{"id":1721,"date":"2016-11-14T14:06:00","date_gmt":"2016-11-14T16:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1721"},"modified":"2022-05-05T00:30:50","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:50","slug":"opiniao-publica-e-a-entrada-do-brasil-na-primeira-guerra-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1721","title":{"rendered":"Opini\u00e3o p\u00fablica e a entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial"},"content":{"rendered":"<div>Por Jessika Cardoso de Medeiros<\/div>\n<div><\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/3\/3e\/Venceslau_Br%C3%A1s_declara_guerra_1917.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"203\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/3\/3e\/Venceslau_Br%C3%A1s_declara_guerra_1917.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Wikipedia: <span><span><span lang=\"pt\">Desconhecido<\/span><\/span> &#8211; <span>Arquivo Pl\u00ednio Doyle. Fotografia reproduzida em <i>Venceslau Br\u00e1s, 9\u00ba presidente do Brasil<\/i>. S\u00e9ria Os Presidentes de H\u00e9lio Silva.<\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">A pol\u00edtica externa brasileira da Primeira Rep\u00fablica \u00e9 marcada pela atua\u00e7\u00e3o impar do Bar\u00e3o do Rio Branco como Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, fato esse que tende a ofuscar outros momentos importantes que marcaram as rela\u00e7\u00f5es internacionais do pa\u00eds, tais como a decis\u00e3o do governo brasileiro em contribuir com os esfor\u00e7os de guerra dos Aliados durante a Primeira Guerra Mundial. Wenceslau Braz, em seu primeiro pronunciamento como presidente da Rep\u00fablica ao Congresso Nacional, em 1915, reafirmou o compromisso de seu governo com a neutralidade no conflito internacional (BRAZ, 1915, p.8-9).<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">A Primeira Guerra Mundial, ocorrida de 1914 a 1918, foi o primeiro marco significativo na Hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX. Mesmo com suas batalhas ocorrendo em sua maioria no territ\u00f3rio europeu, o conflito teve a participa\u00e7\u00e3o de pa\u00edses como o Brasil, \u00fanico pa\u00eds sul-americano a entrar na guerra. A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial envolveu quest\u00f5es de interesses econ\u00f4micos, pol\u00edticos e tamb\u00e9m por ter uma rela\u00e7\u00e3o de \u201cdepend\u00eancia\u201d comercial com os pa\u00edses europeus e o mercado norte-americano. <\/p>\n<p>A literatura tradicional de pol\u00edtica externa brasileira trata a entrada do pa\u00eds na Primeira Guerra Mundial a partir de tr\u00eas raz\u00f5es principais: a press\u00e3o da sociedade brasileira por respostas aos ataques a embarca\u00e7\u00f5es nacionais; a garantia dos interesses econ\u00f4micos dos cafeicultores; e a manuten\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o de prestigio da pol\u00edtica externa brasileira no sistema internacional. O objetivo do post \u00e9 abordar a partir do papel da m\u00eddia na decis\u00e3o da pol\u00edtica externa brasileira, destacando a necessidade do governo brasileiro em dar uma resposta \u00e0 sociedade em rela\u00e7\u00e3o aos ataques alem\u00e3es as embarca\u00e7\u00f5es nacionais. <\/p>\n<p><a name='more'><\/a>O Brasil conseguiu manter-se neutro at\u00e9 1917, apesar das press\u00f5es exercidas pelos Estados Unidos e pa\u00edses europeus, como Reino Unido e Fran\u00e7a, com os quais o pa\u00eds mantinha estreita rela\u00e7\u00f5es comerciais. Entretanto, em 1917, a press\u00e3o externa e fatores de origem interna, levaram o pa\u00eds sul-americano a escolher pelo lado da Entente na guerra.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o do conflito, o pa\u00eds come\u00e7ou sentir as suas consequ\u00eancias, iniciando pela economia e posteriormente gerando insatisfa\u00e7\u00e3o da sociedade. No \u00e2mbito econ\u00f4mico, os pa\u00edses beligerantes j\u00e1 n\u00e3o realizavam tantas compras de sacas de caf\u00e9 como antes e o Brasil estava sofrendo com a diminui\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o de manufaturados. Assim, ocorre a diminui\u00e7\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o das vendas, os pre\u00e7os de manufaturados e dos combust\u00edveis aumentaram e a sociedade sofria com essas oscila\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. <\/p>\n<p>Os problemas or\u00e7ament\u00e1rios foram alvo de explica\u00e7\u00f5es por parte do presidente Wenceslau Braz, em sua mensagem ao Congresso Nacional no ano de 1916:<\/p>\n<blockquote><p>S\u00ed ainda \u00e9 elevado o or\u00e7amento da despesa deste anno, deve ser o facto levado \u00e1 conta da inclus\u00e3o no or\u00e7amento das verbas para todos os servi\u00e7os (o que anteriormente n\u00e3o se fazia) e do grande augmento do servi\u00e7o de juros, determinado pelas emiss\u00f5es de t\u00edtulos para a liquida\u00e7\u00e3o dos exerc\u00edcios anteriores a 1915 e resgate da metade dos t\u00edtulos-ouro tambem emittidos para os fins acima indicados. (BRAZ, 1916)<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Um dos fatores determinantes para que a popula\u00e7\u00e3o dos grandes centros urbanos tomasse algum posicionamento quanto \u00e0 causa aliada foi a forte influ\u00eancia europeia, principalmente francesa, e a atua\u00e7\u00e3o da imprensa fluminense, como propagandista de qual lado dos pa\u00edses beligerantes o Brasil deveria apoiar e formador da opini\u00e3o p\u00fablica. <\/p>\n<p>A imprensa fluminense atuava como um \u201cQuarto Poder\u201d dentro da sociedade, tal express\u00e3o surge devido \u00e0 exist\u00eancia dos outros tr\u00eas poderes inerentes \u00e0 sociedade (Poder Legislativo, Executivo e Judici\u00e1rio). As m\u00eddias foram atribu\u00eddas o poder de influenciar as decis\u00f5es de eleitores, ajudar ou prejudicar os candidatos e influir na opini\u00e3o p\u00fablica em momentos decisivos. Na medida em que os procedimentos influenciam a percep\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o do p\u00fablico, provocando rea\u00e7\u00f5es tanto de apoio ou estimulando a rejei\u00e7\u00e3o a determinadas propostas ou atividades pol\u00edticas (CUNHA e FIGUEIRAS, 2012, p. 140). <\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1915, foi fundada no Rio de Janeiro, a \u201cLiga Brasileira pelos Aliados\u201d (PIRES, 2011: 2012), uma associa\u00e7\u00e3o que reunia entre seus membros importantes figuras do cen\u00e1rio pol\u00edtico-cultural da capital federal, contava com o apoio das na\u00e7\u00f5es Aliadas, que por meio de cartas mantinham contato e enviavam correspondentes para auxiliar os membros da Liga. Essa tinha por objetivo apoiar a causa aliada no Brasil, atuou at\u00e9 o ano de 1919, quando foi dissolvida. <\/p>\n<p>Essa Liga contava com a participa\u00e7\u00e3o de importantes nomes da intelectualidade brasileira, como Rui Barbosa, Gra\u00e7a Aranha, Ant\u00f4nio Azeredo, Pedro Lessa, Olavo Bilac, entre outros. Como esses, em sua maioria, possu\u00edam um acesso livre ou facilitado aos meios de comunica\u00e7\u00e3o, principalmente jornais, faziam circular com muita agilidade seus ideais e criticas aos n\u00e3o adeptos da causa aliada. Al\u00e9m disso, foram feitos festas e concertos com o intuito de arrecadar fundos para os soldados que estavam no front e contribui\u00e7\u00f5es para a Cruz Vermelha auxiliar os franceses, palestras gratuitas para a popula\u00e7\u00e3o foram ministradas por franceses, no qual, esses expunham as perversidades dos alem\u00e3es. <\/p>\n<p>O <i>Jornal do Comm\u00e9rcio <\/i>e o<i> Jornal do Brasil<\/i> eram os dois principais jornais da capital e, segundo L\u00edvia Pires (2012) ambos traziam boletins sobre manifesta\u00e7\u00f5es e atividades desenvolvidas pela Liga. Al\u00e9m dessa fun\u00e7\u00e3o de alerta sobre o que acontecia dentro da Liga, a propaganda em favor dos aliados era um ponto chave nas publica\u00e7\u00f5es dos jornais fluminenses, ou seja, eles foram moldando a opini\u00e3o p\u00fablica com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra. Como disse Winston Churchill: \u201cN\u00e3o existe opini\u00e3o p\u00fablica, existe opini\u00e3o publicada\u201d. Essa cita\u00e7\u00e3o se encaixa perfeitamente, pois de tanto que a popula\u00e7\u00e3o recebeu criticas negativas com rela\u00e7\u00e3o aos alem\u00e3es, noticias sobre a Guerra em curso, que esse virou assunto comum na sociedade brasileira.  <\/p>\n<p>Contudo a Liga tamb\u00e9m recebeu cr\u00edticas, algumas publicadas no Jornal do Comm\u00e9rcio, como respostas aos boletins. Essas cr\u00edticas exaltavam o car\u00e1ter contradit\u00f3rio entre a \u201cLiga Brasileira pelos Aliados\u201d e o posicionamento neutro do Brasil no conflito. Entretanto ela j\u00e1 tinha constru\u00eddo sua influ\u00eancia dentro da sociedade, a mesma chegou a fazer um documento e enviou ao Congresso Nacional, pedindo um maior controle na imigra\u00e7\u00e3o e nas col\u00f4nias alem\u00e3s existentes em territ\u00f3rio brasileiro. <\/p>\n<p>No come\u00e7o do ano de 1917, come\u00e7ou uma s\u00e9rie de acontecimentos que culminaram na declara\u00e7\u00e3o do estado de guerra contra a Alemanha, satisfa\u00e7\u00e3o por parte dos integrantes da Liga e da popula\u00e7\u00e3o, que a cada navio afundado cobrava uma postura mais agressiva do governo brasileiro. No dia 31 de Janeiro, o governo alem\u00e3o notificou o Brasil, por meio de um representante em Berlim, do bloquei naval da Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Mediterr\u00e2neo Oriental, e que atuaria sem aviso pr\u00e9vio ou restri\u00e7\u00f5es, ou seja, qualquer navio que entrasse em territ\u00f3rio do bloqueio seria afundado. <\/p>\n<p>Esse aviso alem\u00e3o obrigou o presidente brasileiro a se pronunciar mais energicamente, como est\u00e1 registrado na Mensagem ao Congresso Nacional no ano de 1917 em que diz \u201cPoucos dias depois notificamos ao Governo Allem\u00e3o que o torpedeamento de navio brasileiro em qualquer mar e sob qualquer pretexto importaria na ruptura de nossas rela\u00e7\u00f5es.\u201d (BRAZ, 1917) <\/p>\n<p>No in\u00edcio do m\u00eas de Abril, o paquete Paran\u00e1, que navegava perto da Fran\u00e7a em mar largo, foi torpedeado por um submarino alem\u00e3o, que n\u00e3o prestou qualquer socorro \u00e0s v\u00edtimas. Esse afundamento teve uma ampla repercuss\u00e3o na opini\u00e3o p\u00fablica brasileira, tanto que no dia 11 de Abril, o Brasil rompe suas rela\u00e7\u00f5es comerciais e diplom\u00e1ticas com a Alemanha. Mais dois navios brasileiros s\u00e3o afundados, o que leva o Brasil no dia 1\u00b0 de Junho a revogar seu estado de neutralidade em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses beligerantes. <\/p>\n<p>Mais uma vez, o presidente Wenceslau Braz se v\u00ea for\u00e7ado a reagir, dessa vez com uma medida mais radical e com total apoio da popula\u00e7\u00e3o, como deixa claro em outra parte da Mensagem ao Congresso Nacional no ano de 1917:<\/p>\n<blockquote><p>Dado o torpedeamento do vapor brasileiro \u201cParan\u00e1\u201d, s\u00f3 esperamos que em inqu\u00e9rito regularmente feito fosse apurado o facto para declararmos, como declaramos a ruptura de rela\u00e7\u00f5es com o Imp\u00e9rio Allem\u00e3o. Diz-me a consciencia que nesta delicada conjuctura o Governo, sem precipita\u00e7\u00f5es e sem excessos, procurou cumprir leal e dignamente o seu dever; e as manifesta\u00e7\u00f5es francas e inequ\u00edvocas que recebeu da grande maioria da opini\u00e3o nacional s\u00e3o uma eloquente demonstra\u00e7\u00e3o de que a na\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhe recusou o seu apoio e solidariedade. (BRAZ, 1917) <\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A declara\u00e7\u00e3o do estado de guerra contra a Alemanha ocorre ap\u00f3s o torpedeamento e pris\u00e3o do comandante de um vapor mercante, em 25 de Outubro do mesmo ano. O presidente Wenceslau Braz sancionou o reconhecimento do Brasil em estado de guerra, e assim o pa\u00eds foi o \u00fanico sul-americano a entrar na Guerra.<\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">&nbsp; <\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">Refer\u00eancias<\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">BONOW, Stefan Chamorro. As Listas Negras e a Grande Guerra: Repercuss\u00f5es sobre Capital e Trabalho Germ\u00e2nicos em Porto Alegre. Revista Mundos do Trabalho. Vol. 2, n\u00b0 4. Santa Catarina, ago\/dez 2010. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/periodicos.ufsc.br\/index.php\/mundosdotrabalho\/article\/download\/1984-9222.2010v2n4p280\/17237\">https:\/\/periodicos.ufsc.br\/index.php\/mundosdotrabalho\/article\/download\/1984-9222.2010v2n4p280\/17237<\/a> &gt; Acessado em 16 set. 2015. <\/p>\n<p>BUENO, Clodoaldo. <i>Pol\u00edtica externa da Primeira Rep\u00fablica: os anos de apogeu (1902 a 1918)<\/i>. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 2003. <\/p>\n<p>CERVO, Amado; BUENO, Clodoaldo. <i>Hist\u00f3ria da pol\u00edtica externa brasileira.<\/i> 3.ed.amp. Bras\u00edlia: UNB, 2010. <\/p>\n<p>CUNHA, Isabel Ferin; FIGUEIRAS, Rita. Elei\u00e7\u00f5es e comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nas democracias ocidentais. In: CIMJ (Org.). <i>Pesquisa em Media e Jornalismo:<\/i> Homenagem a Nelson Traquina. Portugal: Labcom, 2012. p. 140-157. <\/p>\n<p>MENDON\u00c7A, Valterian Braga. <i>A experi\u00eancia estrat\u00e9gica brasileira na Primeira Guerra Mundial, <\/i>1914-1918. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Filosofia, UFF, Niter\u00f3i, 2008, 137 p. <\/p>\n<p>MOTTA, M\u00e1rcia Maria. A Primeira Guerra Mundial. In: REIS FILHO, Daniel Aar\u00e3o; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (org). <i>O s\u00e9culo XX: o tempo das incertezas, da forma\u00e7\u00e3o do capitalismo \u00e0 Primeira Guerra Mundial.<\/i> Rio de Janeiro: Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2000. p. 231-252. <\/p>\n<p>PIRES, L\u00edvia Claro. Pela na\u00e7\u00e3o e civiliza\u00e7\u00e3o: a Liga Brasileira pelos Aliados e o Brasil na Primeira Guerra Mundial. <i>Anais do XV Encontro Regional de Hist\u00f3ria da ANPUH-Rio<\/i>. Rio de Janeiro, jul. 2012. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.encontro2012.rj.anpuh.org\/resource%20s\/anais\/15\/1338430475_ARQUIVO_Texto.pdf\">http:\/\/www.encontro2012.rj.anpuh.org\/resource s\/anais\/15\/1338430475_ARQUIVO_Texto.pdf<\/a> &gt; Acessado em 07 ago. 2013. <\/p>\n<p>VINHOSA, Francisco Luiz Teixeira. <i>O Brasil e a Primeira Guerra Mundial. <\/i>Rio de Janeiro: Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro, 1990.<\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b><br \/><\/b><b>Fontes<\/b><\/p>\n<p>BRAZ, Wenceslau. Mensagem Presidencial apresentada ao Congresso Nacional em 1915. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/presidencia\/ex-presidentes\/wenceslau-braz\/mensagens-ao-congresso\/mensagem-ao-congresso-nacional-na-abertura-da-primeira-sessao-da-nona-legislatura-1915\">http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/presidencia\/ex-presidentes\/wenceslau-braz\/mensagens-ao-congresso\/mensagem-ao-congresso-nacional-na-abertura-da-primeira-sessao-da-nona-legislatura-1915<\/a> &gt; Acessado em 07 de agosto de 2013. <\/p>\n<p>BRAZ, Wenceslau. Mensagem Presidencial apresentada ao Congresso Nacional em 1916. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/presidencia\/ex-presidentes\/wenceslau-braz\/mensagens-ao-congresso\/mensagem-ao-congresso-nacional-na-abertura-da-segunda-sessao-da-nona-legislatura-1916\">http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/presidencia\/ex-presidentes\/wenceslau-braz\/mensagens-ao-congresso\/mensagem-ao-congresso-nacional-na-abertura-da-segunda-sessao-da-nona-legislatura-1916<\/a> &gt; Acessado em 07 de agosto de 2013. <\/p>\n<p>BRAZ, Wenceslau. Mensagem Presidencial apresentada ao Congresso Nacional em 1917. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/presidencia\/ex-presidentes\/wenceslau-braz\/mensagens-ao-congresso\/mensagem-ao-congresso-nacional-na-abertura-da-terceira-sessao-da-nona-legislatura-1917\">http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/presidencia\/ex-presidentes\/wenceslau-braz\/mensagens-ao-congresso\/mensagem-ao-congresso-nacional-na-abertura-da-terceira-sessao-da-nona-legislatura-1917<\/a> &gt; Acessado em 07 de agosto de 2013. <\/p>\n<p>BRAZ, Wenceslau. Mensagem Presidencial apresentada ao Congresso Nacional em 1918. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/presidencia\/ex-presidentes\/wenceslau-braz\/mensagens-ao-congresso\/mensagem-ao-congresso-nacional-na-abertura-da-primeira-sessao-da-decima-legislatura-1918\">http:\/\/www.biblioteca.presidencia.gov.br\/presidencia\/ex-presidentes\/wenceslau-braz\/mensagens-ao-congresso\/mensagem-ao-congresso-nacional-na-abertura-da-primeira-sessao-da-decima-legislatura-1918<\/a> &gt; Acessado em 07 de agosto de 2013.  <\/p>\n<p>O IMPARCIAL. O caf\u00e9 considerado contrabando de guerra!. N\u00b0892,Rio de Janeiro: 1915, pp. 2. <\/p>\n<p>O IMPARCIAL. Importante nota dirigida pelo ministro plenipotenci\u00e1rio do Brasil na Inglaterra sir Edward Grey,sobre as restric\u00e7\u00f5es impostas pelo governo inglez ao commercio de caf\u00e9. N \u00b0 907, Rio de Janeiro: 1915, pp. 4.<\/p><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 12.0pt; text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 12.0pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , &quot;serif&quot;; font-size: 12.0pt;\"><i><b>Jessika Cardoso de Medeiros<\/b> \u00e9 granduanda do curso de Defesa e&nbsp; Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Realiza pesquisas na \u00e1rea da Comunica\u00e7\u00e3o Social e Seguran\u00e7a Internacional.<\/i><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jessika Cardoso de Medeiros Wikipedia: Desconhecido &#8211; Arquivo Pl\u00ednio Doyle. 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