{"id":1801,"date":"2014-12-03T20:45:00","date_gmt":"2014-12-03T22:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1801"},"modified":"2024-03-27T17:31:03","modified_gmt":"2024-03-27T20:31:03","slug":"quarta-do-especialista-repensar-a-america-latina-pelos-latino-americanos-o-resgate-da-teoria-marxista-da-dependencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1801","title":{"rendered":"::Quarta do Especialista :: Repensar a Am\u00e9rica Latina pelos latino-americanos: o resgate da teoria marxista da depend\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div><span style=\"background-color: white; color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18.4799995422363px;\">Autor Convidado: Bernardo Salgado Rodrigues<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A teoria marxista da depend\u00eancia significou um salto na interpreta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da realidade latino-americana a partir da d\u00e9cada de 1960. Seus te\u00f3ricos analisaram a depend\u00eancia a partir das estruturas econ\u00f4micas, pol\u00edticas, sociais e ideol\u00f3gicas, num escopo dialeticamente nacional e internacional, em que interno e externo se articulavam na reprodu\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da depend\u00eancia. Ao longo da segunda metade do s\u00e9culo XX, sua influ\u00eancia foi presente sobre os mais diversos campos das ci\u00eancias sociais latino-americana, ainda que relativamente renegada ou mal interpretada nas d\u00e9cadas subseq\u00fcentes a sua formula\u00e7\u00e3o inicial.<br \/>\n<a name=\"more\"><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desta forma, seu resgate atual enseja debates te\u00f3ricos e pr\u00e1ticas pol\u00edticas importantes para as perspectivas da Am\u00e9rica Latina no s\u00e9culo XXI. Assim, o resgate e reorganiza\u00e7\u00e3o do pensamento cr\u00edtico da teoria marxista da depend\u00eancia se dedicam a an\u00e1lise de um mundo em globaliza\u00e7\u00e3o e do papel que a Am\u00e9rica Latina cumpre nesse processo: se reproduzindo os velhos la\u00e7os de depend\u00eancia\u00a0[1], ou se projetando sua inser\u00e7\u00e3o internacional de maneira aut\u00f4noma e soberana.<span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;\">,<\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desta maneira, os estudos de Theotonio dos Santos da teoria da depend\u00eancia se integram as teorias do sistema mundial, de Immanuel Wallerstein, Giovanni Arrighi, Andre Gunder Frank e Samir Amin. A teoria do sistema mundial situa a forma\u00e7\u00e3o do sistema mundial capitalista a partir do s\u00e9culo XV, assim como seu desenvolvimento a partir da articula\u00e7\u00e3o de suas tend\u00eancias seculares e c\u00edclicas. No s\u00e9culo XXI, com o desenvolvimento dos regionalismos, a proje\u00e7\u00e3o do Leste Asi\u00e1tico \u2013 centrado na China \u2013 e a expans\u00e3o dos movimentos sociais sinalizam os movimentos contra-hegem\u00f4nicos no sistema mundial.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para Martins (2006, p.934), \u201c\u00e0 Am\u00e9rica Latina cabe a escolha entre submergir ao neoliberalismo ou lutar pela ruptura com a depend\u00eancia e a participa\u00e7\u00e3o ativa na recondu\u00e7\u00e3o do sistema mundial.\u201d Ele sinaliza, assim, para novos rumos na ordem internacional, no qual os pr\u00f3prios projetos de integra\u00e7\u00e3o latino-americana, como a Unasul, Alba e Celac, s\u00e3o exemplos pr\u00e1ticos dessa rela\u00e7\u00e3o que busca remodelar a geopol\u00edtica mundial no s\u00e9culo XXI.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Uma recorr\u00eancia dos preceitos da teoria marxista da depend\u00eancia \u00e9 o papel descapitalizador do capital estrangeiro, preconizado por V\u00e2nia Bambirra\u00a0[2]<span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\u00a0<\/span>em seus estudos, que exerce a lideran\u00e7a sobre o processo de acumula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses dependentes ao longo do tempo, com ainda mais intensidade na atualidade. Al\u00e9m disso, pode-se agregar ao papel descapitalizador o efeito \u201cescalator up, elevator down\u201d, em que tanto investidores dom\u00e9sticos como estrangeiros, ao aplicarem seu capital de forma isolada e lenta, fogem e retiram seus capitais em massa e rapidamente quando h\u00e1 algum ind\u00edcio de perda de rentabilidade, criando enorme volatilidade e instabilidade nas economias dependentes.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, seus estudos das elites pol\u00edticas latino-americanas como \u201cdominantes-dominados\u201d[3]<span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">\u00a0<\/span>ainda \u00e9 recorrente. Historicamente, as classes dominantes latino-americanas possuem v\u00ednculos estreitos com as elites estrangeiras, em que tal rela\u00e7\u00e3o muita vezes se realiza atrav\u00e9s da subordina\u00e7\u00e3o dos interesses internos aos externos, em que tal fato n\u00e3o isenta os ganhos locais por parte das classes dominantes nacionais; i.e., os interesses pol\u00edticos nacionais se encontram, assim, vinculados \u2013 de maneira dependente \u2013 aos interesses dos grandes centros de poder mundiais.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O principal conceito de Ruy Mauro Marini, a superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho[4]<span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\">,\u00a0<\/span>encontra atualidade e expans\u00e3o interpretativa a partir do momento em que se tem sua dissemina\u00e7\u00e3o a n\u00edvel mundial, sua globaliza\u00e7\u00e3o. Onde outrora a especificidade deste mecanismo era relacionada ao contexto latino-americano, atualmente estende-se aos pr\u00f3prios pa\u00edses centrais do sistema mundial capitalista e aos demais pa\u00edses da periferia, que se utilizam da superexplora\u00e7\u00e3o do trabalho a fim de auferir lucros extraordin\u00e1rios sob a prerrogativa da efici\u00eancia e da competitividade do mundo globalizado. \u201cA emerg\u00eancia das chamadas empresas globais, como uma etapa mais avan\u00e7ada da transnacionaliza\u00e7\u00e3o empresarial, \u00e9 chave nesse processo de globaliza\u00e7\u00e3o da superexplora\u00e7\u00e3o.\u201d (MARTINS, 2011, p.292-293)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Como pode ser observado, esses e muitos outros aspectos acerca da teoria marxista da depend\u00eancia em sua formula\u00e7\u00e3o inicial s\u00e3o recorrentes no s\u00e9culo XXI, o que justifica a hip\u00f3tese central da necessidade de um resgate para se pensar os novos rumos da Am\u00e9rica Latina. Assim, cabe aos povos e pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina indagarem se desejam continuar a seguir um projeto ideol\u00f3gico que substitui o Estado pelo mercado, o cidad\u00e3o pelo consumidor, a regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pelo livre-com\u00e9rcio, os espa\u00e7os p\u00fablicos pelos shopping centers, a ideologia pelo marketing, o trabalhador pelo indiv\u00edduo; se desejam continuar na pris\u00e3o da depend\u00eancia, ou libertarem-se dos seus grilh\u00f5es rumo a emancipa\u00e7\u00e3o e autodetermina\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">Refer\u00eancia<\/span><\/b><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;\">BAMBIRRA, V\u00e2nia. <\/span><b style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;\">O capitalismo dependente latino-americano<\/b><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;\">. Florian\u00f3polis: Editora Insular, 2012.<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">MARINI, Ruy Mauro. <b>Dial\u00e9ctica de la dependencia<\/b>. 11\u00aa ed. Cidade do M\u00e9xico: ERA, 1991.<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">MARTINS, Carlos Eduardo.<b> Globaliza\u00e7\u00e3o, depend\u00eancia e neoliberalismo na Am\u00e9rica Latina.<\/b> S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2011.<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">______.Pensamento Social. In: SADER, Emir; JINKINGS, Ivana (Org.).\u00a0<b>Latinoamericana:<\/b><b>\u00a0<\/b>enciclop\u00e9dia contempor\u00e2nea da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. S\u00e3o Paulo: Boitempo Editorial; Rio de Janeiro: Laborat\u00f3rio de Pol\u00edticas P\u00fablicas da UERJ, 2006. p. 925-934.<\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify;\"><span style=\"background: white; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;\">SANTOS, Theotonio dos. <\/span><b><span lang=\"ES-TRAD\" style=\"background: white; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: ES-TRAD;\">Imperialismo y dependencia.<\/span><\/b><span lang=\"ES-TRAD\" style=\"background: white; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-ansi-language: ES-TRAD;\"> Caracas: Fundaci\u00f3n Biblioteca Ayacucho, 2011. <\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;\"><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<div><span style=\"line-height: 24px;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 16px;\"><span style=\"line-height: 12.2666673660278px;\">[1]<\/span><\/span><\/span><span lang=\"ES-TRAD\" style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 16px;\">\u00a0<\/span>\u201c<i>La dependencia es una situaci\u00f3n en la cual un cierto grupo de pa\u00edses tienen su econom\u00eda condicionada por el desarrollo y expansi\u00f3n de otra econom\u00eda a la cual la propia est\u00e1 sometida. La relaci\u00f3n de interdependencia entre dos o m\u00e1s econom\u00edas, y entre estas y el comercio mundial, asume la forma de dependencia cuando algunos pa\u00edses (los dominantes) pueden expandirse y autoimpulsarse, en tanto que otros pa\u00edses (los dependientes) solo lo pueden hacer como reflejo de esa expansi\u00f3n, que puede actuar positiva y\/o negativamente sobre su desarrollo inmediato. De cualquier forma, la situaci\u00f3n de dependencia conduce a una situaci\u00f3n global de los pa\u00edses dependientes que los sit\u00faa en retraso y bajo la explotaci\u00f3n de los pa\u00edses dominantes.<\/i>\u201d (SANTOS, 2011, p.361)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;\"><span style=\"line-height: 115%;\">[2]<\/span><\/span><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;\">\u00a0<\/span>&#8220;O desenvolvimento industrial &#8211; apesar do que achavam os te\u00f3ricos do capitalismo latino-americano -, na medida em que chega a ser promovido pelo capital estrangeiro, gera os mecanismos de aprofundamento e amplia\u00e7\u00f5es do controle deste capital sobre o capitalismo dependente. Esses mecanismos acumulativos, em espiral, derivam da forma como as empresas imperialistas funcionam: dos lucros obtidos, uma parte, em geral pequena, \u00e9 reinvestida; outra parte \u00e9 enviada ao exterior como remessa, que aumenta indiretamente atrav\u00e9s dos pagamentos dos royalties, de servi\u00e7os t\u00e9cnicos e de deprecia\u00e7\u00e3o, cujo resultado \u00e9 a descapitaliza\u00e7\u00e3o da economia. Esta descapitaliza\u00e7\u00e3o se reflete nos d\u00e9ficits do balan\u00e7o de pagamento. Para suprir esses d\u00e9ficits s\u00e3o requeridas &#8220;ajudas externas&#8221;, por meio de empr\u00e9stimos. Os empr\u00e9stimos aumentam os servi\u00e7os da d\u00edvida externa e esta aumenta ainda mais os d\u00e9ficits, aumentando progressivamente a necessidade de mais capital estrangeiro. Em poucas palavras, pode-se dizer que os investimentos estrangeiros provocam uma descapitaliza\u00e7\u00e3o que exige novos investimentos estrangeiros. O capital estrangeiro se torna assim uma necessidade intr\u00ednseca do funcionamento do capitalismo dependente e \u00e9, ao mesmo tempo, seu componente descapitalizador e capitalizador. \u00c9 como o dependente qu\u00edmico: as drogas o matam, mas necessitam delas para seguir vivendo&#8230;&#8221; (BAMBIRRA, 2012, p.143)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span style=\"line-height: 115%;\">[3]<\/span><!--[endif]--><\/span><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;\">\u00a0<\/span>A depend\u00eancia pol\u00edtica n\u00e3o seria compreendida apenas como a imposi\u00e7\u00e3o da interfer\u00eancia estrangeira no plano nacional, mas, sobretudo, como parte de uma depend\u00eancia \u201cque faz com que o processo de tomada de decis\u00f5es por parte das classes dominantes \u2013 em fun\u00e7\u00e3o dos interesses pol\u00edticos \u2018nacionais\u2019 internos \u2013 seja dependente. Como os pa\u00edses dependentes s\u00e3o parte constitutiva do sistema capitalista internacional, suas classes dominantes jamais gozaram de uma real autonomia para dirigir e organizar suas respectivas sociedades. A situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia termina por confrontar estruturas cujas caracter\u00edsticas e cuja din\u00e2mica est\u00e3o subjugadas \u00e0s formas de funcionamento e \u00e0s leis de movimento das estruturas dominantes.\u201d (BAMBIRRA, 2012, p.143-144)<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0cm; text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman','serif';\"><!-- [if !supportFootnotes]--><span style=\"line-height: 115%;\">[4]<\/span><!--[endif]--><\/span><span lang=\"ES-TRAD\" style=\"font-family: 'Times New Roman','serif'; mso-ansi-language: ES-TRAD;\">\u00a0<\/span>Identificado em tr\u00eas mecanismos: \u201c<i>la intensificaci\u00f3n del trabajo, la prolongaci\u00f3n de la jornada de trabajo y la expropiaci\u00f3n de parte del trabajo necesario al obrero para reponer su fuerza de trabajo<\/i>\u201d (MARINI, 1991)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div><b style=\"background-color: white; color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18.4799995422363px; text-align: justify;\"><i><a style=\"color: black; text-decoration: none;\" href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3190936777214537\">Bernardo Salgado Rodrigues<\/a>\u00a0<\/i><\/b><i style=\"background-color: white; color: #333333; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18.4799995422363px; text-align: justify;\">\u00e9 mestrando em Economia Pol\u00edtica Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-PEPI). Graduando em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas na Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ-FCE). Possui gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais no Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-IFCS). Foi bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica CNPq\/PIBIC. Atualmente \u00e9 integrante do Laborat\u00f3rio de Estudos de Hegemonia e Contrahegemonia (LEHC-UFRJ) e membro do Grupo de Trabalho de Integraci\u00f3n y Unidad Latinoamericana y Caribe\u00f1a do CLACSO (Conselho Latino-americano de Ci\u00eancias Sociais).<\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor Convidado: Bernardo Salgado Rodrigues A teoria marxista da depend\u00eancia significou um salto<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[652],"tags":[],"class_list":["post-1801","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1801"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1801\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3028,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1801\/revisions\/3028"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}