{"id":1822,"date":"2014-09-17T09:00:00","date_gmt":"2014-09-17T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1822"},"modified":"2022-12-30T19:06:12","modified_gmt":"2022-12-30T22:06:12","slug":"quarta-do-especialista-a-geopolitica-e-as-insistencias-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1822","title":{"rendered":"A geopol\u00edtica e as insist\u00eancias da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Volume 1 | N\u00famero 4 | Set. 2014<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><!-- [if !mso]><![endif]--><br \/>\n<!-- [if gte mso 9]><xml> <o:OfficeDocumentSettings>  <o:RelyOnVML\/>  <o:AllowPNG\/> <\/o:OfficeDocumentSettings><\/xml><![endif]-->Por H\u00e9lio Farias<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><span lang=\"EN-US\">In<\/span><span lang=\"EN-US\"> people\u2019s hearts and minds, Crimea has always been an inseparable part of Russia. This firm conviction is based on truth and justice and was passed from generation to generation, over time, under any circumstances, despite all the dramatic changes our country went through during the entire 20th century.<\/span><\/em><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\"><em><span lang=\"EN-US\">(&#8230;)<\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><em><span lang=\"EN-US\">Crimea is our common historical legacy and a very important factor in regional stability. And this strategic territory should be part of a strong and stable sovereignty, which today can only be Russian.<\/span>&nbsp; <\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div>\n<div style=\"text-align: right;\"><em>Vladimir Putin. 18\/03\/2014 <\/em><a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_edn1\" name=\"_ednref1\"><em>[i]<\/em><\/a><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>Em 1904, Halford Mackinder apresentou na Royal Geography Society of London uma confer\u00eancia intitulada \u201cThe Geographical Pivot of History\u201d que, desde ent\u00e3o, perdura no imagin\u00e1rio de homens de poder e te\u00f3ricos das rela\u00e7\u00f5es internacionais. Em pouco mais de quinze p\u00e1ginas, Mackinder convida-nos a pensar a hist\u00f3ria universal pelo prisma das condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas. A hist\u00f3ria da Europa, neste sentido, estaria subordinada \u00e0 da \u00c1sia, sendo a civiliza\u00e7\u00e3o europeia produto de s\u00e9culos de luta contra as invas\u00f5es asi\u00e1ticas. Estaria na parte central do continente euroasi\u00e1tico o piv\u00f4 de todas as grandes transforma\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas de dimens\u00f5es globais.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>Foi no auge do imp\u00e9rio brit\u00e2nico e da expans\u00e3o dos Estados europeus que Mackinder prop\u00f4s, como exerc\u00edcio de an\u00e1lise hist\u00f3rica, retirar a centralidade cartogr\u00e1fica da Europa, situando-a na condi\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica de pen\u00ednsula eurasiana, para, a partir da\u00ed, fazer suas considera\u00e7\u00f5es hist\u00f3rico-geogr\u00e1ficas sobre a ascens\u00e3o e decl\u00ednio dos imp\u00e9rios e sobre a natureza do poder. Para Mackinder existiria uma \u00e1rea pivot (1904)<a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a>&#8211; cuja extens\u00e3o foi outrora alterada pelo heartland(1919)<a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>&#8211; em torno da qual gira o destino dos grandes imp\u00e9rios mundiais. Numa divis\u00e3o do globo, considera que 9\/12 do planeta s\u00e3o constitu\u00eddos por \u00e1guas oce\u00e2nicas; desses 3\/12 de terras emersas, 2\/12 formariam a Ilha Mundial, uma extens\u00e3o territorial que inclu\u00eda Europa, \u00c1sia e \u00c1frica. O restante, cerca de 1\/12, compreenderia as Ilhas do Exterior (Am\u00e9rica e Austr\u00e1lia). Depreende-se da\u00ed uma m\u00e1xima, esp\u00e9cie de s\u00edntese de seu pensamento: Quem domina a Europa Oriental controla o Heartland; Quem domina o Heartland controla a Ilha Mundial; quem domina a Ilha Mundial controla o Mundo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sua tese ganha for\u00e7a quando se considera o contexto de sua formula\u00e7\u00e3o. Em 1904, o dom\u00ednio europeu era planet\u00e1rio. Transitava-se da era colombiana \u2013 \u00e9poca dos descobrimentos e do predom\u00ednio do poder mar\u00edtimo &#8211; para a era p\u00f3s-colombiana, um per\u00edodo cujo s\u00edmbolo era a exist\u00eancia de um sistema pol\u00edtico fechado. Com efeito, as guerras europeias passariam a ser, por excel\u00eancia, em escala mundial. Da\u00ed a reedi\u00e7\u00e3o, em bases modernas, da rivalidade secular entre poder mar\u00edtimo e poder terrestre. A mobilidade oce\u00e2nica era rival natural, sustenta Mackinder, da mobilidade terrestre. Com base no poder mar\u00edtimo, os europeus cruzaram o cabo da Boa Esperan\u00e7a e conectaram as por\u00e7\u00f5es leste e oeste da Eur\u00e1sia, neutralizando os povos das estepes da \u00c1sia Central, conseguiram multiplicar por mais de trinta vezes o seu dom\u00ednio em mares e terras exteriores. Entretanto, alerta Mackinder, a expans\u00e3o sobre o mar ocorreu ao mesmo tempo em que os russos conquistavam as vastas terras da \u00c1sia Central e Sib\u00e9ria. Um movimento t\u00e3o ou mais significativo que os dos europeus. A diferen\u00e7a entre o poder mar\u00edtimo e terrestre n\u00e3o estaria em seus ideais, mas nas condi\u00e7\u00f5es materiais de sua mobilidade, sobretudo, quando se considera o impacto que as ferrovias proporcionaram \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios. Sua observa\u00e7\u00e3o, ainda em 1904, foi a marca daquilo que se assistiu ao longo do s\u00e9culo XX:<\/p>\n<div style=\"text-indent: 35.4pt;\"><\/div>\n<blockquote><p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\">A R\u00fassia substitui o Imp\u00e9rio Mongol. A press\u00e3o sobre a Finl\u00e2ndia, sobre a Escandin\u00e1via, sobre a Pol\u00f4nia, a Turquia, a P\u00e9rsia, a \u00cdndia e a China, substitui as investidas centr\u00edfugas dos homens das estepes. No mundo todo, ela ocupa a mesma posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica central que a Alemanha ocupa na Europa. Pode atacar por todos os lados e pode tamb\u00e9m ser atacada por todos os lados, exceto ao norte. O completo desenvolvimento de sua moderna mobilidade ferrovi\u00e1ria \u00e9 uma mera quest\u00e3o de tempo. Nem \u00e9 prov\u00e1vel que alguma poss\u00edvel revolu\u00e7\u00e3o social ir\u00e1 alterar suas rela\u00e7\u00f5es essenciais com os grandes limites geogr\u00e1ficos de sua exist\u00eancia (MACKINDER, 1904, p. 97) <a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_edn4\" name=\"_ednref4\"><span style=\"color: black;\"><span style=\"color: black;\">[iv]<\/span><\/span><\/a><\/span><\/span><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Deduz-se de Mackinder que a geografia \u00e9 um dos princ\u00edpios fundamentais da pol\u00edtica internacional, a chave do poder global estaria no controle da \u201c\u00e1rea pivot\u201d \/ \u201cheartland\u201d. \u00c9 a geografia, e n\u00e3o a tecnologia e o poder bruto, que determina o local deste piv\u00f4. As mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas, todavia, podem aumentar a capacidade do heartland de projetar poder fora de seu n\u00facleo ou, o contr\u00e1rio, das pot\u00eancias mar\u00edtimas conquistarem suas bordas.<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>Hans Morgenthau foi um dos cr\u00edticos mais severos de Mackinder. Para ele, o ge\u00f3grafo brit\u00e2nico se pautou em uma ci\u00eancia com pouca validade te\u00f3rica, sua an\u00e1lise hist\u00f3rica, assim como suas prescri\u00e7\u00f5es pol\u00edticas incorreram em graves erros, fruto de uma vis\u00e3o deturpada e, por isso, determinista da hist\u00f3ria. Morgenthau coloca a geopol\u00edtica como exemplo de constru\u00e7\u00e3o equivocada de avalia\u00e7\u00e3o de poder, pois partiria de uma condi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, uma perspectiva que enaltece o car\u00e1ter \u00fanico do poder nacional. A geopol\u00edtica, para ele, transformava a geografia (no sentido de condi\u00e7\u00f5es naturais) em um fator absoluto que \u201cdeterminaria o poder, e portanto, destino das na\u00e7\u00f5es\u201d <a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>. A rigor, diferentemente de Morgenthau, \u00e9 dif\u00edcil considerar que Mackinder teria sido um determinista, ele partia do princ\u00edpio que as condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas poderiam ser superadas, mas s\u00f3 quando tratadas com maior conhecimento. Em autores deterministas o pensamento tende a ser est\u00e1tico, em Mackinder, ocorre o contr\u00e1rio. A geografia \u00e9 estrutura; \u00e9 como, na linguagem de Fernand Braudel, uma for\u00e7a de atua\u00e7\u00e3o de longo prazo. Uma representa\u00e7\u00e3o concreta das manifesta\u00e7\u00f5es do tempo longo, que organiza de forma lenta e suficientemente fixa a rela\u00e7\u00e3o entre a realidade material e os povos, \u00e0quilo que sustenta a forma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento dos projetos civilizacionais.<\/div>\n<div><\/div>\n<p>\u00c9 a hist\u00f3ria, mais do que os cr\u00edticos e pensadores da pol\u00edtica, que demonstra a import\u00e2ncia das teses geopol\u00edticas do brit\u00e2nico. Como diria outro cl\u00e1ssico da geografia pol\u00edtica, Friedrich Ratzel, a teoria de poder que faz abstra\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio toma, invariavelmente, o sintoma pela causa. Pode ser que hoje o heartland tenha perdido sua exclusividade como reserva de recursos, fortaleza natural e ber\u00e7o de poder mundial, mas continua a ser um ponto estrat\u00e9gico para a proje\u00e7\u00e3o global de poder de qualquer Estado eurasiano. Permanece, enquanto realidade geogr\u00e1fica, central. Mackinder foi um dos autores mais refutados do s\u00e9culo XX, sua relev\u00e2ncia, entretanto, persiste. Os atuais impasses na Ucr\u00e2nia, a anexa\u00e7\u00e3o russa da Crim\u00e9ia<a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a>, o novo cerco da OTAN<a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a>, as tentativas de estabelecimento de san\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia \u00e0 R\u00fassia e, por fim, a pol\u00edtica norte-americana que, desde o p\u00f3s-guerra, procura manter posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas nas bordas da Eur\u00e1sia (Europa, Oriente M\u00e9dio e \u00c1sia Central, Extremo Oriente) s\u00e3o evid\u00eancias de que existe alguma verdade perturbadora nos trabalhos de Mackinder.<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<div>\n<hr size=\"1\" width=\"33%\">\n<div>\n<div><a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> Discurso de Vladimir Putin sobre as raz\u00f5es da anexa\u00e7\u00e3o da Crim\u00e9ia. <span lang=\"EN-US\">Dispon\u00edvel em <\/span><a href=\"http:\/\/eng.kremlin.ru\/news\/6889\"><span lang=\"EN-US\">http:\/\/eng.kremlin.ru\/news\/6889<\/span><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a><span lang=\"EN-US\">&nbsp; MACKINDER, Halford. The Geographic pivot of History. 1904.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>[iii] <span lang=\"EN-US\">MACKINDER, Halford. Democratic Ideals and Reality: A Study in the Politics of Reconstruction.&nbsp; <\/span>1919.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a>MACKINDER, Halford. The Geographic pivot of History. 1904. [\u201cO piv\u00f4 geogr\u00e1fico da hist\u00f3ria\u201d. GEOUSP: Espa\u00e7o e Tempo, n. 29, p. 88-100, jun. 2011].<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> MORGENTHAU, Hans. A pol\u00edtica entre as na\u00e7\u00f5es: a luta pelo poder e pela paz. Editora Universidade de Bras\u00edlia, 2003. &nbsp;(p. 309)<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> Ukraine Crisis in Maps: A visual guide to the continuing conflict. Uma produ\u00e7\u00e3o do \u201cThe New York Times\u201d. <a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/interactive\/2014\/02\/27\/world\/europe\/ukraine-divisions-crimea.html?_r=0\">http:\/\/www.nytimes.com\/interactive\/2014\/02\/27\/world\/europe\/ukraine-divisions-crimea.html?_r=0<\/a>.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><a title=\"\" href=\"https:\/\/www.blogger.com\/blogger.g?blogID=2974965557809810859#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> Na recente reuni\u00e3o da OTAN, realizado em setembro de 2014, no Pa\u00eds de Gales, cinco temas foram priorit\u00e1rios, destaque para a rela\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia e a militariza\u00e7\u00e3o da fronteira ucraniana. <a href=\"https:\/\/www.gov.uk\/government\/publications\/our-5-priorities-for-the-nato-summit-wales-2014\/our-5-priorities-for-the-nato-summit-wales-2014#crisis-in-ukraine-and-our-relationship-with-russia\">https:\/\/www.gov.uk\/government\/publications\/our-5-priorities-for-the-nato-summit-wales-2014\/our-5-priorities-for-the-nato-summit-wales-2014#crisis-in-ukraine-and-our-relationship-with-russia<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5388478285674757\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">H\u00e9lio Farias<\/a> \u00e9 Bacharel e Mestre em Geografia pela UNICAMP (2008), Doutorando em Economia Pol\u00edtica Internacional (PEPI\/IE) na UFRJ e Professor do curso de Defesa e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Internacional (DGEI) na UFRJ.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<blockquote><p>Como citar:<\/p>\n<p>FARIAS, H\u00e9lio. A geopol\u00edtica e as insist\u00eancias da hist\u00f3ria. Di\u00e1logos Internacionais, vol.1, n.4, set.2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1822\">https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1822(abrir em uma nova aba)<\/a><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 1 | N\u00famero 4 | Set. 2014 Por H\u00e9lio Farias In people\u2019s<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[650,689,652],"tags":[],"class_list":["post-1822","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ensaios","category-v1n4","category-volume1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1822"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1822\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2842,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1822\/revisions\/2842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}