{"id":1776,"date":"2015-06-03T08:00:00","date_gmt":"2015-06-03T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1776"},"modified":"2024-03-27T17:48:04","modified_gmt":"2024-03-27T20:48:04","slug":"nova-geopolitica-do-petroleo-na-america-do-sul-quem-tem-medo-da-petrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1776","title":{"rendered":"Nova geopol\u00edtica do petr\u00f3leo na Am\u00e9rica do Sul: quem tem medo da Petrobras?"},"content":{"rendered":"<p>Autor convidado: Bernardo Salgado Rodrigues<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A estrutura produtiva mundial de energia oriunda dos recursos naturais energ\u00e9ticos se encontra num processo de permanente reorganiza\u00e7\u00e3o. A competi\u00e7\u00e3o e o controle por parte das grandes economias sobre as reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s se tornam, assim, essenciais para a reprodu\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de desenvolvimento capitalista, tornando-os bens estrat\u00e9gicos por excel\u00eancia. Neste contexto, a Am\u00e9rica do Sul, principalmente no atual contexto mundial de hidrocarbonetos, tende a se constituir como um player decisivo no mercado mundial no s\u00e9culo XXI \u201ccom as descobertas dos campos do pr\u00e9-sal brasileiro, de \u00f3leo ultrapesado na bacia do Orenoco na Venezuela e as possibilidades de aproveitamento de g\u00e1s de xisto na Patag\u00f4nia argentina.\u201d (MONI\u00c9, BINSZTOK, 2012, p.83)<\/p>\n<p><a name=\"more\"><\/a><\/p>\n<p>A regi\u00e3o possui um grande peso das reservas mundiais de petr\u00f3leo, com 19,5%, mais ainda n\u00e3o proporcional com a sua produ\u00e7\u00e3o, de apenas 8,8%. Pode-se verificar um horizonte m\u00e9dio de 128 anos de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e 52,5 anos de g\u00e1s no ritmo atual, desconsiderando prospec\u00e7\u00f5es mais atuais que n\u00e3o foram todavia contabilizadas. Se comparado com os Estados Unidos (12,1 anos para petr\u00f3leo e 13,6 anos para g\u00e1s), China (11,9 anos para petr\u00f3leo e 28 anos para g\u00e1s) e no mundo (53,3 anos para petr\u00f3leo e 55,1 anos para g\u00e1s), a regi\u00e3o possui um poder relativo muito superior. A rela\u00e7\u00e3o reservas\/produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo da Am\u00e9rica do Sul com o mundo apresenta um grande salto absoluto e relativo no indicador do grau de explora\u00e7\u00e3o dos reservat\u00f3rios, obtendo o maior \u00edndice na compara\u00e7\u00e3o com todas as regi\u00f5es do mundo e o maior aumento na s\u00e9rie hist\u00f3rica. A rela\u00e7\u00e3o produ\u00e7\u00e3o\/consumo constata que a Am\u00e9rica do Sul possui auto-sufici\u00eancia petrol\u00edfera quando analisada sua produ\u00e7\u00e3o e consumo interno no conjunto. Ou, quando considerada sua rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, principalmente do petr\u00f3leo, os n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o e consumo permanecem praticamente constantes, enquanto os de reservas aumentam em grande medida nos \u00faltimos 15 anos[1].<\/p>\n<p>Tal fato realoca a Am\u00e9rica do Sul como centro gravitacional da geopol\u00edtica do petr\u00f3leo no mundo, cada vez com maior participa\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es globais de recursos energ\u00e9ticos. Neste contexto, a Petrobras \u2013 como uma das maiores empresas estatais do mundo e maior produtora de petr\u00f3leo entre empresas de capital aberto \u2013 torna-se o paradigma mais elucidativo da nova geopol\u00edtica do petr\u00f3leo na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Atualmente, a empresa encontra o foco de suas aten\u00e7\u00f5es nos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, um esquema de lavagem de dinheiro que engloba a Petrobras, empresas privadas e partidos pol\u00edticos. Ainda que a corrup\u00e7\u00e3o tenha de ser combatida, ela deve ser considerada como um dado end\u00eamico e end\u00f3geno do capitalismo em todas as partes do mundo, seja na esfera p\u00fablica ou privada, no plano individual ou social. Ou seja, essa dramatiza\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o tem claramente efeitos pol\u00edticos, que permeia o interesse de certos grupos nacionais e internacionais em alinhar o Estado como maculado, indecoroso e ineficiente.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma falsa percep\u00e7\u00e3o de quebra da Petrobras a partir da queda de seu valor de mercado \u2013 ainda que desconsiderando uma an\u00e1lise entre os pre\u00e7os do barril de petr\u00f3leo na an\u00e1lise dos anos, o que claramente influencia seu valor comparativamente \u2013, perda de grau de investimento e exclus\u00e3o do \u00edndice Dow Jones de sustentabilidade, al\u00e9m dos ataques midi\u00e1ticos e partid\u00e1rios. Todos esses fatores locais e internacionais devem ser visualizados num plano geopol\u00edtico mais amplo.<\/p>\n<p>Por exemplo, desconsidera-se o recorde di\u00e1rio, mensal e anual de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, no final de 2014, chegando a produ\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de 2,863 milh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente por dia[2]. N\u00e3o foi veiculado pela imprensa o pr\u00eamio Offshore Technology Conference 2015, o maior pr\u00eamio da ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s offshore mundial, recebido pela Petrobras[3]; ou sua coloca\u00e7\u00e3o como nona maior companhia de energia do mundo, com base no valor de mercado, segundo a IHS Energy[4]; ou o pr\u00eamio de Melhor Empresa do Setor de Petr\u00f3leo e G\u00e1s, na 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o do anu\u00e1rio Valor 1000, que escolhe as empresas com melhor desempenho de 26 setores da economia brasileira[5]; ou a primeira das 50 maiores ind\u00fastrias que operam no Brasil, de acordo com o ranking anual Melhores &amp; Maiores 2014, da revista Exame[6]; ou a elei\u00e7\u00e3o da quinta marca brasileira mais valiosa de 2013[7][8].<\/p>\n<p>Essa estrat\u00e9gia deliberada de ataque \u00e0 estatal brasileira possui motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas internacionais. Inserem-se no mesmo plano geopol\u00edtico das guerras do Oriente M\u00e9dio, das tentativas de desestabiliza\u00e7\u00e3o do governo da Venezuela e da Argentina, do isolamento europeu frente \u00e0 R\u00fassia e do novo imperialismo na \u00c1frica perpetrado por chineses e estadunidenses.<\/p>\n<p>Da perspectiva do Estado, um adequado contrato petrol\u00edfero \u00e9 aquele que facilita o desenvolvimento dos recursos, gerando benef\u00edcios econ\u00f4micos em fun\u00e7\u00e3o da apropria\u00e7\u00e3o da renda econ\u00f4mica, do financiamento com capital de risco e da transfer\u00eancia tecnol\u00f3gica proporcionada pela parte privada. O modelo de partilha utilizado pela Petrobras no pr\u00e9-sal agrega esses elementos, al\u00e9m de favorecer e proteger os interesses da empresa em detrimento das empresas estrangeiras, que devem se adequar ao fato da Petrobras ser a operadora \u00fanica dos blocos.<\/p>\n<p>Ou seja, no escopo da nova geopol\u00edtica do petr\u00f3leo da Am\u00e9rica do Sul, a desqualifica\u00e7\u00e3o e ojeriza ao setor p\u00fablico e suas empresas tem objetivos mercantis, pol\u00edticos e geopol\u00edticos; uma vez que se considere somente o mercado como virtuoso e, em contrapartida, tudo o que o Estado realiza sendo estereotipado como ineficiente, o que se l\u00ea nas entrelinhas e que esse campo pode ser mercantilizado e transformado em apropria\u00e7\u00e3o privada para poucos, em detrimento de maiores recursos p\u00fablicos para toda a popula\u00e7\u00e3o. Ou ainda, como afirma Ladislau Dowbor,<\/p>\n<\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p><em>Se, com todo o ataque, conseguirem mudar a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds, com a troca de presidente ou o que seja, e conseguirem privatizar a Petrobras, as a\u00e7\u00f5es v\u00e3o explodir e quem tiver comprado na baixa vai ganhar. S\u00e3o os mesmos especuladores. O ataque \u00e9 esse, \u00e9 um ataque nacional e internacional. Est\u00e3o fazendo isso com a Argentina, com a Venezuela, com os pa\u00edses que n\u00e3o se dobraram aos interesses do \u2018mercado\u2019.[9]<\/em><\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\">Numa an\u00e1lise da geopol\u00edtica do petr\u00f3leo na Am\u00e9rica do Sul, agregado \u00e0 an\u00e1lise da quantidade e da qualidade das reservas regionais, o escopo da pesquisa deve abranger os distintos espa\u00e7os geogr\u00e1ficos mundiais que possuem poder relativo de influenciar a produ\u00e7\u00e3o e o pre\u00e7o dos recursos energ\u00e9ticos, sejam eles petr\u00f3leo e g\u00e1s dos mais variados tipos. Uma vez que a geopol\u00edtica do petr\u00f3leo n\u00e3o se estabelece num ambiente aut\u00e1rquico e nem controlado pura e simplesmente pelas regras de mercado, sua an\u00e1lise regional deve ser simultaneamente global.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o da OPEP \u2013 que comercializa cerca de 40% do petr\u00f3leo vendido no mundo e possui de 80% das reservas mundias[10] \u2013 de manter o volume de produ\u00e7\u00e3o em um n\u00edvel acima da capacidade de consumo mundial foi o maior desestabilizador do pre\u00e7o da commodity. O atual aumento da oferta mundial e queda nos pre\u00e7os do barril trata-se de uma manobra dos pa\u00edses exportadores de petr\u00f3leo com baixos custos de explora\u00e7\u00e3o \u2013 tendo como testa de ferro a Ar\u00e1bia Saudita, respons\u00e1vel por 32% da produ\u00e7\u00e3o da OPEP[11] e menor custo de produ\u00e7\u00e3o do mundo \u2013 como estrat\u00e9gia de dumping visando prejudicar e afetar a concorr\u00eancia tanto do \u00f3leo e g\u00e1s de xisto norte-americano como de produtores de petr\u00f3leo e g\u00e1s com altos custos de produ\u00e7\u00e3o \u2013 como \u00e9 o caso do Brasil \u2013 e\/ou com alta concentra\u00e7\u00e3o da renda nacional concentrada nas receitas das exporta\u00e7\u00f5es \u2013 como \u00e9 o caso da Venezuela, Ir\u00e3 e R\u00fassia.<\/p>\n<p>Os maiores beneficiados com esta jogada geopol\u00edtica foram os grandes importadores de petr\u00f3leo do mundo e ajudando na recupera\u00e7\u00e3o da economia dos Estados Unidos e mundial, apesar de que os efeitos da crise sejam presentes e grande parte das economias do mundo ainda passar\u00e1 por um per\u00edodo prolongado de crescimento baixo, segundo o FMI[12]. Nesta geometria global, as pot\u00eancias mundiais aumentam seu poderio a n\u00edvel internacional, da mesma forma que as oligarquias dominantes, principalmente dos pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>A China \u00e9 atualmente o maior consumidor de energia do mundo, com 19% da demanda mundial e importa\u00e7\u00f5es de 59%. Para sua seguran\u00e7a energ\u00e9tica, a China busca relativa independ\u00eancia dos pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo do Oriente M\u00e9dio, devido \u00e0 instabilidade interna destes pa\u00edses e alinhamento com a pol\u00edtica norte-americana. Assim, realiza grandes investimentos em v\u00e1rias partes do mundo, onde na Am\u00e9rica do Sul inclui-se Brasil, Equador, Venezuela, via estatais chinesas, joinventures ou participa\u00e7\u00f5es em empresas locais ou estrangeiras[13].<\/p>\n<p>Neste terreno de volatilidade dos pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo, o pr\u00e9-sal e a Petrobr\u00e1s acabam sendo afetadas. Segundo Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia, o custo m\u00e9dio da produ\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 de US$45, podendo variar de acordo com as condi\u00e7\u00f5es de cada reservat\u00f3rio, os tributos (royalties, participa\u00e7\u00e3o especial, contribui\u00e7\u00e3o para o Fundo Social e outros), dependem se a \u00e1rea foi concedida, cedida onerosamente ou entregue atrav\u00e9s de contratos de partilha. Nos campos da bacia de Campos, o custo m\u00e9dio do barril est\u00e1 em US$ 15[14]. Ou seja, em ambos os casos, os projetos s\u00e3o economicamente vi\u00e1veis com o barril a US$60, aumentando-se as receitas com a possibilidade de crescimento do pre\u00e7o do barril.<\/p>\n<p>A Petrobr\u00e1s \u00e9 uma v\u00edtima direta desse reordenamento geopol\u00edtico do petr\u00f3leo. H\u00e1 ainda quem argumente o porqu\u00ea dos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o serem protagonizados no momento atual, em que a explora\u00e7\u00e3o das reservas do pr\u00e9-sal se iniciam, alertando que n\u00e3o seria mera casualidade, uma vez que h\u00e1 interesses econ\u00f4micos e geopol\u00edticos acompanhando o desenrolar dos acontecimentos. A campanha de desmoraliza\u00e7\u00e3o da Petrobras prejudica a empresa e o setor em escala muito superior \u00e0 dos desvios investigados, uma vez que reflete diretamente sobre a cadeia produtiva do setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s, respons\u00e1vel por investimentos e gera\u00e7\u00e3o de empregos em todo o pa\u00eds, impactando negativamente seus neg\u00f3cios, sua credibilidade e sua cota\u00e7\u00e3o em bolsa[15].<\/p>\n<p>No dia 08\/04\/2015, a Shell anunciou a compra da gigante brit\u00e2nica BG por 70 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. O Brasil se insere nesta negocia\u00e7\u00e3o na medida em que a Shell passa a ser a detentora de grandes reservas e investidora no Brasil, com potencial de aumentar a sua produ\u00e7\u00e3o, uma vez que a BG opera em parceria com a Petrobras na Bacia de Campos e visa um potencial projeto de longo prazo para o campo de Libra. Al\u00e9m disso, a Shell pretende incorporar, acumular e transferir conhecimento de tecnologia da perfura\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas realizadas pela Petrobras, l\u00edder global no ramo, a fim de garantir uma presen\u00e7a mais forte neste segmento.[16]<\/p>\n<p>Ou seja, respondendo a pergunta: os que t\u00eam medo da Petrobras s\u00e3o aqueles contr\u00e1rios \u00e0 soberania nacional e regional, aqueles alinhados com os interesses das grandes transnacionais, das grandes pot\u00eancias mundiais e do capital internacional, aqueles no qual o lucro a qualquer custo \u00e9 o objetivo a ser alcan\u00e7ado e que, porventura haja um fortalecimento da estatal, perder\u00e3o seus privil\u00e9gios e n\u00e3o conseguir\u00e3o se apoderar da empresa, de seu mercado, suas encomendas e das imensas jazidas de petr\u00f3leo e g\u00e1s do Brasil. Segundo a Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros, esses setores teriam tr\u00eas objetivos principais: 1) imobilizar a Petrobras e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros; 2) fragilizar o setor brasileiro de \u00d3leo e G\u00e1s e a pol\u00edtica de conte\u00fado local, favorecendo fornecedores estrangeiros; 3) revogar a nova Lei do Petr\u00f3leo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do pr\u00e9-sal[17].<\/p>\n<p>As elites nacionais e internacionais, ao n\u00e3o encontrar uma adequada resist\u00eancia por parte dos Estados perif\u00e9ricos, provocam a sua subordina\u00e7\u00e3o, domina\u00e7\u00e3o e aliena\u00e7\u00e3o, uma esp\u00e9cie de s\u00edndrome de imunodefici\u00eancia geopol\u00edtica, no qual os pr\u00f3prios Estados dependentes perdem a capacidade de estabelecer sua imunidade soberana. Assim, o ant\u00eddoto da Am\u00e9rica do Sul \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de sua insubordina\u00e7\u00e3o fundadora[18] baseada no impulso estatal regional, na insubordina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e no nacionalismo dos recursos naturais.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>GULLO, Marcelo. <em>A insubordina\u00e7\u00e3o fundadora<\/em>: Breve hist\u00f3ria da constru\u00e7\u00e3o do poder pelas na\u00e7\u00f5es. Florian\u00f3polis: Insular, 2014.<\/p>\n<p>MONI\u00c9, Fr\u00e9d\u00e9ric; BINSZTOK, Jacob (orgs.). <em>Geografia e geopol\u00edtica do petr\u00f3leo<\/em>. Rio de Janeiro: Mauad X, 2012.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><\/p>\n<p>__________________________________<br \/>\n[1] Fonte: BP Statistical review of world energy 2014.<br \/>\n<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Documents\/Downloads\/Nova%20geopol%C3%83%C2%ADtica%20do%20petr%C3%83%C2%B3leo%20na%20Am%C3%83%C2%A9rica%20do%20Sul%20_%20quem%20tem%20medo%20da%20Petrobras.doc#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[2] http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2015-01\/petrobras-bate-recorde-de-producao-de-petroleo-e-gas-natural<\/a>[3] http:\/\/www.petrobras.com.br\/fatos-e-dados\/recebemos-o-premio-offshore-technology-conference-2015.htm<br \/>\n[4] https:\/\/www.ihs.com\/info\/en\/a\/energy50\/index.html<br \/>\n[5] http:\/\/revistavalor.com.br\/home.aspx?pub=18&amp;edicao=7<br \/>\n[6] http:\/\/exame.abril.com.br\/negocios\/melhores-e-maiores\/<br \/>\n[7] http:\/\/www.rankingmarcas.com.br\/<br \/>\n[8] Site oficial da Petrobras.<br \/>\n[9] http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2015\/03\/para-economista-petrobras-esta-sob-ataque-internacional-apoiado-em-forcas-locais-2099.html<br \/>\n[10] http:\/\/www.opec.org\/opec_web\/en\/<br \/>\n[11] http:\/\/www.opec.org\/opec_web\/static_files_project\/media\/downloads\/publications\/MOMR_March_2015.pdf<br \/>\n[12] http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2015\/04\/1613596-pib-global-pode-ter-anos-de-fraqueza-afirma-fmi.shtml<br \/>\n[13] <a href=\"http:\/\/cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FA-importancia-do-Pre-Sal-na-geopolitica-do-petroleo%2F4%2F32497\">http:\/\/cartamaior.com.br\/?%2FEditoria%2FPolitica%2FA-importancia-do-Pre-Sal-na-geopolitica-do-petroleo%2F4%2F32497<\/a><br \/>\n[14] <a href=\"http:\/\/cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Politica\/O-petroleo-a-Petrobras-e-a-geopolitica-Entrevista-com-Paulo-Metri-\/4\/32822\">http:\/\/cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Politica\/O-petroleo-a-Petrobras-e-a-geopolitica-Entrevista-com-Paulo-Metri-\/4\/32822<\/a><br \/>\n[15] <a href=\"http:\/\/www.extraclasse.org.br\/edicoes\/2015\/03\/a-petrobras-e-os-interesses-em-jogo-na-geopolitica-do-petroleo\/\">http:\/\/www.extraclasse.org.br\/edicoes\/2015\/03\/a-petrobras-e-os-interesses-em-jogo-na-geopolitica-do-petroleo\/<\/a><br \/>\n[16] <a href=\"http:\/\/www.brasil247.com\/pt\/247\/economia\/176389\/US$-70-bi-da-Shell-mostram-o-valor-real-do-pr%C3%A9-sal.htm\">http:\/\/www.brasil247.com\/pt\/247\/economia\/176389\/US$-70-bi-da-Shell-mostram-o-valor-real-do-pr%C3%A9-sal.htm<\/a><br \/>\n[17] http:\/\/brasildebate.com.br\/defender-a-petrobras-e-defender-o-brasil-leia-e-assine-o-manifesto\/<br \/>\n[18] Este espl\u00eandido estudo de Gullo culmina com reflex\u00f5es extremamente pertinentes acerca das possibilidades que a Am\u00e9rica do Sul tem de realizar essa \u201cinsubordina\u00e7\u00e3o fundadora\u201d e, com o apoio do Estado, sair de sua condi\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica para se converter, desse modo, em um importante interlocutor internacional independente. (GULLO, 2014, p.16)<\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor convidado: Bernardo Salgado Rodrigues A estrutura produtiva mundial de energia oriunda dos<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[649,653],"tags":[],"class_list":["post-1776","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-volume2"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1776"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3052,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1776\/revisions\/3052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}