{"id":3428,"date":"2025-11-06T09:00:00","date_gmt":"2025-11-06T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=3428"},"modified":"2025-10-31T00:43:54","modified_gmt":"2025-10-31T03:43:54","slug":"tecnologias-de-energia-renovavel-e-solucoes-de-baixo-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/?p=3428","title":{"rendered":"TECNOLOGIAS DE ENERGIA RENOV\u00c1VEL E SOLU\u00c7\u00d5ES DE BAIXO CARBONO"},"content":{"rendered":"\n<p>Edi\u00e7\u00e3o Especial: COP da Amaz\u00f4nia<\/p>\n\n\n\n<p>Volume 12 | N\u00famero 121 | Nov. 2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Por Erika Alves<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">e Livia Teixeira<\/p>\n\n\n\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a na gera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica \u00e9 uma demanda clim\u00e1tica e econ\u00f4mica. Para al\u00e9m dos danos ambientais, as fontes majoritariamente utilizadas na atualidade s\u00e3o tempor\u00e1rias e possuem estimativas de limita\u00e7\u00e3o e esgotamento nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Em vista disso, a transi\u00e7\u00e3o para energias renov\u00e1veis como solar, e\u00f3lica, hidrel\u00e9trica e biomassa caracteriza-se como alternativa promissora, pois s\u00e3o dur\u00e1veis, limpas, menos poluentes e dispon\u00edveis em grande parte do territ\u00f3rio mundial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A relev\u00e2ncia da pesquisa se justifica devido ao grande potencial brasileiro de ampliar sua matriz energ\u00e9tica, j\u00e1 que possui alta incid\u00eancia de luz, ventos favor\u00e1veis e reservat\u00f3rios abundantes. Torna-se evidente, portanto, o destaque do Brasil no ramo de energias sustent\u00e1veis, e \u00e9 na Amaz\u00f4nia que encontramos o ponto chave para essa fonte de energia. A regi\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por conter as maiores biodiversidades da Am\u00e9rica Latina e do planeta, sendo agente do equil\u00edbrio clim\u00e1tico da terra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, apesar do potencial natural, o estudo analisa os desafios do tema, pois o pa\u00eds e a regi\u00e3o amaz\u00f4nica enfrentam entraves como instabilidade pol\u00edtica, escassez de recursos, investimento limitado em tecnologia, insufici\u00eancia em infraestrutura e conflitos socioambientais. Sendo assim, a hip\u00f3tese central da pesquisa visa analisar o descompasso entre o potencial energ\u00e9tico brasileiro e os desafios para a aplica\u00e7\u00e3o efetiva deste plano na Amaz\u00f4nia, utilizando como estudo de caso a Casa NZEB (Nearly Zero Energy Building). Sendo assim, a pergunta desta pesquisa \u00e9: Quais os desafios para o Brasil se tornar uma pot\u00eancia em energias renov\u00e1veis, especialmente na Amaz\u00f4nia, considerando a viabilidade de constru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, como a Casa NZEB?<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo geral da pesquisa \u00e9 investigar o potencial do Brasil para se tornar uma pot\u00eancia em energias renov\u00e1veis, com foco na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. J\u00e1 os objetivos espec\u00edficos incluem mapear recursos naturais, analisar impasses pol\u00edticos, avaliar investimentos e integra\u00e7\u00e3o entre setores, e explorar oportunidades estrat\u00e9gicas para lideran\u00e7a global em energia limpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo adota como metodologia a pesquisa de car\u00e1ter qualitativo, embasada em revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, entrevista institucional e an\u00e1lise de documentos. Para isso, artigos cient\u00edficos, relat\u00f3rios e documentos oficiais foram consultados. O trabalho disp\u00f5e de uma entrevista autoral com a Eletrobras sobre a Casa NZEB, constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de emiss\u00e3o quase zero de carbono, unindo pr\u00e1tica e teoria para oportunidades na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PANORAMA INTERNACIONAL DAS ENERGIAS RENOV\u00c1VEIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;Evolu\u00e7\u00e3o global das energias renov\u00e1veis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"1\" class=\"wp-block-list\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Hodiernamente, energia renov\u00e1vel passou de um lugar de coadjuvante para estar sob holofote como uma alternativa mais segura frente \u00e0 crise clim\u00e1tica que o planeta vem enfrentando no suprimento de energia mundial. Desde a d\u00e9cada de 1970, acompanhamos as consequ\u00eancias da depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, e como as pol\u00edticas se voltaram a reduzir essa subordina\u00e7\u00e3o e ao incentivo para uma transi\u00e7\u00e3o limpa e de fontes renov\u00e1veis. Segundo Dupont (2015), o impulso gradual acerca da sustentabilidade tem estimulado governos, empresas e a sociedade em procurar e investir mais em fontes renov\u00e1veis de energia, refletindo na pr\u00f3pria participa\u00e7\u00e3o dessa expans\u00e3o para o escopo global.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, tanto pa\u00edses desenvolvidos como emergentes passaram a investir em instala\u00e7\u00f5es renov\u00e1veis. Como exemplos, a Uni\u00e3o Europeia instituiu metas no \u00e2mbito do&nbsp;<em>Green Deal<a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftn1\"><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a>e<\/em>&nbsp;da Diretiva de Energias Renov\u00e1veis<a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, focando na redu\u00e7\u00e3o de carbono e na integra\u00e7\u00e3o das novas tecnologias energ\u00e9ticas de distribui\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a China \u00e9 respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de m\u00f3dulos fotovoltaicos e, a \u00cdndia ampliou seus investimentos em energia solar, apoiada pelo&nbsp;<em>National Solar Mission<a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftn3\"><sup><strong><sup>[3]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A transi\u00e7\u00e3o global pode ser observada como uma mudan\u00e7a tanto na gera\u00e7\u00e3o como no tipo de consumo da popula\u00e7\u00e3o. A conscientiza\u00e7\u00e3o das crises clim\u00e1ticas abre espa\u00e7o para fontes descentralizadas, permitindo o controle por parte do consumidor das energias antigas at\u00e9 se tornar um produtor. Logo, a transi\u00e7\u00e3o democratiza o acesso e estabiliza a seguran\u00e7a energ\u00e9tica e de transmiss\u00e3o (DUPONT, 2015). Portanto, \u00e9 poss\u00edvel ver que essa evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 circunscrita pela expans\u00e3o da tecnologia, implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas efetivas e transforma\u00e7\u00e3o no consumo, que serve de base para a matriz brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pol\u00edticas p\u00fablicas e estrat\u00e9gias bem-sucedidas em outros pa\u00edses<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>No que se refere \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas j\u00e1 implementadas e reconhecidas, a Diretiva 2009\/28\/CE do Parlamento Europeu inseriu metas obrigat\u00f3rias de contribui\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis no consumo final e corroborou colabora\u00e7\u00f5es entre os Estados-membros, flexibilizando as barreiras institucionais, fortalecendo a integra\u00e7\u00e3o e servindo de modelo para iniciativas internacionais pelo globo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, foi adotado o Plano&nbsp;<em>REPowerEU<\/em>&nbsp;na Europa, que emergiu como uma resposta \u00e0 crise acentuada pela guerra da R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, explicitando a falta de sustenta\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade na depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, que foi constru\u00eddo pela economia de energia, diferencia\u00e7\u00e3o do uso de combust\u00edveis, investimento nas energias renov\u00e1veis e reformas inteligentes, que acelerou o licenciamento de projetos solares e e\u00f3licos como hidrog\u00eanio verde&nbsp;<a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>&nbsp;e biometano&nbsp;<a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. Outros pa\u00edses europeus seguiram a mesma ideia, mas primeiramente acatando a meta de energia 100% renov\u00e1vel at\u00e9 2035, expandindo a capacidade e\u00f3lica e depois, refor\u00e7ando uma energia de base para seguran\u00e7a, responsabilizando o Estado com papel central como articulador do processo (MORI, 2025).<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, a pr\u00f3pria Agenda 2030&nbsp;<a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>&nbsp;fortifica essa ideia para a amplia\u00e7\u00e3o dessas energias e metas de transpar\u00eancia e&nbsp;<em>accountability<\/em>&nbsp;voltados para redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>OPORTUNIDADES E DESAFIOS DO BRASIL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Potencial natural do pa\u00eds: hidrel\u00e9trica, solar, e\u00f3lica, biomassa<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da C\u00e2mara de Comercializa\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (CCEE), divulgados em reportagem do G1 (CARREGOSA, 2024), em 2023 o Brasil gerou 93,1% de sua energia a partir de fontes limpas, predominantemente hidrel\u00e9trica, respondendo por 64% da eletricidade produzida (MME, 2023), com mais de 1,5 mil usinas, incluindo Belo Monte e Tucuru\u00ed, entre as maiores do mundo, localizadas na Amaz\u00f4nia. A energia solar apresenta crescimento devido \u00e0 alta incid\u00eancia solar e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de custos de sistemas fotovoltaicos (SILVA; ARA\u00daJO, 2022), consolidando o pa\u00eds como l\u00edder na Am\u00e9rica Latina (Revista de Gest\u00e3o e Secretariado, 2025, p.4). A energia e\u00f3lica tamb\u00e9m \u00e9 abundante e renov\u00e1vel visto que houve evolu\u00e7\u00e3o da capacidade instalada, passando de 1,5 GW em 2011 para 25,6 GW em 2022 (SILVA, 2024, p. 10). Al\u00e9m disso, a biomassa cresce, com 630 usinas que contam com 16,7 GW de capacidade instalada, representando 8,55% da matriz energ\u00e9tica brasileira (MME, 2023, p. 1)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Comparativamente ao contexto de matriz el\u00e9trica mundial, o Brasil apresenta um panorama de gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel extremamente elevado. Enquanto a fonte principal da matriz el\u00e9trica mundial \u00e9 concentrada em carv\u00e3o mineral (35,8%) e g\u00e1s natural (22,3%) (EPE, 2022), a matriz el\u00e9trica brasileira \u00e9 amplamente concentrada em hidr\u00e1ulica (55,3%), seguido de e\u00f3lica (14,1%) e solar (9,3%) (EPE, 2024). Ou seja, enquanto a gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel no mundo era de somente 29,5%, no Brasil esse n\u00famero chega a 86,1% (EPE, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Torna-se evidente que a matriz el\u00e9trica brasileira se destaca no cen\u00e1rio internacional por apresentar elevada participa\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis e baixo \u00edndice de emiss\u00f5es de carbono. Todavia, ao considerar a matriz energ\u00e9tica em sua totalidade, a qual engloba a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade e o consumo energ\u00e9tico nos setores de transporte, industrial e dom\u00e9stico, observa-se uma maior depend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como petr\u00f3leo, derivados e g\u00e1s natural. No Brasil, petr\u00f3leo e derivados correspondem a 34%, seguido pelos derivados de cana de a\u00e7\u00facar, com 16,7%, e hidr\u00e1ulica, com 11,6% (EPE, 2022). Comparativamente ao consumo de Energia Renov\u00e1vel e N\u00e3o Renov\u00e1vel no mundo (14,3%), o Brasil ainda possui avan\u00e7os significativos (47,4%) (EPE, 2022).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outros termos, os dados demonstram que existe uma redu\u00e7\u00e3o de fontes limpas relacionadas a matriz energ\u00e9tica, mas que ainda assim os n\u00edveis s\u00e3o maiores em compara\u00e7\u00e3o ao par\u00e2metro mundial. Todavia, o consumo de petr\u00f3leo e derivados ainda s\u00e3o predominantes na matriz energ\u00e9tica brasileira, mesmo que a gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica seja composta de 87,9% de fontes limpas, elas representam menos de 20% do total da matriz energ\u00e9tica (PARADA; PIMENTEL, 2023, p.12).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Entraves pol\u00edticos, econ\u00f4micos, regulat\u00f3rios e institucionais<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Em vista disso, pode-se dizer que apesar do avan\u00e7o, a transi\u00e7\u00e3o para a economia verde enfrenta desafios, sobretudo&nbsp;pela \u201cfalta de um esquema regulat\u00f3rio no pa\u00eds\u201d (SNA, 2016) no que tange a aus\u00eancia de novas tecnologias, regras claras sobre opera\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o ou incentivos, que gera inseguran\u00e7a jur\u00eddica para investidores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Somado a isso, a regula\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda (GD) mant\u00e9m incertezas e subs\u00eddios cruzados, criando entraves adicionais ao setor. Al\u00e9m de que a medi\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica s\u00e3o desiguais, pois nem todas as regi\u00f5es possuem os medidores exigidos para GD. O \u00e2mbito pol\u00edtico em diversas ocasi\u00f5es enfrenta estagna\u00e7\u00e3o devido \u201cuma governan\u00e7a pautada pela multiplicidade de interesses complexos e uma mir\u00edade de atos normativos infralegais\u201d (MENDES, 2025).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como lembram Parada e Pimentel (2023), o pa\u00eds n\u00e3o possui um mercado regulado para investimentos, sua pol\u00edtica \u00e9 fragmentada e lastreada por um sistema de competi\u00e7\u00e3o destrutiva entre governos subnacionais, tornando invi\u00e1vel a articula\u00e7\u00e3o de sistemas cooperativos e org\u00e2nicos que visam a moderniza\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e novas tecnologias sustent\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos econ\u00f4micos, o foco principal do Brasil ainda s\u00e3o as tecnologias para os combust\u00edveis f\u00f3sseis: de acordo com estudo realizado (INESC, 2023, p.2) para cada R$ 1,00 investido em fontes renov\u00e1veis, R$ 4,52 s\u00e3o direcionados a combust\u00edveis f\u00f3sseis, tornando evidente que pa\u00eds n\u00e3o prioriza o investimento em energias sustent\u00e1veis, j\u00e1 que interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos est\u00e3o voltados para ind\u00fastrias de combust\u00edveis f\u00f3sseis e impedem a continuidade de leis a favor da descarboniza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No ramo institucional, \u00e9 necess\u00e1rio considerar uma transi\u00e7\u00e3o justa que n\u00e3o gere impactos negativos para a popula\u00e7\u00e3o. Para tanto, \u00e9 pertinente o investimento em infraestrutura, log\u00edstica e tecnologia. A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica demanda uma coordena\u00e7\u00e3o mais efetiva entre Estado, empresas e centros de pesquisa. Embora existam programas e algumas parcerias em inova\u00e7\u00e3o (INESC, 2023, p.6), a articula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 fragmentada e enfrenta aus\u00eancia de um planejamento estrat\u00e9gico de longo prazo. \u00c9 imperioso que o pa\u00eds alinhe competitividade econ\u00f4mica com sustentabilidade ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A CASA NZEB: INOVA\u00c7\u00c3O E DESEMPENHO&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Esta se\u00e7\u00e3o busca apresentar uma realidade pr\u00e1tica para as tecnologias de energia renov\u00e1vel e solu\u00e7\u00f5es de baixo carbono, tanto no contexto brasileiro quanto amaz\u00f4nico. O desenvolvimento apresentado foi obtido mediante uma entrevista com uma engenheira el\u00e9trica com \u00eanfase eletr\u00f4nica e pesquisadora II do Centro de Pesquisa de Energia El\u00e9trica, maior centro de pesquisa em eletricidade do Hemisf\u00e9rio Sul, fundado pela Eletrobras em 1973.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contrastando os custos de adapta\u00e7\u00e3o, \u00e0s dificuldades estruturais e as oportunidades estrat\u00e9gicas \u00e0 sua aplica\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia, foi analisado o mais recente projeto do centro, a Casa NZEB (Near Zero Energy Building), localizada na Ilha do Fund\u00e3o (Rio de Janeiro), e sendo um dos vencedores de uma chamada p\u00fablica do Procel Edifica, como um laborat\u00f3rio vivo e centro de demonstra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a engenheira, a ideia da Casa NZEB surgiu da necessidade de demonstrar, na pr\u00e1tica, que \u00e9 poss\u00edvel construir edifica\u00e7\u00f5es residenciais que alcancem o balan\u00e7o energ\u00e9tico zero, ou seja, que produzam localmente toda a energia que consomem ao longo do ano. Logo, foi desenvolvida internacionalmente como resposta \u00e0 busca por constru\u00e7\u00f5es mais sustent\u00e1veis e eficientes, alinhadas \u00e0s metas globais de descarboniza\u00e7\u00e3o, mostrando solu\u00e7\u00f5es de efici\u00eancia energ\u00e9tica, gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda (principalmente solar fotovoltaica), automa\u00e7\u00e3o e conforto ambiental, al\u00e9m de ser espa\u00e7o de pesquisa, capacita\u00e7\u00e3o e visita\u00e7\u00e3o para profissionais, estudantes e o p\u00fablico em geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme dados p\u00fablicos, o valor investido estimado foi por volta R$1,9 milh\u00e3o, mas diversas parcerias foram fundamentais para a viabiliza\u00e7\u00e3o da Casa NZEB. O projeto contou com a colabora\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, empresas privadas e organismos internacionais. Entre os parceiros destacados est\u00e3o a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU\/UFRJ), Signify (Philips), Daikin, GIZ (ag\u00eancia de coopera\u00e7\u00e3o internacional alem\u00e3). Essas parcerias permitiram que o Espa\u00e7o NZEB se tornasse uma vitrine de solu\u00e7\u00f5es de baixo carbono, com monitoramento, estrutura, gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, mobilidade el\u00e9trica e arquitetura sustent\u00e1vel. O envolvimento desses parceiros foi essencial para a obten\u00e7\u00e3o de certifica\u00e7\u00f5es como o Selo Procel Edifica e a Classe A do PBE Edifica, al\u00e9m de consolidar o espa\u00e7o como refer\u00eancia nacional em pesquisa, capacita\u00e7\u00e3o e demonstra\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisarmos e aplicarmos no cen\u00e1rio amaz\u00f4nico com climas de alta umidade e calor, a pesquisadora informou que os dados mostram que estrat\u00e9gias passivas (ventila\u00e7\u00e3o cruzada, sombreamento, telhados frios, isolamento adequado) e o uso de equipamentos eficientes podem reduzir em at\u00e9 50% o consumo de energia para climatiza\u00e7\u00e3o em resid\u00eancias amaz\u00f4nicas. O desempenho \u00e9 potencializado quando combinado com gera\u00e7\u00e3o solar (mesmo em clima \u00famido), com ganhos expressivos em conforto t\u00e9rmico e redu\u00e7\u00e3o de custos operacionais. Dentre os benef\u00edcios, a redu\u00e7\u00e3o do consumo diminui a demanda por gera\u00e7\u00e3o termel\u00e9trica a diesel, que \u00e9 cara e poluente, especialmente em sistemas isolados da Amaz\u00f4nia. Isso resulta em menor emiss\u00e3o de CO2, menor polui\u00e7\u00e3o local, redu\u00e7\u00e3o de custos para o sistema el\u00e9trico e maior seguran\u00e7a energ\u00e9tica para as comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste, o principal impacto social esperado do espa\u00e7o NZEB na Amaz\u00f4nia \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dos gastos familiares com energia, liberando renda para outras necessidades, al\u00e9m de melhorar o conforto t\u00e9rmico e a sa\u00fade p\u00fablica (menos polui\u00e7\u00e3o, ambientes mais saud\u00e1veis e seguros). Ademais, os principais desafios s\u00e3o: a log\u00edstica e o acesso a materiais\/tecnologias; o custo inicial elevado para popula\u00e7\u00f5es de baixa renda; a falta de m\u00e3o de obra qualificada; a infraestrutura limitada (transporte, energia, comunica\u00e7\u00e3o); e as barreiras regulat\u00f3rias e de financiamento. Adicionalmente, foi destacado que \u00e9 fundamental considerar a participa\u00e7\u00e3o das comunidades locais no desenho e implementa\u00e7\u00e3o dos projetos, respeitando saberes tradicionais e promovendo inclus\u00e3o social e econ\u00f4mica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ser questionada sobre uma mensagem para os formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas sobre a import\u00e2ncia de apoiar iniciativas de constru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis no contexto da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, a entrevistada destacou:<\/p>\n\n\n\n<p>Apoiar constru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis \u00e9 investir em um futuro mais resiliente, saud\u00e1vel e competitivo para o Brasil. Pol\u00edticas p\u00fablicas devem priorizar incentivos, regula\u00e7\u00e3o adequada e financiamento para que solu\u00e7\u00f5es como o NZEB se tornem padr\u00e3o, promovendo desenvolvimento econ\u00f4mico, inclus\u00e3o social e prote\u00e7\u00e3o ambiental. (ENTREVISTA, 2025)<\/p>\n\n\n\n<p>A entrevista evidencia que a iniciativa vai al\u00e9m de uma constru\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e trata de uma estrat\u00e9gia de inova\u00e7\u00e3o e sustentabilidade nacional, que pode ser ampliada para todos os escopos e \u00e1reas. As dificuldades das condi\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio amaz\u00f4nico, a necessidade de mudan\u00e7a e pol\u00edticas conscientes e consistentes (al\u00e9m do papel de parceria e de toda uma popula\u00e7\u00e3o), mostra onde o Brasil pode caminhar no quesito de inova\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, com progresso e coopera\u00e7\u00e3o. Logo, faz-se necess\u00e1rio expandir espa\u00e7os como o da NZEB para construir um Brasil mais consciente, limpo e humano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante do que foi analisado, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que o Brasil possui, inegavelmente, um grande potencial estrat\u00e9gico na corrida global pela transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Contudo, possui limita\u00e7\u00f5es devido \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e regulat\u00f3ria, que desvia os investimentos para fontes n\u00e3o renov\u00e1veis devido sua alta depend\u00eancia em combust\u00edveis f\u00f3sseis, a\u00e7\u00e3o que aumenta a inseguran\u00e7a jur\u00eddica, mesmo com a grande capacidade de gera\u00e7\u00e3o limpa no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo de caso da Casa NZEB demonstrou a viabilidade tecnol\u00f3gica e t\u00e9cnica imediata de solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis na Amaz\u00f4nia, provando ser poss\u00edvel reduzir em at\u00e9 50% o consumo de energia. Essa tecnologia n\u00e3o apenas promove a descarboniza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m garante justi\u00e7a social, diminuindo custos e a polui\u00e7\u00e3o em sistemas isolados.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, conclui-se que existem tecnologias que viabilizam uma transi\u00e7\u00e3o justa para as fontes renov\u00e1veis, com \u00eanfase na possibilidade do pa\u00eds ter posi\u00e7\u00e3o de destaque no mercado energ\u00e9tico e, concomitantemente, proteger a Amaz\u00f4nia. Para que isso ocorra, \u00e9 imprescind\u00edvel que o governo mobilize pol\u00edticas p\u00fablicas, investimentos e coopera\u00e7\u00e3o institucional para superar os limites econ\u00f4micos, pol\u00edticos e estruturais e vencer a depend\u00eancia em energia suja. Desse modo, o potencial brasileiro ser\u00e1 convertido, de fato, em lideran\u00e7a global de forma a beneficiar comunidades que auxiliam na prote\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o clim\u00e1tico do planeta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ABREU, Thiago Modesto de; BERNARDES, Luis Guilherme de Freitas; YAMACHITA, Roberto Akira; BORTONI, Edson da Costa. Desafios e oportunidades para o mercado de hidrog\u00eanio verde no Brasil: uma an\u00e1lise SWOT. 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.mackenzie.br\/fileadmin\/ARQUIVOS\/Public\/pesquisa-inovacao\/cemapi\/Hidrog%C3%AAnio\/desafios-e-oportunidades-para-o-mercado-de-hidrogio-verde-no-brasil-uma-analise-SWOT_2022.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00c2MARA DE COMERCIALIZA\u00c7\u00c3O DE ENERGIA EL\u00c9TRICA (CCEE).&nbsp;<strong>Dados de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/strong> Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ccee.org.br\/dados-e-analises\/dados-geracao?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/www.ccee.org.br\/dados-e-analises\/dados-geracao<\/a>. Acesso em: 27 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>CARREGOSA, Lais.<strong>&nbsp;Energia limpa: Brasil bate recorde com 93% da energia gerada em 2023 vindo de fontes renov\u00e1veis, diz CCEE<\/strong><em>.<\/em>&nbsp;G1, Bras\u00edlia, 2 fev. 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/g1.globo.com. Acesso em: 27 out. 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>COMISS\u00c3O EUROPEIA.&nbsp;<strong>Plano REPowerEU<\/strong>. Bruxelas, 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/commission.europa.eu. Acesso em: 8 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>CUNHA, E. A. A.; SIQUEIRA, J. A. C.; NOGUEIRA, C. E. C.; DINIZ, A. M. Aspectos hist\u00f3ricos da energia e\u00f3lica no Brasil e no mundo. <strong>Revista Brasileira de Energias Renov\u00e1veis<\/strong>, v. 8, n. 4, p. 689-697, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>DUPONT, F. H.; GRASSI, F.; ROMITTI, L. Energias renov\u00e1veis: buscando por uma matriz energ\u00e9tica sustent\u00e1vel. <strong>Revista Eletr\u00f4nica em Gest\u00e3o, Educa\u00e7\u00e3o e Tecnologia Ambiental,<\/strong> Santa Maria, v. 19, n. 1, ed. esp., p. 70-81, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>EMPRESA DE PESQUISA ENERG\u00c9TICA \u2013 EPE. Potencial dos recursos energ\u00e9ticos no horizonte 2050. Nota T\u00e9cnica PR 04\/18 \u2013 S\u00e9rie Recursos Energ\u00e9ticos. Rio de Janeiro, 2018. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.epe.gov.br\/sites-pt\/publicacoes-dados-abertos\/publicacoes\/PublicacoesArquivos\/publicacao-227\/topico-416\/NT04%20PR_RecursosEnergeticos%202050.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>EMPRESA DE PESQUISA ENERG\u00c9TICA (EPE). Matriz energ\u00e9tica e el\u00e9trica. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.epe.gov.br\/pt\/abcdenergia\/matriz-energetica-e-eletrica#ELETRICA\">https:\/\/www.epe.gov.br\/pt\/abcdenergia\/matriz-energetica-e-eletrica#ELETRICA<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>GRUPO MYR. Energias renov\u00e1veis: oportunidades e riscos para o Brasil na transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/grupomyr.com.br\/energias-renovaveis-oportunidades-e-riscos-para-o-brasil-na-transicao-para-uma-economia-de-baixo-carbono\/\">&nbsp;https:\/\/grupomyr.com.br\/energias-renovaveis-oportunidades-e-riscos-para-o-brasil-na-transicao-para-uma-economia-de-baixo-carbono\/<\/a>. Acesso em: 8 set. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>INESC \u2013 INSTITUTO DE ESTUDOS SOCIOECON\u00d4MICOS.&nbsp;<strong>Subs\u00eddios \u00e0s fontes f\u00f3sseis e renov\u00e1veis (2022-2023)<\/strong><em>.<\/em>Bras\u00edlia: Inesc, setembro 2024. p. 2. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/inesc.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/resumoexecutivo-7ed-subsidio-fosseis_renovaveis.pdf?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/inesc.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/resumoexecutivo-7ed-subsidio-fosseis_renovaveis.pdf<\/a>.&nbsp;Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>KUZEMKO, C. et al.<strong><em>&nbsp;Policy and politics in the wake of the energy crisis in Europe<\/em><\/strong>. Energy Research &amp; Social Science, v. 91, p. 102\u2013115, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>MENDES, Flavine Meghy Metne<strong>.<\/strong>&nbsp;<strong>Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica: um olhar atento aos desafios regulat\u00f3rios<\/strong><em>.<\/em>&nbsp;JOTA, 11 maio 2025. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/transicao-energetica-um-olhar-atento-aos-desafios-regulatorios?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/transicao-energetica-um-olhar-atento-aos-desafios-regulatorios<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>MINIST\u00c9RIO DE MINAS E ENERGIA. Energia de hidrel\u00e9tricas \u00e9 considerada uma das mais seguras e limpas. Ag\u00eancia Gov, 09 out. 2023. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciagov.ebc.com.br\/noticias\/202310\/energia-de-hidreletricas-e-considerada-uma-das-mais-seguras-e-limpas?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/agenciagov.ebc.com.br\/noticias\/202310\/energia-de-hidreletricas-e-considerada-uma-das-mais-seguras-e-limpas?utm_source=chatgpt.com<\/a>. Acesso em: 27 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>MME \u2013 Minist\u00e9rio de Minas e Energia. Biomassa: res\u00edduos que s\u00e3o transformados em energia. Bras\u00edlia: MME, 23 out. 2023. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mme\/pt-br\/assuntos\/noticias\/biomassa-residuos-que-sao-transformados-em-energia?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/www.gov.br\/mme\/pt-br\/assuntos\/noticias\/biomassa-residuos-que-sao-transformados-em-energia<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>MORI, Robson Luis.&nbsp;As mudan\u00e7as na pol\u00edtica energ\u00e9tica dos pa\u00edses europeus e os seus impactos na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica global: uma revis\u00e3o da literatura a partir de 2022. <strong>Revista Contempor\u00e2nea,<\/strong> v. 5, n. 3, p. 1-20, 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>PACHECO, Hugo. Energias renov\u00e1veis: o futuro sustent\u00e1vel da matriz energ\u00e9tica no Brasil. JusBrasil, 11 mar. 2025. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/artigos\/energias-renovaveis-o-futuro-sustentavel-da-matriz-energetica-no-brasil\/3152152977\">&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/artigos\/energias-renovaveis-o-futuro-sustentavel-da-matriz-energetica-no-brasil\/3152152977\">https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/artigos\/energias-renovaveis-o-futuro-sustentavel-da-matriz-energetica-no-brasil\/3152152977<\/a>. Acesso em: 9 set. 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PARADA, Gabriel; PIMENTEL, C\u00e1cia. <strong>Instrumentos de pol\u00edticas p\u00fablicas para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. In: Di\u00e1logos da governan\u00e7a energ\u00e9tica [livro eletr\u00f4nico]: onze temas centrais para a transi\u00e7\u00e3o<\/strong>. &#8212; 1. ed. &#8212; S\u00e3o Paulo : Cacia Campos Pimentel, 2023. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.mackenzie.br\/fileadmin\/ARQUIVOS\/Public\/pesquisainovacao\/cemapi\/Ebook_Di%C3%A1logo_da_Energia.pdf\">https:\/\/www.mackenzie.br\/fileadmin\/ARQUIVOS\/Public\/pesquisainovacao\/cemapi\/Ebook_Di\u00e1logo_da_Energia.pdf<\/a>.&nbsp;Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>PIOVANI, J. T.; RUIZ, M. S.; TRIGOSO, F. B. M. A evolu\u00e7\u00e3o das energias renov\u00e1veis intermitentes no Brasil. <strong>Revista Arac\u00ea,<\/strong> v. 7, n. 3, p. 11340-11363, 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>REVISTA DE GEST\u00c3O E SECRETARIADO<strong>.<\/strong>&nbsp;O mercado de energia solar no Brasil: uma an\u00e1lise dos desafios e oportunidades do setor.<strong><em>&nbsp;Revista de Gest\u00e3o e Secretariado<\/em><\/strong>, v. 16, n. 10, p. 4, 2025. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/ojs.revistagesec.org.br\/secretariado\/article\/view\/4768\/3104\">https:\/\/ojs.revistagesec.org.br\/secretariado\/article\/view\/4768\/3104<\/a>. Acesso em: 27 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, Jos\u00e9 Alderir da.&nbsp;Energia E\u00f3lica no Brasil: Avan\u00e7os e Desafios. <strong>BRSA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica<\/strong>, 2024. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/brsa.org.br\/wp-content\/uploads\/wpcf7-submissions\/32174\/ENERGIA-EOLICA-NO-BRASIL-AVANCOS-E-DESAFIOS.pdf?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/brsa.org.br\/wp-content\/uploads\/wpcf7-submissions\/32174\/ENERGIA-EOLICA-NO-BRASIL-AVANCOS-E-DESAFIOS.pdf<\/a>. Acesso em: 27 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, Heitor Marques Francelino da; ARA\u00daJO, Francisco Jos\u00e9 Costa<strong>.<\/strong>&nbsp;Energia solar fotovoltaica no Brasil: uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica.&nbsp;R<strong>evista Ibero-Americana de Humanidades, Ci\u00eancias e Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 8, n. 3, p. 859\u2013869, 2022. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicorease.pro.br\/rease\/article\/view\/4654?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/periodicorease.pro.br\/rease\/article\/view\/4654<\/a>. Acesso em: 27 out. 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>SNA \u2013 SOCIEDADE NACIONAL DE AGRICULTURA. Falta de marco regulat\u00f3rio \u00e9 entrave para economia verde, diz especialista.&nbsp;<strong><em>Destaques da SNA<\/em>,<\/strong> 29 nov. 2016. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/sna.agr.br\/falta-de-marco-regulatorio-e-entrave-para-economia-verde-diz-especialista\/\">https:\/\/sna.agr.br\/falta-de-marco-regulatorio-e-entrave-para-economia-verde-diz-especialista\/<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>CONSELHO DA UNI\u00c3O EUROPEIA.&nbsp;<em>Pacto Ecol\u00f3gico Europeu<\/em>. Conselho da Uni\u00e3o Europeia, [s.d.]. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.consilium.europa.eu\/pt\/policies\/european-green-deal\/?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/www.consilium.europa.eu\/pt\/policies\/european-green-deal\/<\/a>.&nbsp;Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>PARLAMENTO EUROPEU; CONSELHO DA UNI\u00c3O EUROPEIA.&nbsp;<em>Directive (EU) 2018\/2001 of the European Parliament and of the Council of 11 December 2018 on the promotion of the use of energy from renewable sources (recast)<\/em>.&nbsp;Jornal Oficial da Uni\u00e3o Europeia (OJ L 328, 21.12.2018, p. 82-209). Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/PDF\/?uri=CELEX:32018L2001\">https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/PDF\/?uri=CELEX:32018L2001<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>CEN\u00c1RIO ENERGIA. China acelera transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica com maior parque solar do mundo na Meseta Tibetana. S\u00e3o Paulo: Cen\u00e1rio Energia, 01 set. 2025. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/cenarioenergia.com.br\/2025\/09\/01\/china-acelera-transicao-energetica-com-maior-parque-solar-do-mundo-na-meseta-tibetana\/?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/cenarioenergia.com.br\/2025\/09\/01\/china-acelera-transicao-energetica-com-maior-parque-solar-do-mundo-na-meseta-tibetana\/<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>PARLAMENTO EUROPEU; CONSELHO DA UNI\u00c3O EUROPEIA.\u00a0Directiva 2009\/28\/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Abril de 2009. J<strong>ornal Oficial da Uni\u00e3o Europeia,<\/strong> L 140 de 5 jun. 2009, p. 16-62. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/?uri=CELEX:32009L0028&amp;utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/?uri=CELEX:32009L0028<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>SUSTENTABILIDADE BRASIL.\u00a0<em>17 <\/em><strong>Objetivos e metas principais da Agenda 2030 da ONU; veja a lista.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Sustentabilidade Brasil, 14 jan. 2025. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/sustentabilidadebrasil.com\/17-objetivos-e-metas-principais-da-agenda-2030-da-onu-veja-a-lista\/?utm_source=chatgpt.com\">https:\/\/sustentabilidadebrasil.com\/17-objetivos-e-metas-principais-da-agenda-2030-da-onu-veja-a-lista\/<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>FAERMAN, Henrique. <strong>Cepel inaugura modelo de constru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel.<\/strong> Rio de Janeiro: Canal Energia, 25 out. 2025. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.canalenergia.com.br\/noticias\/53280880\/cepel-inaugura-modelo-de-construcao-sustentavel\">https:\/\/www.canalenergia.com.br\/noticias\/53280880\/cepel-inaugura-modelo-de-construcao-sustentavel<\/a>. Acesso em: 28 out. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entrevista n\u00e3o publicada (concedida ao autor)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>RAMOS, M\u00e1rcia. Entrevista concedida a Erika Guedes e Livia Teixeira. Rio de Janeiro, 9 set. 2025. A entrevista est\u00e1 transcrita no Ap\u00eandice A desta monografia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>AP\u00caNDICE A &#8211; Roteiro da entrevista aplicada&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol start=\"1\" class=\"wp-block-list\">\n<li>Como surgiu a ideia da casa NZEB? Poderia explicar brevemente sua utiliza\u00e7\u00e3o?<\/li>\n\n\n\n<li>Que parcerias (p\u00fablico, privado, acad\u00eamico) foram fundamentais para a viabiliza\u00e7\u00e3o da Casa NZEB?<\/li>\n\n\n\n<li>Em sua vis\u00e3o, quais s\u00e3o os principais diferenciais do Brasil em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses na corrida pela descarboniza\u00e7\u00e3o?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais s\u00e3o os dados de desempenho que o Cepel\/Eletrobras possui sobre a aplica\u00e7\u00e3o de efici\u00eancia energ\u00e9tica em climas de alta umidade e calor, t\u00edpicos da Amaz\u00f4nia?<\/li>\n\n\n\n<li>Quais s\u00e3o os principais desafios para implementar projetos de efici\u00eancia energ\u00e9tica e baixo carbono em regi\u00f5es como a Amaz\u00f4nia?<\/li>\n\n\n\n<li>Como a redu\u00e7\u00e3o do consumo de eletricidade, promovida pelo NZEB, se traduz diretamente em benef\u00edcios ambientais mensur\u00e1veis na Amaz\u00f4nia (Ex: redu\u00e7\u00e3o da necessidade de termel\u00e9tricas a diesel)?<\/li>\n\n\n\n<li>Que mensagem gostaria de deixar para formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas sobre a import\u00e2ncia de apoiar iniciativas de constru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis no contexto da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica?<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;Pacto Ecol\u00f3gico Europeu para redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa at\u00e9 2050.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp;Legisla\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia para aumento da energia renov\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>&nbsp;Iniciativa do governo da \u00cdndia para desenvolver energia solar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>&nbsp;Produzido pela eletr\u00f3lise da \u00e1gua, usando energia de fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>&nbsp;Biog\u00e1s renov\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"applewebdata:\/\/2D04E677-9F54-4B95-9C06-6FEC605103B9#_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>&nbsp;Plano de a\u00e7\u00e3o global da ONU que visa alcan\u00e7ar um mundo mais sustent\u00e1vel, erradicando a pobreza, protegendo o planeta e garantindo prosperidade e dignidade para todos at\u00e9 o ano de 2030.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em><strong>Erika Alves <\/strong>\u00e9 graduanda em Defesa e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com foco em Defesa, Diplomacia, Geopol\u00edtica e Ci\u00eancia Pol\u00edtica. Pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Estudos de Seguran\u00e7a e Defesa (LESD\/UFRJ).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em><strong>Livia Teixeira <\/strong>\u00e9 graduanda em Defesa e Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica Internacional, na UFRJ (Faculdade Federal do Rio de Janeiro), com  interesse em Defesa, Ci\u00eancias pol\u00edticas, Gest\u00e3o empresarial internacional e Direito Internacional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Orientador da pesquisa: Prof. Dr. Bernardo Salgado Rodrigues<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edi\u00e7\u00e3o Especial: COP da Amaz\u00f4nia Volume 12 | N\u00famero 121 | Nov. 2025<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3409,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[645,685],"tags":[],"class_list":["post-3428","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-edicao-atual","category-edicao-especial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3428"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3428\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3431,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3428\/revisions\/3431"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3409"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dialogosinternacionais.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}