{"id":1732,"date":"2016-07-18T18:15:00","date_gmt":"2016-07-18T21:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1732"},"modified":"2022-05-05T00:30:50","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:50","slug":"uma-nova-dama-de-ferro-a-ascensao-de-theresa-may-ao-gabinete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1732","title":{"rendered":"Uma nova Dama de Ferro? A ascens\u00e3o de Theresa May ao Gabinete"},"content":{"rendered":"<p>Por M\u00e1rio Afonso Lima<\/p>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-v4WVQLJC7ds\/V40_goL4yyI\/AAAAAAAAAt0\/eh2QsAMwlH8VwCNCFpaxknzbGwQ50gEgACLcB\/s1600\/3200.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"192\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-v4WVQLJC7ds\/V40_goL4yyI\/AAAAAAAAAt0\/eh2QsAMwlH8VwCNCFpaxknzbGwQ50gEgACLcB\/s320\/3200.jpg\" width=\"320\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Theresa May. Foto: <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/commentisfree\/2016\/jul\/15\/who-is-real-theresa-may-prime-ministers-first-cabinet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The Guardian<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/i.dailymail.co.uk\/i\/pix\/2016\/07\/13\/17\/363E16A600000578-3688386-image-a-97_1468428652166.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><br \/><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ao longo das \u00faltimas semanas, o processo de integra\u00e7\u00e3o europeu e tudo sobre o futuro de uma das maiores pot\u00eancias europeias tem sido amplamente debatido. O processo do Brexit (sa\u00edda do Reino Unido do processo de integra\u00e7\u00e3o europeu) chegou a sua fase de maior tens\u00e3o em 42 anos de participa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica no bloco. A rela\u00e7\u00e3o entre o Reino Unido (RU) e a Uni\u00e3o Europeia (UE)\u00b9&nbsp; nunca foi uma rela\u00e7\u00e3o tranquila. A insularidade brit\u00e2nica, aliado com a sua pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia hegem\u00f4nica, ou pelo menos de ex-pot\u00eancia hegem\u00f4nica, aliado com a sua alian\u00e7a especial com os EUA acabaram por distanciar o RU dos demais pa\u00edses europeus. <\/p>\n<p><a name='more'><\/a><\/p>\n<p>No entanto, por mais estranha \u2013 com momentos de maior aproxima\u00e7\u00e3o e distanciamento das CE\/UE \u2013 que a rela\u00e7\u00e3o entre RU e CE\/UE seja, s\u00e3o ineg\u00e1veis os impactos de uma das partes em rela\u00e7\u00e3o a outra. A promessa de David Cameron em fazer o referendo sobre a perman\u00eancia do RU na UE \u00e9 o resultado de anos de debates e de clivagens internas que acabaram por degastar a rela\u00e7\u00e3o RUxUE. Para entender o contexto geral do Brexit e a ascens\u00e3o de Theresa May a chefia de Gabinete \u00e9 necess\u00e1ria a compreens\u00e3o sobre a \u201cestranha parceria\u201d entre RUxCE\/UE.<br \/>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o RUxCE\/UE tem suas origens em meados da d\u00e9cada de 1940 com o discurso de Churchill e no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950 as sucessivas tentativas de boicote a Comunidade Econ\u00f4mica do Carv\u00e3o e do A\u00e7o. Essa rela\u00e7\u00e3o foi marcada por uma postura brit\u00e2nica inconsistente e a consci\u00eancia relativa \u00e0 soberania, o que faz com que surja a indaga\u00e7\u00e3o dos motivos para o Reino Unido entrar no bloco europeu e neste se manter. Por diversos momentos, a percep\u00e7\u00e3o de que a associa\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia \u00e9 ben\u00e9fica para o Reino Unido foi dominante, no entanto clivagens internas frente \u00e0 quest\u00e3o europeia, acabaram por marcar momentos de inconsist\u00eancia quanto a perman\u00eancia dentro do projeto de integra\u00e7\u00e3o, levando ao referendo que ocorreu no \u00faltimo dia 23 de junho. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A aproxima\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica com o bloco europeu no in\u00edcio do processo de integra\u00e7\u00e3o foi marcada por um antagonismo brit\u00e2nico, por parte de Westminster (sede do Parlamento brit\u00e2nico), chegando a tentar boicotar a Comunidade Econ\u00f4mica Europeia. Na esfera de Whitehall (sede burocr\u00e1tica do governo), a situa\u00e7\u00e3o foi diferente, sendo poss\u00edvel notar certa repara\u00e7\u00e3o para lidar com a integra\u00e7\u00e3o, capacitando seus funcion\u00e1rios para atuar em conjunto com Bruxelas. <\/p>\n<p>A candidatura brit\u00e2nica foi o \u00faltimo recurso de um pa\u00eds que vinha decaindo e n\u00e3o via a possibilidade de n\u00e3o mais fazer parte do bloco europeu. A rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia desigual entre o Reino Unido e as Comunidades Europeias era clara na d\u00e9cada de 1960, assim como a postura francesa, personalizada na figura de De Gaulle, em vetar a entrada brit\u00e2nica no bloco por se sentir amea\u00e7ada por esta e temer a rela\u00e7\u00e3o especial existente entre RU e EUA.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a entrada brit\u00e2nica em 1973, Westminster prop\u00f4s um referendo para saber a posi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica a respeito da perman\u00eancia do Reino Unido na Comunidade Europeia. A dura pol\u00edtica de negocia\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da confronta\u00e7\u00e3o exercida por Margareth Thatcher e suas contesta\u00e7\u00f5es a PAC e ao or\u00e7amento europeu fizeram com que o Reino Unido fosse visto como um parceiro estranho. No entanto, as indaga\u00e7\u00f5es de Thatcher fizeram a Comunidade Europeia perceber que eram necess\u00e1rias reformas no bloco europeu.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 muitas vezes a principal an\u00e1lise que demonstra que a Uni\u00e3o Europeia \u00e9 um custo para o Reino Unido. No entanto, os ganhos colaterais, como a unifica\u00e7\u00e3o do mercado, os investimentos obtidos, os ganhos de escala e de localiza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, s\u00e3o maiores do que os custos, que muitas vezes fica limitado as quest\u00f5es do or\u00e7amento, e a PAC. Na quest\u00e3o da Uni\u00e3o Econ\u00f4mica Monet\u00e1ria, assim como na Zona de Schengen, o Reino Unido sempre se mostrou muito cauteloso, mas nunca excluiu a possibilidade de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No referendo do Brexit, a popula\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica se mostrou dividida, n\u00e3o s\u00f3 por faixas et\u00e1rias e por classes sociais, mas tamb\u00e9m geograficamente. Essas divis\u00f5es acabaram por impossibilitar a continuidade de David Cameron como primeiro ministro brit\u00e2nico, dando in\u00edcio a uma corrida pelo o posto de Primeiro Ministro. A corrida para assumir o posto contou com participantes pr\u00f3-Brexit (como Boris Johnson e Michael Gove) e contou com os contr\u00e1rios a sa\u00edda (como Angela Eagle), mas ap\u00f3s a terceira vota\u00e7\u00e3o, o nome de Theresa May, que j\u00e1 era sussurrado h\u00e1 algum tempo como a poss\u00edvel pr\u00f3xima Primeira Ministra, foi confirmado.<\/p>\n<p>A nova Premier brit\u00e2nica possui uma trajet\u00f3ria bem diferente do seu antecessor, e bem similar com Margareth Thatcher. Vinda de uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia, May estudou em escolas p\u00fablicas at\u00e9 entrar para a Oxford, por m\u00e9ritos escolares. Durante seus estudos em Oxford, acabou por conhecer seu marido Philip May, que era o presidente da Oxford Union, um grupo de debate que \u00e9 famoso por gerar l\u00edderes pol\u00edticos, do qual Theresa fazia parte. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o em Geografia, May foi trabalhar na City de Londres (centro financeiro londrino) e pouco tempo depois se voltou para a pol\u00edtica. Seu grande salto na carreira pol\u00edtica ocorreu em 1997 quando se tornou Membro do Parlamento por Maidenhead, posi\u00e7\u00e3o que det\u00e9m at\u00e9 hoje, sendo considerado o segundo mandato mais longo da hist\u00f3ria brit\u00e2nica. Durante a sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica, ela se engajou em campanhas pelas classes mais baixas e sempre foi considerada uma pessoa que fala verdades inconvenientes.&nbsp; May fez parte do <i>Shadow Cabinet<\/i> (gabinete formado pela oposi\u00e7\u00e3o do governo brit\u00e2nico) de 1999 at\u00e9 2010, sendo que em 2002 at\u00e9 2003 ela tamb\u00e9m foi a primeira mulher a ser eleita presidente do partido conservador. Em 2010 ela foi nomeada Secret\u00e1ria de Estado para Assuntos Internos, posto que manteve at\u00e9 a sua nomea\u00e7\u00e3o como Primeira Ministra.<\/p>\n<p>Desde nova, ela almejava se tornar a primeira mulher a ser Primeira Ministra brit\u00e2nica e por esse motivo desenvolveu uma certa antipatia com Margareth Thatcher, quando essa ascendeu a posi\u00e7\u00e3o. O fato de May ascender a posi\u00e7\u00e3o de Primeira Ministra ap\u00f3s muitos anos de busca por esse objetivo, mostra sua for\u00e7a de vontade. Como Anne Perkins \u2013 comentarista pol\u00edtica do jornal <i>The Guardian<\/i> \u2013 escreveu, a ascens\u00e3o de May foi como se \u201cao acordar descobr\u00edssemos que o nosso gatinho domesticado cresceu 100 vezes e desenvolveu um baixo rugido da noite para o dia\u201d. <\/p>\n<p>Durante o seu discurso de posse, Theresa May, falou muito diretamente para a classe trabalhadora de que o seu governo n\u00e3o iria abandon\u00e1-la, que esse seria um governo do povo e que respeitaria as decis\u00f5es e vontades do povo ingl\u00eas. Sua fala marcante \u201cBrexit significa Brexit\u201d deixa claro de que apesar dela ter apoiado a perman\u00eancia do RU na UE durante a campanha, ela entendeu a vontade do povo e descartou qualquer hip\u00f3tese de um novo referendo ou da perman\u00eancia dentro do bloco. Uma das nomea\u00e7\u00f5es mais curiosas de seu governo, foi a de Boris Johnson como Secret\u00e1rio de Estado dos Neg\u00f3cios Internacionais e da <i>Commonwealth<\/i>, o grande apoiador do Brexit, e provavelmente um dos negociadores desse processo.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo com esse discurso e seu posicionamento f\u00e9rreo a respeito do Brexit, May enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o muito mais delicada no ambiente interno do RU. Em sua primeira viagem oficial, May foi a Edimburgo negociar com Nicola Sturgeon, chefe do governo aut\u00f4nomo da Esc\u00f3cia, um posicionamento comum frente a quest\u00e3o europeia. O resultado do referendo na Esc\u00f3cia foi de que deveria permanecer na UE, diferentemente do resultado geral do referendo. Essa disparidade de vontades, refor\u00e7ou a postura separatista da Esc\u00f3cia e fez com que Sturgeon cogitasse convocar um novo referendo pela independ\u00eancia da Esc\u00f3cia, ideia que j\u00e1 foi descartada pela nova Premier brit\u00e2nica. <\/p>\n<p>A principal preocupa\u00e7\u00e3o da nova Primeira Ministra \u00e9 a integridade do RU, e para tal ela ir\u00e1 buscar posicionamentos comuns entre todas as partes do RU antes de invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa. Os pr\u00f3ximos meses ser\u00e3o de muitas negocia\u00e7\u00f5es internas e externas focando o tema de como dar sequ\u00eancia ao processo do Brexit. May acredita que o Artigo 50 n\u00e3o ser\u00e1 invocado antes do final do ano. <\/p>\n<p>Seu governo ser\u00e1 formado em sua maioria por homens, brancos, e de mais de 50 anos, ou como ela j\u00e1 vem sendo criticada, o governo conservador cl\u00e1ssico e sem grandes ideias progressistas, por\u00e9m a maioria de seu gabinete foi educado em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, o que j\u00e1 demonstra um diferencial dos governos anteriores. O que pode se perceber \u00e9 uma leve guinada da volta da direita mais tradicional, em alguns aspectos o governo de May \u00e9 mais conservador do que o de seu antecessor, David Cameron. Um grande diferencial \u00e9 a for\u00e7a que Theresa May projeta devido a sua personalidade, mostrando que sua nomea\u00e7\u00e3o como Primeira Ministra n\u00e3o foi um golpe de sorte ou do acaso, mas sim uma longa estrada percorrida e planejada durante d\u00e9cadas. <\/p>\n<p>O que podemos esperar de Theresa May \u00e9 um governo forte e centrado ao redor de seu gabinete, bem diferente dos governos anteriores formados pelo \u201cConjunto de Notting Hill\u201d, um clube informal formado por jovens conservadores que acabam por se reunir ao redor de David Cameron compondo e influenciando o seu governo. As compara\u00e7\u00f5es com Margareth Thatcher s\u00e3o \u00f3bvias, ambas s\u00e3o mulheres marcantes, de personalidade forte, entrando em momentos delicados da pol\u00edtica nacional e internacional. No entanto, as similaridades acabam por a\u00ed. Diferentemente de Thatcher, May n\u00e3o \u00e9 um \u201carauto do neoliberalismo\u201d, os comentaristas acreditam que May est\u00e1 mais pr\u00f3xima a personalidade de Angela Merkel, acreditando em um Estado com certas responsabilidades para a sua sociedade e buscando se utilizar do assistencialismo para alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p>O discurso de posse de May mostrou o tom de seu governo e nos permite perceber algumas de suas pol\u00edticas para os pr\u00f3ximos meses. Ser\u00e1 necess\u00e1rio arrumar a casa e fortalecer as bases do Reino Unido, para que permane\u00e7a uma unidade forte o suficiente para garantir a maior quantidade de benef\u00edcios para o RU na negocia\u00e7\u00e3o com a UE. Ap\u00f3s esse primeiro momento, que deve durar pelo menos at\u00e9 o final do ano, May ira acionar o Artigo 50 e come\u00e7ar\u00e1 o processo de sa\u00edda da UE. Ao mesmo tempo, a Premier ir\u00e1 buscar reafirmar a posi\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica na Europa e no mundo como uma pot\u00eancia econ\u00f4mica, pol\u00edtica e militar. <\/p>\n<p>May n\u00e3o \u00e9 uma nova \u201cDama de Ferro\u201d, mas o seu estilo de negocia\u00e7\u00e3o \u2013 caracter\u00edstica marcante de Thatcher \u2013 e a sua personalidade, aliado com a sua vontade de reerguer um RU que vem enfrentando uma pesada crise econ\u00f4mica h\u00e1 quase uma d\u00e9cada, fazem com que as compara\u00e7\u00f5es sejam leg\u00edtimas. Sua ascens\u00e3o e o seu governo decidir\u00e1 muito do futuro de como s\u00e3o as Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Europa, e no mundo, e sua ascens\u00e3o j\u00e1 \u00e9 compara a de Merkel na Alemanha. De fato, o futuro do processo de integra\u00e7\u00e3o europeu se dar\u00e1 nas negocia\u00e7\u00f5es entre essas duas for\u00e7as pol\u00edticas marcadas nas personalidades fortes dessas mulheres.<\/p>\n<p>1 &#8211; Vale ressaltar que a UE s\u00f3 foi concretizada, sob esse nome, no ano de 1992, com o acordo de Maastricht. Antes da assinatura desse acordo, o bloco europeu era chamado de Comunidades Europeias, que era a uni\u00e3o entre a Comunidade Econ\u00f4mica do Carv\u00e3o e do A\u00e7o (CECA), a Comunidade Econ\u00f4mica Europeia (CEE) e a EURATOM (Energia At\u00f4mica).<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">LIMA, M. <i>Um Fardo Aceit\u00e1vel: <\/i>A rela\u00e7\u00e3o entre o Reino Unido e a Uni\u00e3o Europeia. Monografia, Unilassale-RJ, Niter\u00f3i, 2009.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MASON, R. <i>Theresa May&#8217;s cabinet:<\/i> state-educated but mostly male. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.theguardian.com\/politics\/2016\/jul\/14\/theresa-mays-cabinet-state-educated-but-mostly-male&gt; Acessado em:18\/07\/2016<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MASON, R. <i>May appoints former advisers as joint chiefs of staff<\/i>. Dispon\u00edvel em: &lt; http:\/\/www.theguardian.com\/politics\/2016\/jul\/15\/may-appoints-former-advisers-as-joint-chiefs-of-staff&gt; Acessado em:18\/07\/2016<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MAY, T.<i> Discurso de posse.<\/i> Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.tmay.co.uk\/news\/335\/theresa-s-statement-on-becoming-prime-minister&gt; Londres, 2016&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MAY, T. <i>Biography.<\/i> Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.tmay.co.uk\/biography&gt;. Acessado em: 18\/07\/2016<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">SIZA, R.<i> Negocia\u00e7\u00f5es do &#8220;Brexit&#8221; s\u00f3 arrancam com acordo da Esc\u00f3cia, diz May.<\/i> Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www.publico.pt\/mundo\/noticia\/negociacoes-do-brexit-so-arrancam-com-acordo-da-escocia-diz-may-1738436&gt;. Acessado em: 18\/07\/2016<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b>Mario Afonso Lima <\/b>\u00e9 doutorando em Economia Politica Internacional pela UFRJ. Possui Mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela UERJ (2013 &#8211; bolsista Capes) e gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pelo Centro Universit\u00e1rio La Salle &#8211; Niter\u00f3i (2009) . Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Ci\u00eancia Pol\u00edtica, com \u00eanfase em Integra\u00e7\u00e3o Internacional, Conflito, Guerra e Paz, atuando principalmente nos seguintes temas: Uni\u00e3o Europeia, teoria, ator unit\u00e1rio, entretenimento, novas formas de ensino e teorias de Integra\u00e7\u00e3o Regional.<\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por M\u00e1rio Afonso Lima Theresa May. Foto: The Guardian Ao longo das \u00faltimas<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[654],"tags":[],"class_list":["post-1732","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1732"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2195,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1732\/revisions\/2195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}