{"id":1830,"date":"2014-08-20T15:28:00","date_gmt":"2014-08-20T18:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1830"},"modified":"2024-03-27T17:24:59","modified_gmt":"2024-03-27T20:24:59","slug":"quarta-do-especialista-a-ecologia-como-questao-geopolitica-na-atual-conjuntura-do-sistema-interestatal-capitalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1830","title":{"rendered":"A ecologia como quest\u00e3o geopol\u00edtica na atual conjuntura do sistema interestatal capitalista"},"content":{"rendered":"<div><strong>Volume 1 | N\u00famero 3 | Ago. 2014<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\">Por \u00a0Marcelo Campello<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: right;\"><i>&#8220;Se o novo padr\u00e3o t\u00e9cnico-econ\u00f4mico e os movimentos\u00a0<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><i>pol\u00edticos s\u00e3o indicativos da desordem global,<br \/>\nas rela\u00e7\u00f5es Norte-Sul atestam a tentativa de manter<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><i>a ordem, a ecologia constitui um vetor desse movimento.<br \/>\nNa raiz do conflito, jaz a desigual distribui\u00e7\u00e3o<br \/>\nmundial da natureza e da tecnologia&#8221;<br \/>\nBerta Becker (2007, p. 293) <\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: right;\"><\/div>\n<p>O campo de pesquisa em Economia Pol\u00edtica Internacional nasceu juntamente com a ci\u00eancia moderna, ainda no s\u00e9culo XVII, a partir de um movimento hist\u00f3rico no qual aparecem os primeiros Estados nacionais e a afirma\u00e7\u00e3o do capitalismo como sistema socioecon\u00f4mico. Esta \u00e1rea do saber tem como prop\u00f3sito a elabora\u00e7\u00e3o de respostas a uma agenda de desafios e problemas concretos que se mant\u00e9m, em alguns casos, at\u00e9 hoje. Entretanto, o debate ecol\u00f3gico no sistema interestatal capitalista como um paradigma geopol\u00edtico \u00e9 um tema relativamente novo e carece de questionamentos te\u00f3ricos e an\u00e1lise cr\u00edtica.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><a name=\"more\"><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Por s\u00e9culos desconsiderada no debate pol\u00edtico-econ\u00f4mico e tamb\u00e9m em outros campos da ci\u00eancia e do conhecimento, a quest\u00e3o ambiental tornou-se, a partir dos anos 1960, um tema fundamental de discuss\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de movimentos sociais e da pr\u00f3pria ci\u00eancia, como no sistema interestatal capitalista a partir de olhares, perturba\u00e7\u00f5es e interesses distintos. Al\u00e9m da consci\u00eancia-ecol\u00f3gica leg\u00edtima, isto \u00e9, os ideais promulgados por movimentos organizados nos quais seus objetivos t\u00eam como foco reivindica\u00e7\u00f5es em prol da redu\u00e7\u00e3o dos impactos antr\u00f3picos ao planeta Terra e dos questionamentos e estudos cient\u00edficos para esclarecer os mitos e verdades nessa \u00e1rea, a tem\u00e1tica tamb\u00e9m envolve atores geopol\u00edticos com influ\u00eancia global.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A problem\u00e1tica ultrapassou a quest\u00e3o de uma consci\u00eancia-ecol\u00f3gica leg\u00edtima e a constata\u00e7\u00e3o geof\u00edsica de que inauguramos a era geol\u00f3gica do Antropoceno. A quest\u00e3o ambiental \u00e9 t\u00e3o relevante e, ao mesmo tempo, paradoxal, que ultrapassou os limites de discuss\u00e3o dos movimentos sociais e da ci\u00eancia. Atualmente, a ecologia \u00e9 um tema fundamental nas rela\u00e7\u00f5es interestatais e n\u00e3o pode ser negligenciada na agenda dos Estados nacionais e na discuss\u00e3o no seio da pr\u00f3pria ONU.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O que chamamos de \u2018ambientalismo pol\u00edtico\u2019, estrat\u00e9gia difundida tamb\u00e9m pelas organiza\u00e7\u00f5es multilaterais, deve ser analisado como um elemento inerente ao pr\u00f3prio sistema capitalista para a abertura de novas fronteiras econ\u00f4micas e frentes de neg\u00f3cios financeiros, al\u00e9m de consolidar modelos de desenvolvimento hier\u00e1rquicos e autorit\u00e1rios que, necessariamente, alimentam-se das disparidades tecnol\u00f3gicas e socioecon\u00f4micas entre as na\u00e7\u00f5es e, at\u00e9 mesmo, dentro das na\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Frente a esta realidade, que envolve a expans\u00e3o desse debate permeando a geopol\u00edtica global, \u00e9 que se colocam as seguintes indaga\u00e7\u00f5es: i) caberia o campo da Economia Pol\u00edtica Internacional ficar alheio a esta discuss\u00e3o? ii) Como a quest\u00e3o ambiental se caracteriza como um novo paradigma geopol\u00edtico no sistema interestatal capitalista?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Atrav\u00e9s de uma alian\u00e7a entre a \u2018geometria do poder\u2019 com a \u2018geometria da riqueza\u2019 e de uma caracter\u00edstica inicial j\u00e1 expansionista e an\u00e1rquica, Fiori (2007) esclarece a constru\u00e7\u00e3o do sistema interestatal capitalista.<\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p>O verdadeiro ponto de partida do \u2018sistema mundial moderno\u2019 \u00e9 os \u2018Estados-economias nacionais\u2019 que foram \u2018inventados\u2019 pelos europeus e que se transformaram em \u2018m\u00e1quina de acumula\u00e7\u00e3o de poder e riqueza\u2019, dotadas de uma \u2018compuls\u00e3o expansiva\u2019 maior do que a dos primeiros poderes e capitais que se formaram na Europa durante o \u2018longo s\u00e9culo XIII\u2019. Os \u2018Estados-economias nacionais\u2019 foram o produto final da acumula\u00e7\u00e3o de poder e riqueza que ocorreu antes da chegada do s\u00e9culo XVI. Mas, depois disso, a \u2018press\u00e3o competitiva\u2019, a \u2018conquista\u2019 e a \u2018acumula\u00e7\u00e3o de poder\u2019 seguiram sendo \u2018necessidades imperativas\u2019 desse novo sistema (FIORI, 2007, p. 27).<\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\">O sistema interestatal capitalista nasce, assim, como produto singular da fus\u00e3o entre o poder de Estado centralizado com a acumula\u00e7\u00e3o de riqueza interna. Desde a sua g\u00eanese at\u00e9 os dias de hoje, a burguesia e a autoridade central possuem seus interesses pol\u00edtico-econ\u00f4micos alinhados sobre o interesse de expans\u00e3o e internacionaliza\u00e7\u00e3o de seu capital nacional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A mercantiliza\u00e7\u00e3o da natureza e o controle de patentes tecnol\u00f3gicas que poderiam funcionar, na verdade, como mecanismos tecno(eco)l\u00f3gicos cabem perfeitamente na an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o entre os Estados e as economias nacionais feita por Hilferding em outro contexto hist\u00f3rico. Por detr\u00e1s de interesses \u2018pseudo-humanit\u00e1rios\u2019 e \u2018ambientalmente sustent\u00e1veis\u2019 existe a necessidade de expans\u00e3o do capital. Isto \u00e9, o interesse privado \u00e9 salvaguardado e expandido pelos Estados nacionais.<\/div>\n<blockquote style=\"text-align: justify;\"><p>Da\u00ed a exig\u00eancia de todos os capitalistas interessados em pa\u00edses estrangeiros para que o poder estatal seja forte, cuja autoridade proteja seus interesses tamb\u00e9m no mais long\u00ednquo rinc\u00e3o do mundo, da\u00ed a exig\u00eancia que se levante uma bandeira de guerra que precisa ser vista por toda parte, para que a bandeira do com\u00e9rcio possa ser plantada por toda a parte. Mas o capital de exporta\u00e7\u00e3o sente-se melhor quando o poder estatal do seu pa\u00eds domina completamente a nova regi\u00e3o, pois ent\u00e3o \u00e9 exclu\u00edda a exporta\u00e7\u00e3o de capital de outros pa\u00edses, o referido capital goza de uma posi\u00e7\u00e3o privilegiada e seus lucros contam ainda com a eventual garantia do Estado (HILFERDING, 1985, p. 302).<\/p><\/blockquote>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ao longo da constru\u00e7\u00e3o do sistema interestatal capitalista, a ajuda m\u00fatua e a solidariedade socioecon\u00f4mica entre as na\u00e7\u00f5es, o respeito e a toler\u00e2ncia \u00e0s minorias religiosas, \u00e9tnicas e pol\u00edticas, o desenvolvimento baseado em pressupostos de universaliza\u00e7\u00e3o do bem-estar e da qualidade de vida aos mais diversos povos, e a preocupa\u00e7\u00e3o com a biodiversidade do planeta nunca foram levados em considera\u00e7\u00e3o. Por que, justamente quando a periferia do sistema capitalista apresenta consider\u00e1vel crescimento econ\u00f4mico e os pa\u00edses centrais uma significativa estagna\u00e7\u00e3o e, em alguns casos, recess\u00e3o econ\u00f4mica, que a \u2018ambientaliza\u00e7\u00e3o\u2019 toma for\u00e7a? A resposta dessa quest\u00e3o pode ser inserida no discurso neoliberal dentro da atual conjuntura do sistema interestatal capitalista.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desde a sua g\u00eanese, o desenvolvimento do capitalismo \u00e9 desigual e combinado, apoiando-se em uma divis\u00e3o do trabalho em escala mundial. Os Estados nacionais, as corpora\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e as organiza\u00e7\u00f5es multilaterais acabam por se constitu\u00edrem em articula\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias, particulares, de classes, tornando-se elementos de uma configura\u00e7\u00e3o imperialista mundial. Atualmente, como pretende-se colocar, tal configura\u00e7\u00e3o se baseia em um falso ambientalismo, isto \u00e9, a ecologia como palavra de ordem na geopol\u00edtica global deve ser entendida sob uma perspectiva capitalista.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Portanto, percebe-se na atual conjuntura do sistema interestatal capitalista uma clara imposi\u00e7\u00e3o de agenda dos pa\u00edses centrais e suas organiza\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses perif\u00e9ricos. Becker (1992) afirma que a quest\u00e3o ecol\u00f3gica vem sendo imposta aos pa\u00edses perif\u00e9ricos como um projeto nacional, quando, na verdade, essa n\u00e3o \u00e9 a prioridade no projeto de na\u00e7\u00e3o desses pa\u00edses que, necessariamente, precisam erradicar a fome e a pobreza.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1, contudo, cr\u00edticas e tampouco mudan\u00e7as estruturais no modelo de desenvolvimento ocidental. O capitalismo se mant\u00e9m forte e se reinventa atrav\u00e9s de um neoliberalismo \u2018esverdeado\u2019 ou por um \u2018<i>global new green deal<\/i>\u2019.<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Documents\/Downloads\/A%20ECOLOGIA%20COMO%20QUESTA%CC%83O%20GEOPOLI%CC%81TICA%20NA%20ATUAL%20CONJUNTURA%20DO%20SISTEMA%20INTERESTATAL%20CAPITALISTA.docx#_ftn1\">[1]<\/a> A atual fase do sistema capitalista, a da globaliza\u00e7\u00e3o financeira, busca afirmar modelos de desenvolvimento capitalistas de realidades alheias \u2013 o desenvolvimento sustent\u00e1vel repaginado de economia verde exige necessariamente dom\u00ednio de tecno(eco)logias \u2013 e implant\u00e1-los na periferia mundial como forma de mercantilizar os elementos da natureza<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Documents\/Downloads\/A%20ECOLOGIA%20COMO%20QUESTA%CC%83O%20GEOPOLI%CC%81TICA%20NA%20ATUAL%20CONJUNTURA%20DO%20SISTEMA%20INTERESTATAL%20CAPITALISTA.docx#_ftn2\">[2]<\/a>, perdurar as perversidades e os ganhos exorbitantes da especula\u00e7\u00e3o do capital financeiro, controlar recursos <span style=\"font-size: small;\">estrat\u00e9gicos e se apropriar da biodiversidade dos pa\u00edses menos desenvolvidos, e, por fim, manter as disparidades da divis\u00e3o internacional do trabalho.<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p><span style=\"font-size: small;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Documents\/Downloads\/A%20ECOLOGIA%20COMO%20QUESTA%CC%83O%20GEOPOLI%CC%81TICA%20NA%20ATUAL%20CONJUNTURA%20DO%20SISTEMA%20INTERESTATAL%20CAPITALISTA.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> Segundo o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente \u2013 PNUMA (2008), a iniciativa Green Economy (Economia Verde) tem como objetivo mobilizar e reorientar a economia para investimentos em tecnologias verdes e infraestrutura natural, podendo ajudar mercados a acelerar a transi\u00e7\u00e3o rumo a uma economia verde e ao estabelecimento de um Novo Plano Global Verde.<\/span><\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Glauber\/Documents\/Downloads\/A%20ECOLOGIA%20COMO%20QUESTA%CC%83O%20GEOPOLI%CC%81TICA%20NA%20ATUAL%20CONJUNTURA%20DO%20SISTEMA%20INTERESTATAL%20CAPITALISTA.docx#_ftnref2\">[2]<\/a> Milton Santos, a partir de uma perspectiva de valora\u00e7\u00e3o da natureza, afirma que, na era da ecologia triunfante, \u00e9 o homem quem fabrica a natureza, ou lhe atribui valor e sentido, por meio de suas a\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas, em curso ou meramente imaginadas (SANTOS, 2000, p. 82).<\/span><\/div>\n<div>\n<div style=\"line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 28.2pt; text-justify: inter-ideograph; margin: 0cm 0cm 0cm 4.0cm;\"><\/div>\n<div style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;\"><\/div>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<div style=\"line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;\"><\/div>\n<p>BECKER, B. Repensando a Quest\u00e3o Ambiental no Brasil a partir da Geografia Pol\u00edtica. In: LEAL, M; SABROZA, P; RODRIGUEZ, R; BUSS, P. (Orgs.). <i>Sa\u00fade, Ambiente e Desenvolvimento. Uma An\u00e1lise Interdisciplinar.<\/i> S\u00e3o Paulo: HUCITEC\/ABRASCO, 1992, v. 1, p. 127-152.<\/p>\n<p>_______. A geopol\u00edtica na virada do mil\u00eanio: log\u00edstica e desenvolvimento sustent\u00e1vel. In: CASTRO, In\u00e1; GOMES, Paulo; CORR\u00caA, Roberto. (Orgs.). <i>Geografia: conceitos e temas. <\/i>10\u00aa ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, p. 271-308.<\/p>\n<p>FIORI, J. <i>O poder global e a nova geopol\u00edtica das na\u00e7\u00f5es. <\/i>S\u00e3o Paulo: Boitempo Editorial, 2007.<\/p>\n<p>HILFERDING, R. <i>O capital financeiro. <\/i>S\u00e3o Paulo: Nova cultural, 1985.<\/p>\n<p>PNUMA. <i>Green economy report. <\/i>ONU, 2008.<\/p>\n<p>SANTOS, M. <i>Por uma outra globaliza\u00e7\u00e3o &#8211; do pensamento \u00fanico \u00e0 consci\u00eancia universal.<\/i> S\u00e3o Paulo: Editora Record, 2000.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><i><i><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5006254441810363\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Marcelo de Moura Carneiro Campello<\/b><\/a> \u00e9 Bacharel e Licenciado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2009), Especialista em Engenharia Sanit\u00e1ria e Ambiental pela ENSP\/FIOCRUZ (2011), Mestre em Economia Pol\u00edtica Internacional pelo PEPI\/IE\/UFRJ e doutorando pelo mesmo programa. Possui experi\u00eancia em grupos de pesquisa na \u00e1rea de Geografia Pol\u00edtica, Geopol\u00edtica e Economia Pol\u00edtica Internacional, com \u00eanfase em Geopol\u00edtica, Ensino de Geografia e Geopol\u00edtica Ambiental. Durante a gradua\u00e7\u00e3o foi bolsista PIBIC\/CNPq do Laborat\u00f3rio de Gest\u00e3o do Territ\u00f3rio (LAGET) do Departamento de Geografia da UFRJ. Foi bolsista de Apoio T\u00e9cnico CNPq do LAGET\/UFRJ e orientando da Professora Em\u00e9rita Bertha Koiffmann Becker (In Memoriam) durante sete anos, participando de projetos cient\u00edficos voltados para a Amaz\u00f4nia brasileira. \u00c9 professor e coordenador do Setor Curricular de Geografia do Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da UFRJ em regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva, atuando em projetos voltados para a Geografia Pol\u00edtica, Geopol\u00edtica e Ensino de Geografia.<\/i><\/i><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<blockquote>\n<div>Como citar:<\/div>\n<div>CAMPELLO, Marcelo de Moura Carneiro. A ecologia como quest\u00e3o geopol\u00edtica na atual conjuntura do sistema interestatal capitalista. <strong>Di\u00e1logos Internacionais<\/strong>, vol.1, n.1, ago.2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1830\">https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=1830(abrir em uma nova aba)<\/a><\/div>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 1 | N\u00famero 3 | Ago. 2014 Por \u00a0Marcelo Campello &#8220;Se o<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[646,688,652],"tags":[],"class_list":["post-1830","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-v1n3","category-volume1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1830","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1830"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1830\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3013,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1830\/revisions\/3013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1830"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1830"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1830"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}