{"id":1812,"date":"2014-10-24T21:49:00","date_gmt":"2014-10-24T23:49:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1812"},"modified":"2024-03-27T17:28:18","modified_gmt":"2024-03-27T20:28:18","slug":"pobre-mexico-tao-longe-de-deus-e-tao-perto-dos-estados-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1812","title":{"rendered":"&#8220;Pobre M\u00e9xico. T\u00e3o longe de Deus e t\u00e3o perto dos Estados Unidos.&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">Por Glauber Cardoso Carvalho<\/div>\n<div>\n<blockquote>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Com o clima da disputa eleitoral que segue ainda at\u00e9 o domingo, parece que falar de outra coisa \u00e9 fugir de nossa realidade, mas claro que n\u00e3o \u00e9. Basta que fa\u00e7amos os links necess\u00e1rios e conseguiremos aproveitar para tirar conclus\u00f5es sobre o futuro do Brasil.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name=\"more\"><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Me refiro, mais especificamente, \u00e0 oportunidade que acabei de ter de participar de uma aula com Jorge M\u00e1ttar, diretor do Ilpes \u2013 <i><a href=\"http:\/\/www.cepal.org\/cgi-bin\/getprod.asp?xml=\/ilpes\/noticias\/paginas\/1\/50571\/P50571.xml&amp;xsl=\/ilpes\/tpl\/p18f.xsl&amp;base=\/ilpes\/tpl\/top-bottom.xsl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: blue;\">Instituto Latinoamericano y del Caribe de Planificaci\u00f3n Econ\u00f3mica y Social<\/span><\/a><\/i>, da Cepal, em videoconfer\u00eancia direta do Chile para uma turma de interessados alunos da UFRJ a cargo dos professores Ricardo Bielschowsky e Lena Lavinas. A proposta era que ele falasse sobre o M\u00e9xico, como estudioso mexicano que \u00e9, mas com foco a partir da d\u00e9cada de 90, sem retornar aos contornos do outro pa\u00eds que foi antes desse per\u00edodo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O tema n\u00e3o poderia ser mais relevante e guarda profunda rela\u00e7\u00e3o com a como\u00e7\u00e3o internacional (sim, h\u00e1 vida fora das elei\u00e7\u00f5es brasileiras) do desaparecimento de 43 jovens estudantes no Estado de Guerrero, sul do M\u00e9xico, antecedidos pela brutalidade e matan\u00e7a de outras pessoas durante uma manifesta\u00e7\u00e3o do qual todos participavam por melhorias na educa\u00e7\u00e3o, no munic\u00edpio de Iguala. Com suposto envolvimento nos crimes, o prefeito de Iguala fugiu, o governador de Guerrero renunciou ontem, 23 de outubro. [Leia reportagem no <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/10\/24\/internacional\/1414104644_009986.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: blue;\">El Pa\u00eds<\/span><\/a> e da <a href=\"https:\/\/anistia.org.br\/entre-em-acao\/email\/mexico-onde-estao-os-estudantes-de-guerrero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: blue;\">Anistia<\/span><\/a>]<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Qual a rela\u00e7\u00e3o entre falar do desenvolvimento mexicano e dos desaparecidos de Guerrero? Total. A pauperiza\u00e7\u00e3o social e a fragilidade institucional est\u00e3o diretamente relacionadas ao que M\u00e1ttar chama de \u201cestabilidade sem desenvolvimento\u201d. S\u00e3o motes do espraiamento dos carteis de tr\u00e1fico de drogas e do espiral de viol\u00eancia que tem marcado o povo mexicano.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Explica-se mais. O sul do M\u00e9xico, onde fica Guerrero \u00e9 de longe mais pobre que o Norte. A assimetria se intensificou nas \u00faltimas d\u00e9cadas fruto de escolhas pol\u00edticas e econ\u00f4micas que remontam \u00e0 assinatura do Tratado do Nafta e ao processo subsequente de descuido governamental, que perdeu o rumo do resto da Am\u00e9rica Latina, sobretudo no impulso que esta teve depois da virada do s\u00e9culo XXI.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Explica o especialista que a aproxima\u00e7\u00e3o do presidente mexicano Salinas de Gortari (1988-94) com os EUA teve uma concep\u00e7\u00e3o extremamente particular das for\u00e7as que representava. Para Salinas, esse era o caminho da modernidade, da altera\u00e7\u00e3o de uma agenda que caducava. Naquele momento, com o fim da \u201cd\u00e9cada perdida\u201d, com o fim da Guerra Fria, a atra\u00e7\u00e3o norte-americana assolou a elite mexicana a oficializar um com\u00e9rcio que j\u00e1 existia e tinha grande import\u00e2ncia. Concorreu, claramente, o desenvolvimento do que se convencionou chamar de neoliberalismo, puxados por Thatcher e Reagan. Qualquer semelhan\u00e7a com o Brasil de Collor n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A entrada em vigor do acordo Nafta no \u00faltimo ano de governo de Salinas, em 1 de janeiro de 1994, \u201ccoincidiu\u201d com a revolta de Chiapas, um estado do sul, pelo Ex\u00e9rcito Zapatista de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional, em reivindica\u00e7\u00e3o de direitos ind\u00edgenas. A convuls\u00e3o e a instabilidade foram seguidas de dois anos (1994-1995) de estrangulamento e adapta\u00e7\u00e3o, que antecederam outros cinco (1996-2001) de auge econ\u00f4mico. O auge \u00e9 pensado sob tr\u00eas efeitos: o do Nafta, que deu acesso \u201clivre\u201d ao mercado norte-americano e canadense; o da competitividade, com altera\u00e7\u00f5es estruturais nas exporta\u00e7\u00f5es; e, o do crescimento dos EUA, que experimentou um per\u00edodo excepcional. O per\u00edodo subsequente se arrasta at\u00e9 hoje, que combina estabilidade inflacion\u00e1ria com recess\u00e3o, crise, pauperiza\u00e7\u00e3o, fome, vulnerabilidade interna e externa&#8230;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A ideia de modernidade que seguiu o desencadear do Nafta estava assentado em bases percebidas como equivocadas desde ent\u00e3o por cr\u00edticos do caminho que seguia o M\u00e9xico. A percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o havia vantagens na pol\u00edtica agr\u00edcola fez com que o pa\u00eds importasse milho, um dos pilares de sua comida. A cren\u00e7a de que n\u00e3o seria necess\u00e1ria uma pol\u00edtica industrial e que o com\u00e9rcio exterior baseado nas \u201cmaquiladoras\u201d seria propulsor \u00fanico do desenvolvimento, com efeito de encadeamento interno, e que a prosperidade se derramaria para todas as regi\u00f5es tampouco se mostrou verdadeiro. Pelo contr\u00e1rio, o efeito marcante da implementa\u00e7\u00e3o dos acordos foi o aumento das desigualdades regionais, sobretudo da assimetria entre o norte e o sul do pa\u00eds. A vulnerabilidade mexicana \u00e9 descrita por M\u00e1ttar nos termos \u201cse os EUA pegarem uma gripe, o M\u00e9xico tem pneumonia\u201d.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dos fatores chaves para o desenrolar do per\u00edodo de estabilidade com estagna\u00e7\u00e3o, o especialista destaca as crises nos EUA, a irrup\u00e7\u00e3o da China, a perda de competitividade e a produtividade insuficiente, mas, sobretudo, a atonia da pol\u00edtica, com a m\u00e1xima \u201ca melhor pol\u00edtica \u00e9 n\u00e3o fazer pol\u00edtica\u201d. O comparativo com o resto da Am\u00e9rica Latina, em termos gerais, \u00e9 de um grande descolamento dos rumos no novo s\u00e9culo, e das pol\u00edticas que buscaram autonomia e rompimento com uma vulnerabilidade crescente dos pa\u00edses. Em n\u00fameros, a abertura comercial, ou seja, a participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es no PIB, em porcentagem, \u00e9 de 65 para o M\u00e9xico e quase 30 para o Brasil.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Se na d\u00e9cada de 80 o M\u00e9xico come\u00e7ou a experimentar uma altera\u00e7\u00e3o nas estruturas de suas exporta\u00e7\u00f5es para uma fei\u00e7\u00e3o mais manufatureira ainda que simples, passando dos 60%. Esse processo foi dominado na d\u00e9cada seguinte pelo processo das maquiladoras que contam 50% e que s\u00e3o contadas no rol das manufaturas por uma quest\u00e3o pol\u00edtica apesar de ter mais fei\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o do que de ind\u00fastria. Esse fato, ainda que tomado no agregado possa parecer positivo, n\u00e3o foi acompanhado de pol\u00edticas de desenvolvimento de bens intermedi\u00e1rios, n\u00e3o foi acompanhado de pol\u00edticas de produtividade, ou de est\u00edmulo ao crescimento da demanda interna, de consumo das massas, de real forma\u00e7\u00e3o de um mercado para seus produtos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Caminho distinto seguiu o Brasil e outros pa\u00edses sul-americanos, assim foi que o impacto da crise de 2008 teve um menor efeito e uma aplica\u00e7\u00e3o mais positiva das pol\u00edticas contrac\u00edclicas adotadas. Nas palavras de M\u00e1ttar \u201co que importa que o M\u00e9xico seja a 7\u00aa pot\u00eancia exportadora, se n\u00e3o h\u00e1 efeitos na economia dom\u00e9stica e no bem-estar da popula\u00e7\u00e3o? H\u00e1 que se come\u00e7ar pelas pol\u00edticas sociais para que possa ser feita uma pol\u00edtica contrac\u00edclica que funcione\u201d. A valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo foi um ponto crucial para o enfrentamento da crise sem queda acentuada do consumo. O M\u00e9xico, ao contr\u00e1rio, apesar do grande debate interno que possui sobre o assunto, conforme o diretor do Ilpes, n\u00e3o avan\u00e7a na quest\u00e3o e o sal\u00e1rio est\u00e1 em cerca de 150 d\u00f3lares, estando o sal\u00e1rio real abaixo dos 100, dados de 2013.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A pobreza mexicana n\u00e3o cede, permanece em uma faixa de 45,5%, sendo 9,8% de pobreza extrema e um cintur\u00e3o de pessoas n\u00e3o-pobres, mas vulner\u00e1veis, que com as crises flutuam de um lado a outro. Esses dados se completam ainda, para o negativo, com a constata\u00e7\u00e3o de que mais de 7 milh\u00f5es de mexicanos passam fome. Nesse cen\u00e1rio uma s\u00e9rie de reformas est\u00e3o em curso nas \u00e1reas trabalhistas, de comunica\u00e7\u00f5es, energia, financeira, entre outras. No \u201cPacto pelo M\u00e9xico\u201d feito em 2012 pelos partidos pol\u00edticos, h\u00e1 um compromisso de resguardar e aprimorar a governabilidade, a amplia\u00e7\u00e3o dos direitos sociais, a seguran\u00e7a e justi\u00e7a, e, claro, o enfrentamento ao crescimento, desemprego e competitividade.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Agora, voc\u00ea est\u00e1 se perguntando: e o Brasil com isso? O Brasil est\u00e1 prestes a decidir entre dois modelos pol\u00edticos, at\u00e9 muito marcadamente diferentes. O projeto de A\u00e9cio Neves, como destacamos em <a href=\"http:\/\/www.dialogosinternacionais.com.br\/2014\/09\/fazendo-o-dever-de-casa-1-o-que-os.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: blue;\">posts sobre as propostas de pol\u00edtica externa<\/span><\/a>, se relaciona com a abertura comercial, com a amplia\u00e7\u00e3o de acordos de livre-com\u00e9rcio e com a retomada de um alinhamento autom\u00e1tico (para usar palavras dos textos de pol\u00edtica externa) com o mundo desenvolvido, a saber EUA e Europa. Esse foi o caminho do M\u00e9xico (esse foi o nosso por um bom tempo, do qual n\u00e3o gostar\u00edamos de retornar) esse \u00e9 o caminho do qual o M\u00e9xico (n\u00e3o todo ele, pois \u00e9 claro que sempre h\u00e1 quem tire vantagem e, em geral, esses \u201calgu\u00e9m&#8217;s\u201d est\u00e3o no poder nesses governos) precisa sair com uma ampla reforma social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O outro caminho est\u00e1 sendo perseguido, com relativo sucesso, pelo Brasil nos \u00faltimos anos entre Lula e Dilma, ineg\u00e1vel a estabilidade dada pelo Plano Real, mas as pessoas foram relegadas, e como n\u00e3o comem o pr\u00f3prio dinheiro (<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/maria-da-conceicao-tavares-ninguem-come-pib-come-alimentos-11973782\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: blue;\">ou n\u00e3o comem PIB, como relembrou em bom tom a professora Concei\u00e7\u00e3o Tavares dada a preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com o tamanho do PIB<\/span><\/a>) precisam progredir, estudar, trabalhar, ter sa\u00fade e ser feliz, pontos importantes e destacados no governo em turno. Em termos de pol\u00edtica externa, a resist\u00eancia \u00e0 crise, as articula\u00e7\u00f5es em torno de projetos de consolida\u00e7\u00e3o de foros multilaterais, a proje\u00e7\u00e3o de autonomia conjunta da regi\u00e3o sul-americana com a Unasul, e outros tantos projetos que destaca o <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/eleicoes-2014-uma-visao-de-brasil-4494.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: blue;\">Embaixador Celso Amorim<\/span><\/a>, s\u00e3o escolhas e caminhos, como o M\u00e9xico tra\u00e7ou os dele, como o Brasil vai fazer no pr\u00f3ximo domingo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div>Enquanto as autoridades mexicanas n\u00e3o d\u00e3o conta dos seus Amarildos (sem querer comparar motiva\u00e7\u00f5es de estudantes normalistas que reivindicavam melhoria da educa\u00e7\u00e3o com ele, mas pelo seu desaparecimento enquanto \u201cpessoa humana\u201d \u2013 eu n\u00e3o gosto dessa express\u00e3o, mas uso aqui&#8230;) e o mundo e suas fam\u00edlias os reclamam vivos, o Brasil avan\u00e7a no aprofundamento de sua democracia e no passo adiante, n\u00e3o no retrocesso.<\/p>\n<p>Em tempo: Publico essa mat\u00e9ria e encontro o artigo do prof. Ricardo Carneiro e de Marcos Vinicius Chiliatto Leite:\u00a0<a href=\"http:\/\/brasildebate.com.br\/nao-ha-vagas-o-brasil-e-a-globalizacao-produtiva\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: blue;\">N\u00c3O H\u00c1 VAGAS (O Brasil e a globaliza\u00e7\u00e3o produtiva)<\/span><\/a>, no Blog Brasil Debate. Leiam tamb\u00e9m!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Glauber Cardoso Carvalho Com o clima da disputa eleitoral que segue ainda<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[652],"tags":[],"class_list":["post-1812","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-volume1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1812"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1812\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3019,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1812\/revisions\/3019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}