{"id":3289,"date":"2024-11-18T09:00:00","date_gmt":"2024-11-18T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=3289"},"modified":"2024-11-16T00:30:52","modified_gmt":"2024-11-16T03:30:52","slug":"relacoes-india-e-guiana-um-estudo-de-caso-sobre-a-insercao-indiana-na-america-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=3289","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00f5es \u00cdndia e Guiana: um estudo de caso sobre a inser\u00e7\u00e3o indiana na Am\u00e9rica do Sul"},"content":{"rendered":"\n<p>Edi\u00e7\u00e3o Especial: \u00c1sia<\/p>\n\n\n\n<p>Volume 11 | N\u00famero 113 | Nov. 2024<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Por Ana Clara Bernardes Guersoni, Guilherme Domingues Fritz e Thiago Botelho Iecker<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No sistema internacional, os Estados s\u00e3o as principais unidades de poder, pois conseguem se constituir territorialmente e coagir \u2014 seja pela for\u00e7a ou pela conveni\u00eancia \u2014 as popula\u00e7\u00f5es dentro de suas fronteiras. Nessa l\u00f3gica, olhar as estrat\u00e9gicas dos Estados \u00e9 um ponto de partida fundamental para compreender as rela\u00e7\u00f5es de poder e o equil\u00edbrio sist\u00eamico. Nesse \u00ednterim, a \u00cdndia, uma pot\u00eancia intermedi\u00e1ria, destaca-se no s\u00e9culo XXI devido ao seu crescimento econ\u00f4mico cont\u00ednuo (WORLD BANK, 2024). A partir dessa emerg\u00eancia, notam-se duas consequ\u00eancias: 1) uma maior influ\u00eancia do pa\u00eds no cen\u00e1rio internacional; 2) o alto investimento em ind\u00fastrias e desenvolvimento, resultando em uma elevada demanda por energia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos esfor\u00e7os da \u00cdndia em promover um crescimento econ\u00f4mico alinhado \u00e0 sustentabilidade, os subs\u00eddios ao setor de \u00f3leo e g\u00e1s aumentaram 63% entre 2022 e 2023 (RAIZADA; SHARMA; LAAN; JAIN, 2024). Essa din\u00e2mica reflete uma crescente demanda indiana por energias n\u00e3o renov\u00e1veis, essenciais para sustentar seu crescimento econ\u00f4mico. Diante desse contexto, o crescimento da \u00cdndia se relaciona, diretamente, com a geopol\u00edtica do petr\u00f3leo. Nesse cen\u00e1rio, um novo ator assume um papel essencial na oferta do combust\u00edvel: a Guiana. Recentemente, foram descobertas jazidas em seu territ\u00f3rio, o que elevou significativamente o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds, tornando-o o terceiro maior produtor de petr\u00f3leo n\u00e3o membro da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Produtores de Petr\u00f3leo (OPEP). Sendo assim, a necessidade indiana e a oferta guianesa, somado a um passado em comum entre os dois territ\u00f3rios relacionados \u00e0 di\u00e1spora indiana, sugere que a Guiana possa converter-se em um parceiro estrat\u00e9gico para a \u00cdndia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, surge o questionamento: dada a necessidade de obten\u00e7\u00e3o de recursos energ\u00e9ticas, quais s\u00e3o as estrat\u00e9gicas de proje\u00e7\u00e3o internacional da \u00cdndia para assegurar a continuidade da sua ascens\u00e3o? Para responder a essa quest\u00e3o, este estudo assume a hip\u00f3tese de que a \u00cdndia, devido \u00e0 sua necessidade energ\u00e9tica, vem exercendo uma pol\u00edtica externa ativa sobre a Guiana, marcada por concep\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas pr\u00f3prias. A teoria dos c\u00edrculos conc\u00eantricos ser\u00e1 utilizada como marco te\u00f3rico, analisando as implica\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica externa indiana no c\u00edrculo mais distante, na Am\u00e9rica do Sul. Al\u00e9m disso, ser\u00e3o consideradas as rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas entre \u00cdndia e Guiana, a partir de publica\u00e7\u00f5es feitas acerca dos temas e tamb\u00e9m a partir de dados econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o presente artigo pretende esclarecer o passado em comum entre os dois pa\u00edses e como as realidades e expectativas econ\u00f4micas atuais podem criar condi\u00e7\u00f5es para uma aproxima\u00e7\u00e3o. O mediador dessa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 o petr\u00f3leo, em um cen\u00e1rio espec\u00edfico da conjuntura internacional. Para tal fim, o artigo est\u00e1 estruturado em cinco se\u00e7\u00f5es: marco te\u00f3rico; rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica entre os pa\u00edses; import\u00e2ncia energ\u00e9tica; rela\u00e7\u00f5es bilaterais entre os pa\u00edses e, por fim, a conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 MARCO TE\u00d3RICO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Nas teorias de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, o Estado \u00e9 uma unidade de an\u00e1lise central. Dentre os Estados, as grandes pot\u00eancias recebem maior peso explicativo na din\u00e2mica internacional. Contudo, ao refletirmos criticamente sobre o lugar ocupado pelas pot\u00eancias, percebemos que algumas dessas teorias, especialmente as de matriz realista, n\u00e3o conseguem abarcar todas as perspectivas, a exemplo daquelas pertencentes \u00e0 posi\u00e7\u00e3o das pot\u00eancias intermedi\u00e1rias nesse processo (SENNES, 2001).<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do Estado no contexto internacional, este pode adotar diferentes estrat\u00e9gias pol\u00edticas diante das interfer\u00eancias estrangeiras, com o intuito de exercer poder internacional (RODRIGUES JUNIOR, 2016). A teoria dos c\u00edrculos conc\u00eantricos decorre da estrat\u00e9gia pol\u00edtica de que um pa\u00eds reage de diferentes formas, dependendo da proximidade entre a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o e seu n\u00edvel regional. Dividida em tr\u00eas c\u00edrculos interdependentes \u2014rela\u00e7\u00f5es imediatas, macrorregionais e mundiais (RODRIGUES JUNIOR, 2016) \u2014 essa teoria permite uma aplica\u00e7\u00e3o interpretativa \u00e0s influ\u00eancias hist\u00f3ricas, econ\u00f4micas e pol\u00edticas entre a \u00cdndia e a Guiana.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso indiano, a teoria pode ser aplicada da seguinte forma: o primeiro c\u00edrculo \u00e9 aquele em que o pa\u00eds busca exercer influ\u00eancia imediata e direta, englobando as regi\u00f5es fronteiri\u00e7as, ou seja, seus vizinhos (SENNES, 2001). O segundo c\u00edrculo abrange o aspecto macrorregional, destacando o continente asi\u00e1tico. Nesse n\u00edvel, o pa\u00eds busca exercer sua influ\u00eancia diante de outros atores relevantes, como a China, firmando parcerias regionais de interesses militares e mar\u00edtimos para afirmar seus interesses (RODRIGUES JUNIOR, 2016). Por fim, em uma esfera mais distante, encontra-se o c\u00edrculo mundial, no qual a \u00cdndia tem o interesse de se consolidar como uma pot\u00eancia internacional relevante nas discuss\u00f5es globais e com poder para impor seus interesses. Dessa forma, existe uma tentativa indiana de engajar com pa\u00edses do Norte e do Sul Global no \u00e2mbito das organiza\u00e7\u00f5es multilaterais (RODRIGUES JUNIOR, 2016) e exercer influ\u00eancia em regi\u00e3o externas \u00e0 sua, como \u00e9 o caso da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo foca no c\u00edrculo global, analisando como a \u00cdndia projeta seus interesses em \u00e1reas mais afastadas de seu per\u00edmetro, mais especificamente no contexto de seguran\u00e7a energ\u00e9tica, buscando autonomia, seguran\u00e7a e proje\u00e7\u00e3o internacional. Devido \u00e0 abund\u00e2ncia de recursos energ\u00e9ticos, a Am\u00e9rica do Sul torna-se uma regi\u00e3o atrativa e, devido \u00e0s conex\u00f5es hist\u00f3ricas e \u00e0s recentes potencialidades das rela\u00e7\u00f5es comerciais, a Guiana, em especial, merece destaque anal\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2 GUIANA E \u00cdNDIA, UM PASSADO EM COMUM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>A teoria dos c\u00edrculos conc\u00eantricos sugere que a dist\u00e2ncia entre os Estados configura um tipo de rela\u00e7\u00e3o distinta em compara\u00e7\u00e3o aos Estados mais pr\u00f3ximos. Contudo, \u00cdndia e Guiana possuem uma conex\u00e3o hist\u00f3rica que prov\u00e9m do per\u00edodo colonial, e \u00e9 esse elo que buscaremos resgatar para sustentar os motivos de aproxima\u00e7\u00e3o entre ambos os pa\u00edses. Entendemos, portanto, o passado em comum como uma justificativa facilitadora para rela\u00e7\u00f5es presentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o per\u00edodo de coloniza\u00e7\u00e3o, a estrutura econ\u00f4mica e social guianesa era sustentada por m\u00e3o de obra escravizada proveniente do continente africano, alocada em<em>&nbsp;plantations&nbsp;<\/em>voltadas para<em>&nbsp;<\/em>produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar (RODNEY, 1981). Em 1838, os ingleses aboliram a escravid\u00e3o na Guiana. Para garantir o suprimento de m\u00e3o de obra, uma medida adotada pelos colonizadores foi a cria\u00e7\u00e3o de um sistema chamado&nbsp;<em>Indentureship,<\/em>&nbsp;que consistiu na contrata\u00e7\u00e3o de imigrantes para compor a for\u00e7a de trabalho entre 1838 a 1947. Parte desses migrantes eram indianos, principalmente de Uttar Pradesh, Bihar, Bengal, Chennai, Punjab, Haryana e Rajast\u00e3o<em>&nbsp;<\/em>(HARRY, 2024)<em>.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as raz\u00f5es para os indianos comporem essa camada de imigrantes levados \u00e0 Guiana, est\u00e3o, primeiro, a presen\u00e7a do governo brit\u00e2nico na \u00cdndia, que se estendeu de 1858 at\u00e9 1947. O cen\u00e1rio de fome e mis\u00e9ria, em parte da \u00cdndia, proporcionou um atrativo para que os indianos aceitassem ir para um novo territ\u00f3rio, a partir de promessas de uma vida melhor (HARRY, 2024). Assim, em 1838, os dois primeiros navios encarregados pela viagem levaram cerca de 414 indianos at\u00e9 a Guiana. Esse n\u00famero \u00e9 provavelmente maior, pois os passageiros contabilizados eram apenas de indianos com documentos (HARRY, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia, o sistema de&nbsp;<em>Indentureship&nbsp;<\/em>configurou um golpe na capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o dos escravos rec\u00e9m-libertos, pois criou um excedente de m\u00e3o de obra capaz de minar os esfor\u00e7os da classe e, ao mesmo tempo, manter o sistema de&nbsp;<em>plantations<\/em>&nbsp;\u00e0 baixos custos de produ\u00e7\u00e3o.<em>&nbsp;<\/em>O cen\u00e1rio de disputa por empregos e recursos resultou em uma divis\u00e3o racial da sociedade guianesa, com origem material nos manejos do imperialismo brit\u00e2nico (RODNEY, 1981). Em 1950, foi criado o&nbsp;<em>People&#8217;s Progressive Party<\/em>&nbsp;(PPP), primeiro partido pol\u00edtico da Guiana, que pretendia mediar as tens\u00f5es. A composi\u00e7\u00e3o do partido buscou criar uma esp\u00e9cie de unidade nacional a partir das representa\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais de seus membros. Por\u00e9m, os colonizadores instigaram o conflito dentro do partido criando uma cis\u00e3o, e o PPP passou a ser um partido predominantemente indo-guian\u00eas (HARRY, 2024).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a din\u00e2mica pol\u00edtica da sociedade guianesa ainda carrega as tens\u00f5es do per\u00edodo colonial, construindo uma trajet\u00f3ria que liga diretamente os dois pa\u00edses-chave. Atualmente, cerca de 39,8% da popula\u00e7\u00e3o da Guiana \u00e9 composta por descendentes de indianos (GUYANA, 2016) e o atual presidente, Irfaan Ali, \u00e9 um indo-guian\u00eas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3 GEOPOL\u00cdTICA DA ENERGIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Diante da hist\u00f3ria que entrela\u00e7a \u00cdndia e Guiana, torna-se necess\u00e1rio investigar as raz\u00f5es que tornam o petr\u00f3leo relevante para ambos os Estados. Tendo esses fatores em vista, em uma retrospectiva hist\u00f3rica, os Estados Unidos tiveram seu&nbsp;<em>boom<\/em>&nbsp;de exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no p\u00f3s-Segunda Guerra. Esse cen\u00e1rio teve como antecedentes o fim do racionamento de combust\u00edvel e os novos incentivos fiscais fornecidos \u00e0s companhias exploradoras, a fim de encontrar novas \u00e1reas petrol\u00edferas, fatores que garantiram um aumento na procura para fins comerciais e industriais (YERGIN, 1991).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Nesse contexto, em 1945, Franklin Roosevelt encontrou-se com o rei Abdul Aziz Ibn Saud, da Ar\u00e1bia Saudita. O objetivo era a negocia\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o do reino saudita pelas for\u00e7as americanas em troca da comercializa\u00e7\u00e3o de barris de petr\u00f3leo a pre\u00e7os moderados (SILVA, 2005). O consenso entre ambos os pa\u00edses estimulou o desenvolvimento da ind\u00fastria do petr\u00f3leo no Oriente M\u00e9dio e estabeleceu a regi\u00e3o como o principal eixo energ\u00e9tico at\u00e9 hoje, com 64% das reservas de petr\u00f3leo mundial (SILVA, 2005).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ao longo do s\u00e9culo XX, alguns dos principais conflitos tiveram correla\u00e7\u00e3o com a geopol\u00edtica do petr\u00f3leo e se desenvolveram, necessariamente, entrela\u00e7ados com quest\u00f5es do m\u00e9dio oriente. Um exemplo foi a Guerra dos Seis Dias<a href=\"applewebdata:\/\/79C6AB69-7905-4A82-A71F-82EA70CD4BA2#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, em 1967, que mostrou como o quesito energ\u00e9tico passou a ser um importante fator em discuss\u00f5es geopol\u00edticas e de seguran\u00e7a. Dessa forma, o que se destaca em Silva (2005) e Fiori (2004) \u00e9 a tentativa do Ocidente em estabelecer rela\u00e7\u00f5es harm\u00f4nicas com a regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio, ao passo que a for\u00e7a hegem\u00f4nica mundial, os Estados Unidos, passou a interferir cada vez mais pol\u00edtica e militarmente na regi\u00e3o para garantir a seguran\u00e7a energ\u00e9tica e a continuidade do abastecimento mundial. Com o petr\u00f3leo e g\u00e1s sendo os principais recursos energ\u00e9ticos nas importa\u00e7\u00f5es de pa\u00edses desenvolvidos, como Estados Unidos e Reino Unido, a reconfigura\u00e7\u00e3o da ordem mundial se postulou por meio de uma coliga\u00e7\u00e3o formada por pa\u00edses centrais, os quais necessariamente precisam dos recursos energ\u00e9ticos vindo do Oriente M\u00e9dio (FIORI, 2004).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, por sua vez, houve uma altera\u00e7\u00e3o no tabuleiro geopol\u00edtico mundial com dois novos atores ascendentes, que passaram a exercer uma nova press\u00e3o na disputa por recursos energ\u00e9ticos. China e \u00cdndia s\u00e3o hoje dois&nbsp;<em>players&nbsp;<\/em>a serem contabilizados na din\u00e2mica global de importa\u00e7\u00e3o e busca por petr\u00f3leo. Ambos os pa\u00edses tiveram e continuar\u00e3o a ter crescimento exponencial, sugerindo a inser\u00e7\u00e3o de ambos no panorama geopol\u00edtico do petr\u00f3leo que \u201cest\u00e1 a influenciar a economia, o modelo energ\u00e9tico, a diplomacia, o sistema de alian\u00e7as internacionais\u201d (SILVA, 2005, p.13). A \u00cdndia, a quinta maior economia do mundo e casa de 16% da popula\u00e7\u00e3o mundial, possui apenas 0,4% das reservas de petr\u00f3leo, tornando-a, atualmente, dependente de acordos de importa\u00e7\u00e3o (MIATO, 2024). Isso leva o gigante asi\u00e1tico, que visa expandir cada vez mais sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o e garantir a continua\u00e7\u00e3o do desenvolvimento econ\u00f4mico, a entrar na disputa pelo petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ademais, a \u00cdndia \u00e9 o terceiro maior importador de petr\u00f3leo do mundo (AG\u00caNCIA PETROBRAS, 2022) tendo, em 2022, cerca de 52% do produto vindo de pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio (MIGLANI, 2022). Nesse sentido, os gigantes asi\u00e1ticos t\u00eam aumentado sua ofensiva diplom\u00e1tica e econ\u00f4mica em regi\u00f5es que suprem sua car\u00eancia energ\u00e9tica, como \u00c1sia Central e Am\u00e9rica Latina. Se no s\u00e9culo XX, os conflitos foram marcados pela interfer\u00eancia do Ocidente na regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio, a mudan\u00e7a das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com o fortalecimento dos acordos entre o Sul Global faz surgir uma nova din\u00e2mica para o sistema econ\u00f4mico mundial. No s\u00e9culo XXI, o que se verifica \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de um novo espa\u00e7o de disputa envolvendo velhos e novos pa\u00edses no embate pelo consumo de energia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Os Estados Unidos est\u00e3o disputando com a China e com a \u00cdndia todos os territ\u00f3rios com excedentes energ\u00e9ticos atuais ou potenciais. E esta competi\u00e7\u00e3o est\u00e1 se transformando num novo tri\u00e2ngulo econ\u00f4mico, complementar e competitivo, a um s\u00f3 tempo, que est\u00e1 cumprindo uma fun\u00e7\u00e3o organizadora e dinamizadora de v\u00e1rias regi\u00f5es e economias nacionais, atrav\u00e9s de todo o mundo, incluindo a Am\u00e9rica do Sul e a \u00c1frica (FIORI, 2004, p.47).\u00a0<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;No que diz respeito \u00e0 Guiana,&nbsp;o pa\u00eds sul-americano \u00e9 o segundo Estado mais pobre da Am\u00e9rica do Sul, considerando os valores do PIB (WORLD BANK, 2024b). Por\u00e9m, as descobertas recentes de petr\u00f3leo v\u00eam proporcionando um crescimento econ\u00f4mico acelerado. Segundo o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), o pa\u00eds dever\u00e1 ter um crescimento de 33.9% do PIB real em 2024, o maior percentual da Am\u00e9rica do Sul (NEWS ROOM, 2024).&nbsp;&nbsp;Em 2015, a empresa estadunidense,&nbsp;<em>Exxon Mobil Corporation,&nbsp;<\/em>anunciou as primeiras reservas significativas de petr\u00f3leo na costa da Guiana, no campo de explora\u00e7\u00e3o Liza-1 (EXXONMOBIL, 2024).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2020, o petr\u00f3leo cru \u00e9 o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, conformando os seguintes percentuais de pauta exportadora: 2020 (44,2%), 2021 (71,5%) e 2022 (85.9%) (OEC, 2024). A emerg\u00eancia do petr\u00f3leo na realidade econ\u00f4mica da Guiana tamb\u00e9m representa um aumento vertiginoso do PIB do pa\u00eds, que observado na mesma temporalidade apresenta crescimento percentual da seguinte ordem: 2020 (43,3%), 2021 (20,1%) e 2022 (63,4%) (WORLD BANK, 2024c). O pa\u00eds ostenta o maior crescimento percentual do PIB per capita da Am\u00e9rica do Sul (WORLD BANK, 2024d), considerando os anos de 2020, 2021 e 2022: 43,8%, 19% e 62,5%<a href=\"applewebdata:\/\/79C6AB69-7905-4A82-A71F-82EA70CD4BA2#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4 A ATUALIDADE DAS RELA\u00c7\u00d5ES BILATERAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante do contexto da geopol\u00edtica do \u00f3leo e g\u00e1s, a seguran\u00e7a energ\u00e9tica \u00e9 fundamental para um Estado que busca o desenvolvimento econ\u00f4mico, principalmente em um pa\u00eds com mais de 1 bilh\u00e3o de pessoas. A postura indiana indica uma proposta de governan\u00e7a a n\u00edvel global, o que, por sua vez, precisa estar apoiada por bases materiais robustas. Narendra Modi, Primeiro-Ministro da \u00cdndia, pretende expandir a economia indiana para um valor de US$6.69 trilh\u00f5es, em valores nominais, at\u00e9 2030 (SINGH, 2024), mas atrelando o crescimento econ\u00f4mico ao processo de descarboniza\u00e7\u00e3o (ECONOMIC TIMES, 2024). No entanto, a realidade concreta das capacidades indianas n\u00e3o permite, ainda, desvencilhar-se da utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, o que inclui o petr\u00f3leo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito do discurso e da participa\u00e7\u00e3o crescente de energias renov\u00e1veis na economia indiana, os subs\u00eddios ao petr\u00f3leo permanecem relevantes. Segundo o&nbsp;<em>International Institute for Sustainable Development<\/em>, os subs\u00eddios aos combust\u00edveis f\u00f3sseis na \u00cdndia diminu\u00edram cerca de 59% entre 2014 e 2023, por\u00e9m, por conta da crise energ\u00e9tica de 2022, ap\u00f3s a invas\u00e3o da R\u00fassia \u00e0 Ucr\u00e2nia o pa\u00eds voltou a aumentar os subs\u00eddios, a fim de controlar os pre\u00e7os e manter a economia est\u00e1vel&nbsp;&nbsp;(RAIZADA; SHARMA; LAAN; JAIN, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA), a \u00cdndia ser\u00e1 a principal fonte de demanda de petr\u00f3leo at\u00e9 2030, devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre a expans\u00e3o econ\u00f4mica e o grande n\u00edvel populacional (IEA, 2024). O crescimento industrial indiano \u00e9 um dos fatores espec\u00edficos que impulsionam o aumento da demanda, n\u00e3o apenas por conta do abastecimento energ\u00e9tico, mas tamb\u00e9m devido aos derivados do petr\u00f3leo. Assim, os dados demonstram uma \u00cdndia que visa avan\u00e7ar para energias renov\u00e1veis, mas ainda se encontra dependente de energias vindas do petr\u00f3leo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente essas considera\u00e7\u00f5es que aproximam, no presente, \u00cdndia e Guiana, j\u00e1 que o crescimento da demanda indiana sugere a exist\u00eancia de uma oferta adequada de fontes energ\u00e9ticas. Al\u00e9m disso, a diversifica\u00e7\u00e3o de parceiros comerciais \u00e9 fundamental, principalmente em um contexto de tens\u00f5es globais em regi\u00f5es exportadoras de petr\u00f3leo. O fato de a Guiana emergir com uma nova fonte de petr\u00f3leo para o mercado mundial possibilita n\u00e3o apenas o fornecimento do produto e a diversifica\u00e7\u00e3o de parceiros, mas tamb\u00e9m representa o aumento da presen\u00e7a indiana na Am\u00e9rica do Sul. Essa presen\u00e7a, por sua vez, sugere a inclina\u00e7\u00e3o rumo ao objetivo em expandir a influ\u00eancia indiana ao n\u00edvel global (NARLIKAR, 2024).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O passado que conecta \u00cdndia e Guiana tamb\u00e9m se torna um fator relevante, sobretudo por conta de uma caracter\u00edstica da pol\u00edtica externa dos governos do atual Primeiro-Ministro Narendra Modi. Este tem por padr\u00e3o agir de forma personalista, criando la\u00e7os com lideran\u00e7as mundiais, o que inclui o presidente da Guiana, Irfaan Ali (PANT; JOSHI, 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Com as descobertas do petr\u00f3leo, a Guiana passou a ter um destaque \u00edmpar no cen\u00e1rio geopol\u00edtico. A mat\u00e9ria-prima continua sendo uma mercadoria estrat\u00e9gica para o setor energ\u00e9tico, mesmo em um per\u00edodo de \u201cconsenso da descarboniza\u00e7\u00e3o\u201d (BRINGEL; SVAMPA, 2023, n.p.). Al\u00e9m do impacto na economia interna, a Guiana passa a ter uma relev\u00e2ncia maior nas agendas de pol\u00edtica externa de outros pa\u00edses, o que inclui a \u00cdndia.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 21 de maio de 2024, a&nbsp;<em>U.S. Energy Information Administration&nbsp;<\/em>publicou um breve artigo em que colocava a Guiana como uma contribuinte-chave no crescimento do suprimento de petr\u00f3leo cru no mundo, conformando uma produ\u00e7\u00e3o de 645.000 barris por dia, sendo o terceiro maior pa\u00eds em termos de varia\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo entre pa\u00edses que n\u00e3o s\u00e3o membros da OPEP (MUNOZ-CORTIJO; ARNAL, 2024). As estimativas mais recentes consideram que as reservas possuem um potencial de mais de 11 bilh\u00f5es de barris e, em 2023, foi o pa\u00eds com o maior n\u00famero de descobertas de novas reservas no mundo (G1, 2024). Essas representa\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas que permitem uma abordagem mais robusta sobre o papel que a Guiana pode desempenhar na economia mundial e, especificamente, nas rela\u00e7\u00f5es com a \u00cdndia. De forma simplificada, o desenho apresenta-se como a Guiana sendo uma fonte de oferta, enquanto a \u00cdndia conforma uma larga demanda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, no dia 5 de janeiro de 2024, um memorando de entendimento foi assinado entre \u00cdndia e Guiana. A proposta tem validade de cinco anos e busca aprofundar o relacionamento entre os pa\u00edses no que tange o setor de \u00f3leo e g\u00e1s, o que inclui a exporta\u00e7\u00e3o de \u00f3leo cru pela Guiana, a participa\u00e7\u00e3o de empresas indianas nas atividades de explora\u00e7\u00e3o, fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es comerciais bilaterais, colabora\u00e7\u00e3o no desenvolvimento de pol\u00edticas regulat\u00f3rias para o setor e coopera\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de energias renov\u00e1veis (PMINDIA, 2024).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 2024, ocorreu a&nbsp;<em>Guyana Energy Conference &amp; Supply Chain Expo&nbsp;<\/em>(GEF, 2024)<em>,&nbsp;<\/em>que reuniu representantes da ind\u00fastria do petr\u00f3leo, mas tamb\u00e9m lideran\u00e7as pol\u00edticas, principalmente dos pa\u00edses caribenhos. Na ocasi\u00e3o, Narendra Modi fez um discurso que relacionava a seguran\u00e7a energ\u00e9tica como ponte essencial para o desenvolvimento econ\u00f4mico, principalmente para os pa\u00edses do Sul global. O discurso tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia da mudan\u00e7a na matriz energ\u00e9tica, mas como uma \u201ctransi\u00e7\u00e3o suave\u201d (GUYANA CHRONICLE, 2024). Esse tipo de discurso carrega uma estrat\u00e9gia que combina as pretens\u00f5es de ambos os pa\u00edses, pois o que se pretende, aparentemente, \u00e9, no caso da Guiana, utilizar a renda do petr\u00f3leo como meio para a moderniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, o desenvolvimento de infraestruturas e diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. J\u00e1 para a \u00cdndia, a Guiana representa uma oportunidade em diversificar os fornecedores de combust\u00edvel e garantir reservas energ\u00e9ticas, enquanto as empreitadas de substitui\u00e7\u00e3o da matriz poluente operam paralelamente, sem que o crescimento econ\u00f4mico seja comprometido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No sentido de proje\u00e7\u00e3o do poder, a \u00cdndia \u00e9 uma pot\u00eancia intermedi\u00e1ria, ou seja, tenta ambiciosamente ter uma maior influ\u00eancia no sistema internacional, expandindo o seu per\u00edmetro de atua\u00e7\u00e3o. Em raz\u00e3o do seu crescimento acelerado, o pa\u00eds tenta se impor como uma lideran\u00e7a do Sul Global, buscando projetar sua influ\u00eancia e fortalecer sua posi\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio internacional em todos os c\u00edrculos conc\u00eantricos. Parte dessa estrat\u00e9gia envolve a busca por garantir fontes energ\u00e9ticas, especialmente em um momento em que o mundo caminha em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o, com pa\u00edses desenvolvidos pressionando pela ado\u00e7\u00e3o de novas energias renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que a postura de ambos os pa\u00edses possui semelhan\u00e7as com esp\u00edrito terceiro-mundista no que se refere a supera\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento. Mesmo em outro contexto hist\u00f3rico, em que o termo \u201cTerceiro Mundo\u201d caiu em desuso, os objetivos que levaram a coaliz\u00e3o entre os Estados situados na periferia do sistema capitalista ainda permanecem vigentes, visto que a assimetria material ainda \u00e9 central, de tal forma que a agenda do desenvolvimento econ\u00f4mico e da sustentabilidade se sobrep\u00f5em. A realidade indiana \u00e9 diametralmente distinta da guianesa, contudo suas lideran\u00e7as permanecem utilizando termos que aproximam as agendas de ambos os pa\u00edses, notadamente o Sul Global, o que proporciona uma carga ideol\u00f3gica que fortalece a aproxima\u00e7\u00e3o e o apoio m\u00fatuo entre os pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, os \u00faltimos acordos entre \u00cdndia e Guiana adquirem uma import\u00e2ncia estrat\u00e9gica significativa. Para a \u00cdndia, a importa\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo guian\u00eas \u00e9 essencial para sustentar suas necessidades energ\u00e9ticas, mantendo sua economia em crescimento. Para a Guiana, a exporta\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo representa uma oportunidade de desenvolvimento econ\u00f4mico, gerando receitas e fortalecendo sua presen\u00e7a no mercado global.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Ao defender a exporta\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo da Guiana, a \u00cdndia n\u00e3o apenas busca garantir sua seguran\u00e7a energ\u00e9tica, mas tamb\u00e9m busca se posicionar como uma lideran\u00e7a, mostrando solidariedade e coopera\u00e7\u00e3o com outras na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento. Essa associa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre os dois pa\u00edses, portanto, vai al\u00e9m de interesses econ\u00f4micos imediatos, refletindo uma tentativa mais ampla da \u00cdndia de consolidar sua posi\u00e7\u00e3o como um ator global relevante em um mundo em transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>BRINGEL, Breno; SVAMPA, Maristella.&nbsp;<strong>Del Consenso de los Commodities al Consenso de la Descarbonizaci\u00f3n<\/strong>. Nueva Sociedad, n. 306, 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/nuso.org\/articulo\/306-del-consenso-de-los-commodities-al-consenso-de-la-descarboniz acion\/.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>HARRY, Cynthia.&nbsp;<strong>The Migration of South Asians from India to Guyana: The Journey, Struggles in a New Land, Reasons for Changes Over Time and Their Cultivation of a New Culture<\/strong>. 2024. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Liberal Studies) \u2013 Graduate Center, City University of New York, New York, 2024.&nbsp;Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/academicworks.cuny.edu\/gc_etds\/5887\"><\/a><a href=\"https:\/\/academicworks.cuny.edu\/gc_etds\/5887\">https:\/\/academicworks.cuny.edu\/gc_etds\/5887<\/a>. Acesso em: 7 ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>FIORI, Jos\u00e9 Lu\u00eds , \u201cO poder americano\u201d, Editora Vozes, 2004, p: 34.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.MKTP.KD.ZG\">GDP Growth (Annual %) &#8211;&nbsp;<\/a>India.&nbsp;<strong>World Bank<\/strong>, 2024a.&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=IN\">https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=IN<\/a>. Acesso em: 17 set. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>GDP (Current US$) &#8211; Guyana, Argentina, Bolivia, Brazil, Ecuador, Chile, Colombia, Paraguay, Peru, Uruguay, Venezuela, RB, Suriname.&nbsp;<strong>World Bank<\/strong>, 2024b. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=IN\">https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=IN<\/a>.&nbsp;Acesso em: 17 set. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>GDP growth (Annual %) &#8211; Guyana.&nbsp;<strong>World Bank<\/strong>, 2024c.&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=GY&amp;_gl=1*jq280e*_gcl_au*MTQ0ODQ5Mjc3Ny4xNzI2NTg0NTAO\">https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.MKTP.KD.ZG?locations=GY&amp;_gl=1*jq280e*_gcl_au*MTQ0ODQ5Mjc3Ny4xNzI2NTg0NTAO<\/a>. Acesso em: 17 set. 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GDP per capita growth (Annual %) &#8211; Guyana, Argentina, Bolivia, Brazil, Ecuador, Chile, Colombia, Paraguay, Peru, Uruguay, Venezuela, RB, Suriname.&nbsp;<strong>World Bank,<\/strong>&nbsp;2024d. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.PCAP.KD.ZG?locations=GY-AR-BO-BR-EC-CL-CO-PY-PE-UY-VE-SR\">https:\/\/data.worldbank.org\/indicator\/NY.GDP.PCAP.KD.ZG?locations=GY-AR-BO-BR-EC-CL-CO-PY-PE-UY-VE-SR<\/a>.&nbsp;Acesso em: 17 set. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGREEN future&#8217; and &#8216;net zero carbon&#8217; not just fancy terms, they are commitments: PM Modi.&nbsp;<strong>The Economic Times<\/strong>, 16 set. 2024. Industry. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/economictimes.indiatimes.com\/industry\/renewables\/green-future-and-net-zero-carbon-not-just-fancy-terms-they-are-commitments-pm-modi\/articleshow\/113384586.cms?from=mdr\">https:\/\/economictimes.indiatimes.com\/industry\/renewables\/green-future-and-net-zero-carbon-not-just-fancy-terms-they-are-commitments-pm-modi\/articleshow\/113384586.cms?from=mdr<\/a>. Acesso em:&nbsp;&nbsp;17 set. de 2024.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>GUYANA. Bureau of Statistics Guyana. Population Composition.<strong>&nbsp;<\/strong><strong>Bureau Statistics Guyana<\/strong>, 2016. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/statisticsguyana.gov.gy\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Final_2012_Census_Compendium2.pdf\">https:\/\/statisticsguyana.gov.gy\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Final_2012_Census_Compendium2.pdf<\/a>.&nbsp;Acesso em: 17 set. de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>GUYANA exports.&nbsp;<strong>The Observatory of Economic Complexity (OEC)<\/strong>, 2024.&nbsp;&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/oec.world\/en\/profile\/country\/guy?yearSelector1=2022&amp;tradeScaleSelector1=tradeScale0&amp;yearlyTradeFlowSelector=flow0&amp;depthSelector1=HS4Depth\">https:\/\/oec.world\/en\/profile\/country\/guy?yearSelector1=2022&amp;tradeScaleSelector1=tradeScale0&amp;yearlyTradeFlowSelector=flow0&amp;depthSelector1=HS4Depth<\/a>. Acesso em: 17 set. de 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>GUYANA Energy Conference &amp; Supply Chain Expo (GEC),&nbsp;<\/strong>2024. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/guyanaenergy.gy\/conference\/past-conferences?event=1-fuelling-transformation-and-modernisation\">https:\/\/guyanaenergy.gy\/conference\/past-conferences?event=1-fuelling-transformation-and-modernisation<\/a>. Acesso em: 17 set. de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>GUYANA project overview.&nbsp;<strong>ExxonMobil<\/strong>, 2024. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/corporate.exxonmobil.com\/locations\/guyana\/guyana-project-overview#DiscoveriesintheStabroekBlock\">https:\/\/corporate.exxonmobil.com\/locations\/guyana\/guyana-project-overview#DiscoveriesintheStabroekBlock<\/a>.&nbsp;Acesso em: 17 set. de 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IMF projects 33.9% growth for Guyana this year.&nbsp;<strong>News Room<\/strong>, 17 de abr. de 2024. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/newsroom.gy\/2024\/04\/17\/imf-projects-33-9-growth-for-guyana-this-year\/\">https:\/\/newsroom.gy\/2024\/04\/17\/imf-projects-33-9-growth-for-guyana-this-year\/<\/a>.&nbsp;Acesso em:&nbsp;&nbsp;17 set. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>INDIAN Oil Market.&nbsp;<strong>International Energy Agency (IEA)<\/strong>, fev. de 2024.&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/iea.blob.core.windows.net\/assets\/4a13289b-1e25-45c8-9faf-9db532eaed1c\/IndianOilMarket-Outlookto2030.pdf\">https:\/\/iea.blob.core.windows.net\/assets\/4a13289b-1e25-45c8-9faf-9db532eaed1c\/IndianOilMarket-Outlookto2030.pdf<\/a>. Acesso em: 17 set. de 2024.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>MIATO, Bruna. Brasil volta ao grupo das 10 maiores economias do mundo com resultado do PIB de 2023.&nbsp;<strong>G1<\/strong>, 01 de mar. de 2024. Economia. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/03\/01\/brasil-volta-ao-grupo-das-10-maiores-economias-do-mundo-com-resultado-do-pib-de-2023.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/03\/01\/brasil-volta-ao-grupo-das-10-maiores-economias-do-mundo-com-resultado-do-pib-de-2023.ghtml<\/a>. Acesso em: 17 set. de 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>MIGLANI, Sanjeev. Importa\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo dos EUA pela \u00cdndia crescem em meio a cr\u00edticas.&nbsp;<strong>CNN Brasil<\/strong>, 20 de mar. 2022. 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Acesso em: 17 set. de 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PADULA, Raphael; CEC\u00cdLIO, Matheus de Freitas; OLIVEIRA, Igor Candido de; PRADO, Caio Jorge.&nbsp;<strong>Guyana: Oil, Internal Disputes, the USA and Venezuela<\/strong>. Contexto Internacional, v. 45, n. 1, e20210031, jan.\/abr. 2023. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0102-8529.20234501e20210031\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0102-8529.20234501e20210031<\/a>.&nbsp;Acesso em: 12 ago. de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>PANT, Harsh V.; JOSHI, Yogesh.&nbsp;<strong>Realigning Strategic Autonomy<\/strong>. In:&nbsp;&nbsp;Harsh V Pant and Sameer Patil, eds, The Making of a Global Bharat (New Delhi: ORF and Global Policy Journal, 2024, p. 11-17).<\/p>\n\n\n\n<p>PETROBRAS assina acordo com estatais indianas para fornecimento de petr\u00f3leo.&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Petrobras<\/strong>, 26 de jun. de 2022. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/agencia.petrobras.com.br\/w\/negocio\/petrobras-assina-acordo-com-estatais-indianas-para-fornecimento-de-petroleo#:~:text=Potencial%20mercado%20indiano,da%20capacidade%20de%20refino%20indiano\">https:\/\/agencia.petrobras.com.br\/w\/negocio\/petrobras-assina-acordo-com-estatais-indianas-para-fornecimento-de-petroleo#:~:text=Potencial%20mercado%20indiano,da%20capacidade%20de%20refino%20indiano<\/a>.&nbsp;Acesso em: 17 set. de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>PMINDIA. Cabinet approves signing of MoU between India and Guyana on cooperation in the hydrocarbon sector.&nbsp;<strong>PMINDIA<\/strong>, 05 jan. de 2024. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.pmindia.gov.in\/en\/news_updates\/cabinet-approves-signing-of-mou-between-india-and-guyana-on-cooperation-in-the-hydrocarbon-sector\/\">https:\/\/www.pmindia.gov.in\/en\/news_updates\/cabinet-approves-signing-of-mou-between-india-and-guyana-on-cooperation-in-the-hydrocarbon-sector\/<\/a>.&nbsp;Acesso em: 17 set. de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>PM Modi emphasises importance of Guyana Energy Conference, Chain Supply Expo.&nbsp;<strong>Guyana Chronicle<\/strong>, 21 fev. de 2024. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/guyanachronicle.com\/2024\/02\/21\/pm-modi-emphasises-importance-of-guyana-energy-conference-chain-supply-expo\/\">https:\/\/guyanachronicle.com\/2024\/02\/21\/pm-modi-emphasises-importance-of-guyana-energy-conference-chain-supply-expo\/<\/a>. Acesso em:&nbsp;&nbsp;17 set. de 2024.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>RAIZADA, Swasti; SHARMA, Deepak; LAAN, Tara; JAIN, Saumya. Mapping India&#8217;s Energy Policy 2023<em>.&nbsp;<\/em><strong>International Institute For Sustainable Development<\/strong>, 2024. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/www.iisd.org\/story\/mapping-india-energy-policy-2023\/\">&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www.iisd.org\/story\/mapping-india-energy-policy-2023\/\">https:\/\/www.iisd.org\/story\/mapping-india-energy-policy-2023\/<\/a>. Acesso em: 17 set. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>RODIGUES JUNIOR, Glaucio.<strong>&nbsp;<\/strong><strong>Geopol\u00edtica indiana no s\u00e9culo XXI: a Teoria dos C\u00edrculos Conc\u00eantricos de Raja Mohan e sua capacidade de explicar o reposicionamento pol\u00edtico-estrat\u00e9gico indiano.&nbsp;<\/strong>Escola de Guerra Naval, 2016. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.repositorio.mar.mil.br\/handle\/ripcmb\/843485\">https:\/\/www.repositorio.mar.mil.br\/handle\/ripcmb\/843485<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>RODNEY, Walter.&nbsp;<strong>Plantation Society in Guyana<\/strong>.&nbsp;<em>Review (Fernand Braudel Center)<\/em>, vol. 4, no. 4, 1981, pp. 643-666. Dispon\u00edvel em:<a href=\"http:\/\/www.jstor.org\/stable\/40240885\">&nbsp;<\/a><a href=\"http:\/\/www.jstor.org\/stable\/40240885\">http:\/\/www.jstor.org\/stable\/40240885<\/a>. Acesso em: 5 ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>SENNES, Ricardo Ubiraci.&nbsp;<strong><em>Brasil, M\u00e9xico e \u00cdndia na rodada Uruguai do GATT e no conselho de seguran\u00e7a da ONU: um estudo sobre os pa\u00edses intermedi\u00e1rios<\/em><\/strong>. 2001. Tese (Doutorado) \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2001.&nbsp;&nbsp;Acesso em: 12 ago. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>VASCONCELLOS, Carlos-Magno Esteves; DE SOUZA MANSANI, Roberta.<strong>&nbsp;As confer\u00eancias internacionais de Yalta e Potsdam e sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da hegemonia econ\u00f4mica internacional norte-americana no capitalismo do p\u00f3s 2\u00aa Guerra Mundial<\/strong>. Rela\u00e7\u00f5es Internacionais no Mundo Atual, v. 2, n. 16, p. 41-55, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>SINGH, Sarita Chaganti.&nbsp;Exclusive: Modi sets ambitious India economic goals for probable third term.&nbsp;<strong>Reuters<\/strong>, 04 abr. de 2024. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/india\/modi-sets-ambitious-india-economic-goals-probable-third-term-2024-04-04\/\">https:\/\/www.reuters.com\/world\/india\/modi-sets-ambitious-india-economic-goals-probable-third-term-2024-04-04\/<\/a>. Acesso em:&nbsp;&nbsp;17 set. de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, Ant\u00f3nio Costa. A luta pelo petr\u00f3leo.&nbsp;<strong>Rela\u00e7\u00f5es Internacionais<\/strong>, v. 6, p. 5-18, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>YERGIN, Daniel.&nbsp;<strong>The postwar petroleum order.&nbsp;<\/strong><em>In:<\/em>\u201c The Prize: the epic question for oil, money, and power.\u201d&nbsp;Nova York: Editora Simon and Schuster, 1991.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/79C6AB69-7905-4A82-A71F-82EA70CD4BA2#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;Tal conflito contou com a participa\u00e7\u00e3o de Israel de um lado e Egito, S\u00edria, Jord\u00e2nia e Iraque, apoiados por Kuwait, Sud\u00e3o, Arg\u00e9lia e Ar\u00e1bia Saudita, do outro. No dia 5 de junho de 1967, Israel realizou um ataque preventivo contra o Egito, resultando na destrui\u00e7\u00e3o de sua for\u00e7a a\u00e9rea quando ainda estava em solo, o que resultou na r\u00e1pida derrota da coliga\u00e7\u00e3o \u00e1rabe.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/79C6AB69-7905-4A82-A71F-82EA70CD4BA2#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp;\u00c9 preciso ter uma aprecia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica desse dado em espec\u00edfico, pois o fato de o crescimento do produto interno ser potencialmente distribu\u00eddo, n\u00e3o significa que de fato o seja. Os lucros do petr\u00f3leo ainda s\u00e3o concentrados em uma pequena parte da sociedade. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cyxz4l5e256o\">https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cyxz4l5e256o<\/a>. Acesso em 03 out. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ana Clara Bernardes Guersoni<\/strong> <em>\u00e9 graduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (IRID-UFRJ) e pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Estudos Asi\u00e1ticos (LEA)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guilherme Domingues Fritz<\/strong> <em>\u00e9 graduando em Defesa e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Internacional (IRID-UFRJ) e pesquisador do Laborat\u00f3rio de Estudos Asi\u00e1ticos (LEA)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thiago Botelho Iecker<\/strong> <em>\u00e9 graduando em Defesa e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Internacional (IRID-UFRJ) e pesquisador do Laborat\u00f3rio de Estudos Asi\u00e1ticos (LEA)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edi\u00e7\u00e3o Especial: \u00c1sia Volume 11 | N\u00famero 113 | Nov. 2024 Por Ana<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3272,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[646,645,685],"tags":[],"class_list":["post-3289","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-edicao-atual","category-edicao-especial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3289"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3290,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3289\/revisions\/3290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3272"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}