{"id":1800,"date":"2014-12-05T20:54:00","date_gmt":"2014-12-05T22:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1800"},"modified":"2024-03-27T17:31:18","modified_gmt":"2024-03-27T20:31:18","slug":"no-palco-das-relacoes-internacionais-a-medicina-se-encontra-com-as-ciencias-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1800","title":{"rendered":"No palco das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais a Medicina se encontra com as Ci\u00eancias Sociais"},"content":{"rendered":"<div style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">Por Suellen Lannes<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Uma das fun\u00e7\u00f5es das organiza\u00e7\u00f5es internacionais \u00e9 estabelecer normas e regras que facilitar\u00e3o a rela\u00e7\u00e3o entre os Estados e ajudar\u00e3o na harmoniza\u00e7\u00e3o e pacifica\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio internacional. No que tange a sa\u00fade esse processo de normatiza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 constantemente modificado pela pr\u00f3pria forma de se pensar a doen\u00e7a e a sa\u00fade e pela import\u00e2ncia que outras vertentes de pensamento, em especial as Ci\u00eancias Sociais, passar\u00e3o a ter na Medicina. Com a interliga\u00e7\u00e3o crescente dos Estados a aproxima\u00e7\u00e3o desses dois ramos de conhecimento proporcionar\u00e3o mudan\u00e7as importantes na forma de se pensar a sa\u00fade internacional e a import\u00e2ncia dos Estados na promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade tanto interna como externamente.<\/p>\n<p><a name=\"more\"><\/a><\/p>\n<p>Considerado o \u201cpai da medicina\u201d, Hip\u00f3crates (460 a 377 a.c.) vai representar uma \u00e9poca caracterizada pelo rompimento da doen\u00e7a com concep\u00e7\u00f5es m\u00e1gico-religiosas e explica\u00e7\u00f5es mais racionais s\u00e3o buscadas para se compreender as mol\u00e9stias que acometiam o ser humano. Nesse contexto, as explica\u00e7\u00f5es para sa\u00fade e doen\u00e7a se encontravam em processos naturais. Em seu livro \u201cAres, \u00e1guas e lugares\u201d, Hip\u00f3crates vai afirmar que existe dois tipos de doen\u00e7as, as end\u00eamicas e as epid\u00eamicas. A primeira se caracterizar\u00e1 por ser recorrente em uma comunidade, enquanto a segunda tem como caracter\u00edstica principal o seu surgimento repentino. Em suas observa\u00e7\u00f5es, ele notar\u00e1 que a causa dessas doen\u00e7as estaria relacionada ao clima, ao solo, \u00e0 \u00e1gua, ao modo de vida e a nutri\u00e7\u00e3o. Desse modo ele compreendia a sa\u00fade como homeostase, ou seja, resultante de um equil\u00edbrio entre o ser humano e seu meio [BATISTELLA, 2007, p. 32].<\/p>\n<p>Essas ideias ser\u00e3o estendidas para o Imp\u00e9rio Romano. Com rela\u00e7\u00e3o ao diagn\u00f3stico e trato das doen\u00e7as pouca mudan\u00e7a ser\u00e1 feita. A principal mudan\u00e7a ser\u00e1 na quest\u00e3o sanit\u00e1ria. Com a instala\u00e7\u00e3o de aquedutos, o incentivo da pr\u00e1tica de banhos, por meio dos banhos p\u00fablicos e a constru\u00e7\u00e3o de grandes redes de esgoto, pode-se notar melhorias sens\u00edveis na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, tornando-a menos vulner\u00e1veis a epidemias.<\/p>\n<p>Com a ascens\u00e3o do per\u00edodo medieval, essas estruturas sanit\u00e1rias foram sendo corro\u00eddas e o pensamento racional da medicina foi cedendo lugar ao misticismo. A liga\u00e7\u00e3o entre doen\u00e7a e pecado inibiu qualquer desenvolvimento cient\u00edfico [1]. Todavia, \u00e9 no interior da Igreja, em especial nos monast\u00e9rios que ir\u00e3o surgir as primeiras revolu\u00e7\u00f5es no que tange a quest\u00e3o sanit\u00e1ria. Al\u00e9m de ter constru\u00eddo os primeiros hospitais, nos monast\u00e9rios se desenvolveu as primeiras universidades e alguns religiosos, como Girolamo Fracastoro, v\u00e3o elaborar teorias sobre peculiaridades nas transmiss\u00f5es das doen\u00e7as, futuramente, suas ideias ajudar\u00e3o na grande revolu\u00e7\u00e3o que acontecer\u00e1 na medicina, no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que esse contexto ficava recluso ao ambiente mon\u00e1stico, a vida fora dos muros mon\u00e1sticos continuava a ser marcada pelas epidemias e condi\u00e7\u00f5es insalubres. A mudan\u00e7a vai come\u00e7ar com o Renascimento que ir\u00e1 impulsionar fortemente a pesquisa e a revaloriza\u00e7\u00e3o do saber t\u00e9cnico e racional. A constante racionaliza\u00e7\u00e3o vai relacionar diretamente a doen\u00e7a a fatores biol\u00f3gicos, ou seja, o primordial era descobrir o agente fisiol\u00f3gico causador da doen\u00e7a, apesar de muitas vezes n\u00e3o ser esse o agente ocasionador da enfermidade.<\/p>\n<p>Com o surgimento das Ci\u00eancias Sociais, no s\u00e9culo XIX, a quest\u00e3o social passa a ganhar destaque e a sociedade industrial e \u201cmoderna\u201d passa a ser colocada em xeque, assim como a medicina.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote><p>Ao lado das condi\u00e7\u00f5es objetivas de exist\u00eancia, o desenvolvimento te\u00f3rico das ci\u00eancias sociais permitiu, no final do s\u00e9culo XVIII, a elabora\u00e7\u00e3o de uma teoria social da Medicina. O ambiente, origem de todas as causas de doen\u00e7a, deixa, momentaneamente, de ser natural para revestir-se do social. \u00c9 nas condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho do homem que as causa das doen\u00e7as dever\u00e3o ser buscadas. [GUTIERREZ, 2001, p. 20].<\/p><\/blockquote>\n<p>Esse cen\u00e1rio ir\u00e1 revolucionar a medicina e determinar\u00e1 a forma como rela\u00e7\u00e3o entre doen\u00e7a e sa\u00fade ser\u00e1 tratada pelos m\u00e9dicos, governos e, principalmente, pelas institui\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>No que tange a medicina, ocorre no s\u00e9culo XIX a consolida\u00e7\u00e3o de uma nova forma de se pensar sobre o que causava uma doen\u00e7a. At\u00e9 ent\u00e3o, era vigente a Teoria Miasm\u00e1tica, de acordo com ela, a causa das doen\u00e7as encontrava-se no conjunto de odores f\u00e9tidos resultados da deteriora\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica em contato com o solo e os len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos. Com o advento do microsc\u00f3pio, pode-se confirmar a exist\u00eancia de microorganismos causadores de enfermidades, dando-se in\u00edcio a bacteriologia e ampliando o espectro de transmiss\u00e3o. Uma nova teoria ganha destaque, a Teoria Microbiana. De acordo com ela, os microorganismos s\u00e3o as causas de in\u00fameras doen\u00e7as. Esse pensamento levou ao desenvolvimento de antibi\u00f3ticos e ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos de higiene. A preven\u00e7\u00e3o torna-se o basilar da medicina, a qual ganhar\u00e1 uma grande aliada, a vacina [BATISTELLA, 2007, p. 43]<\/p>\n<p>Esse contexto revolucion\u00e1rio vai ter reflexo nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. Em 1833 vai ser criado, no Egito, um Conselho Sanit\u00e1rio com a participa\u00e7\u00e3o de diversos pa\u00edses. O objetivo desse Conselho era proteger os pa\u00edses europeus, tratar da quest\u00e3o da quarentena e de higiene internacional. Seis anos mais tarde, em Constantinopla, ocorre um encontro entre o Comit\u00ea Sanit\u00e1rio otomano e representantes de outros pa\u00edses. O objetivo desse encontro era tra\u00e7ar diretrizes para a quest\u00e3o da quarentena. Em 1851, foi realizada a primeira Confer\u00eancia Internacional de Sa\u00fade, a qual proporcionou a elabora\u00e7\u00e3o de diversas normas e um indicativo de constru\u00e7\u00e3o de um c\u00f3digo sanit\u00e1rio internacional \u201creferente \u00e0 quarentena, \u00e0 notifica\u00e7\u00e3o da c\u00f3lera, da peste e da febre amarela\u201d [VILLA, et.al., 2001, p. 103].<\/p>\n<p>Nesse contexto de coopera\u00e7\u00e3o surge, em 1902, a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPAS). Enquanto um tipo de organiza\u00e7\u00e3o internacional, a OPAS vai contar com 38 Estados-membros e atuar\u00e1 junto aos poderes governamentais, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais e ag\u00eancias bilaterais e multilaterais com o intuito de estabelecer pol\u00edticas em conjunto e \u201cpromover e coordenar esfor\u00e7os dos pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Ocidental para combater doen\u00e7as, prolongar a vida e promover a sa\u00fade f\u00edsica e mental das pessoas\u201d [CONSTITUI\u00c7\u00c3O DA OPAS, 1947, artigo 1, cap\u00edtulo1].<\/p>\n<p>Al\u00e9m do ambiente de coopera\u00e7\u00e3o, as mudan\u00e7as no diagn\u00f3stico e no tratamento das doen\u00e7as v\u00e3o ter reflexos na forma como as organiza\u00e7\u00f5es internacionais atreladas \u00e0 sa\u00fade v\u00e3o ser formuladas. Avan\u00e7ando nesse sentido, a funda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), em 1946, \u00e9 um marco. De acordo com a sua Constitui\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade \u00e9 definida como \u201ccompleto bem-estar f\u00edsico, mental e social e n\u00e3o somente a aus\u00eancia da doen\u00e7a ou enfermidade\u201d, ou seja, a sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 compreendida somente relacionada a doen\u00e7a e fatores fisiol\u00f3gicos, mas, tamb\u00e9m, a fatores sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A formula\u00e7\u00e3o da OMS foi um pa\u00e7o a frente da OPAS do que se compreende por sa\u00fade. Em sua carta j\u00e1 est\u00e1 prevista a interlocu\u00e7\u00e3o entre sa\u00fade e meio social. O governo j\u00e1 aparece como um ator que ao mesmo tempo executa a sa\u00fade, no caso a consolida\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre sa\u00fade p\u00fablica e Estado, como tem o dever de garanti-la, sendo respons\u00e1vel pela sua execu\u00e7\u00e3o, como exposto em sua Constitui\u00e7\u00e3o: \u201cos Governos t\u00eam responsabilidade pela sa\u00fade dos seus povos, a qual s\u00f3 pode ser assumida pelo estabelecimento de medidas sanit\u00e1rias e sociais adequadas\u201d [CONSTITUI\u00c7\u00c3O DA ORGANIZA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DA SA\u00daDE, 1946].<\/p>\n<p>O final da Segunda Guerra Mundial marcou o in\u00edcio de uma nova revolu\u00e7\u00e3o na forma de se chegar a um diagn\u00f3stico. Era vigente, at\u00e9 ent\u00e3o, explica\u00e7\u00f5es unicausais, caracterizada pela ado\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica causa para se explicar uma doen\u00e7a. Com a \u201ctransi\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica\u201d que os pa\u00edses \u201cdesenvolvidos\u201d passam, marcada pela diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos de doen\u00e7as infecto-parasit\u00e1rias e o incremento de doen\u00e7as cr\u00f4nico-degenerativas, fen\u00f4meno ocasionado pelas melhorias sanit\u00e1rias e nos tratamentos, passa a se pensar em um modelo multicausal, marcado pela rela\u00e7\u00e3o entre agente, ambiente e hospedeiro. Esse modelo sofrer\u00e1 algumas cr\u00edticas, principalmente pelo fato de n\u00e3o englobar a influ\u00eancia do curso da hist\u00f3ria nas doen\u00e7as.<\/p>\n<p>A medicina n\u00e3o ficou imune ao contexto de contesta\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica que marcou a d\u00e9cada de 1960. Durante essa d\u00e9cada foi elaborado o modelo de determina\u00e7\u00e3o social da sa\u00fade\/doen\u00e7a. De acordo com esse modelo, para se compreender a realidade sanit\u00e1ria de um pa\u00eds ou regi\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio levar em considera\u00e7\u00e3o aspectos sociais, hist\u00f3ricos, econ\u00f4micos, culturais e biol\u00f3gicos. As especificidades de cada regi\u00e3o passam a ser levadas em considera\u00e7\u00e3o como ilustrou um semin\u00e1rio realizado pela OPAS em Cuenca (Equador), em 1972, de m\u00e9dicos e cientistas sociais, o qual prop\u00f4s um modelo alternativo: \u201ccentrar-se na an\u00e1lise da mudan\u00e7a, incluir elementos te\u00f3ricos que permitissem pesquisar a realidade em termos de suas contradi\u00e7\u00f5es internas, permitir a an\u00e1lise tanto de n\u00edveis espec\u00edficos de realidade como de n\u00edveis estruturais e as rela\u00e7\u00f5es entre ambos\u201d [NUNES, 1992, p.66].<\/p>\n<p>Esse pensamento foi levado para as rela\u00e7\u00f5es internacionais como demonstrar\u00e3o as confer\u00eancias internacionais sobre sa\u00fade. Um exemplo vai ser a Primeira Confer\u00eancia Internacional sobre Promo\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade, que foi realizada na cidade de Ottawa, em 1986. No seu cap\u00edtulo \u201cdefesa da causa\u201d, percebe a rela\u00e7\u00e3o direta entre promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e aspectos econ\u00f4micos e sociais:<\/p>\n<blockquote><p>A sa\u00fade \u00e9 o maior recurso para o desenvolvimento social, econ\u00f4mico e pessoal, assim como uma importante dimens\u00e3o da qualidade de vida. Fatores pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais, culturais, ambientais, comportamentais e biol\u00f3gicos podem tanto favorecer como prejudicar a sa\u00fade. As a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade objetivam, atrav\u00e9s da defesa da sa\u00fade, fazer com que as condi\u00e7\u00f5es descritas sejam cada vez mais favor\u00e1veis. [CARTA DE OTTAWA, 1986, defesa da causa]<\/p><\/blockquote>\n<p>No \u00e2mbito da Am\u00e9rica Latina, em 1992, foi realizada a Confer\u00eancia Internacional de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, onde foi proclamada a Carta de Santaf\u00e9 de Bogot\u00e1. Esta Confer\u00eancia tratou da promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade na Am\u00e9rica Latina e afirma que esta busca a cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es que garantam o bem-estar geral como prop\u00f3sito fundamental do desenvolvimento, assumindo a rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre sa\u00fade e desenvolvimento. (&#8230;) A situa\u00e7\u00e3o de iniquidade da sa\u00fade nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina reitera a necessidade de se optar por novas alternativas na a\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica, orientadas a combater o sofrimento causado pelas enfermidades do atraso e pobreza, ao que se sobrep\u00f5e os efeitos colaterais trazidos pelas enfermidades da urbaniza\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o [DECLARA\u00c7\u00c3O DE SANTAF\u00c9 DE BOGOT\u00c1, 1992, p.1].<\/p>\n<p>Todos esses aprimoramentos na forma de se pensar a doen\u00e7a e a sa\u00fade fizeram com que hoje a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade n\u00e3o seja al\u00e7ada, somente, de m\u00e9dicos, mas, tamb\u00e9m, de soci\u00f3logos, cientistas pol\u00edticos, economistas etc. Governos passam a ter responsabilidade pela garantia e promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica e as institui\u00e7\u00f5es internacionais estabelecem normas e incentivam um modelo igualit\u00e1rio de sa\u00fade para todos.<\/p>\n<p>[1] Nesse contexto, o desenvolvimento da medicina s\u00f3 continuou no mundo oriental, em especial, no Imp\u00e9rio \u00c1rabe-Isl\u00e2mico, onde os nomes de Avicena e Averr\u00f3es se destacam.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p>BATISTELLA, Carlos Eduardo Colpo. Sa\u00fade, Doen\u00e7a e Cuidado: complexidade te\u00f3rica e necessidade hist\u00f3rica. In: Ang\u00e9lica Ferreira Fonseca; Anamaria D&#8217;Andrea Corbo. (Org.). <i>O Territ\u00f3rio e o Processo Sa\u00fade-Doen\u00e7a<\/i>. Rio de Janeiro: EPSJV\/Fiocruz, 2007, p. 25-49.<\/p>\n<p>CARTA DE OTTAWA, 1986. Extra\u00eddo de: <a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/carta_ottawa.pdf\">http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/carta_ottawa.pdf<\/a><\/p>\n<p>CONSTITUI\u00c7\u00c3O DA ORGANIZA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DE SA\u00daDE (OMS), 1946:<a href=\"http:\/\/www.direitoshumanos.usp.br\/index.php\/OMS-Organiza%C3%A7%C3%A3o-Mundial-da-Sa%C3%BAde\/constituicao-da-organizacao-mundial-da-saude-omswho.html\"> http:\/\/www.direitoshumanos.usp.br\/index.php\/OMS-Organiza%C3%A7%C3%A3o-Mundial-da-Sa%C3%BAde\/constituicao-da-organizacao-mundial-da-saude-omswho.html<\/a><\/p>\n<p>DECLARA\u00c7\u00c3O DE SANTAF\u00c9 DE BOGOT\u00c1, 1992. Extra\u00eddo de: h<a href=\"http:\/\/www.ergonomianotrabalho.com.br\/artigos\/Santafe.pdf\">ttp:\/\/www.ergonomianotrabalho.com.br\/artigos\/Santafe.pdf<\/a><\/p>\n<p>GUTIERREZ, P. R. &amp; OBERDIEK, H. I. Concep\u00e7\u00f5es sobre a sa\u00fade e a doen\u00e7a. In: ANDRADE, S. M. de; SOARES, D. A. &amp; CORDONI JUNIOR, L. (Orgs.) <i>Bases da Sa\u00fade Coletiva<\/i>. Londrina: UEL, 2001.<\/p>\n<p>NUNES, Everardo Duarte. As Ci\u00eancias Sociais em Sa\u00fade: reflex\u00f5es sobre as origens e a constru\u00e7\u00e3o de um campo de conhecimento. Sa\u00fade Soc., 1992, vol.1, no.1, p. 59-84.<\/p>\n<p>VILLA TCS, WEILLER TH, PALHA PF, MISHIMA SM, ANGERAMI ELS, S\u00c1 LD. Sa\u00fade internacional: alguns aspectos conceituais contempor\u00e2neos. In: <i>Latino-am Enfermagem<\/i>, 2001, maio; 9(3):101-5.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Suellen Lannes Uma das fun\u00e7\u00f5es das organiza\u00e7\u00f5es internacionais \u00e9 estabelecer normas e<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[652],"tags":[],"class_list":["post-1800","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1800","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1800"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3029,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1800\/revisions\/3029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}