{"id":1672,"date":"2018-04-09T18:17:00","date_gmt":"2018-04-09T21:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1672"},"modified":"2022-05-05T00:30:49","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:49","slug":"a-caverna-da-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1672","title":{"rendered":"A caverna da esquerda"},"content":{"rendered":"<div style=\"line-height: 150%;\"><b>Volume 5 | N\u00famero 47 | Abr. 2018<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\">Por Bernardo Salgado Rodrigues<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: left;\"><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-U0a-uSAWLE4\/WsvXbUMkyZI\/AAAAAAAAUSE\/a4BLdSZX5wENay7RoiClO6e6lQ-vwQ63wCLcBGAs\/s1600\/caverna.png\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"539\" data-original-width=\"900\" height=\"238\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-U0a-uSAWLE4\/WsvXbUMkyZI\/AAAAAAAAUSE\/a4BLdSZX5wENay7RoiClO6e6lQ-vwQ63wCLcBGAs\/s400\/caverna.png\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: left;\"><\/div>\n<div align=\"center\" style=\"line-height: 150%; text-align: center;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Das obras do fil\u00f3sofo grego Plat\u00e3o, a passagem mais conhecida encontra-se no Livro VII de &#8220;A Rep\u00fablica&#8221; (PLAT\u00c3O, 2008), conhecida como o &#8220;mito da caverna&#8221;. Esta narra a hist\u00f3ria de um conjunto de prisioneiros que foram acorrentados e presos em uma caverna desde sua inf\u00e2ncia. Na sua vis\u00e3o cotidiana, est\u00e1 somente a parede da caverna com sombras oriundas dos efeitos da luz, que penetram no local devido a exist\u00eancia de uma fogueira, cujas sombras indicam apenas parte das formas, mas nunca uma pessoa ou figura completa. Na continua\u00e7\u00e3o, um desses prisioneiros se livra das correntes e caminha \u00e0 sa\u00edda da caverna, ainda que com muito esfor\u00e7o, dado a adapta\u00e7\u00e3o de seu corpo e a subida \u00edngreme. Ao sair da caverna, a luz forte do sol faz seus olhos doerem, mas, aos poucos, se adapta e descobre um novo mundo at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido, a verdade. De pronto, resolve voltar \u00e0 caverna, libertar seus antigos companheiros de pris\u00e3o e contar tudo que havia visto. Entretanto, os presos que se encontravam na caverna, devido \u00e0 sua realidade, ref\u00e9ns dos seus h\u00e1bitos e cotidiano, n\u00e3o aceitam suas argumenta\u00e7\u00f5es, interditam um di\u00e1logo e acusam-no de louco, n\u00e3o descobrindo o mundo verdadeiro.<\/p>\n<p><a name='more'><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O mito da caverna vem servindo de analogia para diversos fen\u00f4menos sociais e filos\u00f3ficos, uma alegoria que transpassa barreiras e serve de guia auto-reflexivo constante, inclusive para a esquerda brasileira e mundial na atualidade.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No plano das rela\u00e7\u00f5es internacionais, a esquerda carece incorporar um conceito b\u00e1sico da geopol\u00edtica, a ideia da estrutura\u00e7\u00e3o de um sistema interestatal global an\u00e1rquico, hier\u00e1rquico e competitivo, em que qualquer modifica\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as afeta sempre a posi\u00e7\u00e3o relativa dos atores internacionais e que, por isso mesmo, n\u00e3o podem permanecer indiferentes \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es do equil\u00edbrio de poder mundial. Em outros termos, \u00e9 fundamental para a esquerda analisar as causas da inflex\u00e3o global \u00e0 direita, seja no Brasil ou nos EUA, Hong Kong, Argentina, Venezuela, Reino Unido, Fran\u00e7a (&#8230;). As estruturas de poder mudaram dramaticamente nos \u00faltimos 20 anos, diretamente relacionadas com as inova\u00e7\u00f5es oriundas da Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (intelig\u00eancia artificial (IA), rob\u00f3tica, internet das coisas (IoT), ve\u00edculos aut\u00f4nomos, impress\u00e3o em 3D, nanotecnologia, biotecnologia, ci\u00eancias dos materiais, armazenamento de energia e computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, dentre outras aplica\u00e7\u00f5es), que possui uma velocidade, amplitude e profundidade ainda n\u00e3o mensur\u00e1veis, mas com um impacto sist\u00eamico ineg\u00e1vel. A pr\u00f3pria esquerda peca em n\u00e3o analisar detidamente este novo fen\u00f4meno, tanto para sua utiliza\u00e7\u00e3o plena como para sua regula\u00e7\u00e3o, quando necess\u00e1ria, inviabilizando sua incorpora\u00e7\u00e3o em suas estrat\u00e9gias.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A conjuntura atual para a esquerda \u00e9 um das mais complicadas em d\u00e9cadas. N\u00e3o cabe aqui detalhar aspectos espec\u00edficos, mas realizar uma auto-reflex\u00e3o, compreender que o p\u00eandulo de Polanyi<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/CICEF\/Downloads\/A%20caverna%20da%20esquerda.docx#_ftn1\">[1]<\/a> se apresenta como uma etapa de reconfigura\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, autocr\u00edtica e di\u00e1logo aberto, ainda que com as dificuldades que se apresentam em qualquer troca de ideias no Brasil. \u00c9, ainda que a contragosto, debater e confrontar com liberais e conservadores, mas tamb\u00e9m \u00e9 imprescind\u00edvel um di\u00e1logo dentro da pr\u00f3pria esquerda.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A esquerda ficou desacostumada a debater fora de sua bolha, incapaz de responder argumentos que n\u00e3o compartilhem suas premissas, permanentemente confundindo diferen\u00e7a pol\u00edtica com superioridade moral. Na \u00e9poca da chamada &#8220;onda rosa<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/CICEF\/Downloads\/A%20caverna%20da%20esquerda.docx#_ftn2\">[2]<\/a>&#8221; na Am\u00e9rica do Sul, era mais simples os argumentos da esquerda serem aceitos, acachapava-se o dissenso da direita e mantinha-se a hegemonia do discurso (ainda que permeado de contradi\u00e7\u00f5es e contra-argumenta\u00e7\u00f5es). E na conjuntura atual, que a esquerda \u00e9 paulatinamente reduzida no espectro pol\u00edtico (obviamente, por conta de si pr\u00f3pria e de movimentos da direita nacional e internacional), tendo perdido at\u00e9 mesmo as ruas, que sempre foram sua arena de lutas? Ir\u00e1 continuar a evitar o debate, n\u00e3o conversar com ningu\u00e9m? Continuar\u00e1 num movimento de segrega\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de uni\u00e3o, de constru\u00e7\u00e3o de muros ao inv\u00e9s de pontes?&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Mais preocupante ainda \u00e9 quando esse di\u00e1logo \u00e9 inviabilizado dentro da pr\u00f3pria esquerda, um movimento que s\u00f3 fortalece a direita. Enquanto tivermos ambientalistas que s\u00f3 pensam no meio ambiente; movimento LGBT que s\u00f3 pensa nos direitos LGBT (e cheio de subdivis\u00f5es); feminismo consideravelmente fragmentado e que, n\u00e3o raras \u00e0s vezes, se confunde com femismo; movimento negro que se enxerga, n\u00e3o raras \u00e0s vezes, como a \u00fanica minoria; seremos presas f\u00e1ceis, cada um defendendo o seu quinh\u00e3o ao inv\u00e9s da luta conjunta e integradora. \u00c9 fundamental compreendermos que o &#8220;lugar de fala&#8221; se tornou uma ferramenta de exclus\u00e3o e, principalmente, segrega\u00e7\u00e3o, transformado em veto de articula\u00e7\u00f5es entre grupos dominados.  Obviamente que n\u00e3o se busca diminuir a import\u00e2ncia extraordin\u00e1ria de cada um desses movimentos espec\u00edficos; \u00e9 apenas um adendo que, enquanto todos eles n\u00e3o se unirem e se inserirem em uma defesa global dos menos favorecidos em geral (e n\u00e3o em casos particulares isolados), apoiando a jogada estrat\u00e9gica p\u00f3s-modernista americana e renegando a luta principal contra o grande capital, continuaremos sem &#8220;sul&#8221; em nossas b\u00fassolas esquerdistas. &nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Tal como no mito da caverna, assim se encontra a esquerda na atualidade. E aqui, obviamente, me incluo, tendo a certeza de que em alguns dias, meses ou anos, ao reler este texto, terei muitas cr\u00edticas sobre o mesmo, num eterno processo de constru\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o do pensamento. A esquerda, prisioneira de seus h\u00e1bitos e costumes, em suas sombras de certezas passageiras, ref\u00e9m de seu mundo idealizado e ignorando a exequibilidade realista de suas a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode se incomodar em adquirir novos conhecimentos, incorporar novas vozes, atrair novos atores, compreender atos e falas, ainda que totalmente contradit\u00f3rios com sua vis\u00e3o de mundo; \u00e9 a n\u00e3o interdi\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo, a fim de compreender o porqu\u00ea determinados fen\u00f4menos, outrora incompreens\u00edveis, surgem e se disseminam na sociedade; \u00e9 a desestabiliza\u00e7\u00e3o das certezas antigas que ajuda na compreens\u00e3o real do mundo; \u00e9 a fuga da &#8220;caverna facebookiana&#8221;, que somente serve para pregar para convertidos, rumo ao mundo real, de combate de ideias e projetos concretos.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Temos que ir al\u00e9m, buscar novos m\u00e9todos, abordagens, discursos que sejam acess\u00edveis a parcela majorit\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o compreende a maioria dos jarg\u00f5es t\u00e9cnicos e discursos prolixos, por mais que estejam permeados das melhores inten\u00e7\u00f5es. Na conjuntura atual, o sectarismo orgulhoso e prepotente, satisfeito de sua doutrina &#8220;pura&#8221;, com seus m\u00e9todos simplistas na compreens\u00e3o e resolu\u00e7\u00e3o de problemas complexos, baseados num modelo definido e hermeticamente fechado, cada vez mais longe da vida real das massas, dificulta qualquer esfor\u00e7o de construir uma Frente Popular de Esquerda. E, na divis\u00e3o da esquerda, a direita engrandece e agradece.<\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">Refer\u00eancia<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\"><br \/><\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"background: white; color: #222222; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">PLAT\u00c3O.&nbsp;<strong>A Rep\u00fablica.&nbsp;<\/strong>2. ed. S\u00e3o Paulo: Editora Martin Claret, 2008.<\/span><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<div><!--[if !supportFootnotes]--><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/><!--[endif]--> <\/p>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/CICEF\/Downloads\/A%20caverna%20da%20esquerda.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><span><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\"><!--[if !supportFootnotes]--><span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\"> http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2015\/12\/o-pendulo-latino-americano-de-polanyi.html<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/CICEF\/Downloads\/A%20caverna%20da%20esquerda.docx#_ftnref2\" name=\"_ftn2\" title=\"\"><span><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\"><!--[if !supportFootnotes]--><span><span style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%;\">[2]<\/span><\/span><!--[endif]--><\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\"> <span style=\"background: white;\">&nbsp;&#8220;Onda rosa&#8221; \u00e9 a express\u00e3o usada na&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">an\u00e1lise pol\u00edtica<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">&nbsp;do in\u00edcio do&nbsp;<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">s\u00e9culo XXI<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">, para referir-se \u00e0 percep\u00e7\u00e3o da crescente influ\u00eancia da&nbsp;<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">esquerda<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">&nbsp;na&nbsp;<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">Am\u00e9rica Latina<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">, entre o fim da&nbsp;<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">d\u00e9cada de 1990<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">&nbsp;e o in\u00edcio dos&nbsp;<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">anos 2000<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">, quando foram eleitos muitos chefes de Estado ligados a partidos&nbsp;<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">reformistas<\/span><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\">&nbsp;de esquerda. (Wikipedia)<\/span><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;;\"><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 5 | N\u00famero 47 | Abr. 2018 Por Bernardo Salgado Rodrigues Das<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[656],"tags":[],"class_list":["post-1672","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume5"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1672"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1672\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2250,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1672\/revisions\/2250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}