{"id":1685,"date":"2017-10-23T08:00:00","date_gmt":"2017-10-23T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1685"},"modified":"2022-05-05T00:30:49","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:49","slug":"o-racismo-da-midia-brasileira-a-indiferenca-a-somalia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1685","title":{"rendered":"O racismo da m\u00eddia brasileira: a indiferen\u00e7a a Som\u00e1lia"},"content":{"rendered":"<p><b>Volume 4 | N\u00famero 41 | Out. 2017<\/b><\/p>\n<div><b><br \/><\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\">Por Pablo Victor Fontes<\/div>\n<p><\/p>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Kq0jb7h_JtE\/WepKf-wMkDI\/AAAAAAAABHY\/dzJ3b5wvRGIR6Hg-8Srb2PP8c9FfM_5EQCEwYBhgL\/s1600\/mapa%2Bblog.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" data-original-height=\"379\" data-original-width=\"694\" height=\"174\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Kq0jb7h_JtE\/WepKf-wMkDI\/AAAAAAAABHY\/dzJ3b5wvRGIR6Hg-8Srb2PP8c9FfM_5EQCEwYBhgL\/s320\/mapa%2Bblog.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">FONTE( AGUIAR, 2015)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align: justify;\"><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument>  <w:View>Normal<\/w:View>  <w:Zoom>0<\/w:Zoom>  <w:TrackMoves\/>  <w:TrackFormatting\/>  <w:HyphenationZone>21<\/w:HyphenationZone>  <w:PunctuationKerning\/>  <w:ValidateAgainstSchemas\/>  <w:SaveIfXMLInval>false<\/w:SaveIfXMLInvalid>  <w:IgnoreMixedContent>false<\/w:IgnoreMixedContent>  <w:AlwaysShowPlaceholderText>false<\/w:AlwaysShowPlaceholderText>  <w:DoNotPromoteQF\/>  <w:LidThemeOther>PT-BR<\/w:LidThemeOther>  <w:LidThemeAsian>X-NONE<\/w:LidThemeAsian>  <w:LidThemeComplexScript>X-NONE<\/w:LidThemeComplexScript>  <w:Compatibility>   <w:BreakWrappedTables\/>   <w:SnapToGridInCell\/>   <w:WrapTextWithPunct\/>   <w:UseAsianBreakRules\/>   <w:DontGrowAutofit\/>   <w:SplitPgBreakAndParaMark\/>   <w:EnableOpenTypeKerning\/>   <w:DontFlipMirrorIndents\/>   <w:OverrideTableStyleHps\/>  <\/w:Compatibility>  <m:mathPr>   <m:mathFont m:val=\"Cambria Math\"\/>   <m:brkBin m:val=\"before\"\/>   <m:brkBinSub m:val=\"&#45;-\"\/>   <m:smallFrac m:val=\"off\"\/>   <m:dispDef\/>   <m:lMargin m:val=\"0\"\/>   <m:rMargin m:val=\"0\"\/>   <m:defJc m:val=\"centerGroup\"\/>   <m:wrapIndent m:val=\"1440\"\/>   <m:intLim m:val=\"subSup\"\/>   <m:naryLim m:val=\"undOvr\"\/>  <\/m:mathPr><\/w:WordDocument><\/xml><![endif]--><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um espanto na sociedade brasileira, especialmente, atrav\u00e9s dos coment\u00e1rios nas redes sociais, quanto \u00e0 indiferen\u00e7a da m\u00eddia brasileira em rela\u00e7\u00e3o ao recente atentado na Som\u00e1lia no \u00faltimo s\u00e1bado, dia 14 de outubro de 2017, onde aproximadamente, cerca de 300 pessoas foram mortas e mais de 200 feridos (n\u00famero parcial). Mas, o que h\u00e1 de t\u00e3o espantoso? A indiferen\u00e7a? A n\u00e3o cobertura midi\u00e1tica devida? Por ser o maior atentado da hist\u00f3ria p\u00f3s-11 de setembro? A n\u00e3o campanha: Rezem pela Som\u00e1lia? N\u00e3o h\u00e1 nada de novo, pelo contr\u00e1rio, a hist\u00f3ria da m\u00eddia brasileira \u00e9 caracterizada pelo racismo, pelos m\u00faltiplos preconceitos, por vis\u00f5es alinhadas aos grandes circuitos comunicacionais dos pa\u00edses europeus e norte-americano. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A maneira como opera a m\u00eddia brasileira, em sua grande maioria, est\u00e1 alinhada a coopera\u00e7\u00e3o Norte-Sul (numa vis\u00e3o cr\u00edtica: imperialismo cultural), principalmente, a partir das ag\u00eancias de not\u00edcias internacionais (contexto do capital monopolista, cuja produ\u00e7\u00e3o e o sistema operacional t\u00eam como alicerce o sistema fordista &#8211; ou seja, de produ\u00e7\u00e3o em massa), onde h\u00e1 uma pasteuriza\u00e7\u00e3o e uma retroalimenta\u00e7\u00e3o das not\u00edcias, das reportagens produzidas, exportadas e compradas por nossas m\u00eddias (AGUIAR, 2015).  <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name='more'><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As linhas editoriais dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam como origem uma vis\u00e3o colonial, em certa medida, um complexo de vira-lata. A vis\u00e3o colonial que impera nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, permite que as imagens, os discursos e as narrativas que circulam sistematicamente exer\u00e7am diferentes formas de viol\u00eancia (ps\u00edquica, simb\u00f3lica etc). H\u00e1 uma constante despersonifica\u00e7\u00e3o, desumaniza\u00e7\u00e3o a partir das escolhas seletivas de seus respectivos personagens, \u00e2ngulos, enquadramentos. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nossas m\u00eddias (mainstream) s\u00e3o sect\u00e1rias, patrimonialistas, coronelistas, clientelistas. Em grande medida, a maioria das m\u00eddias surgiu a partir das iniciativas dos governos e das institui\u00e7\u00f5es vinculadas ao aparato estatal onde n\u00e3o h\u00e1 independ\u00eancia editorial, financeira. Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o tem tradi\u00e7\u00f5es autorit\u00e1rias e apresenta uma democracia liberal recente, e em grande parte oriunda do s\u00e9culo XX. Os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o impresso, sobretudo, apresentam baixos n\u00edveis de circula\u00e7\u00e3o. Seu funcionamento e atua\u00e7\u00e3o est\u00e3o vinculados aos c\u00e2nones da propriedade privada onde o jornalismo \u00e9 visto como uma profiss\u00e3o \u201caut\u00f4noma\u201d com alta tend\u00eancia a tecer coment\u00e1rios e opini\u00f5es. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As narrativas constru\u00eddas pelas m\u00eddias buscam por um lado espetacularizar, ou seja, estimular o conflito, a viol\u00eancia e por outro \u00e2ngulo, os meios de comunica\u00e7\u00e3o se mostram indiferentes, desumanos, principalmente, quando o pa\u00eds em quest\u00e3o (Som\u00e1lia) n\u00e3o segue e\/ou n\u00e3o aplica, a difus\u00e3o de normas que a arquitetura do Sistema Internacional aplica de modo Top-Down, a partir de um l\u00f3gica racional-legal (como se n\u00e3o houvesse patologias, disfuncionalidades e irracionalidades), vis\u00f5es desenvolvimentistas cujos alicerces est\u00e3o calcados numa vis\u00e3o de mundo moderna, ocidental, patriarcal (NGUGI WA THIONG\u2019o, 1986; SHAPIRO, 2010; MAMDANI, 2011).  <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o local, negra e mu\u00e7ulmana \u00e9 desqualificada, desumanizada, desconfigurada, um objeto, uma coisa que se vende numa prateleira de qualquer loja\/botequim. A pele negra \u00e9 um adjeto que as m\u00eddias produzem, reproduzem transvestidas, por vezes, de um \u201csentimento\u201d de solidariedade e em sua maioria por um sentimento de pena (l\u00e1stima) (ARENDT, 2009). As \u00c1fricas (especificamente Som\u00e1lia) permanecem, por meio de suas \u201chist\u00f3rias\u201d, numa rela\u00e7\u00e3o padronizada e hierarquizada, feitas por brancos de uma determinada classe social- geralmente burguesa (CAMPBELL, 2003; GALLAGNER, 2014).   <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com ressalta Bhabha (2010), as hist\u00f3rias contadas e transmitidas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m (re) afirmam a segrega\u00e7\u00e3o na medida em que o branco \u00e9 visto como um her\u00f3i (protetor salvacionista), enquanto que o negro \u00e9 retratado como dem\u00f4nio, v\u00edtima (por vezes) necessitando de prote\u00e7\u00e3o. A est\u00e9tica imag\u00e9tica dos (as) negros (as) somalis n\u00e3o h\u00e1 rostos, s\u00e3o apenas massas amorfas, famintas, vulner\u00e1veis, desprotegidas e impotentes. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Considerado o maior atentado da hist\u00f3ria p\u00f3s-11 de setembro, a Som\u00e1lia continua tendo suas hist\u00f3rias contadas de modo estereotipado, desumano. H\u00e1, apenas, uma diferen\u00e7a na maneira que as hist\u00f3rias s\u00e3o contadas durante a d\u00e9cada de 1990 e p\u00f3s-anos 2000, especificamente, p\u00f3s-11 de setembro. Durante os anos de 1990, as hist\u00f3rias e personagens apontavam para as tem\u00e1ticas sobre a fome, a mis\u00e9ria. Ap\u00f3s o atentado do 11 de setembro, suas hist\u00f3rias n\u00e3o s\u00e3o tratadas t\u00e3o somente a partir da fome e da mis\u00e9ria, mas a partir das m\u00faltiplas formas de se exercer o terrorismo. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Lene Hansen (2011) j\u00e1 nos ressaltava que as m\u00eddias atrav\u00e9s da securitiza\u00e7\u00e3o das imagens buscam produzir ambiguidades. Por interm\u00e9dio dos g\u00eaneros visuais ironia, s\u00e1tira e humor, diversas representa\u00e7\u00f5es das imagens podem ser geradas. Uma das formas de securitiza\u00e7\u00e3o visual d\u00e1-se pelo discurso tradicional da seguran\u00e7a, no qual o Outro \u00e9 estigmatizado como dem\u00f4nio, b\u00e1rbaro, mal\u00edgno e amea\u00e7ador (somali). Por fim, \u201cconcluo\u201d, que n\u00e3o h\u00e1 nada de espantoso na maneira que as m\u00eddias refletem por meio de suas not\u00edcias suas viol\u00eancias, anseios, preconceitos, racismo, xenofobia etc. Elas apenas refletem em certa medida muito da nossa realidade, na maneira como nos comportamos e no modo, como exercemos nossas seletividades e idiossincrasias. <\/div>\n<p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p>\n<p>AGUIAR, Pedro. \u201cMarx Explica a Reuters: a economia pol\u00edtica das ag\u00eancias de not\u00edcias\u201d. In. SILVA JR, Jos\u00e9 Afonso da; ESPERIDI\u00c3O, Maria Cleidejane; AGUIAR, Pedro (Org.). <b>Ag\u00eancias de Not\u00edcias:<\/b> Perspectivas Contempor\u00e2neas. Recife: Editora UFPE, 2015.<\/p>\n<p>BOURDIEU, Pierre. <b>Sobre a Televis\u00e3o<\/b>. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2004.<\/p>\n<p>CAMPBELL, David. Salgado and the Sahel- Documentary Photography and the Imaging of Famine In DEBRIX, Francois; WEBER, Cynthia. <b>Rituals of mediation:<\/b> international politics and social meaning. USA: University of Minnesota Press, 2003.<\/p>\n<p>GALLAGHER, Julia. Theorising image: a relational approach. In GALLAGHER, Julia. <b>Images of Africa:<\/b> Creation, negotiation and subversion. Manchester University Press 2015.<\/p>\n<p>HANSEN, Lene. Theorizing the image for Security Studies:  Visual securitization and the Muhammad Cartoon Crisis. <b>European Journal of International Relations<\/b>, 17: 51, 2011.<\/p>\n<p>MAHMOOD, Mamdani. <b>When victims become killers:<\/b> colonialism, nativism, and the genocide in Rwanda. New Jersey: Princeton University Press, 2001.<\/p>\n<p>NGUGI WA THIONG\u2019o. <b>Decolonizing the Mind. The Politics of Language in African Literature<\/b>, London: James Currey, Nairobi: Heinemann Kenya, New Hampshire: Heinemann, 1986.<\/p>\n<p>SHAPIRO, Michael. <b>Cinematic Geopolitics<\/b>. London: Routledge, 2009.<\/p>\n<div style=\"line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;\"><i><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6495462090498482\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Pablo Victor Fontes<\/b><\/a> \u00e9 Doutorando em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (IRI\/PUC-RIO). Mestre pelo Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGRI\/UERJ)- 2017. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) &#8211; 2012. Bacharel em Comunica\u00e7\u00e3o Social &#8211; Audiovisual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) -2011. Fui Professor Colaborador da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2015-2017). Fui o primeiro colocado no Pr\u00eamio FUJB em Extens\u00e3o Universit\u00e1ria UFRJ-2011. Fui assistente de pesquisa pelo LABMUNDO- Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise Pol\u00edtica Mundial (2013-2016). Fui pesquisador do LEMEP &#8211; Laborat\u00f3rio de Estudos de M\u00eddia e Esfera P\u00fablica (2015-2016) e pesquisador pelo grupo de pesquisa Integra\u00e7\u00e3o Sul: autonomia e desenvolvimento (UFRJ). Vice -Coordenador do Laborat\u00f3rio dos Estudos de M\u00eddia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (LEMRI\/UFRJ). Filiado \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (ABRI), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica (ABCP), a Latin American Studies Association (LASA) e a International Studies Association (ISA).Temas de Interesse: Seguran\u00e7a Internacional, Quest\u00f5es Humanit\u00e1rias, P\u00f3s-Colonialismo, M\u00eddia, Est\u00e9tica, Cultura e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. <\/i><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 4 | N\u00famero 41 | Out. 2017 Por Pablo Victor Fontes FONTE(<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[655],"tags":[],"class_list":["post-1685","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1685"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1685\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2084,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1685\/revisions\/2084"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}