{"id":1648,"date":"2019-04-01T13:21:00","date_gmt":"2019-04-01T16:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1648"},"modified":"2022-05-05T00:30:45","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:45","slug":"cartografia-e-projecoes-de-poder-nas-relacoes-internacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1648","title":{"rendered":"Cartografia e proje\u00e7\u00f5es de poder nas rela\u00e7\u00f5es internacionais"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: left;\">\n<h3><span style=\"line-height: 24px;\">Volume 6 | N\u00famero 59 | Abr. 2019<\/span><\/h3>\n<p><i><br \/><\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\"><i><i>Por Bernardo Salgado Rodrigues<\/i><\/i><\/div>\n<\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-sNBNgojEItQ\/XKI43M6bhiI\/AAAAAAAA8S0\/2wJ4XSIfqOAbTUxlZA64P9xt3SCUt_RigCLcBGAs\/s1600\/Mercator_1569.png\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"737\" data-original-width=\"1158\" height=\"404\" src=\"https:\/\/4.bp.blogspot.com\/-sNBNgojEItQ\/XKI43M6bhiI\/AAAAAAAA8S0\/2wJ4XSIfqOAbTUxlZA64P9xt3SCUt_RigCLcBGAs\/s640\/Mercator_1569.png\" width=\"640\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Mapa-m\u00fandi de Gerardus Mercator, de 1569.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: left;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Os mapas s\u00e3o a reprodu\u00e7\u00e3o mais antiga do pensamento geogr\u00e1fico. Concebida como ci\u00eancia da representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica da superf\u00edcie terrestre, a cartografia vem auxiliando numa maior compreens\u00e3o visual das rela\u00e7\u00f5es internacionais. [1]. No entanto, n\u00e3o \u00e9 suficientemente sistematizada como meio atrav\u00e9s do qual uma classe dominante projeta sua vis\u00e3o de mundo. Em outros termos, a cartografia nunca foi uma ci\u00eancia neutra, isenta, e sim uma representa\u00e7\u00e3o adaptada da realidade, que promove rela\u00e7\u00f5es de poder.<br \/><a name='more'><\/a><\/p>\n<div style=\"line-height: 150%;\">As proje\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas s\u00e3o uma express\u00e3o matem\u00e1tica que transformam as coordenadas geogr\u00e1ficas, a partir de uma superf\u00edcie esf\u00e9rica, em coordenadas planas, mantendo correspond\u00eancia entre elas. Estas proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas a partir dos meridianos e paralelos curvos da esfera terrestre em figuras geom\u00e9tricas, como o cilindro, o cone e o plano. Na proje\u00e7\u00e3o cil\u00edndrica, os paralelos e meridianos s\u00e3o retos, havendo deforma\u00e7\u00f5es nas regi\u00f5es de altas latitudes (polos), com melhor proje\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es perto do Equador; na proje\u00e7\u00e3o c\u00f4nica, os meridianos s\u00e3o retos e convergentes e os paralelos s\u00e3o c\u00edrculos conc\u00eantricos, visualizando-se regi\u00f5es de latitudes m\u00e9dias; na proje\u00e7\u00e3o azimutal, h\u00e1 similitude com a proje\u00e7\u00e3o c\u00f4nica, mas com distor\u00e7\u00f5es aumentando a partir do centro, sendo preferidos para representar regi\u00f5es polares e mapas estrat\u00e9gicos (destaque a um ponto central).<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O mapeamento \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o existentes no plano internacional, cujas distor\u00e7\u00f5es ocorrem atrav\u00e9s de tr\u00eas mecanismos principais: escala, proje\u00e7\u00e3o e simboliza\u00e7\u00e3o. A escala delimita a propor\u00e7\u00e3o que existe entre as dist\u00e2ncias da realidade e aquelas que aparecem em sua representa\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica; em outros termos, quanto maior a escala, maior o n\u00edvel de detalhes e informa\u00e7\u00f5es que o mapa pode oferecer. A proje\u00e7\u00e3o seria o segundo mecanismo de distor\u00e7\u00e3o dos mapas, pois trata de representar em um planisf\u00e9rio as superf\u00edcies curvas da esfera terrestre. Como cart\u00f3grafos cr\u00edticos apontam, n\u00e3o h\u00e1 mapas perfeitos porque n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o totalmente satisfat\u00f3ria para esse desafio. As distor\u00e7\u00f5es da proje\u00e7\u00e3o (suas formas e seus graus) n\u00e3o s\u00e3o imprevis\u00edveis, mas obedecem a um padr\u00e3o e regras muito precisos. Por \u00faltimo, a simboliza\u00e7\u00e3o seria o terceiro elemento de distor\u00e7\u00e3o dos mapas: estes devem ter sinais gr\u00e1ficos para identificar as caracter\u00edsticas da realidade espacial em quest\u00e3o, que s\u00e3o criados a partir da concep\u00e7\u00e3o e simbologia dos cart\u00f3grafos.<\/p>\n<p>Historicamente, as duas proje\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas mais conhecidas s\u00e3o a de Mercator e a de Peters. Arquitetada no s\u00e9culo XVI, a proje\u00e7\u00e3o cil\u00edndrica de Mercator foi a mais utilizada por navegantes, uma vez que as dire\u00e7\u00f5es eram tra\u00e7adas numa linha reta sobre o mapa. Esta proje\u00e7\u00e3o respeita as formas dos continentes, mas n\u00e3o seus tamanhos: \u00e1reas extensas ou situadas em latitudes elevadas aparecem com dimens\u00f5es exageradamente ampliadas. Em contrapartida, a proje\u00e7\u00e3o de Peters, datada da d\u00e9cada de 1970, trata de uma proje\u00e7\u00e3o cil\u00edndrica equivalente, ou seja, preserva as dimens\u00f5es relativas dos pa\u00edses e continentes. A distor\u00e7\u00e3o, portanto, est\u00e1 nas formas, principalmente nas pequenas latitudes, alongando os pa\u00edses e continentes no sentido norte-sul, contudo sendo mais fiel do que a proje\u00e7\u00e3o de Mercator no que se refere aos tamanhos dos continentes.[2].<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para Boron (2013, p.286), a representa\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica &#8220;oficial&#8221;, baseada na proje\u00e7\u00e3o de Mercator, \u00e9 a express\u00e3o fiel do sistema imperialista. O mapa de Peters, por outro lado, sendo uma &#8220;\u00e1rea equivalente&#8221;, destaca a superf\u00edcie real de cada um dos pa\u00edses e continentes, e endossa com os dados concretos da geografia a igualdade e autodetermina\u00e7\u00e3o nacional, anticolonial e anti-imperialista.<\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>Peters fue un personaje notable, un pensador radical que sostuvo cosas tales como que \u201cel eurocentrismo comienza en los mapas\u201d. [\u2026] Su mapa, continu\u00f3 diciendo, \u201ces la expresi\u00f3n de la europeizaci\u00f3n del mundo, de la \u00e9poca de dominaci\u00f3n mundial del hombre blanco, de la explotaci\u00f3n colonial del planeta por parte de una minor\u00eda de pueblos blancos, dominantes, bien armados, t\u00e9cnicamente superiores y brutales.\u201d Y concluy\u00f3 afirmando que \u201cesa \u00e9poca no ha de eternizarse mediante la insistencia en la imagen geogr\u00e1fica mundial creada por esa minor\u00eda y perteneciente a ella.\u201d (BORON, 2013, p.281-282)<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Stuenkel n\u00e3o aborda o tema das distor\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas em termos de imperialismo, mas de ocidentocentrismo, uma vis\u00e3o de mundo que leva a subestimar o papel dos atores n\u00e3o ocidentais, no passado e no futuro. Al\u00e9m disso, no que se refere aos mapas, faz com que as regi\u00f5es mais pr\u00f3ximas \u00e0 linha do Equador pare\u00e7am menores do que realmente s\u00e3o. Toma como exemplo cl\u00e1ssico a Groenl\u00e2ndia, que parece t\u00e3o grande quanto o continente africano, apesar de n\u00e3o corresponder \u00e0 realidade. &#8220;Enquanto a \u00e1rea da Groenl\u00e2ndia \u00e9 de 2.166.000 km\u00b2, a extens\u00e3o da \u00c1frica \u00e9 de 30.370.000 km\u00b2 &#8211; catorze vezes maior.&#8221; (STUENKEL, 2018, p.19)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As distor\u00e7\u00f5es mencionadas n\u00e3o s\u00e3o apenas quest\u00f5es t\u00e9cnicas, mas obedecem a decis\u00f5es essencialmente pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas ligadas ao exerc\u00edcio do poder. Assim, a cria\u00e7\u00e3o de mapas era comumente controlada pelos governos e quase sempre nas m\u00e3os de ag\u00eancias ou escrit\u00f3rios pertencentes \u00e0s for\u00e7as armadas. Na moderna sociedade ocidental, os mapas rapidamente se tornaram cruciais para a preserva\u00e7\u00e3o do poder estatal (fronteiras, com\u00e9rcio, administra\u00e7\u00e3o interna, controle populacional, for\u00e7a militar), ampliado para o setor privado (<i>Google Maps<\/i> como maior exemplo).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><i>El dise\u00f1o, producci\u00f3n y uso de mapas, contienen una amplia gama de intencionalidades discursivas que van desde la presentaci\u00f3n diferenciada de datos, hasta la divulgaci\u00f3n de intereses pol\u00edticos y estrat\u00e9gicos que el Estado y las empresas ejercen sobre el espacio y el territorio. En todo caso, \u201cel mapa\u201d transmite la visi\u00f3n espec\u00edfica del mundo del\/los autor\/es, y se convierte por excelencia en parte de un discurso geogr\u00e1fico. (PRECIADO; UC, 2010, p.74)<\/i><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\">Mapa \u00e9 uma quest\u00e3o de Estado. Outrossim, a cartografia se apresenta como uma proje\u00e7\u00e3o de poder geopol\u00edtico, cuja constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o possui um car\u00e1ter geral e universal, replic\u00e1vel a todo e qualquer Estado nacional. A cartografia, tal qual a geopol\u00edtica, \u00e9 o estudo de um autor de uma determinada na\u00e7\u00e3o ou pa\u00eds, que produz mapas marcados pelo seu contexto pol\u00edtico, ideol\u00f3gico, territorial e hist\u00f3rico.  Assim, se apresenta como projeto de poder dos Estados sob condi\u00e7\u00f5es materiais singulares, que configuram e representam graficamente as rela\u00e7\u00f5es internacionais a partir de objetivos geogr\u00e1ficos e pol\u00edticos espec\u00edficos.<\/div>\n<div style=\"margin-left: 106.35pt; text-align: justify; text-indent: -106.35pt;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 10.0pt;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b><br \/><\/b><\/div>\n<p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p>\n<p>Preciado, Jaime &amp;  UC, Pablo (2010). La construcci\u00f3n de una geopol\u00edtica cr\u00edtica desde Am\u00e9rica Latina y el Caribe. Hacia una agenda de investigaci\u00f3n regional. <b>Geopol\u00edtica(s). Revista de estudios sobre espacio y poder<\/b>. 1 (1), 65-94.<\/p>\n<p>BORON, Atilio. <b>Am\u00e9rica Latina en la geopol\u00edtica del imperialismo<\/b>. Buenos Aires: Ediciones Luxemburg, 2013.<\/p>\n<p>STUENKEL, Oliver. <b>O mundo p\u00f3s-ocidental:<\/b> pot\u00eancias emergentes e a nova ordem global. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.<\/p>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div><!--[if !supportFootnotes]--><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/><!--[endif]--> <\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">[1] Ainda que com tem\u00e1ticas distintas, no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es internacionais, tr\u00eas livros abordam a cartografia e geografia de forma interessante e original: &#8220;Uma hist\u00f3ria do mundo em doze mapas&#8221;, de Jerry Brotton; &#8220;A vingan\u00e7a da Geografia&#8221;, de Robert Kaplan; e &#8220;Prisioneiros da Geografia&#8221;, de Tim Marshall.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">[2] Mais recentemente, em 2010, Hajime Narukawa criou um mapa que melhor respeita as propor\u00e7\u00f5es Trata-se do Authagraph, criado depois de 15 anos de trabalho. Narukawa terminou de elaborar esta proje\u00e7\u00e3o j\u00e1 em 2010 e, conforme explicado em uma confer\u00eancia, seu objetivo era unificar duas formas comuns de representar o mundo em um mapa. Para conseguir uma representa\u00e7\u00e3o mais fiel das formas e tamanhos dos pa\u00edses, Narukawa dividiu a esfera terrestre em 96 tri\u00e2ngulos. Depois transferiu esse desenho para um tetraedro, que, por sua vez, foi desdobrado em um ret\u00e2ngulo, em uma t\u00e9cnica que tem sido comparada ao origami.<\/div>\n<div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: x-small;\"><br \/><\/span><span style=\"font-size: x-small;\"><br \/><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>Bernardo Salgado Rodrigues<\/b> \u00e9 professor substituto do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IRID\/UFRJ). Doutorando em Economia Pol\u00edtica Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Integrante do Laborat\u00f3rio de Estudos de Hegemonia e Contrahegemonia (LEHC-UFRJ) e membro do Grupo de Trabalho de Integraci\u00f3n y Unidad Latinoamericana y Caribe\u00f1a do CLACSO (Conselho Latino-americano de Ci\u00eancias Sociais).<\/i><br \/><i><br \/><\/i><i><br \/><\/i><b>Como citar<\/b><\/p>\n<p>RODRIGUES, Bernardo Salgado.&nbsp;Cartografia e proje\u00e7\u00f5es de poder nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. <i>Di\u00e1logos Internacional.<\/i> vol.6, n.59, abr.2019. Acessado em [01\/04\/2019]. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2019\/04\/cartografia-e-projecoes-de-poder-nas.html\">http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2019\/04\/cartografia-e-projecoes-de-poder-nas.html<\/a><\/p>\n<p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 6 | N\u00famero 59 | Abr. 2019 Por Bernardo Salgado Rodrigues Mapa-m\u00fandi<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[657],"tags":[],"class_list":["post-1648","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume6"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1648","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1648"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1648\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2267,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1648\/revisions\/2267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}