{"id":1733,"date":"2016-07-11T17:39:00","date_gmt":"2016-07-11T20:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1733"},"modified":"2022-05-05T00:30:50","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:50","slug":"reflexoes-sobre-os-conceitos-de-regiao-e-regionalismo-nos-estudos-internacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1733","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es sobre os conceitos de Regi\u00e3o e Regionalismo nos estudos internacionais"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">Por Larissa Rosevics<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A maneira como percebemos e refletimos o mundo contempor\u00e2neo, a partir de denomina\u00e7\u00f5es regionais que expressam muito mais do que aspectos geogr\u00e1ficos, pertence a uma tradi\u00e7\u00e3o acad\u00eamica constru\u00edda a partir da realidade internacional instaurada no p\u00f3s Segunda Guerra, com a ascens\u00e3o dos Estados Unidos como grande pot\u00eancia mundial e da bipolaridade com a URSS no Sistema Internacional. Conhecido como a era de \u201couro\u201d do capitalismo, os 25 anos que sucederam a Segunda Guerra Mundial foram de intenso crescimento econ\u00f4mico mundial e de decl\u00ednio do dom\u00ednio ocidental do mundo, com o surgimento dos movimentos sociais e das reivindica\u00e7\u00f5es por emancipa\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas col\u00f4nias.<\/p>\n<p><a name='more'><\/a><br \/>A conjuntura p\u00f3s Segunda Guerra de crescimento econ\u00f4mico possibilitou o aumento dos investimentos nas \u00e1reas de ensino e pesquisa e a expans\u00e3o universit\u00e1ria, das quais as Ci\u00eancias Sociais foram amplamente favorecidas, especialmente nos Estados Unidos. Dentre as principais inova\u00e7\u00f5es no campo das Ci\u00eancias Sociais p\u00f3s 1945 est\u00e1 o surgimento dos \u201cestudos de \u00e1rea\u201d, ou seja, a divis\u00e3o do mundo em \u00e1reas geogr\u00e1ficas, identificadas segundo crit\u00e9rios geogr\u00e1ficos\/ pol\u00edticos\/ econ\u00f4micos\/ socioculturais\/ hist\u00f3ricos\/ e lingu\u00edsticos, com objetivo de estabelecer estudos orientados e especializados das mesmas. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote><p><i>(&#8230;) La ideia b\u00e1sica de los estudios de \u00e1rea era muy sencilla: un \u00e1rea era una zona geogr\u00e1fica grande que supuestamente ten\u00eda alguna coherencia cultural, hist\u00f3rica y frecuentemente ling\u00fc\u00edstica. La lista que se fue formando era sumamente heterodoxa: la URSS, China (o Asia Oriental), Am\u00e9rica Latina, el Medio Oriente, \u00c1frica, Asia Meridional, Asia Sudoriental, Europa Central y Centro-oriental y, mucho m\u00e1s tarde, tambi\u00e9n Europa Occidental. En algunos pa\u00edses Estados Unidos (o Am\u00e9rica del Norte) pas\u00f3 a ser igualmente objeto de est\u00fadios de \u00e1rea. Por supuesto que no todas las universidades adoptaran exactamente estas categor\u00edas geogr\u00e1ficas. Hubo muchas variaciones. (WALLERSTEIN, 1996, p.40-41)<\/i><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desta maneira, espa\u00e7os geogr\u00e1ficos do globo, antes identifica\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas, passaram a ser caracterizados tamb\u00e9m a partir das semelhan\u00e7as existentes entre os Estados que as comp\u00f5em. Wallerstein (1996) destaca que, as motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da difus\u00e3o dos \u201cestudos de \u00e1rea\u201d nos Estados Unidos, eram claras: o novo papel pol\u00edtico do pa\u00eds no cen\u00e1rio internacional gerou a necessidade de profissionais especializados capazes de fornecer informa\u00e7\u00f5es relevantes sobre cada uma dessas regi\u00f5es, especialmente em um contexto de amplia\u00e7\u00e3o progressiva das atividades pol\u00edticas e de Guerra Fria.<\/p>\n<p>A efici\u00eancia alcan\u00e7ada pelos \u201cestudos de \u00e1rea\u201d nos Estados Unidos permitiu a multiplica\u00e7\u00e3o e em certa medida, a naturaliza\u00e7\u00e3o, da ideia de regi\u00e3o (para al\u00e9m de seus aspectos geogr\u00e1ficos) e das suas constitui\u00e7\u00f5es ao redor do mundo. A difus\u00e3o dos \u201cestudos de \u00e1rea\u201d instituiu a vis\u00e3o de um mundo partido em regi\u00f5es, em que cada qual det\u00e9m caracter\u00edsticas pol\u00edticas, econ\u00f4micas e socioculturais pr\u00f3prias e distintas umas das outras.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de diferentes vari\u00e1veis na composi\u00e7\u00e3o dos estudos de cada regi\u00e3o possibilitou um ambiente prop\u00edcio para o di\u00e1logo multidisciplinar entre as diferentes \u00e1reas das Ci\u00eancias Sociais e a ado\u00e7\u00e3o de dados quantitativos nas an\u00e1lises dos pesquisadores, inclusive dos historiadores.<\/p>\n<p>Dentre as consequ\u00eancias dos \u201cestudos de \u00e1rea\u201d est\u00e1 o questionamento em rela\u00e7\u00e3o a divis\u00e3o que at\u00e9 ent\u00e3o persistia entre o \u201cmundo ocidental\u201d e o \u201cmundo n\u00e3o ocidental\u201d. Desmistificada a ideia de que em ess\u00eancia os dois mundos eram diferentes, surge a partir dos \u201cestudos de \u00e1rea\u201d um novo paradigma que, conforme Wallerstein (1996), procura demonstrar que todas as regi\u00f5es s\u00e3o iguais, mas n\u00e3o no todo. <\/p>\n<p>Trata-se da concep\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de moderniza\u00e7\u00e3o, que define a exist\u00eancia de um mesmo caminho modernizante para todos Estados e regi\u00f5es. A ideia de \u201cDesenvolvimento\u201d surge, neste contexto, como sendo o processo pelo qual cada Estado avan\u00e7a rumo \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o. A l\u00f3gica da teoria da moderniza\u00e7\u00e3o leva a cren\u00e7a de que os Estados e regi\u00f5es s\u00e3o iguais entre si e, o que os distingue s\u00e3o em est\u00e1gios diferentes de Desenvolvimento em que se encontram. <\/p>\n<p>O movimento acad\u00eamico de constitui\u00e7\u00e3o de n\u00facleos de estudo especializados em determinadas regi\u00f5es do globo ampliou em quantidade e qualidade o volume de estudos e informa\u00e7\u00f5es sobre a \u00c1frica, a Am\u00e9rica Latina, a \u00c1sia Oriental, a Europa Central, o Oriente M\u00e9dio e etc.<\/p>\n<p>Paralelo a este movimento acad\u00eamico, e talvez em parte fortalecido por ele, \u00e9 poss\u00edvel perceber, p\u00f3s 1945, um movimento de politiza\u00e7\u00e3o dessas regi\u00f5es, atrav\u00e9s da constitui\u00e7\u00e3o de projetos de coopera\u00e7\u00e3o e de integra\u00e7\u00e3o regional. Como Andrew Hurrel (1995, p.25) destaca \u201c(&#8230;) a maneira como os atores pol\u00edticos percebem e interpretam a ideia de regi\u00e3o \u00e9 central: todas as regi\u00f5es s\u00e3o socialmente constru\u00eddas e, portanto, politicamente pass\u00edveis de serem contestadas.\u201d.<\/p>\n<p>Para Hurrel (1995), o Regionalismo, enquanto um movimento pertencente a pol\u00edtica mundial, \u00e9 composto por cinco categorias distintas: 1) A regionaliza\u00e7\u00e3o: referente ao crescente intera\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica entre os indiv\u00edduos de uma determinada regi\u00e3o e n\u00e3o coordenado por pol\u00edticas concretas dos Estados; 2) Consci\u00eancia e identidade regional: processo de constru\u00e7\u00e3o de uma comunidade imaginada entre aqueles que habitam uma mesma regi\u00e3o; 3) Coopera\u00e7\u00e3o regional entre Estados: atividade que envolve a assinatura de acordos e a constru\u00e7\u00e3o de regime interestatal entre os Estados membros de uma determinada regi\u00e3o, podendo envolver a cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es formais, com reuni\u00f5es regulares e a constru\u00e7\u00e3o de regras comuns a todos; 4) Integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica regional promovida pelos Estados: processo que se d\u00e1 atrav\u00e9s de decis\u00f5es pol\u00edticas entre os Estados de reduzir ou remover barreiras ao intercambio m\u00fatuo de bens, servi\u00e7os, capitais e pessoas; 5) Coes\u00e3o regional: momento em que os quatro processos anteriores possibilitam uma unidade regional coesa e consolidada, permitindo que os Estados da regi\u00e3o definam suas a\u00e7\u00f5es de maneira coletiva no Sistema Internacional, e que acontecimentos regionais tenham reflexos nas pol\u00edticas internas dos Estados.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de Hurrel (1995) das cinco categorias que comp\u00f5e o Regionalismo demonstra que ele n\u00e3o se restringe aos processos de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. A Uni\u00e3o Europeia e o Mercosul s\u00e3o projetos de integra\u00e7\u00e3o que envolvem processos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais e culturais. Conforme define Carlos Medeiros (2008)<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote><p><i>A regionaliza\u00e7\u00e3o, entretanto, n\u00e3o constitui apenas ou essencialmente um processo de afirma\u00e7\u00e3o de um acordo econ\u00f4mico ou que se justifique apenas neste plano. A regionaliza\u00e7\u00e3o, particularmente em suas formas mais desenvolvidas \u2014 como a uni\u00e3o aduaneira, o mercado comum (onde n\u00e3o apenas bens e servi\u00e7os, mas tamb\u00e9m os fatores de produ\u00e7\u00e3o podem se mover livremente) e o mercado \u00fanico (estabelecimento de regras e direitos id\u00eanticos), onde h\u00e1 acordos macroecon\u00f4micos, monet\u00e1rios e cambiais \u2014 constitui constru\u00e7\u00f5es pol\u00edticas voltadas para projetos pol\u00edticos ou em rea\u00e7\u00e3o a projetos pol\u00edticos. A racionalidade da forma\u00e7\u00e3o do mercado comum ou dos acordos regionais traduz projetos pol\u00edticos relativos \u00e0 autonomia dos Estados nacionais e das regi\u00f5es. Estes projetos pretendem aumentar o seu poder de barganha vis-\u00e0-vis a outros Estados e regi\u00f5es e possuem raz\u00f5es pol\u00edticas que transcendem os objetivos econ\u00f4micos e comerciais e decorrem das estrat\u00e9gias de poder dos Estados nacionais.<\/i><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As diferentes correntes te\u00f3ricas de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais buscaram entender os motivos pelos quais o Regionalismo acontece. Hurrel (1995) busca compreender o Regionalismo a partir de tr\u00eas abordagens: a das Teorias Sist\u00eamicas (como o realismo estrutural); aquelas que enfatizam a liga\u00e7\u00e3o entre o Regionalismo e a interdepend\u00eancia regional; e as Teorias de n\u00edvel interno.<\/p>\n<p>A conjuntura p\u00f3s Guerra Fria de consolida\u00e7\u00e3o da hegemonia americana e do modelo neoliberal influenciou diretamente os Regionalismos no mundo. As tend\u00eancias comunit\u00e1rias, focadas na constru\u00e7\u00e3o de economias complementares e em institui\u00e7\u00f5es promotoras da solidariedade entre os Estados foram substitu\u00eddas pela l\u00f3gica liberal de abertura de mercados e desregulamenta\u00e7\u00e3o das economias nacionais. <\/p>\n<p>A l\u00f3gica do regionalismo aberto, que prevaleceu na d\u00e9cada de 1990, procurou conciliar a crescente interdepend\u00eancia regional resultante dos acordos preferenciais realizados entre os Estados, com a tend\u00eancia internacional de promo\u00e7\u00e3o do livre com\u00e9rcio, fortalecida com a cria\u00e7\u00e3o em 1994 da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC). Para projetos de integra\u00e7\u00e3o regional de pa\u00edses em desenvolvimento, como o caso dos pa\u00edses membros do Mercosul, o regionalismo aberto deveria servir como uma etapa dentro do processo gradual de abertura econ\u00f4mica, ao mesmo tempo em que, os projetos deveriam ampliar o poder de barganha de uma regi\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a outras.<\/p>\n<p>O regionalismo aberto deixou de fomentar projetos de industrializa\u00e7\u00e3o das economias dos Estados parte, para fortalecer a ideia de crescimento econ\u00f4mico pautado nas exporta\u00e7\u00f5es e na conquista de mercados altamente din\u00e2micos e competitivos.<\/p>\n<blockquote><p><i>Na pr\u00e1tica, o \u201cregionalismo aberto\u201d promoveu a abertura, a liberaliza\u00e7\u00e3o, a privatiza\u00e7\u00e3o, as reformas estruturais de cunho liberalizante e as pol\u00edticas macroecon\u00f4micas propostas pelo Consenso de Washington e implementadas na Am\u00e9rica Latina, nos anos 90. (CORAZZA, 2006, p.148)<\/i><\/p><\/blockquote>\n<p>No caso da Am\u00e9rica Latina, o regionalismo aberto n\u00e3o foi capaz de promover um crescimento econ\u00f4mico est\u00e1vel, n\u00e3o melhorou a equidade social nos Estados e nem diminuiu a vulnerabilidade externa dos mesmos. Sua l\u00f3gica demonstra que os projetos de integra\u00e7\u00e3o regional precisam ir al\u00e9m dos aspectos econ\u00f4micos e estar pautada em projetos geopol\u00edticos e de desenvolvimento econ\u00f4mico e social claramente definidos e acordados pelos Estados.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/b><\/p>\n<p>CORAZZA, Gentil. O \u201cregionalismo aberto\u201d da CEPAL e a inser\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina na globaliza\u00e7\u00e3o. <i>Ensaios FEE,<\/i> Porto Alegre, v.27, n.1, maio 2006, pp.135-152.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">HURRELL, Andrew. O ressurgimento do regionalismo na pol\u00edtica mundial. <i>Contexto Internacional, <\/i>Rio de Janeiro, vol.17, n.1, p.23-59, jan.\/jun. 1995.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MORAES, Antonio Carlos Roberto. <i>Geografia: pequena hist\u00f3ria critica.<\/i> 20.ed.S\u00e3o Paulo: AnnaBlume, 2005.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">MEDEIROS, Carlos Aguiar. Os dilemas da integra\u00e7\u00e3o sul-americana. <i>Cadernos do Desenvolvimento,<\/i> n.5, ano 3, Rio de Janeiro, p.213-255, dez.2008.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">WALLERSTEIN, Immanuel (coord.). <i>Abrir las ciencias sociales:<\/i> informe de la Comisi\u00f3n Gulbernkian para la reestruturaci\u00f3n de las ciencias sociales. Madrid: Siglo XXI Ed., 1996.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Larissa Rosevics A maneira como percebemos e refletimos o mundo contempor\u00e2neo, a<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[654],"tags":[],"class_list":["post-1733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2196,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1733\/revisions\/2196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}