{"id":1729,"date":"2016-08-01T08:00:00","date_gmt":"2016-08-01T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1729"},"modified":"2022-05-05T00:30:50","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:50","slug":"desequilibrios-globais-moeda-estatal-e-demanda-efetiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1729","title":{"rendered":"Desequil\u00edbrios globais, moeda estatal e demanda efetiva"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">Por Andr\u00e9 Saboya<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-WPxsFlOROR4\/V54PIRRjtEI\/AAAAAAAABLg\/iyfR7IH6HWwsg0jTwa47fqAPJw0I2RYBACLcB\/s1600\/economia_crise.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-WPxsFlOROR4\/V54PIRRjtEI\/AAAAAAAABLg\/iyfR7IH6HWwsg0jTwa47fqAPJw0I2RYBACLcB\/s1600\/economia_crise.jpg\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Imagem:&nbsp;mozreal.com<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O fen\u00f4meno dos desequil\u00edbrios globais refere-se ao aumento dos super\u00e1vits e dos d\u00e9ficits em conta corrente em n\u00edvel mundial. No per\u00edodo anterior \u00e0 crise de 2008, esse desequil\u00edbrio aumentou com o aumento dos d\u00e9ficits dos grandes pa\u00edses importadores e dos super\u00e1vits dos grandes pa\u00edses exportadores. A suscetibilidade da economia mundial \u00e0 crise aumenta caso os gastos relacionados a essas trocas internacionais n\u00e3o sejam sustentados. Esse fen\u00f4meno pode ser explicado pelos conceitos de moeda estatal e demanda efetiva.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Sob a perspectiva dos desequil\u00edbrios globais, o crescimento da economia mundial nos \u00faltimos anos, principalmente no per\u00edodo anterior \u00e0 crise de 2008, tem sido acompanhado por um aumento do desequil\u00edbrio entre as contas correntes dos pa\u00edses. Em per\u00edodos de crescimento econ\u00f4mico, os grandes pa\u00edses exportadores (Alemanha, Jap\u00e3o, China,) exportam (ofertam) mais, enquanto os grandes pa\u00edses importadores (Estados Unidos e outros pa\u00edses europeus) importam (demandam) mais. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos, respons\u00e1vel por garantir a liquidez internacional, garante o crescimento econ\u00f4mico ao ofertar mais moeda do que demanda.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a name='more'><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">Gr\u00e1fico 1: Desequil\u00edbrios globais de pa\u00edses selecionados<\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-N4WqYZBcANM\/V54Ni9L5yjI\/AAAAAAAABLU\/uhdP01zDODwPRn7QpaWK8Chc0KLfaLpEgCLcB\/s1600\/grafico%2Bandre.png\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"400\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-N4WqYZBcANM\/V54Ni9L5yjI\/AAAAAAAABLU\/uhdP01zDODwPRn7QpaWK8Chc0KLfaLpEgCLcB\/s400\/grafico%2Bandre.png\" width=\"382\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: &quot;times new roman&quot; , serif; font-size: 13.3333px; line-height: 20px; text-indent: 37.7953px;\">Fonte: &lt;https:\/\/www.imf.org\/external\/pubs\/ft\/weo\/2014\/02\/pdf\/c4.pdf&gt;<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div align=\"center\" style=\"line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center; text-indent: 1.0cm;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dentro do conceito da Moeda Estatal ou perspectiva chartalista da moeda, defendida por Knapp<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftn1\">[1]<\/a>, a moeda n\u00e3o \u00e9 uma mercadoria, mas uma unidade de conta definida pelo Estado. A moeda n\u00e3o precisa de uma reserva de ouro ou prata para se sustentar, como se defende na teoria cl\u00e1ssica sobre moeda. A demanda por moeda \u00e9 garantida pela cobran\u00e7a de impostos (o Estado viabiliza o pagamento de impostos por meio da viol\u00eancia), de modo que todos os setores da sociedade submetidos ao controle estatal s\u00e3o obrigados a aceitar a moeda emitida pelo Estado. O Estado, portanto, possui mais liquidez do qualquer outro agente intra-estatal para saldar suas d\u00edvidas e gerar gastos, pois controla a moeda aceita por todos. Al\u00e9m disso, para o sistema monet\u00e1rio funcionar, o Estado n\u00e3o pode demandar recorrentemente mais moeda do que o setor privado, para n\u00e3o acabar com a liquidez na economia (como afirmado anteriormente, os impostos servem para gerar demanda por moeda e, n\u00e3o, para financiar o Estado)<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No sistema interestatal contempor\u00e2neo, a moeda internacional aceita por quase todos os Estados \u00e9 o d\u00f3lar americano, de modo que os Estados Unidos possuem mais liquidez do que todos os outros Estados e precisam ofertar mais moeda do que demandam para que o sistema monet\u00e1rio internacional funcione com crescimento. Em larga medida, a aceita\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar tamb\u00e9m depende do poder de coer\u00e7\u00e3o norte-americano, exercido pela capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o militar em qualquer ponto no planeta. A demanda global por t\u00edtulos e moeda americanos \u00e9, assim, consequ\u00eancia da imposi\u00e7\u00e3o da d\u00edvida estadunidense sobre os demais pa\u00edses do mundo<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dentro da zona do euro tamb\u00e9m h\u00e1 uma moeda aceita por todos os Estados europeus e a liquidez \u00e9 garantida por meio de uma expans\u00e3o do cr\u00e9dito, por\u00e9m, a moeda n\u00e3o \u00e9 controlada por um ente estatal, o que prejudica a autonomia de gasto europeu e torna a economia da zona do euro mais suscet\u00edvel a crises quando comparada \u00e0 estadunidense<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftn4\">[4]<\/a>.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dentro do conceito de demanda efetiva, em que se prop\u00f5e que o crescimento econ\u00f4mico depende de um crescimento da demanda, o crescimento mundial depende do aumento da demanda e, em grande medida, da demanda dos maiores importadores mundiais, Estados Unidos e Europa. O aumento do consumo gera um aumento mais do que proporcional na economia mundial, devido ao efeito multiplicador do consumo, como defendido por Kalecki<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftn5\">[5]<\/a> e Keynes<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftn6\">[6]<\/a>.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Sob a perspectiva de ambos os conceitos, se percebe que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o direta entre liquidez e demanda, de modo que o Estado que possuir mais liquidez \u2013 ou seja, que controla a moeda aceita por todos \u2013 pode gerar mais renda, mais gastos e, portanto, maior demanda. Quando os Estados Unidos expandem seus gastos, h\u00e1 um aumento do crescimento mundial, pois h\u00e1 maior liquidez no sistema; quando eles retraem esses gastos, h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o do crescimento mundial. A demanda mundial por moeda americana resulta na depend\u00eancia dos demais pa\u00edses do mundo por maiores gastos estadunidenses, de modo que o crescimento mundial tende a gerar maiores desequil\u00edbrios globais e maiores perspectivas de crises, caso esses gastos n\u00e3o sejam sustentados.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na Europa, a capacidade dos Estados importadores voltarem ao patamar anterior de consumo ainda n\u00e3o foi restabelecida devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e aos planos de austeridade que prejudicam a renda, a demanda desses pa\u00edses, e, portanto, o crescimento de todo o continente. O problema da moeda supranacional como instrumento do Estado encontra-se mal resolvido, portanto, pois a falta de expans\u00e3o monet\u00e1ria representa, na pr\u00e1tica, uma restri\u00e7\u00e3o externa aos pa\u00edses endividados. A posi\u00e7\u00e3o europeia como importadora l\u00edquida mundial pode tornar-se um problema maior, caso a capacidade europeia de gerar gastos n\u00e3o seja modificada.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Esse padr\u00e3o de crescimento a partir dos gastos dos Estados Unidos e da Europa poderia se transformar com a aceita\u00e7\u00e3o de outras moedas e a imposi\u00e7\u00e3o de outros sistemas de d\u00edvida no mundo que pudessem rivalizar com o d\u00f3lar e com os Estados Unidos. Essa perspectiva de mudan\u00e7a, contudo, continua distante.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>Andr\u00e9 Saboya<\/b> \u00e9 pesquisador bolsista na ENSP-Fiocruz, mestre em Economia Pol\u00edtica Internacional pela UFRJ e bacharel em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela PUC-Rio.<\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<div><!--[if !supportFootnotes]--><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/><!--[endif]--> <\/p>\n<div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><!--[if !supportFootnotes]--><br \/><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1] KNAPP, J.F. The State Theory of Money. Londres: MacMillan 1924.<\/a><br \/><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[2] Cf. GRAEBER, D. Debt: the First 5000 Years. Nova Iorque: Melville, 2011; e WRAY, L.R. Modern Monetary Theory: A primer on Macroeconomics for Sovereign Monetary Systems, Nova Iorque: Palgrave MacMillan, 2015.<\/a><br \/><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[3] FIORI, J.L. O poder americano. Petr\u00f3polis: Vozes, 2007<\/a><br \/><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[4] LUCARELLI, B. The Euro: A Chartalist Critique. International Journal of Political Economy, n. 44, v. 1, 2015.<\/a><br \/><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[5] KALECKI, M. Teoria da din\u00e2mica econ\u00f4mica. S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1977.<\/a><br \/><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><\/a><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/Moeda%20estatal%20e%20demanda%20efetiva%20em%20n%C3%ADvel%20global.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[6] KEYNES, J.M. Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1996.<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Saboya Imagem:&nbsp;mozreal.com O fen\u00f4meno dos desequil\u00edbrios globais refere-se ao aumento dos<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[654],"tags":[],"class_list":["post-1729","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1729"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1729\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2193,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1729\/revisions\/2193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}