{"id":3386,"date":"2025-07-31T09:00:00","date_gmt":"2025-07-31T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=3386"},"modified":"2025-07-31T00:31:44","modified_gmt":"2025-07-31T03:31:44","slug":"a-politica-externa-chinesa-entre-2013-e-2022-o-interesse-no-quenia-no-contexto-da-nova-rota-da-seda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=3386","title":{"rendered":"A Pol\u00edtica Externa Chinesa entre 2013 e 2022: O interesse no Qu\u00eania no contexto da Nova\u00a0Rota\u00a0da\u00a0Seda"},"content":{"rendered":"\n<p>Volume 12 | N\u00famero 118 | Jul. 2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Por Alice Farias, <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Ana Beatriz Ara\u00fajo, Ana Carolina de Oliveira, Anita Gomes, Matheus Moreira\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"206\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/the-first-of-may-4966156_1280-e1712695112916-edited-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3109\" srcset=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/the-first-of-may-4966156_1280-e1712695112916-edited-1.jpg 640w, https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/the-first-of-may-4966156_1280-e1712695112916-edited-1-300x97.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica externa da China foi e continua sendo marcada pela&nbsp;<em>Belt and Road Initiative&nbsp;<\/em>(BRI), em portugu\u00eas, Nova Rota da Seda, desde seu lan\u00e7amento em 2013. Esse empreendimento busca fortalecer a presen\u00e7a global chinesa no cen\u00e1rio econ\u00f4mico em diferentes regi\u00f5es, al\u00e9m de garantir recursos energ\u00e9ticos e financeiros que estimulem seu cont\u00ednuo crescimento (Kotz; Ouriques, 2021). O Qu\u00eania, estrategicamente localizado na \u00c1frica Oriental, tornou-se um parceiro-chave nesse projeto. Com investimentos substanciais em infraestrutura, como o Porto de Mombasa, e a ferrovia que conecta esta cidade a Nairobi, o pa\u00eds africano \u00e9 visto como um ponto crucial na expans\u00e3o das rotas comerciais mar\u00edtimas da China, integrando a \u00c1frica ao restante da BRI. O Qu\u00eania \u00e9 o segundo pa\u00eds africano que mais recebeu recursos da China, atr\u00e1s apenas de Angola, com US$8,8 bilh\u00f5es da China desde o lan\u00e7amento do BRI e US$6,8 bilh\u00f5es s\u00f3 de empr\u00e9stimos (Mendon\u00e7a; Lopes Filho; Oliveira, 2021). A an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o sino-queniana oferece&nbsp;<em>insights<\/em>&nbsp;sobre como a Nova Rota da Seda \u00e9 usada como ferramenta para ampliar a presen\u00e7a econ\u00f4mica dos grupos de interesse chineses.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, o objetivo geral deste artigo \u00e9 analisar os interesses estrat\u00e9gicos da China em investir no Qu\u00eania e compreender o papel de Nairobi como um elo na integra\u00e7\u00e3o da \u00c1frica \u00e0 Nova Rota da Seda. Tendo em vista a necessidade de compreender os fatores internos que moldam a pol\u00edtica externa chinesa em rela\u00e7\u00e3o ao Qu\u00eania, aplica-se a teoria de Helen Milner (1997) sobre interesses, institui\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00e3o, que oferece um arcabou\u00e7o anal\u00edtico para entender como as estruturas dom\u00e9sticas, e o modo como se relacionam, influenciam as decis\u00f5es de pol\u00edtica externa. Assim, quais s\u00e3o as inten\u00e7\u00f5es da China em integrar o Qu\u00eania \u00e0 Nova Rota da Seda, com base na teoria de Milner acerca da estrutura dom\u00e9stica?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00c9TODO<\/p>\n\n\n\n<p>Para responder a essa pergunta, a pesquisa adotou abordagem qualitativa de an\u00e1lise documental, fundamentada na teoria de Milner. A busca foi realizada no per\u00edodo de setembro a dezembro de 2024, e incluiu artigos, livros, not\u00edcias e relat\u00f3rios oficiais (bancos de fomento da China, ag\u00eancias internacionais). A sele\u00e7\u00e3o foi conduzida a partir de crit\u00e9rios de relev\u00e2ncia tem\u00e1tica, clareza de data\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00f5es em portugu\u00eas, ingl\u00eas ou mandarim. Os documentos foram categorizados para identificar interesses econ\u00f4micos, estruturas institucionais e fluxos de informa\u00e7\u00e3o. Entretanto, cumpre ressaltar as limita\u00e7\u00f5es desta abordagem. O car\u00e1ter recente da iniciativa dificulta a proje\u00e7\u00e3o de seus efeitos a longo prazo. Outra importante limita\u00e7\u00e3o \u00e9 a falta de acesso a negocia\u00e7\u00f5es internas entre os governos e as empresas envolvidas na formula\u00e7\u00e3o da Nova Rota da Seda no Qu\u00eania. Visando mitigar essa lacuna, procurou-se m\u00faltiplas fontes que possibilitassem uma compreens\u00e3o mais ampla da concretiza\u00e7\u00e3o deste projeto e seus impactos.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>CONTEXTO HIST\u00d3RICO DA POL\u00cdTICA EXTERNA CHINESA<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>A China&nbsp;\u00e9 uma na\u00e7\u00e3o milenar, com extensa hist\u00f3ria, tradi\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas. Assim, a fim de se alcan\u00e7ar o objetivo desta pesquisa, esse artigo seleciona tr\u00eas pontos espec\u00edficos do contexto hist\u00f3rico da Pol\u00edtica Externa Chinesa para buscar entender o contexto no qual a Iniciativa da Nova Rota da Seda est\u00e1 inserida. O primeiro ponto \u00e9 o seu crescimento econ\u00f4mico e desenvolvimento industrial desde o fim do s\u00e9culo XX, o segundo, uma esp\u00e9cie de compromisso chin\u00eas com o Sul Global e o terceiro, a sua defesa dos ideais de coopera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim do s\u00e9culo XX, a China se abriu economicamente adotando uma estrat\u00e9gia de promover espa\u00e7o para empresas estrangeiras atuarem em seu territ\u00f3rio. Por\u00e9m, o governo chin\u00eas e as companhias se aproveitaram dessa situa\u00e7\u00e3o para assimilar informa\u00e7\u00e3o, tecnologia e t\u00e9cnica para a ind\u00fastria interna (Chan, 2018). Seu crescimento econ\u00f4mico e desenvolvimento acelerado s\u00e3o incentivados pelo governo pela sua pol\u00edtica industrial&nbsp;<em>Made in China 2025<\/em>&nbsp;que \u00e9 um reflexo de seu compromisso com a industrializa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento tecnol\u00f3gico em oposi\u00e7\u00e3o a uma mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 financeiriza\u00e7\u00e3o geralmente adotada pelos pa\u00edses do Norte Global. Assim, para suprir esses movimentos, h\u00e1 interesses econ\u00f4micos e industriais relevantes na pol\u00edtica externa chinesa como investimentos em energia, mat\u00e9ria-prima, transporte e realocamento de ind\u00fastrias intensivas em trabalho (Chan, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m a partir do s\u00e9culo XX, \u00e9 poss\u00edvel perceber um certo compromisso chin\u00eas com o chamado \u201cSul Global\u201d, como se pode analisar com a participa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds na primeira Confer\u00eancia Afro-Asi\u00e1tica, que tinha como objetivos declarados seu car\u00e1ter anti-colonialista e anti-imperialista, al\u00e9m de promover a coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e cultural entre as na\u00e7\u00f5es; e com a participa\u00e7\u00e3o no BRICS, que visa \u201cinfluenciar a geopol\u00edtica e o mercado globais a partir da defesa e do direito dos pa\u00edses pobres e emergentes a participar em condi\u00e7\u00f5es equitativas do desenvolvimento\u201d (Lobato, 2018, p. 2133). Dessa maneira, a pol\u00edtica externa chinesa se articula de forma a se alinhar com esse compromisso, como a mais recente decis\u00e3o anunciada em 2024 de oferecer tarifa zero a pa\u00edses mais pobres que mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com a China. Al\u00e9m disso, para muitos, a pr\u00f3pria iniciativa Nova Rota da Seda teria a inten\u00e7\u00e3o de desafiar a atual ordem global para substitu\u00ed-la por uma sinoc\u00eantrica (Githaiga; Bing, 2019).&nbsp;Todavia, h\u00e1 uma vis\u00e3o mais cr\u00edtica dessa iniciativa que se preocupa com reprodu\u00e7\u00e3o de um neo-colonialismo, renegando ao continente africano uma posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria de fornecedor de mat\u00e9rias-primas, al\u00e9m de se preocupar com a limita\u00e7\u00e3o da iniciativa no que se refere ao n\u00famero diminuto de pa\u00edses africanos envolvidos (Mwatela; ChangFeng, 2016), vis\u00e3o essa que pode ser aproveitada para aprimorar e aproveitar todo o potencial da iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 quando se trata dos ideais de coopera\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria iniciativa da Nova Rota da Seda pode tamb\u00e9m ser vista como uma defesa desses ideais \u00e0 medida que \u00e9 uma pol\u00edtica anunciada para impulsionar o interc\u00e2mbio comercial e cultural que envolve investimentos em educa\u00e7\u00e3o, infraestrutura e turismo aplicada pela China e que muitas vezes dita a sua pol\u00edtica externa com os pa\u00edses da rota. Esse fator se relaciona com os dois t\u00f3picos anteriores \u00e0 medida que o compromisso com o Sul Global se alinha com os interesses econ\u00f4micos a partir de uma ideia de coopera\u00e7\u00e3o e benef\u00edcios m\u00fatuos. A ajuda chinesa no desenvolvimento de pa\u00edses do Sul Global por meio de empr\u00e9stimos, investimento e infraestrutura satisfaz a sua busca por mercados, energia e realoca\u00e7\u00e3o de certos setores industriais. A partir desse contexto, aciona-se a teoria de Helen Milner com o objetivo de avaliar a pol\u00edtica externa chinesa observando suas estruturas dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\" start=\"2\"><li>ESTRUTURAS DOM\u00c9STICAS E POL\u00cdTICA EXTERNA: INTERESSES, INSTITUI\u00c7\u00d5ES E INFORMA\u00c7\u00c3O&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Helen Milner escreve em seu livro intitulado&nbsp;<em>Interests, Institutions and Information. Domestic Politics And International Relations,&nbsp;<\/em>em 1997, acerca da necessidade de analisar a pol\u00edtica externa do pa\u00eds partindo de sua pol\u00edtica dom\u00e9stica. O foco \u00e9 entender a coopera\u00e7\u00e3o entre os Estados e observar principalmente as negocia\u00e7\u00f5es com ganhos econ\u00f4micos. A autora surge como um contraponto a teorias que olham para o Estado como um ator unit\u00e1rio, como o realismo, que n\u00e3o observa a composi\u00e7\u00e3o plural do Estado. Justamente por este ser plural, para Milner (1997), as din\u00e2micas dom\u00e9sticas de disputa de interesses entre os grupos internos determinam as decis\u00f5es estatais, ent\u00e3o a pol\u00edtica externa \u00e9 o reflexo dessas disputas internas (Oliveira, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>A autora utiliza o conceito de Poliarquia de Robert Dahl (1971) e o aplica dentro do campo da Pol\u00edtica Externa. A poliarquia \u00e9 caracterizada pela dispers\u00e3o de poder entre diversos atores dom\u00e9sticos que possuem interesses variados e diferentes capacidades de influenciar o processo decis\u00f3rio (Oliveira, 2020). Nessas rela\u00e7\u00f5es, h\u00e1 fragmenta\u00e7\u00e3o de poder, onde os atores interagem em uma rede. A organiza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas define quais interesses ser\u00e3o incorporados \u00e0 pol\u00edtica, bem como os mecanismos utilizados por cada grupo, o que molda a configura\u00e7\u00e3o do jogo pol\u00edtico e o grau de poliarquia do Estado. A autora pontua sobre as institui\u00e7\u00f5es, os interesses e a informa\u00e7\u00e3o e como definem as intera\u00e7\u00f5es internas estatais. De que maneira as institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o estruturadas de modo a incorporar os interesses dom\u00e9sticos \u00e0s pol\u00edticas governamentais? Quais interesses os atores dom\u00e9sticos, como o Executivo, o Legislativo e os Grupos de Interesse, possuem no processo decis\u00f3rio? De que forma o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o pode gerar vantagens pol\u00edticas? Essas perguntas nortearam as elabora\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de Milner (Oliveira, 2020).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\" start=\"3\"><li>CONSEQU\u00caNCIAS DA NOVA ROTA DA SEDA PARA O DESENVOLVIMENTO ECON\u00d4MICO DO QU\u00caNIA&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Criada em 2017, a Mombasa-Nairobi \u00e9 uma ferrovia de alta capacidade, que tem como objetivo reduzir drasticamente os custos com transporte, facilitando o com\u00e9rcio queniano, e por fim, consolidar o Qu\u00eania como uma base estrat\u00e9gica para a integra\u00e7\u00e3o regional no Leste do continente africano (Githaiga; Bing, 2019). A ferrovia, financiada majoritariamente pelo&nbsp;<em>Export-Import Bank<\/em><a href=\"applewebdata:\/\/CD7D2CE7-3B26-4A49-B1A1-239989D5E0FA#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;da China, conecta o porto de Mombasa, um dos maiores<em>&nbsp;<\/em>do continente, \u00e0 capital Nairobi (Chan, 2018). A constru\u00e7\u00e3o da ferrovia reduziu 40% os custos log\u00edsticos dos transportes de mercadorias entre Momba\u00e7a e Nairobi (Githaiga; Bing, 2019), al\u00e9m disso, as&nbsp;&nbsp;exporta\u00e7\u00f5es aumentaram em 8%, com destaque para produtos agr\u00edcolas e minerais. A ferrovia \u00e9 parte essencial da BRI, sendo vista como um investimento importante para o desenvolvimento regional e o fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es bilaterais com a China (IPEA, 2025). Nesse sentido, o interesse do Qu\u00eania em aumentar sua presen\u00e7a no mercado global, com a ferrovia, \u00e9 essencial para essa coopera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de modernizar a sua infraestrutura de transporte, maximizando os interesses quenianos (Wu, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>A ferrovia Mombasa-Nairobi \u00e9 apenas a primeira fase de um projeto mais amplo, a Standard Gauge Railway (SGR), que pretende ampliar e otimizar o transporte tanto no Qu\u00eania quanto no continente africano de maneira mais eficaz, segura, r\u00e1pida e confi\u00e1vel a partir de uma malha ferrovi\u00e1ria (Githaiga; Bing, 2019). De modo geral, alguns impactos positivos econ\u00f4micos gerados pela Nova Rota da Seda no Qu\u00eania foram o aumento das exporta\u00e7\u00f5es, diminui\u00e7\u00e3o de custos de transporte e ponto de integra\u00e7\u00e3o regional e com a China, como j\u00e1 citado anteriormente a partir da experi\u00eancia com a ferrovia. Por\u00e9m, entre os desafios se destacam o desequil\u00edbrio comercial com a China, com exporta\u00e7\u00e3o do Qu\u00eania predominante de produtos prim\u00e1rios e preocupa\u00e7\u00e3o com a viabilidade financeira do projeto, que pode ser observada a partir do aumento da d\u00edvida p\u00fablica do Qu\u00eania que em 2013 era 44% do PIB (Githaiga; Bing, 2019) mas que&nbsp;&nbsp;chegou a representar 60% do PIB em 2022 (IPEA, 2025).<\/p>\n\n\n\n<p>A fim de maximizar os benef\u00edcios a partir das oportunidades oferecidas pelos investimentos chineses, h\u00e1 certas recomenda\u00e7\u00f5es para os pa\u00edses africanos em um geral que podem ser observadas a partir dessa experi\u00eancia queniana. Entre elas est\u00e3o contrair apenas empr\u00e9stimos sustent\u00e1veis, analisar termos e condi\u00e7\u00f5es dos financiamentos, fortalecer as entidades regionais africanas e garantir o envolvimento local, incluindo a transfer\u00eancia de compet\u00eancias, tecnologia e cria\u00e7\u00e3o de empregos (Kayembe et al., 2021).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\" start=\"4\"><li>ESTRUTURAS DOM\u00c9STICAS CHINESAS<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>A estrutura do Estado chin\u00eas possui um sistema pol\u00edtico \u201cunit\u00e1rio, por\u00e9m fragmentado\u201d (Blecher, 2010 apud Moura 2021, p. 429, 430). O Congresso Nacional do Povo (CNP) \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o legislativo, com a responsabilidade de eleger os representantes de outras institui\u00e7\u00f5es governamentais como: o Presidente da Rep\u00fablica Popular da China, o primeiro-ministro, a Comiss\u00e3o Militar Central, a Suprema Corte Popular e o Conselho de Estado (CE).<\/p>\n\n\n\n<p>O CE tem a incumb\u00eancia de \u201celaborar e fazer executar o Plano de desenvolvimento econ\u00f4mico e social e o Or\u00e7amento do Estado\u201d, conforme descrito no \u00a75\u00b0 do artigo 89\u00b0 da Constitui\u00e7\u00e3o (China, 1982). Portanto, cabe a este \u00f3rg\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o dos Planos Quinquenais (PQ), que devem oferecer algum retorno \u00e0s diretrizes gerais e as \u00e1reas priorit\u00e1rias de ag\u00eancia do CNP (Jiang, 2003 apud Moura, 2021, p.431). Ademais, h\u00e1 a colabora\u00e7\u00e3o de outros organismos de menor grau para a cria\u00e7\u00e3o (Comiss\u00e3o Nacional de Desenvolvimento e Reforma) e log\u00edstica de implementa\u00e7\u00e3o (Minist\u00e9rios).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O 13\u00b0 plano quinquenal chin\u00eas (de 2016 at\u00e9 2020), aprovado pelo CNP, apresenta o interesse do governo em n\u00e3o s\u00f3 oferecer um crescimento expressivo no PIB, mas de estabelecer a Nova Rota da Seda. Dessa forma, a reelei\u00e7\u00e3o de Xi Jinping pelo CNP pode ser vista com a ampla aprova\u00e7\u00e3o do congresso com as medidas do PQ estabelecidas pelo governo vigente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mediante as explica\u00e7\u00f5es, pode-se entender que, conforme o modelo de Milner (1997), a China \u00e9 uma poliarquia de baixo grau, tendo em vista a sua caracter\u00edstica de sistema \u201cunit\u00e1rio, por\u00e9m fragmentado\u201d. Isso porque, apesar de ter \u00f3rg\u00e3os com fun\u00e7\u00f5es delimitadas, o poder continua centralizado no partido comunista, j\u00e1 que todos os participantes s\u00e3o filiados ao partido. Isto significa que os interesses tendem a ser sin\u00e9rgicos nas diferentes inst\u00e2ncias pol\u00edticas do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, pode-se entender que atrav\u00e9s da CCPPC (Confer\u00eancia Consultiva Pol\u00edtica do Povo Chines), um f\u00f3rum consultivo de outros setores da China (como o de minorias \u00e9tnicas ou empresas privadas), o partido consegue consultar a popula\u00e7\u00e3o em prol de criar consenso entre as diferentes camadas (Mariano; Araujo, 2022). Portanto, a informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exclusiva do partido, tendo em vista a CCPPC e o pr\u00f3prio CNP, que produz relat\u00f3rios para cada reuni\u00e3o. Dessa maneira, as inten\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es do governo para com a Rota da Seda est\u00e3o expostas publicamente ap\u00f3s as devidas discuss\u00f5es sobre as tem\u00e1ticas. No entanto, ainda que as informa\u00e7\u00f5es estejam dispostas a p\u00fablico, o processo decis\u00f3rio chin\u00eas e informa\u00e7\u00f5es capazes de influenci\u00e1-lo tem como n\u00facleo o partido, pois como j\u00e1 dito, o poder de decis\u00e3o est\u00e1 centralizado nele.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o presente artigo j\u00e1 tenha caracterizado a China com uma baixa poliarquia, \u00e9 interessante analisar como essa estrutura impacta a condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica externa. A baixa dispers\u00e3o de poder entre os atores dom\u00e9sticos confere ao partido comunista um alto grau de decis\u00e3o, favorecendo negocia\u00e7\u00f5es mais \u00e1geis e coesas com parceiros internacionais. No entanto, essa mesma centraliza\u00e7\u00e3o, aliada \u00e0 baixa transpar\u00eancia institucional, pode gerar percep\u00e7\u00f5es de risco por parte dos pa\u00edses \u201creceptores\u201d, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 previsibilidade dos acordos e \u00e0 tomada de decis\u00f5es. Ademais, o dom\u00ednio do partido dificulta a incorpora\u00e7\u00e3o de ju\u00edzos externos e dom\u00e9sticos que contrariem seus interesses estrat\u00e9gicos, o que pode impactar ao longo prazo as parcerias internacionais. Nesse sentido, seria relevante considerar a percep\u00e7\u00e3o de um sistema institucional opaco, que afeta a capacidade de atra\u00e7\u00e3o chinesa no \u00e2mbito da BRI, sobretudo em pa\u00edses com institui\u00e7\u00f5es mais consolidadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A figura 1 \u00e9 um esquema da poliarquia chinesa e como ela constitui o processo decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Figura 1 &#8211; Poliarquia Chinesa<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"756\" height=\"672\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/3JUN25A.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3387\" srcset=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/3JUN25A.png 756w, https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/3JUN25A-300x267.png 300w\" sizes=\"(max-width: 756px) 100vw, 756px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Fonte: elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria a partir do resultado do artigo&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\" start=\"5\"><li>GRUPOS DE INTERESSE CHINESES<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Conforme descrito anteriormente, os estudos de Helen Milner (1997) argumentam que as estruturas e tens\u00f5es dom\u00e9sticas dos Estados afetam suas decis\u00f5es de pol\u00edtica externa, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o e aos fatores econ\u00f4micos. Al\u00e9m disso, as decis\u00f5es de pol\u00edtica externa s\u00e3o baseadas nas prefer\u00eancias dos atores, dentre eles, estatais e n\u00e3o estatais. Por isso, al\u00e9m das quest\u00f5es governamentais e das estruturas pol\u00edticas da China, h\u00e1 outros atores no contexto da Nova Rota da Seda que tamb\u00e9m influenciam o interesse e o investimento chin\u00eas no Qu\u00eania.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Os grupos de interesse, embora possuam diferentes categoriza\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, podem ser definidos como uma associa\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos ou organiza\u00e7\u00f5es que, possuindo interesses e preocupa\u00e7\u00f5es em comum, buscam influenciar a pol\u00edtica p\u00fablica a seu favor (Thomas, 2004). A partir dessa categoriza\u00e7\u00e3o, alguns grupos de interesse chineses exercem influ\u00eancia nos investimentos da China no Qu\u00eania e principalmente sobre a ferrovia Mombasa-Nairobi. Um deles s\u00e3o as empresas estatais chinesas, como a CRBC, a&nbsp;<em>China Road and Bridge Corporation<\/em>, respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o da ferrovia e outras como a CCCC, a&nbsp;<em>China Communications Construction Company,&nbsp;<\/em>que opera em servi\u00e7os de infraestrutura. Essas empresas t\u00eam grande interesse em se expandir para outros continentes com objetivo de lucrar e de investir na Nova Rota da Seda, e em especial, no Qu\u00eania, uma vez que esses investimentos trazem retornos financeiros muito expressivos e refor\u00e7am a posi\u00e7\u00e3o da China no continente. Nesse contexto, a ferrovia constru\u00edda pela CRBC e operada pela CCCC, segundo o&nbsp;Escrit\u00f3rio Nacional de Estat\u00edsticas do Qu\u00eania, gerou uma receita de mais de US$114 milh\u00f5es.&nbsp;Mesmo que sejam submetidas ao poder estatal chin\u00eas, essas empresas, tanto por meio do seu relacionamento com o Estado chin\u00eas quanto do Estado queniano, conseguem influenciar e desenvolver projetos na BRI de maneira efetiva (Wu, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas privadas chinesas, principalmente as de tecnologia e de com\u00e9rcio, tamb\u00e9m t\u00eam grande interesse em investimentos no Qu\u00eania. Dentre elas, a Huawei, de tecnologia e comunica\u00e7\u00e3o, que tem feito parcerias com empresas quenianas como a Safaricom, de redes m\u00f3veis e uma das empresas mais lucrativas da \u00c1frica, para aprimorar o sistema de seguran\u00e7a do Qu\u00eania. Essa parceria gera investimentos e benef\u00edcios para ambas as empresas e, em consequ\u00eancia, para ambos os pa\u00edses. A empresa Huawei tem muita autonomia e influ\u00eancia, e ela pr\u00f3pria j\u00e1 iniciou e custeou projetos da Nova Rota da Seda (Wu, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Essas firmas, tanto privadas quanto p\u00fablicas, est\u00e3o alinhadas com o governo chin\u00eas, que se d\u00e3o suporte mutuamente. Nesse sentido, o documento do 14\u00b0 Plano Quinquenal da China fortalece a posi\u00e7\u00e3o das empresas em desenvolver a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e afirma que \u201ca China continuar\u00e1 a perseguir seu objetivo principal de se tornar uma pot\u00eancia industrial\u201d, al\u00e9m de refor\u00e7ar tamb\u00e9m a import\u00e2ncia da Nova Rota da Seda e dos investimentos estrangeiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ao relacionar essas decis\u00f5es de pol\u00edtica externa chinesas e as prefer\u00eancias desses atores, percebe-se que os interesses internos de diferentes grupos, como empresas estatais e privadas, tamb\u00e9m influenciam nos investimentos chineses no Qu\u00eania. Al\u00e9m disso, os interesses do governo chin\u00eas e das empresas chinesas est\u00e3o em grande medida alinhados e com foco em investimentos no continente africano, e principalmente no setor de infraestrutura e tecnologia. Esses grupos de interesse, em conjunto com o governo chin\u00eas, estabelecem e firmam sua posi\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica na \u00c1frica, al\u00e9m de estabelecerem forte coopera\u00e7\u00e3o com o Qu\u00eania e determinarem a base da pol\u00edtica externa chinesa nesse per\u00edodo da Nova Rota da Seda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CONCLUS\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>O presente trabalho explorou a teoria de Helen Milner sobre estruturas dom\u00e9sticas, destacando como as institui\u00e7\u00f5es, os interesses e a informa\u00e7\u00e3o influenciam a formula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica externa dos Estados. Essa abordagem te\u00f3rica foi aplicada para analisar a pol\u00edtica externa da China em rela\u00e7\u00e3o ao Qu\u00eania no contexto da Nova Rota da Seda. Al\u00e9m de apresentar o arcabou\u00e7o te\u00f3rico, o estudo incluiu uma breve contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica sobre a pol\u00edtica externa chinesa. Tamb\u00e9m foram examinadas as implica\u00e7\u00f5es da Nova Rota da Seda no desenvolvimento do Qu\u00eania, buscando compreender os impactos econ\u00f4micos dessa parceria. A se\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0s estruturas dom\u00e9sticas chinesas esclareceu os mecanismos internos que orientam a pol\u00edtica externa do pa\u00eds, enquanto a \u00faltima se\u00e7\u00e3o abordou os objetivos estrat\u00e9gicos na Nova Rota da Seda e os grupos de interesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, espera-se que o presente trabalho tenha contribu\u00eddo com uma vis\u00e3o abrangente e fundamentada da pol\u00edtica externa chinesa no Qu\u00eania no contexto da BRI, auxiliando no entendimento do Estado chin\u00eas e a sua proje\u00e7\u00e3o de interesses ao mundo. Conclui-se que o baixo grau de poliarquia do Estado chin\u00eas, caracterizado pela centraliza\u00e7\u00e3o do poder no Partido Comunista, permitiu uma coordena\u00e7\u00e3o eficiente das iniciativas relacionadas \u00e0 Nova Rota da Seda. Essa centraliza\u00e7\u00e3o favoreceu a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos estrat\u00e9gicos e alinhou os interesses dos grupos dom\u00e9sticos, como empresas estatais, bancos e o pr\u00f3prio governo. A estrutura centralizada do Estado facilitou a prioriza\u00e7\u00e3o de interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos, criando uma sinergia entre os diferentes atores dom\u00e9sticos e assegurando a execu\u00e7\u00e3o dos projetos estrat\u00e9gicos. Dessa forma, o modelo de governan\u00e7a chin\u00eas se mostrou eficaz, at\u00e9 o presente momento, para promover seus interesses no Qu\u00eania.<\/p>\n\n\n\n<p>A figura 2 mostra as rela\u00e7\u00f5es causais entre as estruturas dom\u00e9sticas chinesas e como elas impactam a pol\u00edtica externa da China em rela\u00e7\u00e3o ao Qu\u00eania e ao BRI. Esta tabela configura uma s\u00edntese do presente trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Figura 2 &#8211; Impactos das estruturas dom\u00e9sticas chinesas na Pol\u00edtica Externa<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"312\" src=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/3JUN25B-1024x312.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3388\" srcset=\"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/3JUN25B-1024x312.png 1024w, https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/3JUN25B-300x91.png 300w, https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/3JUN25B-768x234.png 768w, https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/3JUN25B.png 1068w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Fonte: elabora\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria a partir do resultado do artigo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aprimorando a seguran\u00e7a no Qu\u00eania com a solu\u00e7\u00e3o Converged Command and Control da Huawei.&nbsp;<strong>Huawei Enterprise<\/strong>. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/e.huawei.com\/br\/case-studies\/industries\/government\/2020\/converged-command-protects-kenya\">https:\/\/e.huawei.com\/br\/case-studies\/industries\/government\/2020\/converged-command-protects-kenya<\/a>.&nbsp;Acesso em: 28 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>CHAN, M. H. T. The Belt and Road Initiative \u2013 The New Silk Road: A Research Agenda.&nbsp;<strong>Journal of Contemporary East Asia Studies<\/strong>, v. 7, n. 2, p. 104\u2013123, 2018. doi: 10.1080\/24761028.2019.1580407.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CHINA. [Constitui\u00e7\u00e3o (1982)].&nbsp;<strong>Constitui\u00e7\u00e3o de 4 de Dezembro de 1982 da Rep\u00fablica Popular da China. Imprensa Oficial.<\/strong>&nbsp;Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/bo.io.gov.mo\/bo\/i\/1999\/constituicao\/index.asp\">&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/bo.io.gov.mo\/bo\/i\/1999\/constituicao\/index.asp\">https:\/\/bo.io.gov.mo\/bo\/i\/1999\/constituicao\/index.asp<\/a>. Acesso em: 12 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>China e Qu\u00eania buscar\u00e3o maior sinergia entre suas estrat\u00e9gias de desenvolvimento e aprofundar\u00e3o a coopera\u00e7\u00e3o.<\/strong>portuguese.xinhuanet.com. News.cn, 2021. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/portuguese.news.cn\/2021-10\/12\/c_1310238827.htm\">&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/portuguese.news.cn\/2021-10\/12\/c_1310238827.htm\">https:\/\/portuguese.news.cn\/2021-10\/12\/c_1310238827.htm<\/a>. Acesso em: 19 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>DAHL, R.&nbsp;<strong>Polyarchy: participation and opposition,<\/strong>&nbsp;New Haven\/Londres: Yale University Press, 1971.<\/p>\n\n\n\n<p>GITHAIGA, N. 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Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.4236\/oalib.1107102\">https:\/\/doi.org\/10.4236\/oalib.1107102<\/a>. Acesso em: 19&nbsp;&nbsp;jul. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>KOTZ, R. L.; OURIQUES, H. R. A Belt and Road Initiative: uma an\u00e1lise sobre a proje\u00e7\u00e3o global da China no S\u00e9culo XXI.&nbsp;<strong>Peri\u00f3dicos Puc Minas<\/strong>: Estudos Internacionais, Belo Horizonte, v. 9, n. 2, p. 96-113, 1 jul. 2021. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.pucminas.br\/index.php\/estudosinternacionais\/article\/view\/23585\/18316\">https:\/\/periodicos.pucminas.br\/index.php\/estudosinternacionais\/article\/view\/23585\/18316<\/a>. Acesso em: 25 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>LOBATO, L.<strong>&nbsp;<\/strong>A quest\u00e3o social no projeto do BRICS.<strong>&nbsp;Ci\u00eancia &amp; Sa\u00fade Coletiva<\/strong>, v. 23, n. 7, p. 2133-2146, 2018. doi: 10.1590\/1413-81232018237.09072018.<\/p>\n\n\n\n<p>MARIANO, J. E. M.; ARA\u00daJO, A. S. Governan\u00e7a no socialismo com caracter\u00edsticas chinesas: O papel da Confer\u00eancia Consultiva de Pol\u00edtica do Povo Chin\u00eas na constru\u00e7\u00e3o do desenvolvimento nacional.&nbsp;<strong>Revista de Ci\u00eancias Humanas<\/strong>, 2022, 1.22. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.ufv.br\/RCH\/article\/view\/13750\">https:\/\/periodicos.ufv.br\/RCH\/article\/view\/13750<\/a>. Acesso em: 25 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>MENDON\u00c7A, M. A. A.; LOPES FILHO, C. R, F. U.; OLIVEIRA, J. K. B. S. A Nova Rota da Seda e a Proje\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica Internacional da China: Redes de Financiamento e Fluxos de Investimento Externo Direto (IED). Boletim de Economia e Pol\u00edtica Internacional, 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/bitstream\/11058\/11116\/4\/bepi_31_nova_rota.pdf. Acesso em: 28 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>MILNER, H. V.<strong>&nbsp;Interests, Institutions and Information. 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Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/diariodasnacoes.wordpress.com\/2020\/04\/25\/helen-milner-e-o-estudo-da-politica-externa-interesses-informacao-e-instituicoes\/\">&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/diariodasnacoes.wordpress.com\/2020\/04\/25\/helen-milner-e-o-estudo-da-politica-externa-interesses-informacao-e-instituicoes\/\">https:\/\/diariodasnacoes.wordpress.com\/2020\/04\/25\/helen-milner-e-o-estudo-da-politica-externa-interesses-informacao-e-instituicoes\/<\/a>.&nbsp;Acesso em: 18 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>PRC State Council.<strong>&nbsp;<\/strong>National 13th Five-Year Plan for the Development of Strategic Emerging Industries.&nbsp;<strong>CSET<\/strong>, 9 dez. 2019. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/cset.georgetown.edu\/publication\/national-13th-five-year-plan-for-the-development-of-strategic-emerging-industries\/\">https:\/\/cset.georgetown.edu\/publication\/national-13th-five-year-plan-for-the-development-of-strategic-emerging-industries\/<\/a>.&nbsp;Acesso em: 18 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>THOMAS, C. S.&nbsp;<strong>Research Guide to U.S. and International Interest Groups<\/strong>. Westport: Praeger, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>WU, Y. Chinese Firms in the Belt and Road Initiative: A Cross-Sectoral Study of BRI Activities in Kenya.&nbsp;<strong>Asia Pacific Perspectives<\/strong>, v. 18, n. 1, 2023. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/repository.usfca.edu\/asiapacificperspectives\/vol18\/iss1\/2\/\">https:\/\/repository.usfca.edu\/asiapacificperspectives\/vol18\/iss1\/2\/<\/a>. Acesso em: 18 dez. 2024.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/CD7D2CE7-3B26-4A49-B1A1-239989D5E0FA#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>\u00a0\u00a0Banco de pol\u00edticas estatal e financiado pelo estado com o status de uma entidade legal independente, \u00e9 um banco dedicado a dar suporte ao com\u00e9rcio exterior, investimento e coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica internacional da China. (SILK ROAD, 2024)<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Alice Farias<\/strong> \u00e9 Graduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UERJ)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Ana Beatriz Ara\u00fajo<\/strong> \u00e9 Graduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UERJ) e bolsista FAPERJ de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Regionalismo e Pol\u00edtica Externa (LERPE)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Ana Carolina de Oliveira <\/strong>\u00e9 Graduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UERJ) e bolsista FAPERJ de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Laborat\u00f3rio de estudos da \u00c1sia (Lab\u00c1sia)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Anita Gomes <\/strong>\u00e9 Graduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UERJ)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Matheus Moreira<\/strong> \u00e9 Graduando em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (UERJ), bolsista CNPq de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Regionalismo e Pol\u00edtica Externa (LERPE) e pesquisador volunt\u00e1rio de \u00c1frica Subsaariana na Escola de Guerra Naval (EGN) para o N\u00facleo de Avalia\u00e7\u00e3o de Conjuntura\u00a0(NAC)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volume 12 | N\u00famero 118 | Jul. 2025 Por Alice Farias, Ana Beatriz<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3107,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[646,645],"tags":[],"class_list":["post-3386","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-edicao-atual"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3386","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3386"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3386\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3389,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3386\/revisions\/3389"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3386"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3386"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3386"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}