{"id":1644,"date":"2019-06-03T11:30:00","date_gmt":"2019-06-03T14:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1644"},"modified":"2022-05-05T00:30:45","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:45","slug":"resenha-no-mans-land-e-textos-de-greitens-e-farrell","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1644","title":{"rendered":"Resenha \u2013 \u201cNo Man\u2019s Land\u201d e Textos de Greitens e Farrell"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"background-color: white; color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13.2px; line-height: 18.48px;\">Volume 6 &nbsp;| &nbsp;N\u00famero 61 &nbsp;| &nbsp;Jun. 2019<\/b><\/p>\n<div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><i>Por Ana Carolina Dias Terra&nbsp;<a ftn1=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Alexandre\/Downloads\/Resenha%20-%20No%20Man\" land.docx=\"\" s=\"\">[1]<\/a>&nbsp;<\/i><br \/>\n<i>e&nbsp;Rafaela Mello Rodrigues de S\u00e1&nbsp;<a ftn2=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Alexandre\/Downloads\/Resenha%20-%20No%20Man\" land.docx=\"\" s=\"\">[2]<\/a><\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<table cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"float: left; margin-right: 1em; text-align: left;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-lx-azpQy8fs\/XOMLgr9S6qI\/AAAAAAAA8nY\/pizCsRSqx7YRsdvtbQFLlH-yaK6_HRxvwCLcBGAs\/s1600\/nomansland.jpg\" style=\"clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"1440\" data-original-width=\"960\" height=\"400\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-lx-azpQy8fs\/XOMLgr9S6qI\/AAAAAAAA8nY\/pizCsRSqx7YRsdvtbQFLlH-yaK6_HRxvwCLcBGAs\/s400\/nomansland.jpg\" width=\"266\"><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/title\/tt0283509\/\">IMDb<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O filme Terra de Ningu\u00e9m (No Man\u2019s Land) de 2001 foi dirigido e escrito por Danis Tanovic e ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2002, com sua nacionalidade b\u00f3snia. A obra cinematogr\u00e1fica conta a hist\u00f3ria de um epis\u00f3dio da Guerra da B\u00f3snia, em que dois soldados feridos, um de cada lado do conflito, se encontram em uma das trincheiras consideradas \u201cterra de ningu\u00e9m\u201d, entre as duas linhas inimigas. O principal conflito entre eles \u00e9 garantir sua sobreviv\u00eancia e de um terceiro soldado, b\u00f3snio, o qual est\u00e1 sobre uma mina prestes a explodir. A din\u00e2mica do filme se d\u00e1 pela busca de resgate conjunta, apesar da rivalidade entre suas diferentes nacionalidades. A ONU participa deste epis\u00f3dio com a chegada de militares internacionais que buscam concretizar o resgate, salvando a vida desses soldados. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel perceber que um filme que retrata apenas um epis\u00f3dio espec\u00edfico da guerra, consegue representar toda a din\u00e2mica da guerra, com a descri\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o de diversos atores envolvidos: ex\u00e9rcito s\u00e9rvio, ex\u00e9rcito b\u00f3snio, militares da ONU atuando nas opera\u00e7\u00f5es de paz e a m\u00eddia.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O filme, com grande qualidade t\u00e9cnica, utiliza artif\u00edcios interessantes para criar a atmosfera do conflito. A paleta de cor acinzentada, com tons esverdeados e amarelados, atribui destaque \u00e0s cenas de sangue. Al\u00e9m disso, o uso de uma c\u00e2mera detalhe, com <i>takes<\/i> aproximados, demonstra as emo\u00e7\u00f5es de desespero dos personagens. A rela\u00e7\u00e3o entre o sil\u00eancio e a sonoplastia acentuada cria uma atmosfera de agonia, sentimento pr\u00f3prio de uma guerra. Desse modo, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que as op\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas feitas pelo diretor contribu\u00edram para a constru\u00e7\u00e3o de um clima que propiciou melhor imers\u00e3o \u00e0s adversidades do conflito.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name=\"more\"><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A principal din\u00e2mica que permeia todo o filme \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o micro da guerra. O conflito entre o soldado s\u00e9rvio e o soldado b\u00f3snio \u00e9 uma vis\u00e3o end\u00f3gena da guerra, vivida nas trincheiras. A ang\u00fastia causada pela longa espera por resgate retrata bem os sentimentos de um conflito. Enquanto eles est\u00e3o presos nesta situa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 diversos di\u00e1logos interessantes. Ser\u00e3o destacados dois. O primeiro \u00e9 quando os dois soldados iniciam um debate sobre a guerra, constatando as condi\u00e7\u00f5es violentas da guerra e acusando um ao outro de iniciar o conflito. O interessante dessa cena \u00e9 que, assim como quem ganha a guerra que conta a hist\u00f3ria, no filme quem estava com a arma tinha raz\u00e3o, obrigando o outro a concordar. O segundo di\u00e1logo que merece ser destacado \u00e9 quando os dois come\u00e7am a falar de situa\u00e7\u00f5es cotidianas da Iugosl\u00e1via, antigo pa\u00eds dos dois, e se v\u00eaem falando de uma mesma pessoa, a qual os dois conheciam. Nesse momento, \u00e9 demonstrado um fator de identifica\u00e7\u00e3o e proximidade entre eles, indicando a contradi\u00e7\u00e3o presente no conflito, onde vizinhos come\u00e7am a matar um ao outro.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A Guerra da B\u00f3snia acontece no per\u00edodo p\u00f3s-Guerra Fria, e neste momento \u00e9 poss\u00edvel pontuar uma mudan\u00e7a no formato das opera\u00e7\u00f5es de Paz. A dicotomia entre EUA e URSS, a disputa de interesses e a formula\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas (CSNU) impediam que as interven\u00e7\u00f5es fossem executadas de forma mais estruturada. Al\u00e9m disso, neste per\u00edodo havia certa primazia da soberania dos Estados sobre a prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos; logo, as interven\u00e7\u00f5es s\u00f3 ocorriam se houvesse consentimento do Estado. Tudo isso gerava certa dificuldade para a realiza\u00e7\u00e3o das Opera\u00e7\u00f5es de Paz. No entanto, com o fim da Guerra Fria e consequente dissolu\u00e7\u00e3o da URSS, as agendas globais s\u00e3o ampliadas, o CSNU \u00e9 \u201cdescongelado\u201d, possibilitando uma a\u00e7\u00e3o mais condizente com sua fun\u00e7\u00e3o, e a soberania dos Estados \u00e9 relativizada, ou seja, torna-se mais importante a garantia dos indiv\u00edduos pertencentes ao Estado do que a preserva\u00e7\u00e3o da soberania do mesmo&nbsp;<span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12pt;\">(HERZ, 1999).<\/span><br \/>\n<span style=\"text-align: start;\"><\/span><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p>[&#8230;] as interven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias da ONU na era p\u00f3s-Guerra Fria foram muito maiores e mais complexas do que as miss\u00f5es anteriores. Essas novas interven\u00e7\u00f5es envolveram uma gama muito maior de tarefas, incluindo prote\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio, de pessoas, opera\u00e7\u00f5es de ajuda, desarmar beligerantes, policiamento desmilitarizado, monitorando e executando elei\u00e7\u00f5es, e ajudando a reconstruir governos, for\u00e7as policiais e ex\u00e9rcitos. (FARRELL, 2000, p.310)<\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Assim como conceituado por Greitens, a participa\u00e7\u00e3o da ONU no conflito da B\u00f3snia \u00e9 descrita no filme com base na ideia de proteger os direitos humanos, j\u00e1 que o principal objetivo demonstrado pelas equipes militares multilaterais \u00e9 garantir a vida dos tr\u00eas combatentes presos nas trincheiras em meio \u00e0s duas linhas de combate inimigas. Este conflito \u00e9 descrito por Greitens como um dos conflitos que marcaram o debate sobre interven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias. De um lado, um grupo que apoiava a intensidade do Peacekeeping e outro que via com cr\u00edticas estas a\u00e7\u00f5es (GREITENS, 2000).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em meio a trincheiras e minas prestes a explodir, os militares da UNPROFOR &#8211; UN Protection Force &#8211; iniciaram sua atua\u00e7\u00e3o para a opera\u00e7\u00e3o de paz. Os militares da ONU s\u00f3 podiam observar e mediar o conflito, possuindo dois objetivos: evitar que um matasse o outro e acelerar o processo de paz. Entretanto, em uma das cenas do filme \u00e9 expressa duas frases interessantes: \u201cNingu\u00e9m \u00e9 neutro diante da morte\u201d e \u201cN\u00e3o fazer nada n\u00e3o \u00e9 ser neutro\u201d. Essas frasesprovocam reflex\u00e3o sobre a atua\u00e7\u00e3o da ONU na guerra da B\u00f3snia. Por isso, Greitens e Farrell criticam aatua\u00e7\u00e3o da UNPROFOR, afirmando que houve uma falta de poder para proteger os civis, os quais sofriam amea\u00e7as dos S\u00e9rvios. De acordo com Kofi Annan, em um depoimento no texto, as condi\u00e7\u00f5es da guerra dificultaram as a\u00e7\u00f5es, uma vez que n\u00e3o havia acordo de paz nem cessar fogo, e as ordens para os militares da ONU n\u00e3o continham a provis\u00e3o de combate ao genoc\u00eddio. Al\u00e9m disso, a cria\u00e7\u00e3o das \u201csafe areas\u201d na B\u00f3snia n\u00e3o garantiu a prote\u00e7\u00e3o dos civis, j\u00e1 que o Conselho de Seguran\u00e7a n\u00e3o estava preparado para uma atua\u00e7\u00e3o eficiente. Havia tamb\u00e9m grande dificuldade com a comunica\u00e7\u00e3o, entre os ex\u00e9rcitos locais e as for\u00e7as da UNPROFOR, de forma que a diferen\u00e7a dos idiomas muitas vezes n\u00e3o permitia o di\u00e1logo.E a opera\u00e7\u00e3o de paz era formada por militares de diversos pa\u00edses, demonstrando a coopera\u00e7\u00e3o militar nas a\u00e7\u00f5es para \u00e0 paz. Kofi Annan dir\u00e1 que um dos erros das for\u00e7as da ONU na interven\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria na B\u00f3snia foi tentar \u201c[&#8230;] manter a paz e aplicar as regras do <i>peacekeeping<\/i> quando n\u00e3o havia paz para manter\u201d (ANNAN, 1999 apud FARRELL, 2007, p. 313). O caos, o genoc\u00eddio, a limpeza \u00e9tica e as brutalidades da guerra impediram que as for\u00e7as de paz pudessem solucionar o conflito de forma eficaz. O ambiente no qual o conflito se enquadrava n\u00e3o permitia que esse formato de interven\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria desse resultado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12pt; line-height: 17.1200008392334px;\">De acordo com Farrell, a amplia\u00e7\u00e3o do formato das interven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias no p\u00f3s-Guerra Fria mostrou, em exemplos como no caso da Guerra da B\u00f3snia, que dar uma grande miss\u00e3o \u00e0 uma for\u00e7a modesta pode ser complicado. O General Sir. Michael Rose, primeiro comandante brit\u00e2nico da ONU na B\u00f3snia, ressaltar\u00e1 que \u00e9 preciso ter claramente separados os objetivos estrat\u00e9gicos de combate a guerra e a manuten\u00e7\u00e3o da paz, para que as vidas dos envolvidos no processo sejam mantidas, assim como o sucesso da miss\u00e3o. \u201cUma for\u00e7a de paz [&#8230;] simplesmente n\u00e3o pode ser usada para alterar o equil\u00edbrio militar da for\u00e7a em uma guerra civil\u201d (ROSE, 1995, p. 23 apud FARRELL, 2007, p. 311)<\/span><span style=\"text-align: start;\"><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Greitens e Farrell demonstram que, se tratando de interven\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria, h\u00e1 uma din\u00e2mica entre consentimento, for\u00e7a e imparcialidade, que se traduz no seguinte cen\u00e1rio: ao utilizar em primazia a for\u00e7a as opera\u00e7\u00f5es tendem a deixar de ser imparciais e dividem o consentimento; mas, ao mesmo tempo, se h\u00e1 omiss\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a, se torna dif\u00edcil conter os beligerantes e dissuadir o processo de paz. As opera\u00e7\u00f5es na B\u00f3snia mostraram exatamente isso, como as for\u00e7as de paz se dividem nesta dicotomia tentando realizar a interven\u00e7\u00e3o (GREITENS, 2000).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A cobertura extensiva da m\u00eddia sobre o conflito impacta n\u00e3o s\u00f3 a opini\u00e3o p\u00fablica, mas tamb\u00e9m acaba trazendo consequ\u00eancias para o conflito. Dessa forma, a opini\u00e3o p\u00fablica \u00e9 um fator relevante nas Interven\u00e7\u00f5es Humanit\u00e1rias, sendo cruciais para a sua legitimidade. A presen\u00e7a massiva da m\u00eddia nos conflitos levando ao p\u00fablico imagens e relatos da guerra contribui para aproximar, por exemplo, um telespectador ocidental de um conflito no oriente. As pessoas podem se tornar mais propensas ou n\u00e3o h\u00e1 uma interven\u00e7\u00e3o dependendo da forma como a m\u00eddia repassa os fatos. \u201cA opini\u00e3o p\u00fablica pode criar e quebrar interven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias\u201d (FARREL, 2007, p.318).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre a m\u00eddia e a opini\u00e3o p\u00fablica est\u00e1 presente em grande parte da hist\u00f3ria do filme. Jornalistas de todo o mundo buscam extrair imagens e depoimentos a todo momento dos atores da guerra, sejam eles os ex\u00e9rcitos em conflito, ou os militares da ONU. Esta busca por informa\u00e7\u00f5es \u00e9 motivada pelo interesse da opini\u00e3o p\u00fablica em querer saber o que est\u00e1 acontecendo na guerra, acompanhando cada movimento pela televis\u00e3o. Dessa forma, h\u00e1 um grande cuidado dos militares que est\u00e3o executando a opera\u00e7\u00e3o de paz em n\u00e3o provocar a\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias ao consenso moral da opini\u00e3o p\u00fablica. Dessa forma, os militares buscam o respeito dos direitos humanos, demonstrando a import\u00e2ncia de uma vida.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desse modo, h\u00e1 um grande cuidado dos militares que est\u00e3o executando a opera\u00e7\u00e3o de paz em n\u00e3o provocar a\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias ao consenso moral da opini\u00e3o p\u00fablica. Assim, os militares buscam o respeito dos direitos humanos, demonstrando aimport\u00e2ncia de uma vida.Oargumento principaldo filme rodeia o processo de resgate de um homem em cima de uma bomba armada, baseando-se no princ\u00edpio de que toda vida importa. No entanto, apesar de todosos esfor\u00e7os para tirar o homem de cima de uma bomba na frente das c\u00e2meras, aindah\u00e1 uma constru\u00e7\u00e3o da imagem para n\u00e3o chocar a opini\u00e3op\u00fablica. Isso acontece porque os militares da ONU falham em administrar a crise e dizem \u00e0 m\u00eddiaque salvaramo homem, criando imagens para demonstrar isso. Por\u00e9m, o homem sobre a bomba \u00e9&nbsp;deixado para tr\u00e1s, sem nenhuma ajuda se quer. Com isso, \u00e9 poss\u00edvel fazer uma reflex\u00e3o sobre a atua\u00e7\u00e3o da ONU no conflito: de que forma o respeito aos direitos humanos s\u00e3o executados para transmitir mensagens positivas aos telespectadores, com o intuito de n\u00e3o impact\u00e1-los?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Portanto, o filme \u00e9 um retrato de um epis\u00f3dio da guerra da B\u00f3snia, e mesmo n\u00e3o sendo baseado estritamente em casos reais, a hist\u00f3ria consegue transmitir din\u00e2micas reais sobre as interven\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias. Apresentando os principais atores em uma opera\u00e7\u00e3o de paz, o filme \u00e9 um \u00f3timo instrumento para demonstrar como \u00e9 feito um processo paz, destacando principalmente suas dificuldade e desafios.<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/div>\n<p>FARRELL, Theo. Humanitarian Intervention and Peacekeeping. In BAYLIS, John, GRAY, Colis, WIRTZ, James e COHEN, Eliot. <i>Strategy in the Contemporary World,<\/i> segunda edi\u00e7\u00e3o. Oxford and New York: Oxford University Press, 2007.<\/p>\n<p>GREITENS, Sheena Chestnut. <i>Humanitarian Intervention and Peace Operations inStrategy in the Contemporary World: <\/i>An Introduction to Strategic Studies. John Baylis, Colin S. Gray, James J. Wirtz, 2000.<\/p>\n<p>HERZ, Monica. O Brasil e a Reforma da ONU. <i>Lua Nova <\/i>[online]. 1999, n.46, pp.77-98. ISSN 0102-6445.  Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0102-64451999000100004&gt;<br \/>\nFilme &#8220;<i>No man&#8217;s land<\/i>&#8220;. Dire\u00e7\u00e3o de Danis Tanovic. 96 min., 2001.<br \/>\n_______________<br \/>\n<a ftnref1=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Alexandre\/Downloads\/Resenha%20-%20No%20Man\" land.docx=\"\" s=\"\">[1]<\/a>&nbsp;<a ftnref2=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Alexandre\/Downloads\/Resenha%20-%20No%20Man\" land.docx=\"\" s=\"\">[2]<\/a>&nbsp;Gradua\u00e7\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Cat\u00f3lica de Petr\u00f3polis<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b style=\"background-color: white;\">Como citar:&nbsp;<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p>TERRA, Ana Carolina Dias; S\u00c1, Rafaela Mello.&nbsp;Resenha \u201cNo Man\u2019s Land\u201d e Textos de Greitens e Farrell.&nbsp;<i>Di\u00e1logos Internacionais,<\/i>&nbsp;vol.6, n. 61, jun.2019. Acessado em [03\/06\/2019]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2019\/06\/resenha-no-mans-land-e-textos-de.html\">http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2019\/06\/resenha-no-mans-land-e-textos-de.html<\/a><\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 6 &nbsp;| &nbsp;N\u00famero 61 &nbsp;| &nbsp;Jun. 2019 Por Ana Carolina Dias Terra&nbsp;[1]&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1970,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[647,657],"tags":[],"class_list":["post-1644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-resenhas","category-volume6"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1644"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1644\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1971,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1644\/revisions\/1971"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}