{"id":1674,"date":"2018-03-27T16:54:00","date_gmt":"2018-03-27T19:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1674"},"modified":"2022-05-05T00:30:49","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:49","slug":"o-que-e-a-geopolitica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1674","title":{"rendered":"O que \u00e9 a geopol\u00edtica?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\"><b>Volume 5 | N\u00famero 46 | Mar. 2018<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\">Por Bernardo Salgado Rodrigues<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-lKSmJe4nv18\/WrqgUrnE2qI\/AAAAAAAAQ-c\/-6hxrMb6OMk7UCwnx_gwn4rOSzRPLUqeACLcBGAs\/s1600\/xadrez.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"419\" data-original-width=\"640\" height=\"261\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-lKSmJe4nv18\/WrqgUrnE2qI\/AAAAAAAAQ-c\/-6hxrMb6OMk7UCwnx_gwn4rOSzRPLUqeACLcBGAs\/s400\/xadrez.jpg\" width=\"400\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><span style=\"font-size: x-small;\">Fonte: StarFlames\/<a href=\"http:\/\/pixabay.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PixaBay<\/a><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A palavra geopol\u00edtica est\u00e1 na moda. O termo \u00e9 rotineiramente utilizado nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, discursos pol\u00edticos e trabalhos acad\u00eamicos, muitas vezes como sin\u00f4nimo (ainda que equivocadamente) de rela\u00e7\u00f5es internacionais. A sua populariza\u00e7\u00e3o \u00e9 desejada na medida em que os fen\u00f4menos internacionais carecem de an\u00e1lises geopol\u00edticas consistentes; entretanto, paradoxalmente, sua banalidade n\u00e3o deve ser incentivada, uma vez que \u00e9 um termo de complexa defini\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A conceitua\u00e7\u00e3o da geopol\u00edtica pode parecer uma tarefa simples, mas, como veremos, sua sistematiza\u00e7\u00e3o de modo homog\u00eaneo \u00e9 impedido por sua pr\u00f3pria natureza. Em outras palavras, a geopol\u00edtica s\u00f3 pode ser considerada se levar em considera\u00e7\u00e3o que os diferentes interesses nacionais no sistema internacional s\u00e3o assim\u00e9tricos, hier\u00e1rquicos e competitivos, e, concomitantemente, diferentes vis\u00f5es geopol\u00edticas s\u00e3o desenvolvidas a fim de estabelecer rela\u00e7\u00f5es causais em distintos espa\u00e7os e tempos. Ela oferece uma proposta\/vis\u00e3o\/representa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de mundo, que s\u00e3o distintas entre si, relacionadas com as condi\u00e7\u00f5es materiais e hist\u00f3ricas, din\u00e2micas e cambiantes.<br \/><a name='more'><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3pria geografia \u00e9 essencialmente um saber pol\u00edtico, estrat\u00e9gico, um saber pensar o espa\u00e7o com a finalidade de agir eficazmente. Segundo Spykman (apud KAPLAN, 2013, p.31), \u201ca geografia \u00e9 o mais fundamental dos fatores da pol\u00edtica externa dos Estados, por ser o mais permanente\u201d, e dessa rela\u00e7\u00e3o entre geografia e pol\u00edtica, espa\u00e7o e poder, que distintos autores buscaram definir a geopol\u00edtica: &#8220;\u00e9 o estudo do Estado como organismo geogr\u00e1fico, isto \u00e9, como fen\u00f4meno localizado em certo espa\u00e7o da Terra, logo do Estado como pa\u00eds, como territ\u00f3rio, como regi\u00e3o, ou, mais caracteristicamente, como Reich&#8221; (KJELLEN apud BACKHEUSER, 1952, p.56); &#8220;\u00e9 o estudo dos processos pol\u00edticos que ocorrem em depend\u00eancia do solo dos Estados&#8221; (BACKHEUSER, 1952, p.67); &#8220;geopol\u00edtica es la doctrina del espacio vital&#8221; (VIVES, 1950, p.79); &#8220;es la ciencia que estudia cu\u00e1l es la influencia ejercida por los factores geogr\u00e1ficos e hist\u00f3ricos en la vida y evoluci\u00f3n de los Estados, a fin de extraer conclusiones de car\u00e1cter pol\u00edtico&#8221; (UGARTE, 1974, p.42); &#8220;os racioc\u00ednios geopol\u00edticos, isto \u00e9, tudo aquilo que mostra a complexidade das rela\u00e7\u00f5es entre aquilo que sobrev\u00e9m da pol\u00edtica e as configura\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas&#8221; (LACOSTE, 2012, p.218); &#8220;geopolitics can be defined as the science of the relation of politics to geography [\u2026] which includes the relationship between geography and military strategy, national development, expansion, and imperialism&#8221; (CHILD, 1979, p.89); &#8220;is the impact on foreign security policies of certain geographic features [\u2026] might also be described as the relationship between power politics and geography&#8221; (KELLY, 1997, p.4-5); &#8220;a geopol\u00edtica \u00e9 a influ\u00eancia da geografia sobre as divis\u00f5es humanas&#8221; (KAPLAN, 2013, p.62).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No tocante \u00e0 sistematiza\u00e7\u00e3o da geopol\u00edtica, os autores costumam realizar a distin\u00e7\u00e3o entre geografia pol\u00edtica e geopol\u00edtica. A primeira consistiria numa disciplina da Geografia Geral que apresenta caracter\u00edsticas est\u00e1ticas e estuda os aspectos geogr\u00e1ficos de determinado territ\u00f3rio, consistindo numa an\u00e1lise descritiva das fronteiras, rios, serras, plan\u00edcies, etc. Quanto \u00e0 geopol\u00edtica, seria uma ci\u00eancia pol\u00edtica que se relaciona com esses fatores f\u00edsicos descritivos buscando uma aplicabilidade na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas estrat\u00e9gicas; \u00e9, portanto, uma teoria do poder e din\u00e2mica (MIYAMOTO, 1981, p.76) que &#8220;estudia la influencia de los factores geogr\u00e1ficos en la vida y evoluci\u00f3n de los estados.&#8221; (TRIAS, 1969, p.11)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O primeiro autor a realizar essa diferencia\u00e7\u00e3o foi Rudolf Kjell\u00e9n. Em sua vis\u00e3o, a geopol\u00edtica era um ramo do direito p\u00fablico, e n\u00e3o da Geografia; deste modo, a geografia pol\u00edtica estudava a Terra como moradia das popula\u00e7\u00f5es humanas em suas rela\u00e7\u00f5es com as propriedades do espa\u00e7o, enquanto que a geopol\u00edtica era a melhor compreens\u00e3o da exist\u00eancia do Estado (VIVES, 1950, p.60). Como atesta Costa (1992, p.16):<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p>Parte da tradi\u00e7\u00e3o no setor identifica como geografia pol\u00edtica o conjunto de estudos sistem\u00e1ticos mais afetos \u00e0 geografia e restrito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre o espa\u00e7o e o Estado, quest\u00f5es relacionadas \u00e0 posi\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o, caracter\u00edsticas das fronteiras, etc., enquanto \u00e0 geopol\u00edtica caberia a formula\u00e7\u00e3o das teorias e projetos de a\u00e7\u00e3o voltados \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de poder entre os Estados e \u00e0s estrat\u00e9gias de car\u00e1ter geral para os territ\u00f3rios nacionais e estrangeiros, de modo que esta \u00faltima estaria mais pr\u00f3xima das ci\u00eancias pol\u00edticas aplicadas, sendo assim mais interdisciplinar e utilitarista que a primeira.<span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-indent: -106.35pt;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/span><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo Lautensach, em seu artigo Wesen und Methode der Geopolitik (1925), a atitude mental do geopol\u00edtico era &#8220;din\u00e2mica&#8221;, enquanto do ge\u00f3grafo pol\u00edtico era &#8220;est\u00e1tica&#8221;. (UGARTE, 1974, p.40) Assim sendo, a &#8220;Geograf\u00eda Pol\u00edtica era como una &#8216;instant\u00e1nea fotogr\u00e1fica&#8217; del momento temporal en la circunstancia espacial determinada; mientras que la Geopol\u00edtica era la &#8216;cinta cinematogr\u00e1fica&#8217; del mismo proceso general.&#8221; (VIVES, 1950, p.61-62)&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A busca de uma defini\u00e7\u00e3o do termo geopol\u00edtica se justifica para o que &#8220;a geopol\u00edtica pode ser, conceitualmente, e o desdobramento que esse instrumento pode apresentar na realidade da pol\u00edtica internacional.&#8221; (HAGE, 2016, p.3) Assim, a geopol\u00edtica \u00e9 considerada um m\u00e9todo de estudo din\u00e2mico da influ\u00eancia de fatores geogr\u00e1ficos no desenvolvimento dos Estados com a finalidade de orientar suas pol\u00edticas internas e externas. Ou seja, como m\u00e9todo que estuda a pol\u00edtica derivada de fatores geogr\u00e1ficos, como posi\u00e7\u00e3o, espa\u00e7o, relevo, clima, topografia e recursos, \u00e9 uma ferramenta de an\u00e1lise de pol\u00edtica externa que busca compreender, explicar e prever o comportamento pol\u00edtico internacional, principalmente em termos de vari\u00e1veis espaciais.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desta assertiva incorre-se que a geopol\u00edtica \u00e9 din\u00e2mica porque as vari\u00e1veis temporal e relacional modificam a import\u00e2ncia da vari\u00e1vel geogr\u00e1fica; \u00e9 complexa na medida em que \u00e9 mut\u00e1vel a relev\u00e2ncia dos Estados ou arranjos internacionais, dos avan\u00e7os cient\u00edfico-tecnol\u00f3gicos e das configura\u00e7\u00f5es econ\u00f4mico-militares em determinados momentos espec\u00edficos da humanidade; \u00e9 imprescind\u00edvel para auxiliar os Estados em seus planejamentos estrat\u00e9gicos, pol\u00edticos e econ\u00f4micos na competitiva estrutura internacional de poder.<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\"><b><br \/><\/b><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\"><b>Refer\u00eancias<\/b><o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\"><br \/><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">BACKHEUSER, Everardo.<span>&nbsp;<\/span><strong>A geopol\u00edtica geral e do Brasil.<\/strong><span><b>&nbsp;<\/b><\/span>Rio de Janeiro: Biblioteca do Ex\u00e9rcito, 1952.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"EN-US\" style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">CHILD, John. Geopolitical Thinking in Latin America.<span>&nbsp;<\/span><strong>Latin American Research Review,<\/strong><span><b>&nbsp;<\/b><\/span>Pittsburgh, v. 14, n. 2, p.89-111, 1979.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">COSTA, Wanderley Messias da.&nbsp;<b>Geografia pol\u00edtica e geopol\u00edtica.<\/b>&nbsp;S\u00e3o Paulo: Hucitec; Editora da Universidade de S\u00e3o Paulo, 1992.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">HAGE, Jos\u00e9 Alexandre Altahyde. Alguns aspectos conceituais da geopol\u00edtica: breve investiga\u00e7\u00e3o entre o cl\u00e1ssico e o moderno no pensamento geopol\u00edtico.<span>&nbsp;<\/span><strong>Meridiano 47,<\/strong><span><b>&nbsp;<\/b><\/span>Bras\u00edlia, v. 17, p.1-11, 2016.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">KAPLAN, Robert D..<span>&nbsp;<\/span><b>A vingan\u00e7a da geografia<\/b>:<span><b>&nbsp;<\/b><\/span>A constru\u00e7\u00e3o do mundo geopol\u00edtico a partir da perspectiva geogr\u00e1fica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"EN-US\" style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">KELLY, Philip.<span>&nbsp;<\/span><b>Checkerboards and Shatterbelts<\/b>:<span><b>&nbsp;<\/b><\/span>The geopolitics of South America. <\/span><span lang=\"ES\" style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">Austin: University Of Texas Press, 1997.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">LACOSTE, Yves.<span>&nbsp;<\/span><strong>A geografia &#8211; isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra.<\/strong><span><b>&nbsp;<\/b><\/span>19. ed. Campinas: Papirus, 2012.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">MIYAMOTO, Shiguenoli. Os estudos geopol\u00edticos no Brasil: uma contribui\u00e7\u00e3o para sua avalia\u00e7\u00e3o.<\/span><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">&nbsp;<b>Perspectivas,<\/b>&nbsp;<span style=\"background: white;\">S\u00e3o Paulo, v. 4, p.75-92, 1981<o:p><\/o:p><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span lang=\"ES\" style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">TRIAS, Vivian.<span>&nbsp;<\/span><b>Imperialismo y geopol\u00edtica en Am\u00e9rica Latina<\/b>.<span><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">Buenos Aires: Editorial Jorge Alvarez, 1969.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">UGARTE, Augusto Pinochet.&nbsp;<\/span><b><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">Geopol\u00edtica.&nbsp;<\/span><\/b><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\">2. ed. Santiago: Editorial Andres Bello, 1974.<o:p><\/o:p><\/span><\/div>\n<p><span style=\"background: white; font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;\">VIVES, J. Vicens.&nbsp;<strong>Tratado general de geopol\u00edtica.&nbsp;<\/strong>Barcelona: Editorial Teide, 1950.<b> <\/b><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 5 | N\u00famero 46 | Mar. 2018 Por Bernardo Salgado Rodrigues Fonte:<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[656],"tags":[],"class_list":["post-1674","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume5"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1674"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1674\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2252,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1674\/revisions\/2252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}