5es, dos padr\u00f5es europeus de forma\u00e7\u00e3o do pensamento. A quest\u00e3o central para o presente trabalho \u00e9 que a forma\u00e7\u00e3o dos Estados latino-americanos comporta uma diversidade de povos e de interesses que n\u00e3o tem precedentes similares na Europa.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Por mais que houvesse a quest\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o territorial e de povos com costumes diferentes no continente europeu, na Am\u00e9rica Latina o Estado foi formado por povos que foram enquadrados em diferentes ra\u00e7as. Ou seja, havia e ainda h\u00e1 a suposi\u00e7\u00e3o de que determinada parcela da popula\u00e7\u00e3o por sua cor de pele j\u00e1 possui uma predestina\u00e7\u00e3o guardada em seu c\u00f3digo gen\u00e9tico.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O duplo movimento de Quijano desenvolveu ainda hoje a divis\u00e3o da sociedade que n\u00e3o permite que haja a forma\u00e7\u00e3o do que na Europa foi poss\u00edvel: o nacionalismo. A divis\u00e3o da sociedade em diferentes ra\u00e7as, a marginaliza\u00e7\u00e3o de povos secularmente oprimidos intelectual, cultural e economicamente, traz \u00e0 tona o refor\u00e7o da ideia de que os povos subjugados est\u00e3o nessa posi\u00e7\u00e3o por sua ra\u00e7a inferior. Enquanto que o dominador que explorou, subjugou e espoliou esses povos, consegue legitimar a premissa de que brancos europeus s\u00e3o superiores.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>A identidade nacional na Venezuela&nbsp;<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nesse cen\u00e1rio, a Venezuela em sua hist\u00f3ria j\u00e1 invocava e incorporava os padr\u00f5es civilizacionais europeus. Sua independ\u00eancia se d\u00e1 pelo ideal de uma Rep\u00fablica liberal, assim como ocorria na Europa e na Am\u00e9rica Latina. Cabe ressaltar que havia a valoriza\u00e7\u00e3o do ind\u00edgena como componente ben\u00e9fico da composi\u00e7\u00e3o do Estado, no entanto, assim que a independ\u00eancia \u00e9 conquistada, imediatamente essa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 esquecida.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para Quijano, a forma\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o, modelo europeu, para consolidar o Estado-Na\u00e7\u00e3o deveria ser acobertada pelo senso de cidadania, dada pela democracia pol\u00edtica e social, que geraria a identidade com o povo e a terra. A dificuldade encontrada na Am\u00e9rica Latina \u00e9 justamente seu passado colonial. Mesmo com o advento da independ\u00eancia, os novos Estados latinos n\u00e3o conquistaram a democracia social, o quebrar das correntes do sistema social colonial que segmentava a sociedade em \u201ccastas\u201d. Estado formado n\u00e3o pela \u201cdemocratiza\u00e7\u00e3o fundamental das rela\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas, mas pela exclus\u00e3o de parte da popula\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os Estados Unidos da Am\u00e9rica, diferentemente, teve de certa forma, uma maior efetividade na democratiza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque n\u00e3o foi constitu\u00eddo na mesma forma colonial que os Estados latino-americanos. O avan\u00e7o para o oeste proporcionou uma divis\u00e3o maior de terras por medidas estatais de incentivo \u00e0 migra\u00e7\u00e3o para aquela regi\u00e3o. Apesar da manuten\u00e7\u00e3o de grandes latif\u00fandios, havia quantidades consider\u00e1veis de pequenas e m\u00e9dias propriedades. Nesse mesmo aspecto, o ingresso nas discuss\u00f5es e tomadas pol\u00edticas do pa\u00eds colocavam esses novos cidad\u00e3os dentro do debate pol\u00edtico. Possibilita-se, portanto, o acesso de parte da popula\u00e7\u00e3o na sociedade pol\u00edtica estadunidense, o que democratizou, de maneira mais abrangente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina, o controle dos recursos de produ\u00e7\u00e3o e do Estado.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O que une as pessoas \u00e9 a conveni\u00eancia. E a partir do momento em que uma sociedade n\u00e3o tem um interesse em comum, \u00e9 imposs\u00edvel a forma\u00e7\u00e3o de uma unidade identit\u00e1ria. No pensamento europeu tradicional, o capitalismo traria mais rapidamente o nacionalismo por exercer sobre as pessoas o sentimento uni\u00e3o para bonifica\u00e7\u00e3o em algo, no ac\u00famulo de capital (QUIJANO, 2005, p. 132). A dificuldade de um objetivo comum na Venezuela e outros pa\u00edses latinos, por terem aspectos sociais de estilo colonial ainda no s\u00e9culo XIX, intensificaram a necessidade da constru\u00e7\u00e3o de imagens nacionais, s\u00edmbolos que aproximariam seus cidad\u00e3os \u00e0 Na\u00e7\u00e3o, tendo em vista o d\u00e9ficit pol\u00edtico-social.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo Franciele dos Santos Rodrigues<a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftn1\">[1]<\/a>, A \u201cPequena Veneza\u201d utilizou, principalmente, do Hero\u00edsmo como ferramenta rom\u00e2ntica de fomenta\u00e7\u00e3o de esp\u00edrito nacional, tendo em vista a falta de conjuntura para nacionalizar o povo. Os narradores desse discurso optaram por se debru\u00e7ar em cima de personalidades que representavam a liberta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds do colonialismo espanhol, e depois colombiano, j\u00e1 que a Venezuela fazia parte da Grande Col\u00f4mbia. Esta \u00e9 uma estrat\u00e9gia muito utilizada. O indiv\u00edduo externo como inimigo une a popula\u00e7\u00e3o em um interesse, no de se salvar da amea\u00e7a.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Simon Bol\u00edvar \u00e9 a grande personagem escolhida para ser a figura do pensamento nacional venezuelano, e muito utilizado pelo governo chavista. A pr\u00f3pria mudan\u00e7a de nome oficial do Estado para Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela expressa a estrat\u00e9gia pol\u00edtica de uso de um s\u00edmbolo criado para representar a na\u00e7\u00e3o venezuelana. Coloca-se caracter\u00edsticas das mais diversas para fomentar a emo\u00e7\u00e3o. Segundo Roland Bleiker, te\u00f3rico est\u00e9tico, \u00e9 a partir de imagens bem constru\u00eddas que se manipula o pensamento, a vontade e o sentimento de agentes sociais para atribu\u00ed-los a interesses de certos atores pol\u00edticos. Nesse sentido, a arte das figuras elaboradas t\u00eam papel fundamental em qualquer constru\u00e7\u00e3o nacional, por dispor no discurso artefatos que levam a catarse de seus consumidores.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com a subida ao poder do governo de esquerda de Hugo Ch\u00e1vez em 1999, a amea\u00e7a externa se tornou uma boa t\u00e1tica. Por deter as maiores reservas de petr\u00f3leo do mundo, a Venezuela \u00e9 uma regi\u00e3o do globo de grande tens\u00e3o geopol\u00edtica e de v\u00e1rios interesses internacionais pautados nela. Desde o final de o s\u00e9culo XIX com a pol\u00edtica da Doutrina Monroe, a regi\u00e3o do caribe j\u00e1 se tornara extens\u00e3o dos interesses estadunidenses, e em 1999, os Estados Unidos estavam passivos a se verem constrangidos na regi\u00e3o.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, a Venezuela usou cada vez mais a amea\u00e7a externa como manobra de coes\u00e3o interna. A imagem demonizada do imperialismo estadunidense no continente sul-americano e no pa\u00eds cria o sentimento de unifica\u00e7\u00e3o da sociedade venezuelana. Isto contribui positivamente para articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-social.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre os independentistas e a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o branca na Am\u00e9rica Latina, portanto, na Venezuela \u00e9 conflitante desde o in\u00edcio. Logo se percebe que n\u00e3o h\u00e1 converg\u00eancia de interesses entre esses estratos sociais, sendo a elite branca muito mais pr\u00f3xima culturalmente e intelectualmente das metr\u00f3poles do Velho Continente. (QUIJANO, 2005, p. 121)&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o coincidentemente, a hist\u00f3ria venezuelana \u00e9 marcada por uma s\u00e9rie de golpes na primeira metade do s\u00e9culo XX, mas sofre uma grande mudan\u00e7a a partir de 1958, com a elei\u00e7\u00e3o de Betancourt para a presid\u00eancia. Essa mudan\u00e7a foi o Acordo de Punto Fijo, no qual a elite branca decide empreender uma pol\u00edtica de apaziguamento e concilia\u00e7\u00e3o (VALENTE, 2012, p. 48). Punto Fijo \u00e9 o fen\u00f4meno que demonstra com mais nitidez a divis\u00e3o entre elite branca e popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, negra e mesti\u00e7a; no qual a concilia\u00e7\u00e3o se d\u00e1 entre a elite branca e pela elite branca. O que acarreta falta de coes\u00e3o entre as partes da sociedade do pa\u00eds para forma\u00e7\u00e3o de identidade.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Um dos triunfos do jogo pol\u00edtico de Ch\u00e1vez foi a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica militar, a qual deu aos seus soldados uma vis\u00e3o cr\u00edtica sobre as rela\u00e7\u00f5es de poder dentro da Venezuela (VALENTE, 2012, p.161). O uso do termo nacionalismo por parte da elite branca j\u00e1 n\u00e3o poderia ter o mesmo sentido que o utilizado pelos soldados de baixa patente e pela popula\u00e7\u00e3o marginalizada. Aqui o nacionalismo que aflorou n\u00e3o permitia um governo de concess\u00f5es, mas de reconstru\u00e7\u00e3o intelectual, cultural e econ\u00f4mica, a partir da descoloniza\u00e7\u00e3o da mente.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Considera\u00e7\u00f5es finais&nbsp;<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O passado da Am\u00e9rica Latina n\u00e3o conjecturou um bom tabuleiro para a cria\u00e7\u00e3o de uma identidade s\u00f3lida na Venezuela. O sistema colonial deixou cicatrizes dentro da sociedade venezuelana, como a falta de democracia pol\u00edtica, de facto, e democracia social, devido \u00e0 desigualdade de acesso aos meios de produ\u00e7\u00e3o \u2013 a terra, o principal no s\u00e9culo XIX, per\u00edodo mais representativo na tentativa de constru\u00e7\u00e3o de ideal nacional \u2013 e manuten\u00e7\u00e3o do sistema colonial social, o que n\u00e3o integrava a popula\u00e7\u00e3o daquele territ\u00f3rio \u00e0 sociedade pol\u00edtica venezuelana.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>\u201cDesse modo, imp\u00f4s-se uma sistem\u00e1tica divis\u00e3o racial do trabalho. Na \u00e1rea hisp\u00e2nica, a Coroa de Castela logo decidiu pelo fim da escravid\u00e3o dos \u00edndios, para impedir seu total exterm\u00ednio. Assim, foram confinados na estrutura da servid\u00e3o. Aos que viviam em suas comunidades, foi-lhes permitida a pr\u00e1tica de sua antiga reciprocidade \u2013 isto \u00e9, o interc\u00e2mbio de for\u00e7a de trabalho e de trabalho sem mercado \u2013 como uma forma de reproduzir sua for\u00e7a de trabalho como servos. Em alguns casos, a nobreza ind\u00edgena, uma reduzida minoria, foi eximida da servid\u00e3o e recebeu um tratamento especial, devido a seus pap\u00e9is como intermedi\u00e1ria com a ra\u00e7a dominante, e lhe foi tamb\u00e9m permitido participar de alguns dos of\u00edcios nos quais eram empregados os espanh\u00f3is que n\u00e3o pertenciam \u00e0 nobreza. Por outro lado, os negros foram reduzidos \u00e0 escravid\u00e3o.\u201d (QUIJANO,2005, p.118)&nbsp;<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, a tentativa de evocar um nacionalismo na Venezuela n\u00e3o conseguiu lograr de forma duradoura suas pretens\u00f5es, pois suas premissas esbarram nuclearmente com a colonialidade ainda presente da Am\u00e9rica Latina como um todo. A unidade nacional na Venezuela n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel porque al\u00e9m de conflitantes com os interesses da popula\u00e7\u00e3o, os da elite branca converge de forma cultural, intelectual e econ\u00f4mica com os interesses dos Estados centrais hoje, metr\u00f3poles coloniais do passado.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ch\u00e1vez n\u00e3o previu que mesmo mobilizando setores estrat\u00e9gicos do Estado, como os militares, n\u00e3o conseguiria quebrar o la\u00e7o fortificado durante s\u00e9culos da elite com a sua no\u00e7\u00e3o de superioridade frente aos povos que comp\u00f5em a pluralidade da Am\u00e9rica Latina. Um projeto nacionalista significa o rompimento com todo o ideal de Estado-Na\u00e7\u00e3o previsto pela intelectualidade europeia, n\u00e3o s\u00f3 pela peculiaridade hist\u00f3rica do Hemisf\u00e9rio Sul, mas por que n\u00e3o h\u00e1 a unidade racial que motivou a unifica\u00e7\u00e3o dos reinos europeus em Estados. Importante ressaltar que n\u00e3o cabe solucionar a quest\u00e3o atrav\u00e9s da inferioriza\u00e7\u00e3o de um povo perante outro, mas pela jun\u00e7\u00e3o dos povos.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>\u201cConsequentemente, \u00e9 tempo de aprendermos a nos libertar do espelho euroc\u00eantrico onde nossa imagem \u00e9 sempre, necessariamente, distorcida. \u00c9 tempo, enfim, de deixar de ser o que n\u00e3o somos.\u201d&nbsp;QUIJANO, An\u00edbal. \u201cColonialidade do poder, Eurocentrismo e Am\u00e9rica Latina\u201d, Buenos Aires, 2005.&nbsp;<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas&nbsp;<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">FERES JUNIOR, Jo\u00e3o. Latin America na Linguagem Cotidiana. In: FERES JUNIOR, Jo\u00e3o. <i>A hist\u00f3ria do conceito de Latin America nos Estados Unidos.<\/i> Bauru: Editora da Universidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o, 2005. p. 51-78.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">BATISTA, Paulo Nogueira. O Consenso de Washington: a vis\u00e3o neoliberal dos problemas latino-americanos. <i>Programa Educativo D\u00edvida Externa &#8211; PEDEX, Caderno D\u00edvida Externa, <\/i>n. 6, 2. ed., nov. 1994&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">VALENTE, Leonardo. Inimigos sim, neg\u00f3cios \u00e0 parte: As tensas, por\u00e9m lucrativas, rela\u00e7\u00f5es entre Venezuela e Estados Unidos durante o Governo Ch\u00e1vez. 2012. 187 f. Tese (doutorado) &#8211; Instituto de Estudo Sociais e Pol\u00edticos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/portal.dnb.de\/opac.htm?method=showFullRecord\u00a4tResultId=%22Leonardo%22+and+%22valente%22%26anytPosition=3&gt;. Acesso em: 26 ago. 2018.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">GAVIDIA, Nelly Garc\u00eda. Consideraciones finales sobre los c\u00f3digos utilizados en la invenci\u00f3n, re-creaci\u00f3n y negociaci\u00f3n de la identidad nacional. LUZ Reposit\u00f3rio Academico, Maracaibo, n. 20, p. 5-38, dez. 1996. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.produccioncientifica.luz.edu.ve\/index.php\/opcion\/article\/view\/6121&gt;. Acesso em: 15 nov. 2018.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">QUIJANO, An\u00edbal. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ci\u00eancias sociais. Perspectivas latino-americanas. In: QUIJANO, An\u00edbal. Colonialidade do poder, Eurocentrismo e Am\u00e9rica Latina. Buenos Aires: CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2005. p. 117-142. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/bibliotecavirtual.clacso.org.ar\/clacso\/sur-sur\/20100624103322\/12_Quijano.pdf&gt;. Acesso em: 20 ago. 2018.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">BOL\u00cdVAR, S\u00edmon. Carta de Jamaica. [S.l.: s.n.], 1815. 24 p. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/ultimorecurso.org.ar\/drupi\/files\/ALEPH006.PDF&gt;. Acesso em: 25 nov. 2018.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">RODRIGUES, Francilene dos Santos. A Constru\u00e7\u00e3o da Na\u00e7\u00e3o e da Identidade Nacional no Pensamento Social Brasileiro e Venezuelano. In: <i>XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA, <\/i>14., 2009, Rio de Janeiro. Anais&#8230; . Rio de Janeiro: Xiv Congresso Brasileiro de Sociologia, 2009. p. 2 \u2013 18.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">REINHEIMER, Patr\u00edcia. Identidade nacional como estrat\u00e9gia pol\u00edtica. Mana, [s.l.], v. 13, n. 1, p.153-179, abr. 2007. FapUNIFESP (SciELO). <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/s0104-93132007000100006\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/s0104-93132007000100006<\/a>.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.blogger.com\/u\/1\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ftnref1\">[1]<\/a>                Pesquisadora da UFRR e autora do artigo A Constru\u00e7\u00e3o da Na\u00e7\u00e3o e da Identidade Nacional no Pensamento Social Brasileiro e Venezuelano, apresentado no XVI Congresso Brasileiro de Sociologia de 2009, no Rio de Janeiro.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"text-align: right;\"><b>Bruno Gon\u00e7alves <\/b>\u00e9 g<\/span>raduando em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Federal do Rio de Janeiro.&nbsp;<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"text-align: right;\"><b>Haryel Alves Azevedo de Carvalho<\/b> \u00e9 g<\/span>raduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisadora do Laborat\u00f3rio Oricellari do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Defesa da UFRJ, sobre Pol\u00edtica Internacional na Am\u00e9rica.&nbsp;<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 6 | N\u00famero 65 | Out. 2019 Por Bruno Gon\u00e7alves e&nbsp; Haryel<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[657],"tags":[],"class_list":["post-1635","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume6"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1635","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1635"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1635\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2258,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1635\/revisions\/2258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1635"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1635"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1635"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}