{"id":1758,"date":"2015-11-16T08:00:00","date_gmt":"2015-11-16T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1758"},"modified":"2022-05-05T00:30:51","modified_gmt":"2022-05-05T03:30:51","slug":"midia-e-relacoes-internacionais-o-conceito-de-diplomacia-midiatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1758","title":{"rendered":"M\u00eddia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais: o conceito de Diplomacia Midi\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">Por: Caroline Rangel Travassos Burity&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<table align=\"center\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-LRA9-lA6NMk\/VkTatmtKlBI\/AAAAAAAAAfw\/d9acNL01AVY\/s1600\/21761141076_e435cb0c2d_z.jpg\" style=\"margin-left: auto; margin-right: auto;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"213\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-LRA9-lA6NMk\/VkTatmtKlBI\/AAAAAAAAAfw\/d9acNL01AVY\/s320\/21761141076_e435cb0c2d_z.jpg\" width=\"320\"><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center;\">Presidenta Dilma Rousseff durante abertura da 70\u00aa Assembleia-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/blogplanalto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog do Planalto.<\/a> Foto: Roberto Stuckert Filho\/PR<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O primeiro autor a estudar o tema da Diplomacia Midi\u00e1tica (<i>Media Diplomacy)<\/i> foi o norte-americano Eytan Gilboa, professor de Ci\u00eancia Pol\u00edtica da Universidade de Harvard. Gilboa (2002) argumenta que a diplomacia tradicional, fechada, voltada para um trabalho entre diplomatas e governo, com negocia\u00e7\u00f5es completamente desconhecidas do p\u00fablico, deu lugar a uma nova forma de diplomacia \u2013 a diplomacia na era da m\u00eddia. Ela \u00e9 fruto da revolu\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XX, e constitui um exerc\u00edcio diplom\u00e1tico baseado no conhecimento das massas.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name=\"more\"><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Em seu artigo intitulado \u201c<i>Diplomacy in the media age: Three models of uses and effects\u201d<\/i>, publicado em 2001, Eytan Gilboa afirma que os estudos ainda incipientes sobre a m\u00eddia e as Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pecam pela confus\u00e3o feita na defini\u00e7\u00e3o de certos conceitos. Segundo o autor, a falta de modelos anal\u00edticos para o estudo da diplomacia midi\u00e1tica tem inibido o progresso nesse campo. Para tentar minimizar esse problema, Gilboa prop\u00f5e nesse trabalho tr\u00eas modelos anal\u00edticos conceituais que promovem um estudo sistem\u00e1tico da m\u00eddia como o principal instrumento da pol\u00edtica externa e das negocia\u00e7\u00f5es. Esses tr\u00eas modelos s\u00e3o: o da diplomacia p\u00fablica (<i>public diplomacy)<\/i>, o da diplomacia na m\u00eddia (<i>media diplomacy<\/i>) e o da diplomacia feita pela m\u00eddia (<i>Media-Broker Diplomacy<\/i>).&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Gilboa (2001) ressalta que cada um dos modelos anal\u00edticos propostos por ele s\u00f3 \u00e9 apropriado para an\u00e1lise quando certas caracter\u00edsticas ou condi\u00e7\u00f5es est\u00e3o presentes, e cada um tem diferentes ramifica\u00e7\u00f5es profissionais e \u00e9ticas para os tr\u00eas principais atores envolvidos na diplomacia: funcion\u00e1rios, a m\u00eddia e a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A ideia central da Diplomacia P\u00fablica \u201c\u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o direta com os povos estrangeiros, com o objetivo de afetar o seu pensamento e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, de seus governos\u201d (Gilboa, 2001, p. 6). A comunica\u00e7\u00e3o em massa, entretanto, \u00e9 apenas um dos canais da diplomacia p\u00fablica. Esta pode ser realizada pela pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de interc\u00e2mbios culturais, cient\u00edficos, acad\u00eamicos, art\u00edsticos etc. A diplomacia p\u00fablica serve, entre outras coisas, para cultivar \u201cimagens favor\u00e1veis no exterior\u201d (Gilboa, 2001, p. 6). Segundo Frederick (1993 apud Valente, 2007) para que o trabalho da diplomacia p\u00fablica seja bem feito, \u00e9 necess\u00e1rio ter conhecimento pr\u00e9vio de como o p\u00fablico estrangeiro pensa e ter a capacidade de agir dentro de seu campo cultural, sempre com o objetivo final de influenciar o governo de seu pa\u00eds, principal e final alvo das a\u00e7\u00f5es. Nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, contudo, o surgimento de novos atores n\u00e3o estatais e a interdepend\u00eancia entre estes e os Estados ofereceu uma defini\u00e7\u00e3o mais ampla do que venha a ser diplomacia p\u00fablica. Segundo Signitzer e Coombs (apud Gilboa, 2001, p. 8), \u201cpassou a ser a maneira como indiv\u00edduos do governo ou privados influenciam direta ou indiretamente as atitudes e opini\u00f5es p\u00fablicas que afetam as decis\u00f5es de pol\u00edtica externa de outros Estados\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A Diplomacia na M\u00eddia \u00e9 um dos recursos contempor\u00e2neos menos estudados e mais importantes dentro da \u00e1rea tem\u00e1tica da comunica\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica, e seu conceito \u00e9 bastante confundido com o conceito de diplomacia p\u00fablica. Valente (2007, p. 95), fazendo refer\u00eancia a Gilboa, diferencia Diplomacia P\u00fablica e Diplomacia na M\u00eddia: na Diplomacia P\u00fablica, a arma principal \u00e9 a propaganda; na Diplomacia na M\u00eddia, o meio de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um transmissor de propaganda, e sim um meio de negocia\u00e7\u00e3o. Na maioria dos casos, a primeira antecede a segunda, preparando o p\u00fablico envolvido na quest\u00e3o para a negocia\u00e7\u00e3o do impasse e de suas consequ\u00eancias.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Gilboa (2001) explica que os dois conceitos apresentam duas formas diferentes de atua\u00e7\u00e3o. Na Diplomacia P\u00fablica, os lados empenhados est\u00e3o em confronto e h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o da imagem e da propaganda pol\u00edtica. J\u00e1 na Diplomacia na M\u00eddia, tem-se a utiliza\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o estabelecendo a ponte entre Estados e atores n\u00e3o estatais para construir confian\u00e7a e avan\u00e7ar nas negocia\u00e7\u00f5es, mobilizando o apoio p\u00fablico para acordos. A Diplomacia na M\u00eddia \u00e9 conseguida atrav\u00e9s de diversas atividades, como confer\u00eancias, entrevistas, cobertura de visita de Chefe de Estado a determinado pa\u00eds e a presen\u00e7a de mediadores internacionais.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O terceiro e \u00faltimo modelo proposto por Gilboa (2001) entende a m\u00eddia n\u00e3o apenas como um instrumento de que o Estado se utiliza para alcan\u00e7ar seus interesses, mas como um ator nas Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, enxergando os meios de comunica\u00e7\u00e3o e os jornalistas como o quarto poder (Paillet, 1986), atuando nas negocia\u00e7\u00f5es internacionais. Para Gilboa (2001), este terceiro modelo de Diplomacia Midi\u00e1tica \u00e9 aquela em que os jornalistas e a m\u00eddia atuar\u00e3o como mediadores de conflitos internacionais na fase de pr\u00e9-negocia\u00e7\u00e3o. Nessa fase, \u00e9 importante obter informa\u00e7\u00f5es sobre o Estado opositor, pois far-se-\u00e1 uma an\u00e1lise das vantagens e desvantagens de um processo de negocia\u00e7\u00e3o, e os meios de comunica\u00e7\u00e3o atuam exatamente como aquele instrumento que levar\u00e1 as mensagens de um lado para o outro.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo Gilboa (2001), o modelo de Diplomacia Feita pela M\u00eddia possui quatro efeitos diferentes: iniciativa, motiva\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias. Iniciativa e motiva\u00e7\u00e3o, de acordo com Valente (2007), referem-se \u00e0s posi\u00e7\u00f5es de quem inicia esse processo: se s\u00e3o os jornalistas agindo independentemente, ou motivados por ideologias de agentes de pol\u00edtica externa ou outras partes interessadas. A\u00e7\u00f5es se referem \u00e0s formas como os jornalistas promovem essa interfer\u00eancia diplom\u00e1tica, e consequ\u00eancias s\u00e3o os efeitos produzidos pela a\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio internacional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">GILBOA, Eytan. Diplomacy in the media age: Three models of uses and effects.&nbsp;<i>Diplomacy &amp; Statecraft,<\/i>&nbsp;v. 12, n. 2, 2001, p. 1-28. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1080\/09592290108406201\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1080\/09592290108406201<\/a>&gt;. Acesso em: 28 abr. 2012.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">_______.<i>&nbsp;The global news networks and U.S. Policymaking in defense and foreign affairs.<\/i>&nbsp;Cambridge, MA: Harvard University, 2002.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">PAILLET, Marc.&nbsp;<i>Jornalismo. O quarto poder.<\/i>&nbsp;Trad. Neca Jahn. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1986.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">VALENTE, Leonardo.&nbsp;<i>Pol\u00edtica Externa na Era da Informa\u00e7\u00e3o<\/i>. Rio de Janeiro: Revan, 2007.<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">***<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-bFcLmInFfmM\/VkTYQjwOWGI\/AAAAAAAAAfk\/RmSdTBxk-Jg\/s1600\/Capa%2B4.jpg\" style=\"clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"200\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-bFcLmInFfmM\/VkTYQjwOWGI\/AAAAAAAAAfk\/RmSdTBxk-Jg\/s200\/Capa%2B4.jpg\" width=\"189\"><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O livro <b>\u201cDiplomacia Midi\u00e1tica no Governo Lula\u201d<\/b> \u00e9 fruto da minha pesquisa de Mestrado dentro da tem\u00e1tica aqui apresentada. A obra buscou responder \u00e0 seguinte quest\u00e3o: o governo Lula se utilizou dos recursos de diplomacia midi\u00e1tica? Para alcan\u00e7ar este objetivo, analisaram-se as mudan\u00e7as referentes \u00e0s estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o do governo Lula da Silva no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE\/Itamaraty) e da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (Secom\/PR), e como essa estrutura alterou a rela\u00e7\u00e3o entre a formula\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Externa e a imprensa. Em seguida, foram analisadas as estrat\u00e9gias midi\u00e1ticas de promo\u00e7\u00e3o da imagem do Brasil no exterior.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, convido os leitos do Blog a conhecerem esta obra que tamb\u00e9m aborda o contexto da Sociedade de Informa\u00e7\u00e3o e possibilita discutir o papel das grandes redes de comunica\u00e7\u00e3o global como instrumentos de controle, constrangimento, interven\u00e7\u00e3o e negocia\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio internacional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para maiores informa\u00e7\u00f5es e aquisi\u00e7\u00e3o de exemplar, acesse: <a href=\"http:\/\/diplomaciamidiaticanogovernolula.blogspot.pt\/\">http:\/\/diplomaciamidiaticanogovernolula.blogspot.pt\/<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><b><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1772939830372018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Caroline Rangel Travassos Burity<\/a><\/b>&nbsp;\u00e9 Doutoranda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH\/UNL). Mestre em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB). Formada pela UFPB em Jornalismo e Direito. \u00c9 Servidora T\u00e9cnico-Administrativa da UFPB, lotada no Gabinete da Reitoria. Foi Professora substituta da Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB). Pesquisa na \u00e1rea de M\u00eddia, Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Comunidade de Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLP).<\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Caroline Rangel Travassos Burity&nbsp; Presidenta Dilma Rousseff durante abertura da 70\u00aa Assembleia-Geral<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2037,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[649,653],"tags":[],"class_list":["post-1758","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-volume2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1758"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1758\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2038,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1758\/revisions\/2038"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}