{"id":1826,"date":"2014-09-03T09:00:00","date_gmt":"2014-09-03T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1826"},"modified":"2022-12-30T19:05:18","modified_gmt":"2022-12-30T22:05:18","slug":"quarta-do-especialista-notas-sobre-a-retorica-do-desenvolvimento-e-a-cooperacao-internacional-desde-1945","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1826","title":{"rendered":"Notas sobre a ret\u00f3rica do desenvolvimento e a coopera\u00e7\u00e3o internacional desde 1945"},"content":{"rendered":"<p>Volume 1 | N\u00famero 4 | Set. 2014<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\">Por T\u00falio Sene<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\">Assim como sugere Immanuel Wallerstein, a constru\u00e7\u00e3o da economia-mundo capitalista se materializou atrav\u00e9s de um processo de expans\u00e3o dos Estados e povos europeus posto em pr\u00e1tica por meio de in\u00fameras conquistas militares, constante explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e massivas injusti\u00e7as sociais na maior parte do mundo. Por isso, ao mesmo tempo que lucravam com essa din\u00e2mica expansiva do capitalismo, os mais poderosos sempre sentiram a necessidade de adquirir determinado grau de legitimidade para justificar as vantagens e privil\u00e9gios inerentes ao exerc\u00edcio do seu poder. Em geral, os instrumentos mais utilizados para legitima\u00e7\u00e3o de suas pol\u00edticas de domina\u00e7\u00e3o costumam apelar para uma ret\u00f3rica universalista que apresenta a expans\u00e3o do sistema como provedora de m\u00faltiplos benef\u00edcios para todas as popula\u00e7\u00f5es do mundo e n\u00e3o apenas para os Estados e classes dominantes. Neste sentido, o argumento mais comum utilizado pelas principais pot\u00eancias mundiais para legitimar o exerc\u00edcio do poder costuma relacionar a expans\u00e3o do sistema capitalista com a irradia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais geralmente associados \u00e0s ideias de civiliza\u00e7\u00e3o, crescimento econ\u00f4mico e, sobretudo nos tempos mais recentes, desenvolvimento, que juntas s\u00e3o interpretadas como express\u00f5es de valor universal. Contudo, falar em desenvolvimento sempre foi uma tarefa complexa que requer an\u00e1lise cuidadosa para se evitar as armadilhas provenientes de interpreta\u00e7\u00f5es demasiadamente enviesadas. Exemplo disso \u00e9 a forma como a ret\u00f3rica universalista do desenvolvimento passou a ser disseminada a partir de meados do s\u00e9culo XX em conjunto com um discurso global de coopera\u00e7\u00e3o internacional para legitimar uma ordem pol\u00edtica e econ\u00f4mica mundial que favorece desproporcionalmente os interesses dos pa\u00edses desenvolvidos.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\">O termo desenvolvimento come\u00e7ou a ganhar express\u00e3o conceitual a partir da d\u00e9cada de 1940 com as teorias explicativas da moderniza\u00e7\u00e3o que evolu\u00edram na forma de um campo de estudo particular conhecido dentro da ci\u00eancia econ\u00f4mica como Economia do Desenvolvimento. O problema fundamental que movia os trabalhos era o acentuado quadro de assimetrias internacionais e o objetivo central proposto era descobrir as causas e poss\u00edveis rem\u00e9dios para reverter o enorme distanciamento que separava as distintas realidades econ\u00f4micas nacionais. De uma forma geral, os chamados pioneiros do desenvolvimento (MEIER, 1985) apoiavam-se numa perspectiva de longo prazo que apontava para o progresso de todos os pa\u00edses por meio de trajet\u00f3rias particulares que convergiriam para n\u00edveis similares de renda no futuro. De acordo com esses te\u00f3ricos, os Estados capitalistas mais desenvolvidos poderiam servir de modelo para os menos desenvolvidos, de forma que seria perfeitamente poss\u00edvel definir um receitu\u00e1rio de car\u00e1ter universal que conduzisse todos os pa\u00edses ao caminho da prosperidade econ\u00f4mica. Para isso bastava seguir as leis e princ\u00edpios gerais de funcionamento da ci\u00eancia econ\u00f4mica tal como enunciados pela corrente dominante do pensamento liberal.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\nEssas teorias da moderniza\u00e7\u00e3o, orientadas por uma percep\u00e7\u00e3o linear e convergente do progresso social e econ\u00f4mico, assumiam de forma equivocada que a unidade b\u00e1sica de an\u00e1lise a ser investigada era de fato o Estado nacional e suas particularidades, l\u00f3cus principal de aplica\u00e7\u00e3o dos receitu\u00e1rios liberais que pregavam o desenvolvimento. De acordo com esta perspectiva, as economias nacionais se desenvolveriam em trajet\u00f3rias fundamentalmente semelhantes, mas em ritmos variados, o que explicava a coexist\u00eancia de distintas etapas do desenvolvimento nas diferentes regi\u00f5es do globo. Os pioneiros do desenvolvimento afirmavam que com paci\u00eancia mesmo em economias atrasadas, caracterizadas por baixa renda e baixos n\u00edveis de investimento, seria poss\u00edvel dar continuidade a um processo de acumula\u00e7\u00e3o que levasse \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o dos seus n\u00edveis de renda at\u00e9 patamares compat\u00edveis aos observados nas economias consideradas desenvolvidas. Especializa\u00e7\u00e3o produtiva, promo\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, abertura aos investimentos externos e aceita\u00e7\u00e3o do sistema de pre\u00e7os de mercado eram algumas estrat\u00e9gias econ\u00f4micas de validade supostamente universal defendidas pelos pioneiros do desenvolvimento como caminhos certos para a replica\u00e7\u00e3o do modelo de desenvolvimento das economias mais avan\u00e7adas no restante do mundo. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\nA dissemina\u00e7\u00e3o dessa ideia pelo mainstream do pensamento econ\u00f4mico foi favorecida pelo empenho dos americanos em torno da afirma\u00e7\u00e3o de sua hegemonia no contexto geopol\u00edtico do imediato p\u00f3s guerra, o que fez com que rapidamente o conceito de desenvolvimento se tornasse objetivo principal da maioria das pol\u00edticas nacionais. Como resultado, al\u00e9m de desencadear um processo de homogeneiza\u00e7\u00e3o de culturas e tradi\u00e7\u00f5es em favor de um modelo de crescimento econ\u00f4mico e estilo de vida t\u00edpicos das economias industriais avan\u00e7adas, foi arquitetada uma estrutura b\u00e1sica de governan\u00e7a pol\u00edtica global cujo prop\u00f3sito principal era a coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de todas as na\u00e7\u00f5es. Cooperar neste sentido significava concordar e respeitar os princ\u00edpios b\u00e1sicos do regime de acumula\u00e7\u00e3o capitalista tal como enunciados pelos economistas mais ortodoxos da tradi\u00e7\u00e3o liberal. Para compor a base dessa estrutura de governan\u00e7a pol\u00edtica e econ\u00f4mica global foi criado o Sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas e foram estabelecidos os Acordos de Bretton Woods e o Acordo Geral de Tarifas e Com\u00e9rcio, os tr\u00eas mecanismos de coordena\u00e7\u00e3o internacional mais importantes do p\u00f3s guerra. Reafirmar a f\u00e9 nos direitos fundamentais do homem, praticar a toler\u00e2ncia para um conv\u00edvio em paz e promover o progresso econ\u00f4mico e social de todos os povos foram os tr\u00eas objetivos b\u00e1sicos de car\u00e1ter universal estabelecidos no pre\u00e2mbulo da carta fundadora das Na\u00e7\u00f5es Unidas, \u00fanica organiza\u00e7\u00e3o internacional que se ocupou dessas tr\u00eas dimens\u00f5es do desenvolvimento. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\nCom base na tr\u00edade paz, direitos humanos e progresso econ\u00f4mico, a ideia de desenvolvimento passou a assumir dois significados complementares, um relacionado com o desenvolvimento dos pa\u00edses e outro relacionado com o desenvolvimento das sociedades, que, somados \u00e0 crescente interdepend\u00eancia das na\u00e7\u00f5es, leva \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o de tr\u00eas objetivos b\u00e1sicos que comp\u00f5em o discurso global da coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento: i) gerenciar a interdepend\u00eancia entre na\u00e7\u00f5es; ii) estimular o desenvolvimento das sociedades; e iii) eliminar gradualmente as assimetrias que caracterizam o sistema econ\u00f4mico mundial (OCAMPO, 2010). Contudo, na pr\u00e1tica o distanciamento entre as distintas realidades econ\u00f4micas nacionais aumentou ao inv\u00e9s de diminuir nas d\u00e9cadas que se seguiram ao final da II Guerra Mundial, o que aparentemente comprova que houve pouca disposi\u00e7\u00e3o de fazer da coopera\u00e7\u00e3o internacional um instrumento de efetiva aproxima\u00e7\u00e3o do grau de desenvolvimento das sociedades nacionais. Apesar do discurso global da coopera\u00e7\u00e3o para o progresso econ\u00f4mico e social de todos os pa\u00edses, os acordos internacionais acabaram priorizando apenas a interdepend\u00eancia das na\u00e7\u00f5es sob um regime liberal com n\u00edveis crescentes de regula\u00e7\u00e3o. <\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\nA ordem pol\u00edtica e econ\u00f4mica que vigorou no p\u00f3s guerra, e que em grande medida se mantem at\u00e9 os dias atuais, se baseava essencialmente sobre dois princ\u00edpios b\u00e1sicos: a coopera\u00e7\u00e3o entre Estados para criar e implementar institui\u00e7\u00f5es que facilitassem a integra\u00e7\u00e3o do mercado internacional e a manuten\u00e7\u00e3o da autonomia dos Estados para a busca de seus objetivos econ\u00f4micos e sociais. Essa era em ess\u00eancia a ordem internacional que John Ruggie (1982) chamou de embedded liberalism. Em outras palavras, embora de forma n\u00e3o revelada, a coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento acabou se mostrando muito mais eficaz para nivelar o campo de jogo e criar condi\u00e7\u00f5es de igualdade para uma livre operacionaliza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as assim\u00e9tricas de mercado em \u00e2mbito global do que para fomentar o desenvolvimento das sociedades e eliminar as assimetrias econ\u00f4micas entre os pa\u00edses. Como resultado, chegamos a uma era de globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal caracterizada ao mesmo tempo por um elevado grau de integra\u00e7\u00e3o dos mercados e altas taxas de desigualdade econ\u00f4mica internacional.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\nO problema \u00e9 que, assim como afirma Ocampo (2010), as crescentes desigualdades hist\u00f3ricas nos n\u00edveis de desenvolvimento entre as na\u00e7\u00f5es indicam que, apesar das iniciativas dom\u00e9sticas de cada pa\u00eds em particular serem obviamente importantes na busca pelo desenvolvimento, as oportunidades econ\u00f4micas s\u00e3o determinadas fundamentalmente pela posi\u00e7\u00e3o que os pa\u00edses ocupam na hierarquia de poder global. Neste sentido, embora as principais institui\u00e7\u00f5es de governan\u00e7a global reforcem a ideia de coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento de todos os povos e na\u00e7\u00f5es, na pr\u00e1tica o que impera s\u00e3o acertos que definem condi\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas que tendem a favorecer desproporcionalmente a prosperidade de uma parcela privilegiada do sistema internacional. Por isso, fica cada vez mais evidente que a ret\u00f3rica do desenvolvimento universal, ess\u00eancia do discurso global em favor da coopera\u00e7\u00e3o internacional, \u00e9 na verdade apenas um instrumento de legitima\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio de poder por parte das na\u00e7\u00f5es mais desenvolvidas. Resta aos pa\u00edses em desenvolvimento da periferia e semi-periferia do sistema continuar lutando por espa\u00e7os que os permitam uma proje\u00e7\u00e3o cada vez maior de seu poder em escala global, mas sem depositar suas fichas nas promessas de desenvolvimento supostamente originadas de uma ampla coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\">Refer\u00eancias<\/span><\/b><\/div>\n<p><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\nMEIER, G. The formative period. In: MEIER, G. &amp; SEERS, D. (Orgs.). <i>Pioneers in Development.<\/i> Oxford University &amp; World Bank, 1985.&nbsp;&nbsp;<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\nOCAMPO, J. A. Rethinking global economic and social governance. <i>Journal of Globalization and Development<\/i>, v. 1, n. 1, 2010.<br \/>\n<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\">RUGGIE, John Gerard. International regimes, transactions, and change: embedded liberalism in the postwar economic order. <i>International organization<\/i>, v. 36, n. 02, p. 379-415, 1982.<br \/>\n<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\">WALLERSTEIN, I. M.<i> European Universalism:<\/i> The Rhetoric of Power.&nbsp;&nbsp; New Press, 2006.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif;\"><i><b><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6471042554683564\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">T\u00falio Sene<\/a> <\/b>\u00e9 Doutorando em Economia Pol\u00edtica Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No segundo semestre de 2012 participou do Programa de Capacita\u00e7\u00e3o Acad\u00eamica e Pesquisa da Miss\u00e3o Permanente do Brasil junto \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas em Nova Iorque e durante o ano de 2013 realizou parte de sua pesquisa de tese na Universidade de Columbia sob a supervis\u00e3o do Prof. Jose Antonio Ocampo. \u00c9 Mestre em Economia Pol\u00edtica Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2011) sob orienta\u00e7\u00e3o da Profa. Bertha K. Becker. Em 2010 participou do &#8220;Latin American Advanced Programme for Rethinking Development and Macroeconomics (LAPORDE)&#8221; oferecido pela Escola de Economia de S\u00e3o Paulo | FGV-EESP. \u00c9 Licenciado em Sociologia (2007) e Bacharel em Ci\u00eancias Sociais (2005) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)<\/i><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<blockquote>\n<div>Como citar:<\/div>\n<div>SENE, T\u00falio. Notas sobre a ret\u00f3rica do desenvolvimento e a coopera\u00e7\u00e3o internacional desde 1945. <strong>Di\u00e1logos Internacionais,<\/strong> n.1, vol.4, set.2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1826\">https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1826(abrir em uma nova aba)<\/a><\/div>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 1 | N\u00famero 4 | Set. 2014 Por T\u00falio Sene Assim como<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[646,689,652],"tags":[],"class_list":["post-1826","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-v1n4","category-volume1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1826"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1826\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2839,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1826\/revisions\/2839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}