{"id":1739,"date":"2016-05-23T08:00:00","date_gmt":"2016-05-23T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1739"},"modified":"2024-03-27T17:56:28","modified_gmt":"2024-03-27T20:56:28","slug":"o-obito-da-politica-externa-ativa-e-altiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1739","title":{"rendered":"O \u00f3bito da pol\u00edtica externa ativa e altiva"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Por Bernardo Salgado Rodrigues<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desde a primeira elei\u00e7\u00e3o de Lula para a presid\u00eancia, evidencia-se uma inflex\u00e3o da pol\u00edtica externa brasileira (PEB), representando \u201cum verdadeiro protagonismo nas rela\u00e7\u00f5es internacionais, com a inten\u00e7\u00e3o real de desenvolver uma diplomacia ativa e afirmativa, encerrando uma fase de estagna\u00e7\u00e3o e esvaziamento\u201d (VISENTINI, 2013, p.112), cuja \u201cnova geografia econ\u00f4mica\u201d atualizou a \u201cconstru\u00e7\u00e3o de uma nova ordem econ\u00f4mica internacional\u201d (SANTOS, 2005, p.18) numa \u201cclara vis\u00e3o de que era necess\u00e1rio reequilibrar o jogo pol\u00edtico e econ\u00f4mico mundial.\u201d (AMORIM, 2013, p.120) Em outros termos, como afirma o ex-chanceler, Celso Amorim, uma pol\u00edtica externa ativa e altiva, buscando se associar com seu entorno estrat\u00e9gico e p\u00f3los emergentes no sistema internacional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name=\"more\"><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No lado oposto, visualiza-se as diretrizes da nova pol\u00edtica externa brasileira, proposta pelo ministro interino, Jos\u00e9 Serra, em discurso de posse no Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE), no dia 18\/05\/2016<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/O%20%C3%B3bito%20da%20pol%C3%ADtica%20externa%20ativa%20e%20altiva.doc#_ftn1\">[1]<\/a>. As dez diretrizes propostas (e suas cr\u00edticas) s\u00e3o: 1 &#8211; &#8220;desideologiza\u00e7\u00e3o&#8221; da pol\u00edtica externa brasileira (nega\u00e7\u00e3o de que todo discurso, ainda que se proponha anti-ideol\u00f3gico, \u00e9 ideol\u00f3gico); 2 &#8211; defesa da &#8220;democracia&#8221; (de um governo ileg\u00edtimo) e princ\u00edpio de n\u00e3o inger\u00eancia (seletiva); 3 &#8211; responsabilidade ambiental (a fim de &#8220;receber recursos caudalosos de entidades internacionais interessadas em nos ajudar a preservar as florestas e as reservas de \u00e1gua e biodiversidade do planeta&#8221;, no qual interesse de empresas internacionais e preserva\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o um paradoxo por si s\u00f3); 4 &#8211; solu\u00e7\u00f5es pac\u00edficas e negociadas para os conflitos internacionais em todos os foros globais e regionais (com exce\u00e7\u00e3o do seu entorno estrat\u00e9gico latinoamericano); 5 &#8211; iniciativa de negocia\u00e7\u00e3o de acordos bilaterais de com\u00e9rcio (negando a tend\u00eancia multilateral das rela\u00e7\u00f5es internacionais); 6 &#8211; abertura de mercados e concess\u00f5es na base da reciprocidade equilibrada (n\u00e3o visualizando as externalidades negativas para o setor produtivo nacional); 7 &#8211; renovar o Mercosul alinhando-o \u00e0s diretrizes da Alian\u00e7a do Pac\u00edfico (buscando alinhamento ideol\u00f3gico com as pol\u00edticas externas de M\u00e9xico e Argentina na conjuntura atual, e, contradizendo a diretriz n\u00famero 1, uma vez que busca, na ret\u00f3rica, uma diplomacia &#8220;n\u00e3o mais das conveni\u00eancias e prefer\u00eancias ideol\u00f3gicas&#8221;; 8 &#8211; amplia\u00e7\u00e3o do interc\u00e2mbio com Europa, Estados Unidos e Jap\u00e3o (alinhamento com antigas pot\u00eancias hegem\u00f4nicas e revertendo a l\u00f3gica Sul-Sul de aproxima\u00e7\u00e3o com pa\u00edses emergentes); 9 &#8211; rela\u00e7\u00e3o com pa\u00edses asi\u00e1ticos e africanos a partir de uma &#8220;solidariedade estreita e pragm\u00e1tica&#8221; (e n\u00e3o a partir de uma vis\u00e3o geoestrat\u00e9gica de longo prazo); e 10 &#8211; pol\u00edticas de com\u00e9rcio exterior visando a competitividade e a produtividade (utilizando-se de mecanismos contr\u00e1rios a prerrogativa e\/ou reproduzindo o conceito de deteriora\u00e7\u00e3o dos termos de troca, uma vez que n\u00e3o delineia quais setores da economia seriam incoporados na amplia\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, historicamente prim\u00e1rio-dependentes). Ou seja, o Golpe de Estado Institucional instaurado reflete nas rela\u00e7\u00f5es internacionais, buscando reverter a pr\u00e1tica de um pol\u00edtica externa ativa e altiva de maior protagonismo brasileiro no cen\u00e1rio internacional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Analisando a realidade a partir de uma pespectiva continental latino-americana, houve experi\u00eancias que utilizaram a mesma metodologia, ensaios de golpes de Estado que n\u00e3o necessitaram dos ex\u00e9rcitos: foi o caso de Honduras (2009) e Paraguai (2012), assim como as tentativas de golpe no Equador (2010), Bol\u00edvia (2008) e Venezuela (2002). Tais a\u00e7\u00f5es fazem parte de um projeto de recoloniza\u00e7\u00e3o continental, uma vez que as grandes pot\u00eancias buscam, principalmente, nos recusos naturais estrat\u00e9gicos da regi\u00e3o a fonte para a estrutura\u00e7\u00e3o futura de suas economias. Ou seja, o golpe no Brasil representa um golpe contra o projeto de integra\u00e7\u00e3o regional sul-americana, n\u00e3o somente contra o Governo em si.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A rea\u00e7\u00e3o de governos estrangeiros, com um posicionamento contr\u00e1rio ao processo de impeachment tal qual fora realizado, al\u00e9m de ratificar a indigna\u00e7\u00e3o internacional diante de um golpe institucional, revela tamb\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o de que essas pr\u00e1ticas, travestidas de legalidade, possam se disseminar no mundo, principalmente na Am\u00e9rica Latina que, com a ascens\u00e3o de projetos de direita (como apontado no artigo \u201c<a href=\"http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2015\/12\/o-pendulo-latino-americano-de-polanyi.html\">O p\u00eandulo latino-americano de Polanyi<\/a>\u201d) buscam promover a desestabiliza\u00e7\u00e3o de governos democraticamente eleitos, quando n\u00e3o conseguem chegar ao governo pelas vias legais (tendo como exce\u00e7\u00e3o a Argentina de Macri).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A nomea\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Serra rompe com uma tradi\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica brasileira cujos ministros correspondem a profissionais com hist\u00f3rico de carreira e compet\u00eancia na \u00e1rea internacional. Ainda, n\u00e3o possui preparo t\u00e9cnico, envergadura pol\u00edtica e legitimidade institucional para liderar a chancelaria brasileira. Al\u00e9m dessa deforma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, a nomea\u00e7\u00e3o de Serra \u00e9 um ato estrat\u00e9gico tanto para a concilia\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-golpe como para o projeto eleitoral visando \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2018, seja pelo fortalecimento da ideologia do PSDB e\/ou pela mudan\u00e7a de partido do ex-senador para o PMDB visando a corrida presidencial, uma vez que em seu atual partido existe a concorr\u00eancia de A\u00e9cio Neves e Geraldo Alckmin.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Assim, algumas tend\u00eancias desta nova pol\u00edtica externa brasileira podem ser apontadas:<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">1- Reaproxima\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica com os EUA: uma vez que sempre foi a orienta\u00e7\u00e3o e matriz ideol\u00f3gica do PSDB, partido do atual ministro interino e que encontra muitos adeptos no Itamaraty;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">2- Ruptura Sul-Sul: afastamento da PEB baseada na \u201cPol\u00edtica Sul-Sul\u201d, tanto em seu entorno estrat\u00e9gico sul e latino-americano (MERCOSUL, UNASUL, CELAC) como com os pa\u00edses emergentes (BRICS, IBAS);<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">3- Diminuir a influ\u00eancia chinesa: tanto no Brasil como na Am\u00e9rica Latina, com o aval dos EUA, cuja regi\u00e3o sempre foi considerada como seu espa\u00e7o geoestrat\u00e9gico por excel\u00eancia, desde a Doutrina Monroe (1824);<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">4- Abertura comercial e financeira ortodoxa: com possibilidade de inser\u00e7\u00e3o no TTP (como apontado no artigo <a href=\"http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2016\/01\/tpp-ttip-tisa-e-geopolitica-da-segunda.html\">\u201cTPP, TTIP, TISA e a geopol\u00edtica da &#8220;Segunda Guerra Fria&#8221;<\/a>);<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">5- \u201cSoberania \u00e0s avessas\u201d: a partir da submiss\u00e3o \u00e0s grandes pot\u00eancias, de um lado, e a inger\u00eancia nos assuntos internos de outros pa\u00edses da regi\u00e3o, por outro;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">6- Pr\u00e9-sal em cheque: retomada do projeto de Lei 131\/2015, de autoria de Serra, que autoriza a n\u00e3o-obrigatoriedade da Petrobras nos campos do Pr\u00e9-sal, num projeto inicial de desnacionaliza\u00e7\u00e3o e posterior de privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em termos gerais, como bem destaca Marcelo Zero, a nova pol\u00edtica externa traria &#8220;a ades\u00e3o acr\u00edtica a esses acordos ou mesmo a acordos bilaterais de livre com\u00e9rcio com os EUA, [&#8230;] , implodiria o Mercosul e a integra\u00e7\u00e3o regional, tornaria in\u00fatil a nossa participa\u00e7\u00e3o no BRICS e inviabilizaria a vertente Sul-Sul da nossa pol\u00edtica externa. Voltar\u00edamos a ter uma pol\u00edtica externa dependente, perif\u00e9rica, que orbitaria em torno dos interesses da \u00fanica superpot\u00eancia do planeta e de seus aliados tradicionais<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/O%20%C3%B3bito%20da%20pol%C3%ADtica%20externa%20ativa%20e%20altiva.doc#_ftn2\">[2]<\/a>.&#8221; Ainda, essa mudan\u00e7a no MRE representa a dualidade da elite intelectual e pol\u00edtica conservadora brasileira: comportam-se como vira-latas diante das pot\u00eancias ocidentais e com extrema prepot\u00eancia perante seus vizinhos. Essa nova pol\u00edtica diverge dos interesses brasileiros perante sua regi\u00e3o e parceiros emergentes estrat\u00e9gicos, claramente entrando em choque e contradi\u00e7\u00e3o com uma posi\u00e7\u00e3o ativa e altiva.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para o campo progressista, nacionalista e\/ou de esquerda, al\u00e9m da constante luta multifacetada, ainda mais importante \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um novo paradigma, que conjugue a unidade, diante da fragmenta\u00e7\u00e3o atual, com mudan\u00e7a radical. Na \u00faltima d\u00e9cada, se iniciou o resgate de um projeto nacional-desenvolvimentista, aut\u00f4nomo e multilateral da pol\u00edtica externa brasileira. \u00c9 essencial \u00e0 esquerda torn\u00e1-lo uma pol\u00edtica de Estado do MRE, uma orienta\u00e7\u00e3o que almeje o consenso, independente de orienta\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e partid\u00e1rias.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>AMORIM, Celso.<b> Breves narrativas diplom\u00e1ticas<\/b>. S\u00e3o Paulo: Benvir\u00e1, 2013.<\/p>\n<p>SANTOS, Lu\u00eds Cl\u00e1udio Villafa\u00f1e G.. A Am\u00e9rica do Sul no discurso diplom\u00e1tico brasileiro. <b>Revista Brasileira de Pol\u00edtica Internacional<\/b>, Bras\u00edlia, v. 48, n. 2, p.1-20, jul. 2005.<\/p>\n<p>VISENTINI, Paulo Fagundes. <b>A proje\u00e7\u00e3o internacional do Brasil: 1930-2012:<\/b> diplomacia, seguran\u00e7a e inser\u00e7\u00e3o na economia mundial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.<\/p>\n<div><\/div>\n<div><!-- [if !supportFootnotes]--><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<p><!--[endif]--><\/p>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/O%20%C3%B3bito%20da%20pol%C3%ADtica%20externa%20ativa%20e%20altiva.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><span lang=\"NL\" style=\"font-family: 'times new roman' , serif;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span lang=\"NL\" style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%;\">[1]<\/span><!--[endif]--><\/span><\/a><span lang=\"NL\" style=\"font-family: 'times new roman' , serif;\">http:\/\/www.itamaraty.gov.br\/pt-BR\/discursos-artigos-e-entrevistas\/ministro-das-relacoes-exteriores-discursos\/14038-discurso-do-ministro-jose-serra-por-ocasiao-da-cerimonia-de-transmissao-do-cargo-de-ministro-de-estado-das-relacoes-exteriores-brasilia-18-de-maio-de-2016<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Downloads\/O%20%C3%B3bito%20da%20pol%C3%ADtica%20externa%20ativa%20e%20altiva.doc#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><span lang=\"NL\" style=\"font-family: 'times new roman' , serif;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span lang=\"NL\" style=\"font-size: 10pt; line-height: 115%;\">[2]<\/span><!--[endif]--><\/span><\/a><span lang=\"NL\" style=\"font-family: 'times new roman' , serif;\">http:\/\/brasilnomundo.org.br\/analises-e-opiniao\/o-papel-da-politica-externa-na-restauracao-do-neoliberalismo-tardio\/#.Vz1FCvkrLIW<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Bernardo Salgado Rodrigues Desde a primeira elei\u00e7\u00e3o de Lula para a presid\u00eancia,<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2033,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[650],"tags":[],"class_list":["post-1739","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ensaios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1739","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1739"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1739\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3083,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1739\/revisions\/3083"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}