{"id":3250,"date":"2024-08-23T09:00:00","date_gmt":"2024-08-23T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=3250"},"modified":"2024-08-18T00:15:01","modified_gmt":"2024-08-18T03:15:01","slug":"o-peso-do-estreito-de-ormuz-no-abastecimento-energetico-chines","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=3250","title":{"rendered":"O peso do Estreito de Ormuz no abastecimento energ\u00e9tico chin\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p>Volume 11 | N\u00famero 110 | Ago. 2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Por Joyce Epiphanio<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mundo atual funciona a partir do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como petr\u00f3leo, carv\u00e3o e g\u00e1s natural. Antes do s\u00e9culo XVIII, o uso deles era praticamente inexistente e foi a partir das Revolu\u00e7\u00f5es Industriais que houve um ativo emprego desses recursos energ\u00e9ticos na sociedade e se passou a ter a possibilidade de modernizar as estruturas no globo, gerando novos m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o, ind\u00fastrias, tecnologias e inova\u00e7\u00e3o, que ao longo do tempo tornaram-se fundamentais para o funcionamento dos Estados industrializados e suas economias (THE WORLD BANK, 2022).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Todavia, uma das caracter\u00edsticas desses recursos de energia \u00e9 a sua distribui\u00e7\u00e3o desigual. As reservas ou zonas de produ\u00e7\u00e3o \u2013 sobretudo de \u00f3leo e g\u00e1s \u2013 se encontram em grande parte em pa\u00edses inst\u00e1veis, ou com dif\u00edcil alcance, em virtude de&nbsp;<em>chokepoints<\/em><a href=\"applewebdata:\/\/10152166-C7DB-4FD4-9BE2-DE0CC6C1B0D8#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;mar\u00edtimos (EPIPHANIO; JAEGER, 2023). O conceito de&nbsp;<em>Chokepoint<\/em>&nbsp;se origina nas estrat\u00e9gias militares e na geografia do transporte, e s\u00e3o descritos como locais que possuem car\u00e1ter estritamente estrat\u00e9gico, podendo ser canais, cabos e estreitos (gargalos mar\u00edtimos), com aspectos f\u00edsicos, que restringem a capacidade de fluxo de navios, e de circunavega\u00e7\u00e3o caso necess\u00e1rio (RODRIGUE, 2004; HUBER, 2003).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida \u00e0 descoberta de vastas reservas energ\u00e9ticas no territ\u00f3rio do Golfo P\u00e9rsico<sup>&nbsp;<\/sup>no Oriente M\u00e9dio, houve um aumento na demanda para a aquisi\u00e7\u00e3o dos recursos de l\u00e1 oriundos, em not\u00e1vel parte pela China, um dos grandes atores do mercado energ\u00e9tico mundial e dependente de recursos da regi\u00e3o. Mas, de maneira em que o acesso aos Estados produtores locais se d\u00e1 em particular por um conturbado&nbsp;<em>chokepoint<\/em>&nbsp;no mapa \u2013 o Estreito de Ormuz \u2013 h\u00e1 um eminente obst\u00e1culo para a China assegurar a obten\u00e7\u00e3o desses produtos, visto que \u00e9 uma regi\u00e3o crucial para exercer seu abastecimento energ\u00e9tico (WU, 2014; MARTINS; PEREIRA, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Mapa 1 &#8211; Estreito de Ormuz<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"566\" height=\"343\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/EDESART10a-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3252\" srcset=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/EDESART10a-1.png 566w, https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/EDESART10a-1-300x182.png 300w\" sizes=\"(max-width: 566px) 100vw, 566px\" \/><figcaption>Fonte: Geopolitical Futures (2017, adaptado pela autora).<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, uma forma apropriada de assegurar o consumo desses recursos se d\u00e1 pela aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de Seguran\u00e7a Energ\u00e9tica (SE), que acabam por garantir a diversifica\u00e7\u00e3o das origens de energia e permitem uma aquisi\u00e7\u00e3o frequente e segura dela (YERGIN, 2014). No caso da China, \u00e9 prov\u00e1vel que a SE para o Estreito de Ormuz ocorra atrav\u00e9s da&nbsp;<em>Belt and Road Initiative<\/em>&nbsp;(BRI), apresentada em 2013 pelo atual presidente Xi Jinping como um programa infraestrutural que inclui duas rotas, o Cintur\u00e3o Econ\u00f4mico da Seda (terrestre) e a Rota da Seda Mar\u00edtima, que se prop\u00f5em a conectar a China a mais de 60 pa\u00edses, incluindo os do Golfo P\u00e9rsico, por ferrovias, rodovias, portos, redes e dutos de energia, o que favorece suas rela\u00e7\u00f5es e o acesso a v\u00e1rios produtores de recursos energ\u00e9ticos (SANTOS, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Posto o que foi apresentado, delimita-se como objetivo deste artigo analisar a busca da China por recursos energ\u00e9ticos no Estreito de Ormuz por meio da BRI. Para tanto, parte-se da seguinte indaga\u00e7\u00e3o: de que modo a BRI auxilia a China em sua busca por recursos energ\u00e9ticos no Estreito de Ormuz e serve como um instrumento de poder ao pa\u00eds? A hip\u00f3tese \u00e9 de que a busca chinesa na regi\u00e3o pode fortalecer suas rela\u00e7\u00f5es com outros Estados, al\u00e9m de abastecer suas necessidades energ\u00e9ticas internas, favorecendo o desenvolvimento de setores b\u00e1sicos para a sobreviv\u00eancia, sustento e crescimento do pa\u00eds, o que consequentemente confere maior influ\u00eancia e capacidades competitivas para a China na esfera internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desta introdu\u00e7\u00e3o, este artigo \u00e9 composto por 4 se\u00e7\u00f5es.&nbsp;A primeira mostra a energia enquanto meio de poder; a segunda o Estreito de Ormuz e sua import\u00e2ncia no provimento de energia; a terceira os interesses da China com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 busca por recursos energ\u00e9ticos atrav\u00e9s da BRI, e seu foco no Estreito de Ormuz e a \u00faltima, as considera\u00e7\u00f5es finais.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>A ENERGIA COMO UM MEIO DE PODER<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Para compreender o uso da energia enquanto um objeto de poder por um Estado, \u00e9 necess\u00e1rio o contato com o arcabou\u00e7o te\u00f3rico-conceitual da Economia Pol\u00edtica Internacional (EPI), precisamente estabelecendo uma liga\u00e7\u00e3o com a Teoria do Poder Estrutural de Susan Strange (1988).&nbsp;Na Teoria do Poder Estrutural, Strange argumenta que existem dois tipos de poder utilizados em uma economia pol\u00edtica: o poder relacional e o estrutural. Para ela, o segundo era o de mais import\u00e2ncia e o que mais se sucedia no Sistema Internacional (SI) entre Estados e empresas. Tal poder seria \u201co poder de moldar e determinar as estruturas da economia pol\u00edtica global, dentro da qual outros estados, suas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, suas empresas, e at\u00e9 mesmo seus cientistas e outros profissionais t\u00eam que operar\u201d (STRANGE, 1988, p. 24-25).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Strange (1988) explica que esse poder se divide entre quatro pilares (seguran\u00e7a; produ\u00e7\u00e3o; finan\u00e7as e conhecimento) e conseguir exercer o controle desses \u00e9 o que concede \u00e0 pot\u00eancia hegem\u00f4nica a capacidade de ordenar o sistema econ\u00f4mico e pol\u00edtico global, j\u00e1 que cria um relacionamento assim\u00e9trico com o restante dos Estados \u2013 com menores capacidades \u2013 induzindo ent\u00e3o, o comportamento destes por meio de seus interesses nacionais, sem o uso da for\u00e7a (STRANGE, 1988).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para conectar energia \u00e0 essa teoria, pensa-se na import\u00e2ncia que os recursos energ\u00e9ticos, e a energia gerada por eles, possuem para um pa\u00eds no mundo moderno: \u201co desenvolvimento da Civiliza\u00e7\u00e3o Urbano-Industrial est\u00e1 estruturalmente ligado \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da capacidade de produ\u00e7\u00e3o e uso de Energia&#8221; (OLIVEIRA, 2012, p. 27). Basicamente, a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos energ\u00e9ticos \u00e9 vital no suprimento de quaisquer setores de um Estado envolvendo principalmente quest\u00f5es econ\u00f4micas, securit\u00e1rias e tecnol\u00f3gicas. Na aus\u00eancia de energia, o Estado pode colapsar e, juntamente, os pilares de poder indicados por Strange (1988), afetando sua capacidade de deter poder no SI.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>O ESTREITO DE ORMUZ E A SEGURAN\u00c7A ENERG\u00c9TICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A globaliza\u00e7\u00e3o gerou a amplia\u00e7\u00e3o das trocas de bens e servi\u00e7os, ultrapassando as fronteiras nacionais e aumentando o valor estrat\u00e9gico dos mares, o acesso \u00e0s diferentes rotas mar\u00edtimas e, assim, os interesses dos Estados nelas.Apoiando-se em Spykman (1944), nota-se que as atuais rotas mais estrat\u00e9gicas do globo se encontram na relevante zona do&nbsp;<em>Rimland<a href=\"applewebdata:\/\/10152166-C7DB-4FD4-9BE2-DE0CC6C1B0D8#_ftn2\"><sup><strong><sup>[2]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em>, o que promoveu a cria\u00e7\u00e3o de diversos&nbsp;<em>chokepoints&nbsp;<\/em>na regi\u00e3o, gerados em raz\u00e3o ao alto tr\u00e1fego de mercadorias por essas passagens, atrelados a seus fatores geogr\u00e1ficos e aos casuais conflitos que nelas ocorrem, esses que conseguem ser amea\u00e7adores \u00e0 seguran\u00e7a e ao tr\u00e2nsito dos navios (GUZANSKY, Y.; SCHACHTER, J.; LINDENSTRAUSS, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>O Estreito de Ormuz (mapa 1) \u00e9 um dentre os oito&nbsp;<em>chokepoints<\/em>&nbsp;retratados no mapa acima. Todavia, ele se destaca pela sua import\u00e2ncia ao SI e \u00e0s estrat\u00e9gias dos Estados, pois \u00e9 a art\u00e9ria principal no transporte de petr\u00f3leo do Oriente M\u00e9dio para o restante do mundo e a \u00fanica passagem naveg\u00e1vel que conecta as reservas petrol\u00edferas do Golfo P\u00e9rsico<sup>&nbsp;<\/sup>ao Oceano \u00cdndico (RODRIGUE, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>Geograficamente, Ormuz \u00e9 um estreito<sup>&nbsp;<\/sup>localizado no Oriente M\u00e9dio entre os Emirados \u00c1rabes Unidos, Om\u00e3 e Ir\u00e3, ele disp\u00f5e de apenas 38 km de largura em seu ponto mais estreito, e 97 km no mais largo (DYKE, 2008). Contudo, a largura das partes realmente autorizadas a navega\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito menores, com quase 3 km em cada sentido; isso se deve pelas \u00e1guas n\u00e3o serem t\u00e3o profundas para a livre circula\u00e7\u00e3o de diferentes petroleiros em toda \u00e1rea (BRINEY, 2020; EIA, 2019), devido \u00e0 presen\u00e7a&nbsp;de&nbsp;ilhas em sua extens\u00e3o, que criam mais obst\u00e1culos ao trajeto naval&nbsp;e em raz\u00e3o do \u201cEsquema de Separa\u00e7\u00e3o de Tr\u00e1fego\u201d, m\u00e9todo adotado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional, que a fim de manter a ordem em \u00e1reas de navega\u00e7\u00e3o intensa e evitar colis\u00f5es e encalhes de embarca\u00e7\u00f5es em \u00e1guas rasas, determina que navios circulem e fa\u00e7am manobras, apenas em \u00e1reas espec\u00edficas (IMO, s\/a).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio no qual o acesso de um estreito fosse interditado por algum tipo de conten\u00e7\u00e3o, as embarca\u00e7\u00f5es, na maioria das vezes, teriam a op\u00e7\u00e3o de circul\u00e1-los recorrendo a diferentes percursos. Por\u00e9m, alguns n\u00e3o contam com rotas alternativas. Este \u00e9 o caso do Estreito de Ormuz, dadas as suas caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas, somadas ao fato de ser a \u00fanica via mar\u00edtima de sa\u00edda do Golfo (RODRIGUE, 2004),&nbsp;e que, de acordo com a&nbsp;<em>US Energy Information Administrati<\/em>on, t\u00eam op\u00e7\u00f5es de desvio por terra limitadas apenas \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita e Emirados \u00c1rabes Unidos, via oleodutos. Mas, os dutos em opera\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o n\u00e3o t\u00eam capacidade suficiente para escoar uma quantidade de hidrocarbonetos que supere a que usualmente \u00e9 transitada pelo gargalo em Ormuz, o que ressalta como este \u00e9 imprescind\u00edvel para a vaz\u00e3o dos recursos (EIA, 2019).<strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong>Assim,<strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong>os c<em>hokepoints<\/em>&nbsp;acabam sendo elementos extremamente cr\u00edticos para o abastecimento energ\u00e9tico&nbsp;global,&nbsp;visto que uma interdi\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito de recursos energ\u00e9ticos por eles, ainda que temporariamente, pode levar a atrasos substanciais em sua distribui\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses, al\u00e9m do aumento em seus custos de envio, gerando a eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os mundiais de energia (EIA, 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;Estreito de Ormuz&nbsp;se mostra crucial no mercado de energia global, sendo o&nbsp;<em>chokepoint<\/em>&nbsp;com a maior quantia de recursos escoados diariamente e com posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica pr\u00f3xima aos grandes produtores. No ano de 2018, a circula\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo pela passagem foi em m\u00e9dia de 21 milh\u00f5es de barris por dia, equivalente a&nbsp;21% do consumo global de l\u00edquidos de petr\u00f3leo&nbsp;e cerca de um ter\u00e7o de todo&nbsp;o petr\u00f3leo comercializado pelos mares, em escala mundial (Gr\u00e1fico 1) (EIA, 2019). Dessa forma, cortar o fornecimento desses insumos pelo estreito afetaria uma grande parcela do SI, tendo em vista a depend\u00eancia mundial em hidrocarbonetos, para a manuten\u00e7\u00e3o do funcionamento e desenvolvimento das estruturas internas de todos os Estados industrializados (OLIVEIRA, 2012; 2007).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a><\/a>Gr\u00e1fico 1 &#8211; Transporte de Petr\u00f3leo Bruto, Condensado e Produtos de Petr\u00f3leo, 2015-2018.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"658\" height=\"406\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/EDESART10c.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3254\" srcset=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/EDESART10c.png 658w, https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/EDESART10c-300x185.png 300w\" sizes=\"(max-width: 658px) 100vw, 658px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Fonte: Elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria a partir de dados da EIA (2019)&nbsp;<a href=\"applewebdata:\/\/10152166-C7DB-4FD4-9BE2-DE0CC6C1B0D8#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A via e seus arredores s\u00e3o constantemente monitorados pela comunidade internacional, por ser a respons\u00e1vel principal pelo processo de abastecimento energ\u00e9tico de diversos pa\u00edses \u2013 sobretudo do mercado asi\u00e1tico, o qual \u00e9 dependente de petr\u00f3leo do golfo para suas manufaturas, essas que t\u00eam alta relev\u00e2ncia para outras economias e com\u00e9rcio internacional (CORDESMAN, 2007). A passagem tamb\u00e9m se torna essencial para o com\u00e9rcio exterior dos pa\u00edses do Golfo, com economias pouco diversificadas, guiadas basicamente pela produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, e precisam, na maioria das vezes, liberar por meio de navios, os recursos ao restante do SI, por essa rota diariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Posta a alta import\u00e2ncia do estreito tanto para Estados locais, quanto para outros do globo &#8211; dependentes de recursos energ\u00e9ticos &#8211; \u00e9 poss\u00edvel imaginar que a regi\u00e3o n\u00e3o seja isenta de instabilidades que arriscam causar uma eventual interdi\u00e7\u00e3o da rota, impedindo a circula\u00e7\u00e3o dos hidrocarbonetos. \u00c9 necess\u00e1rio assegurar este acesso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das disputas mais antigas no estreito, entre Ir\u00e3 e Emirados \u00c1rabes Unidos at\u00e9 os dias atuais, refere-se \u00e0 posse de tr\u00eas ilhas \u2013 Abu Musa, Greater Tunb e Lesser Tunb \u2013 distribu\u00eddas ao longo de Ormuz, nas rotas de entrada e sa\u00edda do Golfo (RUBIN, 2002). Entende-se que esse conflito tem total rela\u00e7\u00e3o com a posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica delas, que podem permitir um maior controle do trajeto de navios e da manuten\u00e7\u00e3o do estreito, um fato que acaba gerando tens\u00f5es entre pa\u00edses na regi\u00e3o (AR GLOBAL SECURITY, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Al\u00e9m disso, vale destacar as tens\u00f5es mais corriqueiras acerca do Estreito de Ormuz, ocorridas entre Ir\u00e3 e Estados Unidos, pa\u00edses que colecionam conflitos na regi\u00e3o. Mas, as tens\u00f5es mais recentes foram causadas com a decis\u00e3o dos EUA &#8211; durante o governo Trump &#8211;&nbsp;de se retirar do acordo nuclear que havia assinado com o Ir\u00e3 em 2015, e de impor san\u00e7\u00f5es ao com\u00e9rcio do pa\u00eds e aos que importassem dele (ALI, 2019). Como consequ\u00eancia, o Ir\u00e3 dependente das exporta\u00e7\u00f5es de recursos, passou a amea\u00e7ar constantemente que fecharia o estreito se n\u00e3o fossem retiradas as san\u00e7\u00f5es, o que traria impactos negativos ao restante do SI. Contudo, os EUA se fazem presentes militarmente na regi\u00e3o \u2013 mesmo n\u00e3o sendo grandes consumidores do petr\u00f3leo local \u2013 justamente para exercer sua influ\u00eancia, tentando garantir a seguran\u00e7a e o controle do fluxo, para que n\u00e3o haja bloqueios da passagem, que geraria aumento nos pre\u00e7os de petr\u00f3leo ao mundo inteiro (VIZENTINI, 2012).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o que foi apresentado acerca dos riscos e instabilidades que as tens\u00f5es causadas na rota podem trazer \u00e0s&nbsp;exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de recursos, o Estreito de Ormuz continua sendo essencial para o com\u00e9rcio de petr\u00f3leo e GNL. Desse modo, os Estados dependentes dos recursos vindos do Golfo para se manter industrializados e sustentar suas estruturas, como: seguran\u00e7a, produ\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as e conhecimento \u2013 categorizadas por Strange (1988) \u2013 devem, para evitar poss\u00edveis problemas de abastecimento, adotar uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a energ\u00e9tica para assegurar o processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A SE ocorre quando o Estado, al\u00e9m de diversificar seus fornecedores, foca em dar prote\u00e7\u00e3o \u00e0 infraestrutura, \u00e0s redes de abastecimento e rotas comerciais, cria provis\u00f5es para substitui\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas se necess\u00e1rio, e se torna capaz de produzir e adquirir energia (YERGIN, 2014). Concisamente, \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas nacionais de um pa\u00eds junto \u00e0s institui\u00e7\u00f5es internacionais, para \u201cresponder de maneira coordenada a interrup\u00e7\u00f5es, deslocamentos e emerg\u00eancias, al\u00e9m de ajudar a manter o fluxo constante do abastecimento energ\u00e9tico\u201d (YERGIN, 2014, p. 324-325).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CHINA E SEUS INTERESSES SOBRE ORMUZ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde o processo de moderniza\u00e7\u00e3o iniciado nos anos 1970, a China&nbsp;era uma grande exportadora de petr\u00f3leo, tendo seu pico de exporta\u00e7\u00f5es em 1985. Todavia, a partir dos anos 1990 ela come\u00e7ou a se tornar grande importadora, j\u00e1 que o crescimento da demanda por este bem passou a ser muito forte, motivado principalmente pelo aumento do consumo da popula\u00e7\u00e3o, a expans\u00e3o do com\u00e9rcio exterior, e a necessidade dos setores de transporte, ind\u00fastria e constru\u00e7\u00e3o (WU, 2014). Sua depend\u00eancia em recursos se torna muito mais evidente quando nos atentamos que, apesar de ter sido o 6\u00b0 maior produtor de petr\u00f3leo no mundo no ano de 2021 (AMOROS; BHUTADA; MA, 2022), o pa\u00eds &#8211; diferente dos membros da OPEP &#8211; consome basicamente toda a sua produ\u00e7\u00e3o, que ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente para abastecer por completo suas necessidades internas, o que demonstra que at\u00e9 hoje, \u00e9 preciso recorrer a outras fontes por meio da importa\u00e7\u00e3o (DELGADO, 2021; IEA, 2000).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a necessidade de consumir recursos energ\u00e9ticos vindos de outros locais do SI para arcar com seu elevado crescimento e o pr\u00f3prio desenvolvimento interno, a Seguran\u00e7a Energ\u00e9tica se faz fundamental na agenda de pol\u00edtica externa chinesa &#8211; desde seu 10\u00b0 plano quinquenal &#8211; devida \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o do Estado com a abrupta redu\u00e7\u00e3o do abastecimento, ou o risco de um corte no fluxo de petroleiros em algum estreito ou&nbsp;<em>chokepoint<\/em>&nbsp;(PAUTASSO; OLIVEIRA, 2008; WU, 2014). Uma vez que, conforme o pensamento de Strange (1988), em sua Teoria do Poder Estrutural, a falta de energia (estrutura secund\u00e1ria) prejudicaria a continuidade das atividades econ\u00f4micas desempenhadas pelos setores internos (ou as estruturas principais), podendo \u201ccolapsar\u201d uma economia moderna \u2013 o pa\u00eds (STRANGE, 1988). Essa inseguran\u00e7a das rotas s\u00e3o um dos motivos que levaram o Estado a fortalecer sua Marinha para manter seguran\u00e7a dos navios que transportam os recursos; a construir grandes gasodutos e oleodutos atravessando seu territ\u00f3rio, e atualmente, a investir em seu maior projeto infraestrutural j\u00e1 planejado, a&nbsp;<em>Belt and Road Initiative<\/em>, que poder\u00e1 certificar o seu abastecimento de energia no longo prazo (DAOJIONG, 2006; CHATZKY; MCBRIDE, 2020).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto BRI foi apresentado em 2013 pelo atual presidente Xi Jinping, como um conjunto de planos de transporte com o prop\u00f3sito de criar um \u201ccintur\u00e3o econ\u00f4mico da seda\u201d, para unir a China a alguns Estados pr\u00f3ximos. Posteriormente, o primeiro-ministro Li Keqiang em uma visita \u00e0 Indon\u00e9sia anunciou outros planos para a cria\u00e7\u00e3o de uma \u201cRota da Seda Mar\u00edtima\u201d, a qual pudesse ligar o sudeste da China a outras regi\u00f5es via mar (FERDINAND, 2016). Ao agregar ambas vertentes, surge &#8211; e se integra ao 13<strong>\u00b0<\/strong>&nbsp;Plano Quinquenal do pa\u00eds &#8211; a BRI, um programa transcontinental de pol\u00edtica e investimento de longo prazo, o qual visa envolver a expans\u00e3o do uso internacional do RMB; a administra\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas; o com\u00e9rcio desimpedido; a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica; o v\u00ednculo de pessoas e a seguran\u00e7a energ\u00e9tica, por meio da conex\u00e3o chinesa a&nbsp;75% dos recursos energ\u00e9ticos dispon\u00edveis em todo o mundo, e a&nbsp;mais de 60 outras na\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s de: portos; gasodutos; oleodutos; ferrovias e rotas &#8211; terrestres e mar\u00edtimas &#8211; ao longo de sua hist\u00f3rica da Rota da Seda<a href=\"applewebdata:\/\/10152166-C7DB-4FD4-9BE2-DE0CC6C1B0D8#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><sup>&nbsp;&nbsp;<\/sup>(BRI, s\/a; FERDINAND, 2016; LEHMACHER, 2016).<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como mencionado anteriormente, grande parte desses recursos importados pela China trafegam por rotas vulner\u00e1veis. Assim, a sua estrat\u00e9gia de SE pela BRI \u00e9 de buscar reduzir os riscos causados por meio da diversifica\u00e7\u00e3o de rotas via terrestre, para que assim existam percursos alternativos aos mar\u00edtimos no transporte de petr\u00f3leo e GNL, e uma maior integra\u00e7\u00e3o chinesa com outros potenciais mercados energ\u00e9ticos, caso o abastecimento mar\u00edtimo seja interrompido&nbsp;(UMBACH, 2019). Todavia, mesmo com tal empenho do pa\u00eds em criar outras possibilidades de rotas, cerca de 90% das viagens de com\u00e9rcio internacional continuariam sendo por navios&nbsp;(UMBACH, 2019). O que n\u00e3o desvaloriza as rotas e projetos terrestres, visto que esses se tornam essenciais para a pol\u00edtica de SE em termos de diversifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00e1reas em que o projeto se encontra majoritariamente s\u00e3o&nbsp;\u2013&nbsp;fundamentando-se nas teorias de Spykman (1904) e Mackinder (1944)&nbsp;\u2013&nbsp;as regi\u00f5es do&nbsp;<em>Rimland&nbsp;<\/em>e do&nbsp;<em>Heartland,<\/em>&nbsp;extremamente importantes para um Estado se fazer presente, dado ao valor estrat\u00e9gico oferecido pelos recursos l\u00e1 presentes, que para a China, em termos de energ\u00e9ticos \u00e9 muito importante (SPYKMAN, 1944; MACKINDER, 1904). Assim, os diversos pa\u00edses locais que comp\u00f5em a BRI se tornam oportunos para a que a China invista na constru\u00e7\u00e3o de refinarias de petr\u00f3leo, portos mar\u00edtimos e dutos de energia &#8211; tendo em vista a farta gama de reservas energ\u00e9ticas e os baixos custos de produ\u00e7\u00e3o &#8211; suportando um importante objetivo nacional, que \u00e9 de garantir o suprimento est\u00e1vel de energia at\u00e9 seu territ\u00f3rio por um longo per\u00edodo&nbsp;(OHASHI, 2018; NASR, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 2021, na\u00e7\u00f5es como Iraque, Ir\u00e3, Om\u00e3, Kuwait e principalmente Ar\u00e1bia Saudita foram a origem de 49% do total das importa\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo chinesas, e o Qatar, origem de 1.2 bilh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos por dia de GNL (EIA, 2019). Por\u00e9m, como o \u00fanico caminho naveg\u00e1vel, e o mais ben\u00e9fico trecho para o alto escoamento desses recursos ser o inst\u00e1vel Estreito de Ormuz, se torna importante para a China, salvaguardar sua obten\u00e7\u00e3o e o fluxo destes produtos pela passagem (WATANABE, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p>A energia \u00e9 o cerne do engajamento da China com o Estreito de Ormuz, visto que este d\u00e1 acesso aos seus principais fornecedores. No entanto, \u00e9 importante destacar que a rota do estreito j\u00e1 \u00e9 comumente por ela nas suas importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es com os pa\u00edses de l\u00e1 oriundos (CFC, s\/a). Mas, \u00e9 importante mencionar tamb\u00e9m, que a grande preocupa\u00e7\u00e3o em prover seguran\u00e7a energ\u00e9tica atrav\u00e9s do estreito, \u00e9 algo mais recente, o qual ainda est\u00e1 sendo concretizado e pode ser visto ao analisar a BRI, que tem como foco principal assegurar o acesso, atrav\u00e9s da&nbsp;<em>21st Century Maritime Silk Road<\/em>. Dessa forma, dentre os projetos da BRI, que facilitam o interesse de assegurar a capta\u00e7\u00e3o dos recursos pelo estreito, podem se destacar: o Porto de Gwadar e o Corredor Econ\u00f4mico China-Paquist\u00e3o, que fazem a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 interse\u00e7\u00e3o que o Estreito de Ormuz e o Golfo P\u00e9rsico representam para a&nbsp;<em>Silk Road Economi<\/em>c Belt e a&nbsp;<em>21st Century Maritime Silk Road<\/em>(MECRIS, 2018; LI; ZESHENG, 2017).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Porto de Gwadar no litoral do Paquist\u00e3o permite que a China proteja seus suprimentos em Ormuz, visto que: \u201cacredita-se que Pequim esteja considerando usar o porto [&#8230;], de modo a acatar uma presen\u00e7a militar perto do Estreito\u201d (WATANABE, 2019, p. 4). Outro fator importante acerca de Gwadar \u00e9 que este pode encurtar o tempo de trajeto dos recursos, pois est\u00e1 apenas a 180 milhas n\u00e1uticas de dist\u00e2ncia de Ormuz, e conecta-se diretamente ao&nbsp;<em>Silk Economic Belt,&nbsp;<\/em>no Corredor Econ\u00f4mico China-Paquist\u00e3o (CPEC), como posto no mapa abaixo (BHATTI; MUSTAFA; AHMAD, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>O CPEC \u00e9 um dos principais projetos da BRI. Nele, est\u00e3o sendo constru\u00eddas rodovias; oleodutos; malhas ferrovi\u00e1rias; refinarias e usinas el\u00e9tricas, infraestruturas que s\u00e3o capazes de diminuir os riscos de transporta\u00e7\u00e3o dos recursos, vindos atrav\u00e9s de Ormuz, at\u00e9 o territ\u00f3rio da China (WACHMAN, 2017). A sua conex\u00e3o direta ao porto de Gwadar, permite que os hidrocarbonetos do Oriente M\u00e9dio descarregados no porto sejam transportados para a China atrav\u00e9s do corredor, reduzindo a jornada de 12.000 km para 2.395 km (DASGUPTA, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Relacionado \u00e0 pergunta central do artigo: Como a busca chinesa por recursos energ\u00e9ticos no Estreito de Ormuz serve como um instrumento de poder ao pa\u00eds? Conclui-se que gerenciar os recursos energ\u00e9ticos de forma estrat\u00e9gica traz ao pa\u00eds a capacidade de potencializar seu avan\u00e7o em determinadas \u00e1reas, acumulando poder relativo. Pode-se dizer tamb\u00e9m que a busca por recursos pelo Estreito de Ormuz \u00e9 capaz de fortalecer as rela\u00e7\u00f5es da China com outros Estados \u2013 pois gera intera\u00e7\u00e3o constante com esses \u2013 al\u00e9m de abastecer suas necessidades energ\u00e9ticas internas, e favorecer o desenvolvimento de setores importantes para o sustento e o crescimento do pa\u00eds. Desse modo, pode dar \u00e0 China maior influ\u00eancia e capacidades competitivas no \u00e2mbito do Sistema Internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que at\u00e9 o momento n\u00e3o se pode afirmar que os recursos e a rela\u00e7\u00e3o da China com o Estreito de Ormuz atuam em um n\u00edvel de tornar o pa\u00eds em uma pot\u00eancia hegem\u00f4nica &#8211; apesar de j\u00e1 estar aumentando a influ\u00eancia do pa\u00eds no local &#8211; visto que a pol\u00edtica de SE feita com o projeto BRI, que ir\u00e1 permitir o acesso seguro e constante de energia, se encontra em constru\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AIMS of the Belt and Road Initiative.&nbsp;BRI, s\/a. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.beltroad-initiative.com\/\">https:\/\/www.beltroad-initiative.com\/<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em: 03 mai. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>ALI, Umar. 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The Geographical Pivot of History.&nbsp;<strong>The Geographical Journal<\/strong>, vol. 23, n. 4, 1904.&nbsp;Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.iwp.edu\/mackinder-the-geographical-journal\/\">https:\/\/www.iwp.edu\/mackinder-the-geographical-journal\/<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em: 11 jun. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>MAPPING the Belt and Road initiative: this is where we stand.&nbsp;<strong>Mecris<\/strong>, jun, 2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.merics.org\/en\/tracker\/mapping-belt-and-road-initiative-where-we-stand\">https:\/\/www.merics.org\/en\/tracker\/mapping-belt-and-road-initiative-where-we-stand<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em: 25 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>MARITIME Chokepoints are Critical to Global Energy Security.&nbsp;<strong>US Energy Information Administration (EIA)<\/strong>: Today in Energy, ago. 2017.&nbsp;Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.eia.gov\/todayinenergy\/detail.php?id=32292\">https:\/\/www.eia.gov\/todayinenergy\/detail.php?id=32292<\/a>&gt;. Acesso em: 20. out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>MARTINS, F.; PEREIRA, L. O Belt and Road Initiative e a transi\u00e7\u00e3o de modelo de desenvolvimento econ\u00f4mico na Rep\u00fablica Popular da China.&nbsp;<strong>OIKOS<\/strong>, vol. 18, 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.revistaoikos.org\/seer\/index.php\/oikos\/article\/view\/602\/317\">http:\/\/www.revistaoikos.org\/seer\/index.php\/oikos\/article\/view\/602\/317<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em: 21 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>WU, K. China\u2019s energy security: oil and gas.&nbsp;<strong>Energy Policy<\/strong>, p. 4-11, 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/canvas.harvard.edu\/courses\/8392\/files\/2117639\/download?verifier=1j7eU6riXofVatBxGnJgXxvZDtaa87iwIUNIr1NW&amp;wrap=1\">https:\/\/canvas.harvard.edu\/courses\/8392\/files\/2117639\/download?verifier=1j7eU6riXofVatBxGnJgXxvZDtaa87iwIUNIr1NW&amp;wrap=1<\/a>&gt;.Acesso em: 09 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>NASR, S. How Middle East Oil Can Make or Break China\u2019s Potential Challenge Against U.S Global Preeminence.&nbsp;<strong>The Cambridge Global Affair<\/strong>, out. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.thecambridgeglobalaffair.co.uk\/collaborators\/how-middle-east-oil-can-make-or-break-chinas-potential-challenge-against-us-global-preeminence\">https:\/\/www.thecambridgeglobalaffair.co.uk\/collaborators\/how-middle-east-oil-can-make-or-break-chinas-potential-challenge-against-us-global-preeminence<\/a>&gt;. Acesso em: 24 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>OHASHI, H. The Belt and Road Initiative (BRI) in the context of China\u2019s opening-up policy.&nbsp;<strong>Journal of the Contemporary East Asia Studies<\/strong>, vol. 7, p. 85 &#8211; 103, 2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/pdf\/10.1080\/24761028.2018.1564615?needAccess=true\">https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/pdf\/10.1080\/24761028.2018.1564615?needAccess=true<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em: 17 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Lucas Kerr.&nbsp;<strong>Energia como Recurso de Poder na Pol\u00edtica Internacional: geopol\u00edtica, estrat\u00e9gia e o papel do Centro de Decis\u00e3o Energ\u00e9tica<\/strong>. 2012. Tese (Doutorado em Ci\u00eancia Pol\u00edtica), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Lucas Kerr.&nbsp;<strong>Petr\u00f3leo e seguran\u00e7a internacional<\/strong>: aspectos globais e regionais das disputas por petr\u00f3leo na \u00c1frica Subsaariana. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais) &#8211; Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>PAUTASSO, Diego; OLIVEIRA, Lucas Kerr.<strong>&nbsp;<\/strong>A seguran\u00e7a energ\u00e9tica da China e as rea\u00e7\u00f5es dos EUA.&nbsp;<strong>Contexto Internacional<\/strong>, Rio de Janeiro, vol. 30, n.2, mai.\/ago. 2008. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/cint\/a\/5pvsk6sqYCfz3HDtwNLTQkG\/abstract\/?lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/j\/cint\/a\/5pvsk6sqYCfz3HDtwNLTQkG\/abstract\/?lang=pt<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em: 09 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>RODRIGUE, J. Straits, Passages and Chokepoints A Maritime Geostrategy of Petroleum Distribution.&nbsp;<strong>Cahiers de G\u00e9ographie du Qu\u00e9bec<\/strong>, 2004. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.erudit.org\/en\/journals\/cgq\/2004-v48-n135-cgq996\/011797ar.pdf\">https:\/\/www.erudit.org\/en\/journals\/cgq\/2004-v48-n135-cgq996\/011797ar.pdf<\/a>&gt; Acesso em: 29 set. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, Thauan. O Belt and Road Initiative Chin\u00eas e a Economia Azul.&nbsp;<strong>Oi China<\/strong>, out. 2021. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.oichinaonline.com.br\/o-belt-and-road-initiative-chines-%E4%B8%AD%E5%9B%BD%E4%B8%80%E5%B8%A6%E4%B8%80%E8%B7%AF-e-a-economia-azul\/\">https:\/\/www.oichinaonline.com.br\/o-belt-and-road-initiative-chines-%E4%B8%AD%E5%9B%BD%E4%B8%80%E5%B8%A6%E4%B8%80%E8%B7%AF-e-a-economia-azul\/<\/a>&gt;. Acesso em: 30 abr. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>SHIPPING Routes from China.&nbsp;<strong>CFC<\/strong>. s\/a. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/cargofromchina.com\/shipping-routes\/\">https:\/\/cargofromchina.com\/shipping-routes\/<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em: 20 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>RUBIN, B.&nbsp;<strong>Crises in the Contemporary Persian Gulf<\/strong>. Portland Or.: Frank Cass, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>SHIPS\u2019 routeing.<strong>&nbsp;International Maritime Organization (IMO)<\/strong>: Maritime Safety.&nbsp;Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.imo.org\/en\/OurWork\/Safety\/Pages\/ShipsRouteing.aspx\">https:\/\/www.imo.org\/en\/OurWork\/Safety\/Pages\/ShipsRouteing.aspx<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em: 12 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>SPYKMAN, N. J.&nbsp;<strong>The Geography of The Peace<\/strong>. Nova Iorque: Harcourt, Brace and Company, 1944.<\/p>\n\n\n\n<p>STRANGE, S.<strong>&nbsp;States and Markets<\/strong>.&nbsp;Nova Iorque: Basil Blackwell Inc, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>THE ABU MUSA AND TUNB ISLANDS DISPUTE EXPLAINED, 2021.&nbsp;1 v\u00eddeo (8 min). Publicado pelo canal AR Global Security.&nbsp;Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/GJ9nfc7L5Xo\">https:\/\/youtu.be\/GJ9nfc7L5Xo<\/a>&gt;. Acesso em 03 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>THE Strait of Hormuz is the world&#8217;s most important oil transit chokepoint.&nbsp;<strong>US Energy Information Administration (EIA)<\/strong>: Today in Energy, dez. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.eia.gov\/todayinenergy\/detail.php?id=42338\">https:\/\/www.eia.gov\/todayinenergy\/detail.php?id=42338#<\/a>&gt;. Acesso em: 12 out. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>UMBACH, F. China\u2019s Belt and Road Initiative and its Energy-Security Dimensions.&nbsp;<strong>RSIS<\/strong>, jan. 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.rsis.edu.sg\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/WP320.pdf\">https:\/\/www.rsis.edu.sg\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/WP320.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 16 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>VIZENTINI, Paulo F.&nbsp;<strong>A primavera \u00c1rabe: Entre a Democracia e a Geopol\u00edtica do Petr\u00f3leo<\/strong>.&nbsp;Porto Alegre: Editora Leitura, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>WACHMAN, R. Huge Chinese trade boost for Middle East in the pipeline?&nbsp;<strong>Arab News<\/strong>, 2017. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.arabnews.com\/node\/1206606\/business-economy\">https:\/\/www.arabnews.com\/node\/1206606\/business-economy<\/a>&gt;.&nbsp;Acesso em 25 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>WATANABE, L. The Middle East and China\u2019s Belt and Road Initiative,&nbsp;<strong>ETH<\/strong>, 2019.&nbsp;Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.research-collection.ethz.ch\/handle\/20.500.11850\/382076\">https:\/\/www.research-collection.ethz.ch\/handle\/20.500.11850\/382076<\/a>&gt;. Acesso em: 14 nov. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>YERGIN, D.&nbsp;<strong>A Busca<\/strong>. Rio de Janeiro: Intr\u00ednseca, 2014.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/10152166-C7DB-4FD4-9BE2-DE0CC6C1B0D8#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;Pontos de congestionamento ao longo de passagens mar\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/10152166-C7DB-4FD4-9BE2-DE0CC6C1B0D8#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp;Mais informa\u00e7\u00f5es em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.defesaemfoco.com.br\/geopolitica-teorias-do-heartland-e-do-rimland\/\">https:\/\/www.defesaemfoco.com.br\/geopolitica-teorias-do-heartland-e-do-rimland\/<\/a>&gt;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/10152166-C7DB-4FD4-9BE2-DE0CC6C1B0D8#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;N\u00e3o h\u00e1 dados dispon\u00edveis para o com\u00e9rcio mar\u00edtimo global de \u00f3leo em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/10152166-C7DB-4FD4-9BE2-DE0CC6C1B0D8#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>&nbsp;Antiga rota interligada atrav\u00e9s da \u00c1sia, usada no com\u00e9rcio da seda entre o Oriente M\u00e9dio e Europa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Joyce Epiphanio<\/strong> \u00e9 bacharel em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pelo Unilasalle- RJ em 2022 e p\u00f3s-graduada em Gest\u00e3o de Log\u00edstica e Supply Chain pela FGV em 2024, al\u00e9m de contar com algumas experi\u00eancias internacionais, incluindo palestras e certifica\u00e7\u00f5es de cursos na \u00e1rea de com\u00e9rcio exterior. Nos \u00faltimos anos teve a oportunidade de ter sua monografia, intitulada: \u201cDragon Power: a Busca Energ\u00e9tica da China Atrav\u00e9s do Estreito de Ormuz\u201d publicada como cap\u00edtulo, no livro Rela\u00e7\u00f5es Internacionais em Perspectiva vol.12.\u00a0 Link Lattes:\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/wwws.cnpq.br\/cvlattesweb\/PKG_MENU.menu?f_cod=61237EC378E65579600AB6BD3E1EBA4F\">https:\/\/lattes.cnpq.br\/4218411127756414<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 11 | N\u00famero 110 | Ago. 2024 Por Joyce Epiphanio INTRODU\u00c7\u00c3O O<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3211,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[646,645,685],"tags":[],"class_list":["post-3250","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-edicao-atual","category-edicao-especial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3250"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3255,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3250\/revisions\/3255"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}